Graças à burocracia, Alemanha concede asilo até mesmo a “refugiados” de nações sem conflito

Graças à burocracia, Alemanha concede asilo até mesmo a “refugiados” de nações sem conflito

O jornalista Jean-Philip Struck conhece bem a Alemanha e usou sua conta no Twitter para explicar um dos aspectos mais estranhos desse atentado terrorista que vitimou ao menos 12 pessoas numa feira natalina em Berlim. Porque autoridades alemãs confirmaram que o motorista do caminhão era um refugiado paquistanês. O que não faz sentido, uma vez que o Paquistão não está em guerra.

Struck explicou que o sistema de asilo alemão é bem “caótico”. E que recebe pedidos de asilo até mesmo de supostos refugiados de nações que nem em conflito se encontram. Mas que cada caso enfrenta uma boa burocracia até ser analisado. Nesse intervalo, o solicitante segue residindo no país.

“O sistema de asilo na Alemanha é bem caótico. Um cidadão de um país que não está em guerra pode tentar ganhar status de refugiado. Na maioria das vezes, eles são rejeitados. Mas, até que o caso seja analisado, eles podem ficar no país. Alguns ficam até depois da rejeição. Ficam até que sejam feitos preparativos para seu retorno. Os que estão esperando pelo status, ou caíram na fila dos “tolerados”, contam naquela grande soma de chegadas de 2015/16 ao país. Alguns veículos dizem que o sujeito chegou em fev. de 2016. Se for o caso, é provável que o pedido dele ainda estivesse sendo analisado. Nesse caso, ele podia ficar andando livremente pela Alemanha.”

Contudo, no momento da redação deste texto, a polícia alemã cogita a possibilidade de o verdadeiro terrorista ainda estar solto nas ruas da Alemanha.