O Viaduto Santa Ifigênia foi revitalizado pela gestão Doria após 18 anos sem manutenção

21/11/2017 - São Paulo - A Prefeitura de São Paulo entregou nesta terça-feira (21) a revitalização do Viaduto Santa Ifigênia, na região central. Os trabalhos tiveram início no mês de maio e incluíram limpeza, pintura, novos canteiros e recuperação da iluminação. A última reforma tinha sido realizada há quase 18 anos. Foi investido R$ 1,1 milhão na recuperação do viaduto.

A aproximação de João Doria com o governo Temer de olho nas eleições de 2018 merece todas as críticas do mundo, afinal, o tucano tornou-se prefeito de São Paulo batendo na tecla de que era um representante do povo que nada tinha com o jogo político (sujo ou não). Mas isso não impede que o bom trabalho de sua gestão continue sendo exaltado.

Enquanto o chefe tenta definir se concorre à Presidência da República ou ao Governo de São Paulo, o subprefeito Eduardo Odloak seguiu trabalhando. E em 112 dias concluiu a reforma no Viaduto Santa Ifigênia.

A estrutura não era reformada desde 1999. De lá para cá, quatro prefeitos de três partidos, incluindo o PSDB, geriram a cidade sem que uma manutenção eficiente fosse feita. Ao ponto de que o cartão postal estava tomado por pichações e outros tipos de agressões visuais.

No vídeo acima, é possível conferir o resultado do trabalho.

Ao todo, a limpeza custou R$ 1,1 milhão bancados por empresas da iniciativa privada.

A imprensa brasileira repete contra Jair Bolsonaro a mesma estratégia que deu errado com Donald Trump

Capas contra Bolsonaro e Trump

No 17 de novembro de 2017, a IstoÉ surgiu com uma capa atacando frontalmente a candidatura de Jair Bolsonaro a presidente da República. Mas a atitude não era inédita. Um mês antes, a Veja emplacara capa semelhante.

Nas redes sociais, os leitores de imediato passaram a lembrar situações inversas, quando os semanários brasileiros se deram a endossar candidaturas de políticos corruptos. Tinham por ponto a ideia de que o jornalismo brasileiro mantém uma relação promíscua com o poder – no que estão plenamente corretos.

A ativismo da mídia brasileira, no entanto, lembra bastante o encampado por jornalistas de todo o mundo contra Donal Trump um ano antes. Nesse sentido, tornou-se símbolo um trio de capas da Time. Nelas, o suposto derretimento da candidatura do republicano. Até que a publicação se deu por vencida e o transformou em “pessoa do ano”.

Insistência no erro

A inclusão digital tem permitido ao cidadão duvidar de tudo e de todos. Principalmente das fontes oficiais, ou daqueles se fazem porta-vozes. Com as capas de Veja e IstoÉ, a imprensa brasileira demonstra ser “cabeça-dura”, como quem se recusa a aprender com erros do passado.

Se a intenção do jornalismo é derrotar Bolsonaro, será preciso se reinventar. Do contrário, é bom já ir se preparando.

A receita para censurar usando o “discurso de ódio” como desculpa

Garota exigindo silêncio.

Melissa Chen é uma cientista de Singapura que faz pesquisas com genoma humano. Não é famosa. Está sendo citada aqui apenas por que, no Twitter, conseguiu sintetizar a lógica que vem tolhendo a liberdade de expressão no mundo – sempre com a desculpa de que é encampada uma luta contra um suposto “discurso de ódio”.

A receita, de acordo com Chen, possui apenas três etapas:

  1. Diga que apoia a liberdade de expressão desde que não haja “discurso de ódio”;
  2. Defina tudo o que se opõe ao que você diz como “discurso de ódio”;
  3. Previna-se da dissonância cognitiva;

Dissonância cognitiva é o que ocorre quando há incoerência entre o que se defende ser certo e o que de se faz.

Não à toa, o Escola Sem Partido lutou e conseguiu evitar que os “diretos humanos” fossem usados como filtro para zerar provas do ENEM. Em jogo está uma luta para que certos temas não sejam nem sequer discutidos.

E “carimbar” de “discurso de ódio” é apenas uma forma mais fácil de rotular a campanha. Afinal, quem seria a favor de “discurso de ódio”?

Em resposta a William Waack, Dilma Rousseff disse que ela própria, Lula e o PT seriam “coisa de preto”

Family of Brazilian president Dilma Rousseff (left to right): Igor (brother), Dilma Jane Silva (mother), Dilma Rousseff (as a child), Zana Lúcia (sister), and Pedro Rousseff (originally Pétar Rusév; her Bulgarian father).

Com 280 caracteres, Dilma Rousseff se sentiu mais livre no Twitter para tirar proveito da crise vivida por William Waack, que na semana anterior surgia em vídeo fazendo piada racista quando da eleição de Donald Trump. Contudo, e como era hábito quando ainda presidia o Brasil, a presidente cassada deu mais uma de suas declarações confusas. Pior: num tom que foi entendido por vários leitores como também racismo.

A petista assim se pronunciou:

“Sabe o que eu acho que é o novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto.

Dilma é filha de um búlgaro com uma brasileira. Talvez por isso o comentário tenha causado tanta indignação – além de piada sobre a cor da tarja do tipo de medicação que teria rendido comentário tão nonsense.

Também no Twitter, Fernando Holiday deu uma resposta no tom característico de um membro do MBL. O vereador por São Paulo disse que “nem Lula, nem Dilma e nem o PT são ‘coisa de preto’. Preto não é bandido para estar associado a vocês. Diga não ao racismo!“. No que foi também bastante compartilhado.

Até o momento da redação deste texto, a militância que tanto se dedica à causa não fez o devido barulho contra eventuais “apropriações culturais” da parte da ex-presidente.

Tomada pelo PCdoB, a Ancine pressionou atores a denunciarem “golpe”

26/09/2016- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Ex-presidente Lula, durante comício com Jandira Feghali, em Bangu, zona oeste da cidade.

O PT já tinha saído da Presidência da República, mas incontáveis espaços públicos seguiam atuando sob a influência do partido, se não com os soldados, também com as linhas auxiliares. Em meados de 2016, o jornalista Cláudio Humberto confirmou que o PCdoB, a mais antiga linha auxiliar do partido, continuava comandando a Agência Nacional de Cinema. E mais: a ANCINE teria pressionado os artistas brasileiros a protestarem na Europa contra o que a esquerda vinha chamando de golpe – o mesmo processo de impeachment que os esquerdistas pediram contra Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e FHC.

O Antagonista completou a informação: Manoel Rangel, do comitê central do PCdoB, presidia a Ancine havia 11 anos. E a comissária Rosana Alcântara era ligada à deputada federal Jandira Feghali, aquela mesma que arrancava risadas na comissão do impeachment quando defendia a honestidade de Dilma Rousseff.

A Ancine custa aos cofres públicos valores que superam o bilhão de reais por ano. O Brasil não deveria reservar qualquer centavo a gastos com cultura antes de resolver seus problemas mais básicos. Ainda mais se o órgão é utilizado para pregar mentiras até mesmo além das fronteiras do país.