Será que estamos sendo justos com ele?

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Nos últimos dias, começaram a aparecer nas redes sociais pessoas incrédulas com a péssima avaliação dos paulistanos – 47% de “ruim” ou “péssimo” – sobre a gestão Haddad. No melhor estilo será que estamos sendo justos com ele?, a turma “100% neutra e isenta” desafia os amigos “coxinhas” a argumentar; alguns mais arrojados se referem a Haddad como #Prefeitão – sem ironia! – no Twitter; outros vão mais longe e já exigem que quem desaprova o alcaide desfaça a amizade virtual – correndo o risco de perder cerca de 85% dos amigos…

Coincidentemente (ou não), o PT anunciou na semana passada que lançaria uma ofensiva para tentar reabilitar o prefeito paulistano, com o objetivo último de ajudar a campanha do partido ao governo do estado. O ex-presidente Lula chegou a chamar de ingratos os paulistanos insatisfeitos com seu prefeito.

Em resposta a isso, nós preparamos um resumo da obra de Fernando Haddad em pouco mais de um ano e meio à frente da Prefeitura de São Paulo:

Campanha baseada em dois enormes estelionatos eleitorais

A campanha de Haddad apoiou-se fortemente em duas promessas: o “Arco do Futuro”, que vinha ilustrado por uma bela animação em 3D durante o horário eleitoral, e o fim da Taxa de Inspeção Veicular na cidade, anunciado enfaticamente pelo próprio candidato na TV: “Eu vou acabar com essa taxa!”.

Ainda nos primeiros meses de mandato, o prefeito admitiu que boa parte das obras previstas no tal Arco do Futuro ficariam no mundo da ficção pois eram muito caras, depois condicionou as que sobraram à aprovação de seu Plano Diretor pela Câmara dos Vereadores.

Já o fim da Taxa da Inspeção Veicular foi um aceno à classe média que possui carro: Haddad não só não acabou com a taxa (e nem vai acabar), como transformou a vida do motorista paulistano em um inferno com as faixas exclusivas de ônibus mal implementadas. Enquanto isso, o Governo Federal do partido do prefeito oferece todo tipo de incentivo à indústria automobilística e ao consumidor que pretende adquirir um veículo. Sendo São Paulo a maior cidade do país, não é necessário muita perspicácia para adivinhar onde vão parar a maioria desses automóveis.

Suspeitos, improbos e fichas-sujas no primeiro escalão

“Nossa, mas até parece que nos outros partidos só tem santo, não é?” Ok, mas também não precisa exagerar: Haddad foi à Justiça para poder nomear TRÊS vezes como secretário das Subprefeituras o vereador Ricardo Teixeira (PV), condenado por improbidade administrativa.

Em seu primeiro dia como prefeito, Haddad nomeou assessora da Secretaria de Governo (a “Casa Civil” da Prefeitura) a petista Maria Aparecida Perez, que estava com os bens bloqueados por conta de um processo por desvio de dinheiro público durante a gestão Marta Suplicy (2001-2004), quando foi secretária da Educação. Em maio deste ano, Maria Aparecida foi condenada a devolver R$ 7,8 milhões aos cofres públicos.

Haddad ainda teve de demitir o próprio titular da Secretaria de Governo, o vereador Antônio Donato (PT), após o nome dele ter sido citado nas investigações da chamada “máfia do ISS” por ter indicado o suposto líder do esquema para cargo na SPTrans – e recebido em troca uma polpuda doação para sua campanha eleitoral.

Para a Secretaria Municipal da Igualdade Racial (pois é…), foi nomeado o pagodeiro e comunista do Brasil Netinho de Paula, que dispensa apresentações, para chefiar uma equipe que também conta com a ex-ministra Matilde Ribeiro, demitida por ter feito compras num Free Shop com cartão corporativo.

Querem mais? Haddad também deu um cargo na Prefeitura para um certo Ricardo Schumann, ex-funcionário de alto escalão da Caixa Econômica Federal, também conhecido como o homem que quebrou o sigilo do caseiro Francenildo.

Um prefeito que não conhece a cidade

Pode parecer argumento de taxista (e é mesmo!), mas não deixa de ser verdade: apesar de ter nascido e crescido em São Paulo, Haddad viveu em Brasília desde o início do governo Lula, em 2003, e só voltou a morar na capital paulista quando se desligou do Ministério da Educação para concorrer à Prefeitura. Na campanha, dois episódios ficaram famosos: ele confundiu Itaim Paulista com Itaim Bibi durante um comício e demonstrou que não sabia nem o endereço da Prefeitura em uma sabatina.

Depois de eleito, apesar de ter anunciado que iria ao trabalho diariamente de ônibus, Haddad pouco é visto fora de seu gabinete, com exceção de eventuais photo-ops para o consumo de jornalistas e militantes. Também não ajudam a fama que ele tem de não trabalhar aos finais de semana, muito menos o fato de ter tirado férias duas vezes em um ano e meio.

É claro que ninguém é obrigado a conhecer cada canto de uma cidade com as dimensões da capital paulista, mas isso se torna um problema grave quando se é um prefeito dado a fazer “experimentações” sem o menor planejamento nem noção das consequências. Um exemplo: recentemente, a construção de um corredor de ônibus na avenida Eng. Luís Carlos Berrini foi paralisada por quase um mês, com as duas faixas centrais interditadas, para que a Prefeitura pudesse fazer um estudo do impacto da obra. Apesar da enorme população de ratos na cidade, o paulistano não gosta de ser feito de cobaia.

As faixas e corredores de ônibus

 O episódio descrito acima evidencia o modo como foram feitos o planejamento e a implementação das faixas de ônibus: de forma autoritária, atabalhoada e inconsequente. A falta de critério na escolha das vias ‘agraciadas’, a supressão de linhas de ônibus sem maiores explicações nem aviso prévio, a falta de investimento em renovação e aumento da frota são apenas alguns dos inúmeros erros de Haddad nessa área. Não é de surpreender que as primeiras pesquisas apontem pouca mudança em relação ao tempo médio que os usuários de transporte público gastavam em seus deslocamentos antes das faixas.

Já os corredores de ônibus são um capítulo à parte: no começo do ano, o Tribunal de Contas do Município determinou a suspensão da licitação, e no mês passado a Prefeitura teve de lançar novo edital para apenas um trecho. Ninguém sabe quando serão lançados editais para os trechos que ficaram faltando. Um show de competência.

IPTU

Para seu segundo ano de mandato, Haddad havia preparado uma surpresa para os cidadãos paulistanos: aumento de 20% para imóveis residenciais e 35% para os comerciais no IPTU. Mesmo após o Tribunal de Justiça de São Paulo vetar o reajuste em decisão liminar, Haddad chegou a sancionar o a lei que o aprovava. Finalmente, o Superior Tribunal de Justiça  viria a barrar o aumento considerado abusivo.

Cracolândia

A essa altura, todos já devem ter ouvido falar do Braços Abertos, o programa de combate ao crack da Prefeitura de São Paulo que não combate o crack… A experiência de oferecer moradia e salário aos usuários sem nenhuma contrapartida, em um ambiente onde na prática o tráfico é liberado – houve até um caso de traficante portando o crachá da Prefeitura – deu tão certo que o prefeito prometeu inaugurar outras ‘cracolândias’ nos moldes da original cidade afora.

MTST

Devido à aliança com o PP, especulava-se antes da eleição que Haddad entregaria a Secretaria de Habitação de “porteira fechada” à turma do partido comandado pelo ex-governador Paulo Maluf, mas foi pior ainda: quem manda hoje na área é o MTST, utilizado por Haddad como massa de manobra. O prefeito chegou a subir em um carro de som do movimento e incitar os manifestantes a ir protestar em frente à Câmara dos Vereadores para pressionar pela aprovação de seu Plano Diretor. Em troca, ele legalizaria terrenos invadidos por seus aliados – esta promessa cumprida integralmente: com a aprovação do Plano, quatro invasões foram legalizadas.

Recentemente, descobriu-se que a Secretaria mantém um cadastro secreto e prioriza membros do MTST na distribuição de casas, e por conta disso o Ministério Público recomendou ao Governo Federal o bloqueio do programa Minha Casa, Minha Vida para a cidade de São Paulo.

Lei Cidade Limpa

Principal marca da gestão de seu antecessor Gilberto Kassab (PSD) e amplamente aprovada pela população, a Lei Cidade Limpa virou letra morta na cidade: a administração Haddad por um lado afrouxou a fiscalização (queda de 90% nas autuações entre o final do mandato de Kassab e o início do de Haddad), e por outro flexibilizou a lei, liberando algumas formas de publicidade em veículos e no mobiliário urbano.

Virada Cultural

Em sua campanha, Haddad prometia uma “periferia vibrante, com cultura”, mas acabou concentrando todos os eventos da Virada Cultural de 2013 no Centro, e apesar de ter um orçamento 33% maior do que o ano anterior (só em divulgação foram gastos R$ 7,4 milhões), os eventos acabaram reduzidos em 16%. Questionado sobre a exclusão da periferia da Virada, o secretário de Cultura Juca Ferreira ainda apontou preconceito de quem criticava, afirmando que sua gestão não queria que “a periferia ficasse na periferia”. Resultado: dois mortos, atrações canceladas devido a falta de segurança e inúmeros casos de violência, confusões e arrastões.

Educação

Por fim a área que deveria ser a especialidade de Fernando Haddad (apesar de os números de sua passagem pelo Ministério não demonstrarem, Lula garante que ele foi o “melhor Ministro da Educação que este país já teve”).

Uma das principais promessas da campanha do PT era zerar o déficit de vagas em creches no município, mas em seu primeiro ano de gestão a fila aumentou. Após este vexame, a Secretaria de Educação resolveu o problema: parou de divulgar os números.

Sua equipe também achou por bem reduzir o kit entregue aos alunos da rede pública, cortando até canetas e cadernos, mas gastou R$ 6 milhões com tênis chineses de má qualidade e superfaturados.

Conclusão

Por tudo o que vai acima, os militantes do PT e o pessoal que “não é petista, mas…” terão uma missão árdua pela frente: ganhar a discussão com o amigo “coxinha” é relativamente fácil, difícil mesmo é convencer o povão que é diretamente afetado pelas ideias mirabolantes deste que caminha a passos largos para ser o pior prefeito que São Paulo já teve.

Ministro Fernando Pimentel desviou R$ 5 milhões da prefeitura de BH, segundo Procuradoria

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Matéria da Folha de S. Paulo:

O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), um dos mais próximos da presidente Dilma Rousseff e cotado para coordenar sua campanha à reeleição, é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ser “autor de delitos” e ter “concorrido ativamente” para o desvio de R$ 5 milhões da Prefeitura de Belo Horizonte em 2004, quando era prefeito da cidade.

Folha teve acesso ao inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso está sob a relatoria do ministro José Dias Toffoli. Ele deve apresentar seu voto ao plenário do tribunal, que decidirá se abre ação penal.

O inquérito analisa as circunstâncias da contratação, pela Prefeitura de Belo Horizonte, da Câmara dos Dirigentes Lojistas local para implantar o projeto “Olho Vivo”, que previa a instalação de 72 câmeras para coibir crimes no centro da cidade.

O documento da Procuradoria, datado de março de 2012, é assinado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, Cláudia Sampaio, e acusa diretamente o ministro: “O denunciado [Pimentel] concorreu ativamente para o desvio dos R$ 5 milhões em favor da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte”.

A acusação contra Pimentel é de “apropriação de bens ou rendas públicas”, com pena de até 12 anos de prisão.

Diz ainda a Procuradoria: “A denúncia contém clara e concisa descrição do fato criminoso e dos indícios de autoria, que permitem com segurança apontar o denunciado como autor dos delitos”.

Em síntese, a Procuradoria afirma que o convênio com a Câmara dos Dirigentes Lojistas foi uma forma simulada de contratação sem licitação, e que o dinheiro foi parar em uma empresa-fantasma.

A Procuradoria corroborou as conclusões do Ministério Público de Minas, que em 2010 denunciou o ex-prefeito e o ex-secretário de Coordenação e Gestão Regional, Fernando Viana Cabral, entre outros. No ano passado, “O Globo” divulgou que Pimentel havia sido denunciado pela Procuradoria, mas não revelou em que termos.

(grifos nossos)

Comentário

Pimentel deveria ter sido demitido na época da “Dilma faxineira”, quando surgiu o escândalo das consultorias. Por alguma razão, foi poupado do surto higienista da presidente e ainda é forte candidato a coordenar a campanha da reeleição junto com o aloprado Mercadante.

* Caso queiram consultar, temos 6 páginas das peripécias do “ministro Pimentel” em arquivo.

Gilmar Mendes apresenta queixa-crime contra José de Abreu

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Matéria do portal G1:

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes entrou com uma queixa-crime na qual pede que o ator José de Abreu seja punido pelos crimes de injúria e difamação.

No microblog Twitter, o ator afirmou que o ministro do STF contratou um “araponga” que tem relações com o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Após saber do processo, José de Abreu afirmou que seu advogado estuda o processo e que é alvo de “perseguição”.

Pelo Código Penal, o crime de difamação tem pena prevista de três meses a um ano e multa. Para o crime de injúria, a pena é de um a seis meses de prisão e multa.

No pedido, protocolado no fim de fevereiro no Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro e que tem 14 páginas, o ministro pede ainda que a punição seja agravada em razão de a suposta injúria ter sido divulgada na internet e ter provocado, segundo ele, “diversos prejuízos morais (dignidade) e sociais (decoro)”.

Em seu Twitter, Abreu comentou nesta quarta-feira (17) o processo. “Um tweet com 140 toques resultou num inquérito que, até agora, já com a inicial, ja tem 601 páginas. […] Ainda não conversei com o advogado, está estudando a inicial que tem 601 páginas”, afirmou.

É a segunda vez que Gilmar Mendes e José de Abreu entram em conflito por conta de uma declaração no Twitter. Da primeira vez, o ator citou que o ministro era “corrupto”. Segundo a nova ação protocolada, daquela vez José de Abreu pediu desculpas.

Antes da sessão desta quarta, Gilmar Mendes comentou o tema e afirmou que o ator se vale do fato de ser uma personalidade pública. “Tenho a impressão que há muito tempo ele é utilizado como uma caixa de ressonância no Twitter, faz brincadeira e se valendo do valor que se dá para personalidade pública.”

Para o ministro, o ator pediu desculpa da primeira vez com argumentos que mostram “irresponsabilidade” ou “inconsciência”

“Há algum tempo ele fez uma afirmação nessa linha de exagero, entrei com uma interpelação e achou por bem dizer que não era nada disso, que ele nem sabia o que significava o termo corrupto, o que chega a ser engraçado e mostra o grau de irresponsabilidade ou até do grau de inconsciência que às vezes ele é acometido. Agora, recentemente, ele voltou à tona depois de ter se humilhado naquela outra ação para dizer que eu tinha contratado o Dadá, que ele foi condenado e por que que eu não tivera sido. Na verdade, nunca houve isso.”

‘Araponga
O suposto “araponga” mencionado por José de Abreu é o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, que foi preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo e apontado como espião particular de Cachoeira.

No Twitter, o ator escreveu no dia 10 de dezembro do ano passado: “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato.”

Dadá tinha acabado de ser condenado pela Justiça Fedral de Goiás pelos crimes de formação de quadrilha e violação de sigilo funcional.

A queixa-crime argumenta que ao fazer a ligação entre Gilmar Mendes e Dadá, o ator demonstra “claramente a intenção do querelado em denegrir a sua honra objetiva e subjetiva”.

“É importante enfatizar que o querelante [ministro] nunca teve qualquer contato com o condenado Idalberto Martins de Araújo [Dadá], seja pessoal, institucional ou profissional, o que comprova a ausência de qualquer contrato pactuado e demonstra a intenção deliberada em ofender a imagem e reputação do ofendido.”

(grifos nossos)

Comentário

Para ajudar a evitar que novos atores globais façam confusão e sejam processados, vocês podem relembrar aqui quem de fato contratou o ‘araponga’ Dadá.

Menos Amor em SP: Subprefeito de Haddad adota “tolerância zero” com morador de rua na Zona Leste

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Matéria do Estadão:

Barracas nas ruas, colchões sobre as calçadas, fogueirinhas para refeições e moradias provisórias. Nada disso mais é admitido nas ruas da Mooca e do Brás, na zona leste de São Paulo, onde as autoridades declararam “tolerância zero” a crime, lixo e moradores de rua.

O termo foi escolhido pelo capitão Aldrin Córpas, da Polícia Militar, para as operações que passou a fazer em apoio aos trabalhos de limpeza urbana da Subprefeitura da Mooca. Ele ainda postou fotos do “tolerância zero da Mooca” no Facebook, pedindo apoio da população.

A forma como as autoridades estão desempenhando a tarefa, contudo, causou polêmica. Parte dos moradores aplaude o trabalho da Prefeitura e da PM, como mostram as mensagens que Córpas recebeu em sua página pessoal na rede social.

Outros criticam a truculência das operações. O padre Julio Lancellotti, Vigário para o Povo da Rua, também protestou pela maneira como as abordagens estão sendo feitas. Documentos e pertences pessoais são levados, como o de uma moradora de rua que teve levada a bolsa com a última foto que tinha da mãe. “É uma antiga visão higienista da sociedade, que permanece”, diz.

Eliana Andreassa, de 37 anos, é uma das moradoras dos arredores do Viaduto Bresser que perdeu documentos nas abordagens municipais.

Ela chegou a São Paulo faz três meses, vinda de Dois Córregos, no interior do Estado. “Eles disseram que era para recolher meus objetos pessoais. Corri, mas não deu tempo de pegar a minha bolsa com meus documentos. Agora, preciso retirar os documentos para ir embora para casa”, disse.

‘Problema social’. O subprefeito da Mooca, Francisco Carlos Ricardo, afirma que realmente intensificou a operação de limpeza urbana. De acordo com os números da subprefeitura da Mooca, existem 71 vagas fixas em equipamentos para moradores de rua na região. O subprefeito diz que suas operações são de limpeza urbana e que não buscam atingir os moradores de rua. “É um problema social e eles devem ser encaminhados aos serviços sociais do Município”, diz o subprefeito, que não sabia que a PM do bairro denominava a operação como tolerância zero.

A PM disse que não iria se manifestar porque agiu em apoio à subprefeitura. O capitão Aldrin também não falou. Depois de procurado, ele retirou de sua página pessoal as informações sobre o tolerância zero.

(grifos nossos)

Comentário

Agora vejam que gracinha o vídeo da campanha de Haddad – aquela do “mais amor em SP” – em defesa dos moradores de rua:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=1Q5mEGg9594[/youtube]

(Vídeo retirado daqui.)

Feliciano diz que renuncia se mensaleiros saírem da CCJ

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Nota postada agora há pouco no blog do jornalista Gérson Camarotti no portal G1:

Diante de apelo do líder do PT , deputado José Guimarães (CE), para que deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) foi enfático. “Renuncio se João Paulo Cunha e José Genoíno, condenados no julgamento do mensalão, também renunciarem aos cargos que ocupam na Comissão de Constituição e Justiça”. Os petistas Cunha e Genoíno são membros titulares da CCJ.

O apelo de Guimarães foi feito em reunião de líderes partidários com Feliciano para convencer o deputado a deixar a presidência Comissão de Direitos Humanos. A resposta de Feliciano causou mal-estar e inviabilizou o prosseguimento da reunião.

José Nobre Guimarães, irmão de Genoino e líder do PT na Câmara, é conhecido como “Capitão Cueca” devido ao famoso incidente envolvendo seu assessor.

(Outro) Blogueiro “progressista” é condenado a indenizar diretor da Globo

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Vocês conhecem o roteiro desde meados do governo Lula:

1. Jornalista é demitido de grande veículo de imprensa.

2. Ele se transforma em “blogueiro progressista” e passa a falar mal do ex-patrão na internet.

3. Em pouco tempo, é contratado por um veículo alinhado com o PT e o Governo Federal.

Com frequência, os passos 4 e 5 são sofrer processos de cidadãos ofendidos – do ex-chefe a ministros do STF – e acusar uma grande conspiração de poderosos para calá-lo, utilizando expressões como “censura”, “assassinato de reputação” e “asfixia financeira”.

Esta peça foi encenada recentemente com um protagonista diferente – embora o “vilão” seja o mesmo de outras vezes. Informação do Consultor Jurídico:

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o jornalista Luiz Carlos Azenha a pagar R$ 30 mil em indenização por danos morais em ação proposta pelo diretor de jornalismo e esporte da TV Globo, Ali Kamel, por conta de uma série de críticas veiculadas no site www.viomundo.com.br, de Azenha. Entre outras afirmações, o site, notoriamente favorável à eleição da então candidata do PT à Presidência da República em 2010, Dilma Rousseff, acusou o diretor de participar de uma suposta estratégia das organizações Globo de influenciar o resultado de uma pesquisa eleitoral durante a campanha.

De acordo com a decisão, desde 2008 Ali Kamel já foi citado pelo menos 28 vezes no site que se declara um “contraponto à mídia tradicional”. Atualmente na TV Record, Azenha trabalhou na Globo até o início de 2007. A sentença é do dia 19 de março.

Na ação, Kamel afirma sofrer uma “campanha difamatória” e destacou algumas expressões empregadas por Azenha para rotulá-lo, como “aprendiz de feiticeiro” e praticante de um “jornalismo pornográfico”. A expressão surgiu em post no qual Azenha repercutiu uma polêmica levantada por outro site sobre a conicidência entre o nome de Ali Kamel com o de um ator de filmes pornográficos.

“As críticas perpetradas contra o autor [Ali Kamel] exacerbaram o limite salutar do debate de opiniões, que visa o aprimoramento da democracia, e alcançou a seara da ofensa à honra, contrariando o que deveria ser a principal meta do jornalismo, ou seja, e dever de informação e de formação da opinião pública de forma isenta”, afirmou a juíza Juliana Benevides de Araújo, da 43ª Vara Cível.

De acordo com a decisão, a motivação das críticas de Luiz Carlos Azenha está ligada à cobertura jornalística da sucessão presidencial. Em seu site, Azenha afirma que uma pesquisa eleitoral teria sido influenciada pelo conteúdo dos veículos de comunicação da Globo, que teriam “as digitais de Kamel”.

Para a juíza, a vinculação de Ali Kamel com a linha editorial dos meios de comunicação da Globo é uma “falsa afirmação”, já que ele está subordinado a superiores hierárquicos e a empresa possui um Conselho Editorial composto pelos editores dos diversos veículos do grupo, incluindo Kamel. A juíza ressalta ainda que um texto juntado pelo próprio Azenha diz que a influência de Kamel sobre o grupo não passaria de uma “lenda urbana”.

Em sua defesa, Azenha diz que os textos publicados em seu site possuem conteúdo crítico, de opinião e de cunho jornalístico, e defendeu que a liberdade de expressão é um preceito constitucional que deveria prevalecer sobre o direito à honra. A juíza, porém, repeliu a argumentação e disse que “admitir-se a liberdade absoluta dos meios de comunicação em detrimento dos direitos alheios seria subverter o princípio de que a liberdade individual encontra limite no direito alheio”.

Clique aqui para ler a decisão.

Alguém conseguiria adivinhar a reação de Azenha em seu blog?

Possível sucessora de Feliciano na CDH é acusada de compra de votos, caixa dois e improbidade

Vocês certamente já viram a mobilização contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Recapitulando: Feliciano foi eleito para o cargo em virtude do desinteresse dos principais partidos da base aliada de Dilma no Congresso, que abocanharam os cargos importantes em comissões de maior interesse e deixou a de Direitos Humanos e Minorias para o nanico PSC. Portanto, a menos que o partido receba algum tipo de compensação, vejam só quem o glorioso Partido Social Cristão pode deixar na vaga de Feliciano, caso ele renuncie.

Informação do portal R7:

Assim como o presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos), Marco Feliciano (PSC-SP), a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC) — vice-presidente do órgão e nome mais cotado para substituir o colega no comando do colegiado — também está sendo investigada pela Justiça.

 Enquanto Feliciano é acusado por ter dado declarações racistas e homofóbicas na internet e responde a inquérito por estelionato, suspeito de receber cerca de R$ 13 mil para realizar cultos religiosos e não ter comparecido, Antônia Lúcia é acusada de caixa dois, compra de votos e abuso de poder econômico.

 De acordo com denúncia do MPE (Ministério Público Eleitoral), a deputada Antônia Lúcia está envolvida em distribuição de combustíveis e de bens — como aparelhagem de som, bicicletas, computadores, motores para barcos e geradores de energia — em troca de votos.

 Além disso, segundo informações do TRE-AC (Tribunal Regional Eleitoral do Acre), Antônia Lúcia é acusada de captação de votos de fiéis de igrejas, utilização ilícita da Rádio Boas Novas e patrocínio de show artístico durante sua campanha para deputada federal em 2010.

 O TRE-AC chegou a cassar o mandato da deputada em 2011, tornando Antônia Lúcia inelegível por três anos em razão da prática de caixa dois. De acordo com a denúncia, ela teria recebido R$ 472 mil que seriam destinados, ilegalmente, a sua campanha eleitoral.

(grifos nossos)

(via Paraiba.com.br)

Como não houve manifestações semelhantes contra a posse dos mensaleiros na Câmara dos Deputados e nem se viu mobilizações nas redes sociais indignadas com Genoino e João Paulo Cunha na Comissão de Constituição e Justiça, Antônia Lúcia não deverá ter maiores problemas para ocupar o cargo de Feliciano. Desde que não ofenda nenhuma minoria barulhenta.

Acionistas da Petrobras perdem 21% em 12 meses

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Reportagem da Folha de S. Paulo:

O mau desempenho recente das ações da Petrobras tem preocupado investidores.

Cálculos feitos para a Folha pela empresa de informações financeiras Comdinheiro mostram que quem aplicou R$ 10 mil há 12 meses no papel mais negociado da estatal (o preferencial, sem direito a voto) tinha, em 19 de março deste ano, R$ 7.912,18, já considerando os proventos (dividendos, juros sobre capital próprio e rendimentos).

Quem investiu o valor na ação ordinária (menos negociada, com direito a voto) perdeu mais dinheiro: o saldo diminuiu para R$ 7.021,70.

As ações caíram no período pressionadas pela desconfiança dos investidores em relação à ingerência do governo na empresa, que impediu, por exemplo, reajustes mais elevados da gasolina por causa da inflação.

(…)

“O que ela tem de bom é o pré-sal, e, de ruim, a ingerência do governo”, diz Pedro Galdi, da SLW Corretora.

Como exemplo dessa ingerência, os especialistas também destacam os casos da refinaria Abreu e Lima (PE), que teve o orçamento aumentado.

“Se o investidor pode suportar esses fatores externos e quer ter uma empresa do setor de petróleo na sua carteira, os papéis da companhia estão baratos”, afirma Galdi.

Já na avaliação da XP Investimentos, não há muita diferença de cenário para o investimento de longo ou curto prazos. A corretora considera que há opções “mais claras” na Bolsa, como nos setores de educação e portuário.

(…)

Comentário

Em 10 anos de governo, o PT conseguiu produzir uma petrolífera que dá prejuízo. Nunca antes na história deste mundo…

PS: Hugo Chávez morreu sem desembolsar um centavo dos US$ 8,3 bilhões prometidos a Lula para a construção da refinaria Abreu e Lima. O governo venezuelano enrola o do Brasil desde 2005.

Feliciano: “Nós temos o compromisso de que qualquer material polêmico não circule sem nossa aprovação”

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Na semana passada, o ministro da Saúde Alexandre Padilha vetou a distribuição de material educativo para prevenção de aids dirigido a adolescentes. O ministro justificou o veto afirmando que o material havia sido criado sem seu conhecimento ou autorização.

Hoje, em entrevista ao Estadão, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, afirmou que a decisão do ministro na verdade foi apenas o cumprimento de um compromisso do governo Dilma com a bancada evangélica:

“O ministro nada mais fez do que honrar um compromisso de governo. A bancada evangélica já havia manifestado o receio de que o kit circulasse novamente”, afirmou. “Temos a garantia de que qualquer material de conteúdo mais polêmico não circule antes de ser avaliado e sem a nossa aprovação.”

Mais uma causa irrelevante para o Feminismo “Kinder Ovo”. E fica a dica para aquele pessoal que protesta indignado contra o pastor-deputado: que tal se revoltar antes contra quem assume esse tipo de compromisso com ele?

PS: Curiosamente (ou nem tanto), o próprio deputado Feliciano tem sido vítima de homofobia da turma “progressista” recentemente. Confiram no blog do Reinaldo Azevedo.

PT reúne seus quatro mensaleiros condenados em ato

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Os quatro dirigentes petistas condenados pelo Mensalão foram as presenças ilustres em ato organizado pelo partido para homenagear um militante histórico na noite desta quarta (06). O convite do evento os tratava como “dirigentes e líderes de sempre”. Juntando as penas de João Paulo Cunha, Delúbio Soares, José Genoino e José Dirceu, eles somam 36 anos de cadeia a cumprir.

A colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo (sempre ela…) esteve lá e relatou os “melhores momentos” da festa:

(…)

Em sua fala, João Paulo, condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, disse que o julgamento faz parte de uma “disputa política” para atingir o ex-presidente Lula.

“Dirceu, Genoino e Delúbio foram condenados sem provas. Eu fui condenado contra as provas. Isso não é mensalão, é ‘mentirão'”.

Ele afirmou que os condenados sofrem uma “campanha” conduzida pela imprensa semelhante à que levou o ex-presidente Getulio Vargas a “dar um tiro no peito e entrar para a história”, em 1954.

Delúbio, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, afirmou que a vitória de Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo foi um “exemplo” do partido. “Vencemos no Brasil, vencemos em São Paulo”.

(…)

Confiram a íntegra da reportagem (ou seria uma coluna social?), com direito a vídeo exclusivo, aqui.

Já é possível encontrar no Youtube outros vídeos da comemoração dos mensaleiros, como este:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=dk87TgAIQck[/youtube]

José Dirceu e você…