França suspeita que aliado de Cabral pagou propina milionária para o Rio virar sede olímpica

França suspeita que aliado de Cabral pagou propina milionária para o Rio virar sede olímpica

Em 29 de setembro de 2009, um milhão e meio de dólares foram transferidos para a empresa do filho de Lamine Diack, membro do COI e presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo. Neste mesmo dia, meio milhão de dólares foram transferidos para a conta de Papa Diack, consultor de marketing da mesma associação.

Toda essa grana saiu de uma empresa de Arthur Soares, que não só prestava serviços ao governo do Rio de Janeiro, como era grande amigo do governador, Sérgio Cabral.

Exatamente três dias depois, o Rio de Janeiro foi escolhido sede olímpica.

O Ministério Público francês viu na transação indícios concretos de que a escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica foi em algum nível contaminada pela corrupção.

Na época, o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, já havia alertado: “Eu ouvi dizer que o presidente brasileiro (Lula) veio fazer promessas ousadas aos representantes africanos.”

Sim, Lula e Sérgio Cabral eram aliados.