A dura crítica de Vera Magalhães a uma mentira descarada espalhada pela grande imprensa

Aécio Neves não fez por merecer que ninguém o defenda. Mas isso não autoriza à imprensa espalhar mentiras impunemente. Vera Magalhães, que vem se convertendo num raro caso de jornalista que acerta muito mais do que erra, não poupou verbos para repudiar uma fotografia publicada pelo Correio Braziliense e replicada em vários outros jornais de porte igual ou superior.

Sem ressalvas para com a postura do tucano, Magalhães destacou as capas de jornais como O Globo e Folha de S.Paulo, que publicaram uma foto de um medroso senador escondido por trás de uma persiana. Mas a foto não era de Aécio, e sim de um dos assessores. Pior: os autores já tinham sido alertados do erro quando decidiram vendê-la para o resto do país.

O resto, a própria Vera explica no vídeo abaixo:

Eu acho que isso diz muito sobre a imprensa, isso cobre de vergonha a imprensa.

Como bem destacou a jornalista, a imprensa deve desculpas – e das sinceras – aos próprios leitores.

Para se livrar do processo, Temer exonerou 10 de 12 ministros com mandato na Câmara

A nomeação em si já é algo questionável. Afinal, por ela, o presidente da República desloca para o executivo parlamentares que foram escolhidos para atuarem no legislativo. Um vez ocupando um ministério, é possível toda uma gama de manipulações nas bancadas, o que configura uma gritante interferência entre os poderes. Mas o Brasil não se cansa de provar que pode ir ainda mais baixo na manobra.

A prática se tornou evidente nos últimos meses do governo Dilma. Por medo da inevitável queda, exonerava alguns de seus auxiliares para que reocupassem a cadeira no Congresso e garantissem votos à base governista. Com Temer, entretanto, o uso vem sendo explorado ao limite. No 2 de agosto de 2017, para arquivar a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, o peemedebista exonerou 10 de 12 ministros com mandato de deputado federal. E só livrou dois deles porque não havia vantagem em seus casos específicos.

De acordo com a Exame, a articulação foi toda tramada por Aécio Neves, o alvo principal do levante de Rodrigo Janot contra a base da gestão Temer. Ou o tucano que mais tinha interesse na manutenção de Temer no cargo – afinal, após o bombardeio, o mineiro segue firme no Senado.

Curiosamente, justo a ala paulista do PSDB dificultou o arquivamento. Apenas um dos 12 deputados federais por São Paulo voltou em acordo com a vontade de Aécio, configurando mais um racha na na sigla: enquanto o grupo encabeçado pelos mineiro queria salvar Temer, o que responde a Geraldo Alckmin preferia ver o sangramento em praça pública do Presidente da República. O partido chegou ao cúmulo de recomendar voto contrário ao relatório entregue por Paulo Abi-Ackel, do PSDB de Minas Gerais.

O conflito entrega que, para 2018, há o risco de os tucanos reprisarem os erros que os fizeram perder as últimas quatro eleições presidenciais.

Reunindo Dilma, Lula, Temer e Aécio, a “Frente Anti-Lava Jato” implode todas as narrativas

Muita gente não entendeu uma declaração de Lula, no final da semana passada, tecnicamente em favor de Michel Temer. Apesar da sensatez estratégica, considerando que o argumento valeria para todos, alguns militantes ficaram sem ação.

Agora, segundo informa o Painel da Folha, a coisa tende a ficar um tanto tragicômica. Seguem trechos, voltamos depois:

“Advogados de Temer, Dilma, Lula e Aécio articulam manifesto para questionar o Judiciário e o MP

Nós contra eles 2.0 – Os advogados de Michel Temer (PMDB), Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Aécio Neves (PSDB) articulam o lançamento de um manifesto para questionar a atuação da Justiça e do Ministério Público. Os debates se desenrolam em um grupo de WhatsApp intitulado “Prerrogativas” — e a OAB é alvo frequente de críticas. Nas discussões, tratam da confecção de texto que prega o fim do que chamam de “Estado de exceção” e a “retomada do protagonismo da advocacia”.

Criador… – O “pai” do manifesto dos criminalistas é o ex-presidente Lula. A ideia, que antes se restringia a trocas de mensagens no grupo, ganhou força depois do ato de desagravo aos defensores do petista, em maio, em São Paulo. Os questionamentos à delação da JBS deram o impulso final na articulação.

…e criatura – Alberto Toron, advogado de Aécio Neves e Dilma Rousseff, Cristiano Zanin, defensor de Lula, e Antonio Mariz de Oliveira, de Temer, estão na linha de frente da formulação do manifesto. Todos os políticos estão na Lava Jato e foram fortemente implicados na delação de Joesley e Wesley Batista.

Teoria e prática – Outros criminalistas fazem parte do grupo que prepara o texto. Eles discutem criar um curso para debater o que seria ‘Estado de exceção'” (grifamos)

Pois é

A primeira narrativa a sofrer com isso é a do “golpe”. Se já estava morta e enterrada, agora não sobrou nem o pó. Além dessa, também perde a sustentação a tese mais recente, e não menos estapafúrdia, de que defender a Lava Jato seria ajudar Lula para 2018 (chega a ser esquisito acreditar que alguém a sério defenda isso).

E o fato acaba complicando a situação dos que vêem (ou viam, porque agora não há como manter o ponto-de-vista) em Michel Temer uma figura antagônica a Lula. O mesmo valendo para Aécio.

No fim, o “nós contra eles” usado pelo Painel da Folha de SP é a impressão deixada pelo tal manifesto. Depois, não dá para reclamar do declínio da classe política e suas velhas figuras.

Aécio deputado federal em 2018? Ele já cogitaria e, estrategicamente, não estaria errado

Segundo a coluna Expresso da revista Época, Aécio Neves já cogita sair para Deputado Federal em 2018. Ainda que salientem ser hipótese remota, não se trata de um erro estratégico. Ao contrário, talvez seja o mais sábio a fazer.

Os fatores são inúmeros. Some-se a alta rejeição, os derrotas locais nas últimas eleições e também a dificuldade de uma reeleição ao Senado, a opção mais segura seria mesmo tentar a Câmara.

Teria espaço, poderia manter-se no noticiário e, em curto prazo, isso não seria visto como um “rebaixamento” – até porque a política tem altos e baixos.

Pode ser que essa hipótese não seja assim tão remota.

2018: com Aécio Neves na disputa, Lula e Jair Bolsonaro empatam tecnicamente na liderança

Há um dado interessante e até agora inédito: Jair Bolsonaro na liderança de uma pesquisa nacional. Sim, em empate técnico na primeira colocação. E, não, não há exagero algum, são mesmo os números. Ao menos, no cenário com Aécio Neves na disputa.

Vejam:

A pesquisa tem margem de erro de três pontos, para mais ou para menos. Desse modo, os 25% de Lula podem ser na verdade 22%; e os 19% de Bolsonaro podem ser também 22%.

Sim, claro que isso seria algo raro, mas está na margem de erro estipulada pelo próprio instituto.

Fica o registro.

Presidência 2018: Lula e Aécio Neves são os líderes de rejeição, segundo pesquisa nacional

Falamos há pouco da pesquisa nacional realizada pelo Data360, divisão estatística do portal Poder360, comandado pelo jornalista Fernando Rodrigues. Nela, Lula está com cerca de 25%, Jair Bolsonaro está em segundo, atingindo 19% em alguns cenários, e João Doria é o tucano mais bem posicionado, empatando tecnicamente com Bolsonaro.

Mas há um dado que NUNCA pode ser ignorado; mais ainda, SEMPRE deve ser levado em conta: a rejeição.

E os recordistas nesse pormenor são Lula e Aécio Neves. Para espanto de alguns, aliás, o tucano é mais rejeitado que o petista. Confiram os dados:

Pois é. Classicamente, adota-se o índice de 40% como “teto” para a rejeição. Acima disso, fica inviável. Mais de 50%, tecnicamente impossível. Batendo nos 60%, aí é coisa para milagreiros de altíssimo poder místico.

37% dos mineiros não querem Aécio candidato; para 50%, denúncias são verdadeiras

O instituto Paraná Pesquisas divulgou levantamento realizado em Minas Gerais. Pelas tantas, perguntam sobre o senador Aécio Neves (PSDB). Confiram alguns dos números:

O Sr. Aécio Neves deveria ser candidato a Presidente da República, Governador de Minas Gerais, Senador ou a Deputado Federal?

Não sabe 4,5%
Não deveria se candidatar 36,9%
Presidente da República 19,9%
Governador de Minas Gerais 19,0%
Senador de Minas Gerais 13,3%
Deputado Federal 6,5%

As denúncias de corrupção contra o Senador Aécio Neves são verdadeiras ou falsas?

Verdadeiras 50,8%
Falsas 32,4%
Não sabe/não opinou 16,9%

Mais um levantamento cujos números inviabilizam a candidatura presidencial de Aécio Neves. Aliás, mesmo a estadual estaria complicada, já que na mesma pesquisa há números sobre a corrida ao governo, e o petista Fernando Pimentel, atualmente no cargo, lidera com 23%.

Para o senado, porém, Aécio Neves lidera com 39%.

Depois da péssima pesquisa, agora é a Veja que enterra as pretensões presidenciais de Aécio

Sim, a política costuma desafiar a realidade e a lógica, muitas vezes mostrando que “impossível” é um conceito que não se aplica. Isso é verdade. Mas há situações tão complicadas e repletas de adversidades que, convenhamos, dá para ao menos cravar o “quase impossível”.

E Aécio Neves vive isso.

O plano, ao menos segundo seus apoiadores, é concorrer à Presidência da República em 2018. Mas uma sucessão de fatos tornam essa missão quase impossível. Recapitulemos:

1 – Em 2014, contra Dilma Rousseff, perdeu em seu próprio Estado;

2 – Também não elegeu o governador de MG, tendo saído vitorioso Fernando Pimentel, do PT;

3 – Em 2016, seu candidato a Prefeito, João Leite, perdeu para Alexandre Kalil, do PHS;

4 – Pesquisa recente do instituto Paraná aponta que, entre eleitores paulistas, ele ficaria na quarta colocação contra Lula, Jair Bolsonaro e Marisa Silva.

Para piorar, nada disso é mais grave do que os fatos de agora. A revista Veja estampou na capa uma delação que comprometeria o tucano de forma inapelável. Ele requereu acesso aos autos, mas o estrago já está feito. E, se for verdade, será obviamente ainda maior.

Considerando todos os fatores, e a provável dificuldade ainda maior, dá para dizer que será impossível concorrer à Presidência em 2018. Ou quase, já que falamos da política.

Paraná Pesquisas: novos números inviabilizam Aécio Neves e consolidam Jair Bolsonaro

Embora o levantamento tenha sido restrito ao São Paulo, é possível tirar algumas conclusões e, como prometido, isso será feito agora, de forma pormenorizada. O que chama atenção mais imediata, claro, é a boa posição de João Doria, na liderança. Mas há outros fatores que merecem comentos.

Aécio Neves

Confirmados tais números, ele estaria inviabilizado. Quarta colocação no maior colégio do país? Aí, não tem como. Soma-se a isso as derrotas recentes “dentro de casa”, temos uma situação pra lá de complexa. E lembrando que as delações que o comprometeriam nem mesmo foram liberadas.

Enfim, talvez seja estrategicamente mais razoável concorrer ao governo de Minas Gerais ou, para garantir mesmo, repetir a dose no Senado.

Jair Bolsonaro

Muitos apostavam (e apostam) que nenhum partido daria legenda, que no fim não seria candidato, entre especulações do tipo. Bobagem. Na faixa dos 15% entre o eleitorado paulista, é um nome consolidado. Um fato posto, gostem ou não os adversários.

Com tais números, é natural que surjam ofertas mais generosas de diversas legendas.

Marina Silva

Seria mesmo um feito impressionante manter a posição de “terceira via” por mais essa eleição. Mas não tem como. Em 2010, estava forte; em 2014, houve aquela onda depois da tragédia com Eduardo Campos, mas no fim chegou pior que na eleição anterior.

E agora, a quarta colocação. Resta saber, claro, como será no resto do país, mas a tendência é mesmo que Jair Bolsonaro a supere.

Confira 38 nomes dos mais de 170 políticos que surgiram na segunda “lista de Janot”

A Globo já dá como certa a citação de pelo menos 170 nomes na segunda “lista de Janot”, dessa vez baseada nas delações da Odebrecht para a operação Lava Jato. São autoridades que têm ou já tiveram em algum momento foro privilegiado.

Deste grupo maior, a emissora já confirmou um total de 38. E, ao que tudo indica, seguirá o mesma rotina de verões passados: a cada nova edição do Jornal Nacional, um novo punhado de autoridades é revelado de forma a deixar o assunto sempre em pauta.

O Implicante resume abaixo os 38 nomes já conhecidos:

DEM

  1. José Carlos Aleluia
  2. Rodrigo Maia

PMDB

  1. Edison Lobão
  2. Eduardo Cunha
  3. Eliseu Padilha
  4. Eunício Oliveira
  5. Geddel Vieira Lima
  6. Lúcio Vieira Lima
  7. Luiz Fernando Pezão
  8. Marta Suplicy
  9. Moreira Franco
  10. Paulo Skaf
  11. Renan Calheiros
  12. Renan Filho
  13. Romero Jucá
  14. Sérgio Cabral

PRB

  1. Marco Pereira

PSB

  1. Lídice da Mata

PSD

  1. Gilberto Kassab

PSDB

  1. Aécio Neves
  2. Aloysio Nunes
  3. Beto Richa
  4. Bruno Araújo
  5. Duarte Nogueira
  6. José Serra

PT

  1. Andres Sanchez
  2. Antonio Palocci
  3. Dilma Rousseff
  4. Edinho Silva
  5. Fernando Pimentel
  6. Guido Mantega
  7. Jorge Viana
  8. Lindbergh Farias
  9. Luiz Inácio Lula da Silva
  10. Marco Maia
  11. Tião Viana

PTB

  1. Paes Landim

Sem partido

  1. Anderson Dornelles