A esquerda caiu com (bem) mais dignidade quando o Muro de Berlim foi ao chão

A esquerda caiu com (bem) mais dignidade quando o Muro de Berlim foi ao chão

Essa não é a primeira vez que a esquerda é encurralada no Brasil por sua própria lógica. No último século, para o bem, ou para o mal, cada geração viu o esquerdismo falhar miseravelmente ao menos uma vez em seus objetivos. Mas o Implicante pergunta: você já parou para pensar no que fez o eleitor, em 1989, preferir Fernando Collor de Mello a Lula?

O primeiro turno daquela eleição se deu em 15 de novembro. Era uma semana histórica não só para o Brasil, que pela primeira vez votava para presidente após décadas, mas para o planeta: seis dias antes, o Muro de Berlim foi ao chão. Em outras palavras, o projeto que a esquerda sugeriu ao mundo tinha acabado de fracassar.

Nos debates, Collor não se cansava de apontar que Lula era o candidato dos comunistas, que o comunismo destruiu nações e gerações inteiras, e que o país não poderia cometer o mesmo erro. Quanto ao petista, calava-se até mesmo diante das acusações de que as reuniões do seu partido ignoravam o hino nacional e se encerravam ao som da Internacional Comunista.

Dois anos depois, a União Soviética também chegaria ao fim, acabando de vez com o Bloco Soviético. E como a esquerda reagiu? Dando um passo atrás, resgatando a “social democracia” e assumindo que o projeto comunista falhou onde foi implementado – ainda que com a cretina ressalva de que o socialismo real jamais fora posto em prático.

Como reage à esquerda ao fato de que quebrou o Brasil batendo todos os recordes negativos sob os cuidados de uma gestão corrupta e fraudulenta? Nega e renega. Não assume qualquer erro, não faz qualquer mea culpa, inventa mentiras, propaga desinformação, vandaliza, agride, ataca e passa vergonha.

Mesmo para os padrões brasileiros, o esquerdismo nunca viveu momento tão baixo.