O PT está perdendo as eleições em 9 dos 10 maiores colégios eleitorais

O PT está perdendo as eleições em 9 dos 10 maiores colégios eleitorais

dilma lula

Nas disputas para os governos dos dez maiores colégios eleitorais do Brasil – que concentram quase 80% dos votantes do país – e do Distrito Federal, o Partido dos Trabalhadores lidera somente em Minas Gerais. Segundo o Instituto Datafolha, seu candidato, Fernando Pimentel, registra 29% das intenções de voto, enquanto Pimenta da Veiga, candidato tucano, aparece com 16%. Esse cenário, no entanto, deve ficar mais acirrado quando Aécio, após o início das propagandas eleitorais, declarar seu apoio a Veiga.

Em São Paulo, a situação petista é ainda mais crítica. Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato ao governo, registra somente 5% das intenções de voto, contra 16% de Paulo Skaf (PMDB) e 55% de Geraldo Alckmin (PSDB), que lidera com folga. Já no Rio de Janeiro, Lindbergh Farias (PT) aparece em quarto lugar nas pesquisas, com 12% dos votos, atrás de Luiz Fernando Pezão (PMDB), Marcelo Crivella (PRB) e Anthony Garotinho (PR).

O cenário se repete país afora. Ministra do governo Dilma, a senadora Gleisi Hoffmann, que foi chefe da Casa Civil até abril passado, está bem atrás dos primeiros colocados no Paraná. O governador tucano Beto Richa tem 39%, o senador peemedebista Roberto Requião aparece na segunda colocação, com 33%, enquanto a petista tem apenas 11%. Na Bahia, o candidato à sucessão do petista Jaques Wagner, seu ex-secretário da Casa Civil Rui Costa estabilizou na terceira posição, com 8%, segundo pesquisa Ibope de 23 de julho. O candidato mais forte na Bahia é o ex-governador Paulo Souto (DEM), líder isolado, com 42%,, seguido da senadora Lídice da Mata (PSB), com 11%.

Com a pouca popularidade de Dilma, a iminência de perder importantes lideranças em grandes estados e a nova realidade que se apresenta após a morte de Eduardo Campos, voltou a ecoar o coro “volta, Lula”.

O temor de que Marina Silva apareça nas próximas pesquisas eleitorais com chances reais de vitória reacendeu nos bastidores, ainda de forma tímida, o coro “volta, Lula” entre um grupo de petistas. A articulação que pedia o retorno do ex-presidente para a disputa de 2014 foi forte no primeiro semestre de 2013, mas acabou abafada no encontro nacional do PT, em maio, quando a sigla unificou o discurso em torno da candidatura de Dilma Rousseff.

Com a divulgação da mais recente pesquisa Datafolha, com a inclusão de Marina Silva como candidata, Dilma aparece perdendo pela primeira vez na disputa de um possível segundo turno, confirmando o temor dos petistas.

datafolha

Mais do que nunca, o ciclo liderado pelo PT na presidência do país dá mostras de cansaço. Partido nascido de uma sopa de ideologias progressistas, teve sempre peso no legislativo ao formular leis ou barrá-las, mas encontra dificuldades em cargos executivos, quando precisa encarar os imprevistos de colocar essas ideias em prática. Se de fato se encerra em 2014, só as urnas de outubro darão a resposta. Mas a baixa aprovação de seus principais nomes dá a entender que a queda estaria próxima. O próprio desempenho nas campanhas estaduais são um sintoma. Ou até mesmo causa. Não se elege – ou reelege – um presidente sem uma boa base que o sustente. E quem ensinou isso ao Brasil foi o próprio PT, ao justificar tantos e tantos aliados de gosto duvidoso nos últimos 12 anos.

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