Legado da Copa: PIB brasileiro ENCOLHE 1,2% e governo Dilma erra feio

Legado da Copa: PIB brasileiro ENCOLHE 1,2% e governo Dilma erra feio

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Segundo o IBC-Br, o PIB do Brasil recuou 1,2% no segundo trimestre de 2014 em relação ao trimestre anterior. Isso vai diretamente de encontro à previsão de Guido Mantega para o período. O ministro da Fazenda defendia que a realização da Copa do Mundo no Brasil ajudaria o país a aquecer a economia. Mas, mesmo antes de o Banco Central divulgar os números, já era possível perceber que não fazia qualquer sentido a expectativa do governo.

Se as férias de verão, somadas à “folia de momo”, costumam colocar o mercado em espera, por que esperar algo diferente de um evento que, na prática, geraria uma micareta quatro vezes mais longa que o carnaval? Nas 12 maiores capitais do país, além dos feriados já programados, parte do comércio fechou as portas em realizações de jogos locais da Copa. Ainda pior, sempre que o Brasil entrava em campo, o país como um todo deixava o trabalho de lado. Em Salvador, por exemplo, junho teve na prática apenas 12 dias úteis. Seria preciso o turismo de fato vir em chamas para repor todas essas perdas.

Contudo, era de interesse do governo usar o evento como propaganda do país. E o conceito de “cidade sede” das seleções perdeu muito do sentido com cada time disputando seus jogos em várias regiões do Brasil. Isso fez com que o turista gastasse muito com deslocamento e economizasse com o turismo propriamente dito. O resultado foi uma alta-estação de resultados abaixo da média e muito abaixo das expectativas.

Com o comércio estagnado, a mais afetada é a indústria. Em junho, houve seu maior recuo desde dezembro, com perdas de 1,4%. Em nove meses, a queda já acumulava 6,5%. A consequência natural de uma crise do tipo é o aumento do desemprego. Mas, com o IBGE em greve, o governo se beneficia dessa falta de informação para o momento.

Não é de hoje que as previsões de Mantega não se concretizam. Suas projeções de crescimento do PIB são quase sempre reavaliadas para baixo. E, mesmo quando a mudança depende exclusivamente dele, o mercado aprendeu a não confiar. Quando o brasileiro finalmente se livrou da obrigação da CPMF, sua promessa de não substituí-la com outros impostos não sobreviveu à virada do ano. Não à toa, o mercado vibra quando a possibilidade da troca do comando do país ganha força.

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