Bem-vindos ao IMPLICANTE!

A proposta do site é abordar de forma séria e bem humorada (quando possível) o mundo da política. O Implicante é administrado por um grupo de amigos que sempre se interessaram pelo assunto e resolveram dar sua contribuição ao debate na internet. Sem verba pública ou patrocínio de estatal…

Nossa equipe fixa conta com apenas três pessoas, mas pretendemos trazer atualizações constantes e conteúdo de diversos colaboradores a cada semana.

Estrutura

Conheça as colunas e seções fixas do Implicante:

  • Vídeos

Acervo de documentários e reportagens sobre o governo do PT.

  • PIG (Partido da Imprensa Governista)

Comentamos textos selecionados dos gloriosos progressistas espalhados pela imprensa nacional.

  • Editorial

Coluna opinativa na qual tecemos comentários sobre os temas atuais da política.

  • Notícias

Clipping diário, comentando as principais reportagens políticas.

  • Petralhopédia

Se a Wikipédia é a “enciclopédia livre”, essa aqui será só sobre quem continua solto…

 

 

 

Inchaço estatal = má administração

Do Estadão, reportagem de Leandro Colon e Tania Monteiro:

Inchaço cria ‘Esplanada oculta’ e gasto de R$ 100 milhões por ano para União – Para acomodar estruturas administrativas de novos ministérios e um volume crescente de servidores, governo federal paga aluguéis exorbitantes – Em meio às dificuldades do governo da presidente Dilma Rousseff em passar a faca nas despesas de custeio, Brasília é hoje vitrine de um fenômeno de gastança descontrolada: as dezenas de imóveis alugados fora da Esplanada dos Ministérios para acomodar o inchaço da máquina administrativa. Levantamento do Estado mostra que prédios e salas, só do primeiro escalão do Poder Executivo, pagam pelo menos R$ 9 milhões mensais de aluguel. A chamada “Esplanada oculta” custa, no mínimo, R$ 100 milhões por ano, dinheiro suficiente para construir cerca de 2.700 casas do programa Minha Casa, Minha Vida…” (grifos nossos)

Comentário
Nem cabe discutir “estado mínimo” ou algo assim; o debate passa ao largo. Isso é INCHAÇO, aumento desenfreado tanto estrutural quanto no número de funcionários. Em primeiro lugar: há repercussão positiva? Isso é revertido para a população? Não, nada disso acontece. E por que cargas d’água esse gasto acontece? Na melhor das hipóteses, é falta de capacidade administrativa. Poderíamos dizer que isso tudo é para acomodar gente deste ou daquele (mas mais deste) partido. Fiquemos com a opção não-acusatória: gestão burra e irresponsável.

Esse dinhero desperdiçado equivale, a cada ano, a 2.700 casas do “Minha Casa, Minha Vida”.

Ecologia de mentirinha

Deu no Estadão, reportagem de Lu Aiko Otta:

Obras de ampliação de estradas não vão precisar de estudo de impacto ambiental – Decreto preparado pelos Ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente também dispensará estudos para obras de manutenção – BRASÍLIA – Os investimentos públicos federais e de empresas privadas em rodovias concessionadas ganharão um empurrão. Os Ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente preparam para as próximas semanas decreto que dispensará estudos de impacto ambiental para licenciar obras de duplicação e manutenção das estradas que estejam no Sistema Nacional de Viação (…) “Não discordo de fazer essas correções. Elas ajudarão a preservar as rodovias”, avaliou o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Ele informou ao Estado que os decretos já estão em fase de discussão e há grande expectativa em relação a eles. Hoje, até para fazer uma obra de terceira faixa em trechos de curva perigosa é preciso fazer estudo de impacto ambiental – exigência que o Dnit propõe dispensar.

Mais radical. Do ponto de vista do Dnit, o ideal seria um desenho ainda mais radical: que o Ibama fosse o único órgão a licenciar obras em rodovias. Hoje, dependendo do projeto, é preciso aval de outros órgãos, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), se tiver impacto em comunidades indígenas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), se passa por sítios arqueológicos, a Fundação Palmares, se afeta quilombolas e o Instituto Chico Mendes, se tem impacto em áreas de preservação. “Hoje o licenciamento não é ambiental, é socioambiental”, disse Pagot. Ele informou que tem 420 especialistas, como arqueólogos e antropólogos, trabalhando direta ou indiretamente para o órgão na elaboração de estudos. “Há casos em que levo mais tempo para conseguir licença do que para fazer a obra.” Pagot propõe que o Ibama seja o licenciador e, nos demais casos, sejam adotadas políticas mitigadoras de danos, quando houver…” (grifos nossos)

Comentário
Quando se trata de Código Florestal, os governistas são amplamente favoráveis ao mais extremo radicalismo. Isso tem endereço certo: produtores rurais. Por algum motivo que fica entre a adolescência ideológica e a pura estupidez, ainda há figuras partidárias que demonizam o agronegócio.

Mas não estão nem aí para o meio-ambiente. Querem mais é que tudo se lasque. Vejam, por exemplo, a usina de Belo Monte e, agora, esse trator governista atropelando impactos ambientais. São dois discursos em uma única matéria: contra inimigos (produtores rurais), vale usar toda sorte de subterfúgios idiotas pseudo-ambientalistas; em favor de obras governistas, a natureza é que se exploda.

Se prestarem atenção, isso cabe em praticamente todos os campos de atuação dos partidos governistas.