Aborto, migrações… Por que a agenda esquerdista só está sendo noticiada após a votação?

Quando o STF mandou às favas qualquer resquício de reputação e deixou os brasileiros atônitos ao salvar a pele de Renan Calheiros, chegou a notícia: a Câmara Federal tinha acabado de aprovar a nova “Lei de Migração”. Como assim?! Estava em discussão uma Lei de Migração?!

Entidades esquerdistas, claro, comemoraram o resultado, pois estaria desburocratizando a entrada de estrangeiros no Brasil. Tudo isso numa época em que imigrantes no mundo todo são flagrados causando graves problemas e conflitos nos países que os recebem.

Por que a imprensa não tratou do tema com a sociedade enquanto ele estava em discussão? Normalmente, pautas do tipo são alavancadas com releases distribuídos aos principais jornais, com argumentos sendo expostos e rebatidos até que a opinião pública se posicione e balize a escolha de seus representantes. Este, contudo, só virou manchete depois de aprovado. E lembra bastante a votação recente do STF, quando perdoou uma clínica clandestina que praticava abortos até o terceiro mês. Quando o povo soube, já estava votado e aprovado.

Será que rola até mais essa agora? De a imprensa boicotar certos temas que serão devidamente emparedados e possivelmente recusados? Tudo em benefício de uma militância que, está mais do que evidente, pouco se importa com a realidade?

Se for, é muito, muito feio!

O JN mostrou que todas as decisões contra a Lava Jato foram tomadas pela Câmara na madrugada

O Implicante vem batendo forte na imprensa porque a imprensa vem fazendo um trabalho péssimo. Mas acredita que os raros casos em que o material entregue é exemplar devem ser não só aplaudidos, mas reverberados. Júlio Mosquéra fez, para o Jornal Nacional, uma reportagem que conseguiu encaixar no “tempo de TV” todo o gigantesco absurdo que aconteceu na Câmara Federal sob o comando de Rodrigo Maia.

Está tudo lá: todas as decisões saíram na madrugada. Ao enumerar cada desfiguração do pacote contra a corrupção proposto pela Lava Jato, mostrou todos os partidos envolvidos, e o horário em que o absurdo era cometido. Apresentou até o autor de cada golpe. Por fim, após destacar os pais da aberração defendendo o indefensável, abriu espaço para Onyx Lorenzoni explicar que, na verdade, eles fizeram “picadinho” da Justiça brasileira.

Há até como republicar o vídeo aqui, mas prejudicaria a receita publicitária do Jornal Nacional. Por isso o Implicante pede para que acompanhem o resultado no próprio site do telejornal clicando aqui.

Lava Jato deu um ultimato: ou Temer veta o que a Câmara fez, ou renunciam à investigação

Foto: José Cruz/ABr

A força-tarefa da Lava Jato deu a mais contundente declaração da sua (curta, é verdade) história. Em resposta à insanidade cometida pela Câmara Federal ontem, quando, sob o comando de Rodrigo Maia, aliado de Michel Temer, transformaram o pacote de 10 medidas contra corrupção em um pacote de penduricalhos que blindou os investigados, deu um ultimato: ou Michel Temer veta aquele absurdo, ou o time de prociradores irá renunciar à investigação.

É uma ameaça estranha, pois a ausência de Deltan Dallagnol e sua trupe é tudo o que mais querem os investigados pela Lava Jato. Mas, ao mesmo tempo, joga toda a pressão em cima do presidente da República, que uma semana atrás assustou-se com o crescimento dos gritos por seu impeachment. E incendeia a opinião pública para comparecer em ato agendado para o próximo domingo, dia 4 de dezembro.

É um jogo duro. Se há uma notícia boa no meio disso tudo, é que os poderes, sempre em uniões tão questionáveis, se dividiram. De um lado, legislativo e executivo. Do outro, o judiciário.

As cenas dos próximos capítulos prometem.

Como os partidos se comportaram no maior golpe que a Lava Jato recebeu da Câmara Federal

Enquanto o Brasil chorava a tragédia que atingiu o time da Chapecoense, os deputados federais, literalmente no meio da madrugada, agiram em bando para depenar o projeto das dez medidas apresentado pela operação Lava Jato. Foi uma ação suprapartidária, que contou com 11 siglas, tanto da base do governo Temer, como da oposição que até hoje defende Dilma Rousseff.

O Antagonista fez um apanhando de como cada bancada se comportou. Algumas se dividiram, mas 10 delas ofereceram a maior dos seus votos à impunidade. A exceção foi o PSDB, que ainda sim permitiu que um quatro de seus legisladores se comportassem de maneira tão suja.

O gráfico mais acima mostra como todos eles se alinharam contra a operação Lava Jato. E o Brasil.

Enquanto o país chorava a tragédia com a Chapecoense, a Câmara depenou a Lava Jato

Era um projeto de iniciativa popular. Com dois milhões de assinaturas. Com o objetivo de fortalecer o trabalho investigativo da Justiça brasileira. As tais “dez medidas contra a corrupção”. E foi entregue ao legislativo para que transformasse aquilo em realidade e desse um mínimo de esperança ao futuro do Brasil.

Sob o comando de Rodrigo Maia, que esteve ao lado de Michel Temer prometendo que nada de errado ocorreria com o projeto, o que fez a Câmara Federal? Trucidou a ideia! Das dez medidas, só duas foram aprovadas na íntegra. E outras duas com alterações. De resto, e com larga votação, acrescentaram penduricalhos que funcionam como obstáculos para o Ministério Público numa clara retaliação ao trabalho da operação Lava Jato. Se já não era fácil atingir tais autoridades, com o que decidiu os senhores deputados, há se tornar impossível.

E tudo isso enquanto o brasileiro chorava a tragédia que vitimou o time da Chapecoense.

Não foi para isso que milhões foram às ruas pedindo impeachment. E o governo Temer merece pagar caro por isso.

Que a Câmara Federal NÃO aproveite a tragédia com a Chapecoense para aprontar lá em Brasília

O dia já seria complicado. Já havia manifestações marcadas para a porta do Congresso Nacional. Em jogo, um pacote contra a corrupção que vinha sendo desfigurado pelos deputados federais justamente para garantir impunidade aos legisladores. A opinião pública se mostrou tão atenta às manobras que os presidentes da República, Câmara e Senado deram uma coletiva em pleno feriado para desfazer qualquer mal entendido…

Mas veio a madrugada deste 29 de novembro. E, com a ela, a notícia da tragédia envolvendo a Chapecoense num desastre aéreo que, até o momento da redação deste texto, vitimou 76 pessoas entre atletas, equipe técnica, jornalistas e tripulantes. E comoveu de tal forma que tem sido impossível falar de outro tema.

Alguns portais mais vigilantes, como os sempre indicados Antagonistas, contudo, revelam que os senhores deputados continuam se articulando lá em Brasília. E o objetivo continua sendo uma blindagem maior neles próprios, enfraquecendo a Justiça, enfraquecendo a democracia.

Que esse tipo de manobra não ganhe corpo. Se já seria horrível levá-las adiante com a população atenta, soa ainda pior aproveitar um momento tão delicado para esse nível de canalhice.

O Brasil está abalado, mas reagirá a qualquer jogo sujo. Que Brasília tenha noção disso.

Vídeo: dá para tolerar? O Congresso vaiou Onyx Lorenzoni quando ele falou em patriotismo

O Implicante deu mais cedo que o Congresso vaiou o deputado Onyx Lorenzoni quando o deputado federal defendeu o projeto das 10 medidas contra a corrupção apoiado pela operação Lava Jato. Mas foi simbolicamente bem mais grave e o vídeo mais acima explica.

Onyx foi vaiado quando defendeu que os senhores deputados levassem em consideração o patriotismo.

Dá para tolerar esse tipo de coisa dos parlamentares que são escolhidos para representar o povo brasileiro? Lógico que não dá.

É possível ouvir um deputado dizer: “Que falso moralismo! É preciso parar com essa conversa!

É preciso parar com esse governo.

A exemplo do que já ocorre no Senado, o PT tentou pegar para si a vice-presidência da Câmara

O PT está fragilizado, mas não está morto. Sabe que conta com maciço apoio da imprensa e qualquer liderança política mais clássica. Em verdade, “só” perdeu o apoio da opinião pública, mas sabe que ela é volúvel e pode rever suas posições a qualquer momento. Até lá, segue rondando o poder com sua influência e, por vezes, catando um ou outro cargo.

Ter a vice-presidência do Senado até hoje, se não permite ao petismo voltar ao comando, ao menos evita que Renan Calheiros, o atual presidente e um aliado de longa data, caia. E isso gera uma instabilidade que muito interessa à sigla como oposição. Tanto que buscou o mesmo na Câmara Federal, convidando Waldir Maranhão, aquele mesmo que tentou cancelar o impeachment de Dilma Rousseff na canetada, para virar petista.

A sorte do Brasil é que Maranhão não se considerou esquerdista o suficiente para migrar para o PT. Contudo, segue interessado no PTdoB, partido de Sílvio Costa, aquele líder que parece mais fiel ao petismo do que muito petista.

Esses comandos precisam ser renovados urgentemente. A chance agendada para fevereiro não pode ser desperdiçada.

Graças ao fracasso nas urnas, o PT pode perder para outros partidos 40 dos seus 58 deputados

Aparentemente, a eleição 2016 fez o PT finalmente se tocar da realidade: o partido fez todas as escolhas erradas possíveis e ruma a um fim melancólico. Com o navio afundando, natural que alguns tentem abandoná-lo. Mas espanta o tamanho da fatia dos que buscarão uma fuga.

Três dos cinco governadores do partido iniciariam conversas com outras siglas. Mas na Câmara Federal a proporção é ainda maior. De acordo com o Estadão, um grupo de 40 insatisfeitos estaria negociando uma migração em massa para outro partido, possivelmente o PDT. Atualmente, o PT ainda conta com 58 parlamentares. Se o movimento se concretizar, o petismo perderá quase 70% de suas cadeiras e será reduzido à décima força legislativa.

E pensar que muita gente dizia que o impeachment daria em nada.

Não adiantou a esquerda atrapalhar os estudos de milhares de estudantes: a PEC 241 passou

A esquerda alega ter invadido mais de mil escolas – ela teima em chamar de “ocupação” a tomada de um espaço que já estava ocupado e passa a ficar vazio depois que ela entra – atrapalhando a preparação do ENEM de centenas de milhares de estudantes. Mais do que isso, está atrapalhando a realização do segundo turno em algumas cidades (o Paraná precisará gastar mais de R$ 3 milhões só para reposicionar algumas sessões eleitorais). No caso mais grave, a irresponsabilidade esquerdista custou a vida de um adolescente, e a liberdade de seu assassino – se estivessem assistindo a aulas, não estariam consumindo drogas, nem se envolvendo em brigas que resultariam num assassinato.

Nada disso adiantou. A PEC 241 passou na segunda votação feita pela Câmara Federal. Agora vai ao Senado para mais duas votações. E lá o desafio pouco terá a ver com o que pretenda fazer a esquerda nas escolas do Brasil. O principal obstáculo se chama Renan Calheiros, que segue acuado pela operação Lava Jato e pode usar o pauta para chantagear o governo Temer.

Que as autoridades tomem atitudes contra esse aliciamento de menores. E que a PEC 241 siga sendo aprovada.