Ministério confirmou que gestões Lula e Dilma gastavam mais com empresas do que com o povo

Em 2010, o governo Lula gastou R$ 23 bilhões com “subsídios implícitos”. Trata-se de uma modalidade que não necessita de autorização do Congresso, o que a blinda do controle das metas fiscais. Com Dilma Rousseff, a saída passou a ser cada vez mais explorada. Em 2016, quando a faixa presidencial cairia no colo de Michel Temer, a fatura fechou-se em R$ 78 bilhões, um valor 239% superior. A prática ajudou a pipocar a dívida bruta de 52% para 73%. E a conta foi arcada pela população, com juros básicos cada vez mais altos.

O Ministério da Fazenda confirmou que, durante a passagem do PT pela Presidência da República, os subsídios embutidos em operações de crédito e financeiras aproximaram-se do trilhão de reais, com R$ 420 bilhões focados no setor produtivo. Ou R$ 48 bilhões a mais que os R$ 372 bilhões destinados a programas sociais do Governo Federal, como o Minha Casa, Minha Vida, o Luz Para Todos e o FIES.

Em outras palavras, os governos Lula e Dilma Rousseff gastaram mais com empresários do que com a população mais carente do país.

É perceptível que a farra com tais subsídios se intensificou em 2011, primeiro ano do governo Dilma. A prática era pejorativamente tratada como “Bolsa Empresário”. Lula pode até tentar se livrar do tema lavando as mãos e terceirizando a culpa à sucessora. Mas vem sendo investigado, entre outras coisas, pelo lobby que teria feito justo neste período e em favor de tantos bilionários.

Até o momento da redação deste texto, conta já com uma condenação. Que tem tudo para ser apenas a ponta do iceberg.

Saúde e educação? Nada! Dilma usa royalties do petróleo para o “bolsa empresário”

Em 2014, ano de sua reeleição, Dilma Rousseff garantiu que aplicaria o excedente de petróleo em saúde e educação. Seriam cerca de R$ 600 bilhões. Impressionante, não? Sim, sim, impressionante. E também falso.

A teoria na prática é outra e, dessa vez, a coisa foi bem mais vergonhosa do que de costume. No apagar das luzes de 2015, Dilma remanejou essa verba para que pudesse custear a chamada “bolsa empresário” (termo usado para denominar os empréstimos e benefícos a empresários concedidos por bancos públicos).

Depois há quem não entenda quando dizem que a presidenta não seria apenas incompetenta, mas também deplorável quanto a todo o resto de sua gestão.

Promete, não cumpre, muda o combinado no apagar das luzes de um ano…

Dilma sendo Dilma.

“Bolsa empresário” do BNDES deixa dívida de R$ 214 bilhões. E nós que pagaremos.

Finalizado pelo governo Dilma, o PSI (Plano de Sustentação de Investimentos, conhecido popularmente como “bolsa empresário”) encerrou 2015 com R$ 214 bilhões em valores a pagar. A maior parte disso, cerca de R$ 184 bilhões, será considerada “dívida pública” (ou seja, será pago com o dinheiro dos nossos impostos).

Vale lembrar que várias operações junto ao BNDES são investigadas, havendo em alguns indícios de vínculo ao Petrolão. Até mesmo Lula, numa conversa com executivo da Odebrecht flagrada pelas autoridades, demonstrou “preocupação” com o banco.

Dilma Rousseff tentou manter em sigilo muitas operações do BNDES, mas ao menos algumas delas o STF determinou que se tornassem públicas.

No fim das contas, mais do mesmo: um programa fracassado que custará centenas de bilhões aos cofres públicos (leia-se: nós pagaremos o prejuízo) e ainda por cima muita coisa envolta em circunstâncias nebulosas e investigações.

Uma síntese do governo Dilma.