Ditadura até demais: Venezuela prendeu jornalistas brasileiros que investigavam a Odebrecht

Aqui e ali ainda é possível encontrar esquerdistas que, no Brasil, reneguem o status de ditadura à Venezuela. O fato que fechou a semana passada, contudo, foi emblemático demais, para não deixar dúvidas.

Leandro Stoliar e Gilson Souza, repórteres da TV Record, foram à nação bolivariana para investigar denúncias de corrupção envolvendo a Odebrecht e autoridades locais. Mas, no sábado, foram presos pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin). Um dia depois, graças a esforços diplomáticos do governo Temer, foram soltos e enviados de volta ao Brasil. Mas todo o equipamento e o material produzido pela equipe ficaram detidos na Venezuela.

O nome disso, não tenham dúvida, é censura. E praticado pela forma mais clássica de ditadura. Algo típico do socialismo que Hugo Chávez e Nicolás Maduro tentaram emular. E que ainda é tão defendido por “intelectuais” brasileiros.

Discurso de ódio, fake news, direitos humanos… Desculpas esquerdistas para te censurarem

Com o objetivo de combater o que a imprensa chama de “discurso de ódio”, o Twitter promete aprimorar as ferramentas para banir usuários que estariam usando a rede social para “prevalentes e danosas formas de comportamento”. Uma das ideias é o sistema marcar como de “baixa qualidade” alguns conteúdos e evitar que se propaguem com a mesma velocidade dos demais.

Mas quem define o que teria alta e baixa qualidade? No Facebook, ex-funcionários já vieram a público confessar que um experimento semelhante calou deliberadamente conteúdo conservador. E é esta a sensação que se tem também no Twitter.

Porque, desde sempre, ofensas correm soltas naqueles poucos 140 caracteres. Contudo, o interesse em conter o avanço de opiniões incômodas só despontou quando estas opiniões pendiam para o lado direito.

Fato é que certas expressões estão sendo usadas como desculpa para censurar quem fala o que não agrada a esquerda. Ou tacham de “discurso de ódio”, ou de “fake news”. Quando é para a coisa ficar mais oficial, como no caso do ENEM, obrigam milhões de estudantes a escreverem em acordo com os “direitos humanos”, como se aquelas ideias não fossem desde sempre questionadas em qualquer meio científico minimamente sério.

Não, o Brasil não mais enfrenta uma censura oficial. Mas o brasileiro vem sendo cada vez mais censurado. Por um discurso contrário à mera discordância. E que disfarça sua sede por calar os adversário sob um véu de bondade, que alega defender a verdade, a humanidade ou ainda combater o ódio. Tudo isso, claro, fazendo pouco caso da liberdade de expressão, a primeira liberdade da qual todo indivíduo usufrui. Isso é um erro. Que precisa ser corrigido.

Paulo Coelho: defendeu o Alcorão, teve livro confiscado por supostamente contrariar o Islã

Em agosto de 2015, Paulo Coelho foi notícia no Oriente Médio por defender o Alcorão. O caso foi registrado em um dos blogs da Folha. O escritor havia homenageado o livro sagrado do islamismo como um trabalho que havia “mudado o mundo”. Uma fã não se aguentou e achou aquilo um absurdo, reclamando que tais textos estavam na origem de muita violência e assassinatos.

O autor de O Alquimista respondeu nestes termos:

“Não é verdade. Sou cristão, e por séculos nós tentamos impôr nossa religião pela força da espada – confira ‘cruzadas’ no dicionário. Matamos mulheres – chamando elas de bruxas, e tentamos parar a ciência – como no caso de Galileu Galilei. Então não é culpa da religião, mas de como as pessoas manipularam ela.”

Um ano e meio depois, Paulo Coelho usou as redes sociais para reclamar que seus livros estavam sendo confiscados. O caso ocorreu na Líbia. Motivo: as autoridades locais consideraram que os trabalhos do “mago”, e de mais alguns autores, eram eróticos ou iam de encontro ao Islã.

Fica ao menos o aprendizado.

Tiro no pé: já tem jornalista pedindo para aposentarem o termo “fake news”

Jornais empilhados.

O Implicante já escreveu em várias oportunidades que a estratégia adotada pela imprensa após a eleição de Donald Trump se voltaria contra ela. No último 11 de janeiro, o presidente eleito dos Estados Unidos apontou o dedo para a CNN e sentenciou: “Vocês são notícias falsas!”

Não foi o único caso. Em artigo para o Washington Post, Margaret Sullivan enumerou um punhado de situações em que autoridades devolveram o veneno aos jornalistas, fazendo com que o tiro saísse pela culatra. E o que era uma iniciativa para calar veículos alternativos começou a fazer estragos na grande imprensa.

Proposta da colunista? Aposentar o termo, concordar que os 15 minutos de fama do “fake news” já acabaram e abandoná-lo no passado.

O Implicante acha que ele nunca nem deveria ter nascido.

O feitiço se virou contra o feiticeiro e Donald Trump acusou a CNN de publicar “fake news”

Como esperado, o papo de “fake news” se voltou contra os criadores dessa censura disfarçada. Na primeira coletiva dada por Donald Trump – ainda como presidente eleito, uma vez que toma posse em mais alguns dias –, o republicano negou-se a ouvir a questão que o repórter da CNN tinha formulado.

Primeiro, Trump disse que a CNN era uma péssima organização. Depois, pediu seguidamente ao repórter para não ser rude e deixar que a colega de outro veículo falasse. Com a insistência do jornalista, o presidente dos Estados Unidos sentenciou: “You are fake news!”

O pessoal do MBL legendou o bate-boca:

Na véspera, tanto a CNN, quanto o BuzzFeed, foram acusados de disparar conteúdo falso contra Trump, com base em um dossiê fajuto que acusava o bilionário de ter práticas sexuais bizarras e relação promíscua com a Rússia.

Covardemente, a CNN jogou a culpa no BuzzFeed. E a credibilidade no ralo:

Sabe os vídeos de sírios despendido-se? Especialista desconfia serem “propaganda de guerra”

Há alguns dias, vários vídeos de sírios despendido-se enquanto aguardavam mais um bombardeio do exército do ditador Bashar Assad comoveram as redes sociais. Não só isso, viraram matérias de veículos importantes como CNN, BBC e New York Times. O problema? Patrick Cockburn, veterano na cobertura de conflitos na região, alertou em artigo no Independent: há chances de tudo ter sido “propaganda de guerra” dos jihadistas.

O motivo é simples: jornalistas não são bem-vindos do lado rebelde. Costumam ser mortos. Os radicais, no entanto, colocaram vários ativistas defensores de suas loucuras numa função que chamam de “jornalista cidadão”, mas que, nas palavras de Cockburn, não passa de propaganda mesmo.

A Veja foi ao perfil de alguns dos “jornalistas cidadãos” e descobriu que de fato defendem o jihadismo.

Será que, nem após isso, estes veículos deixarão para lá o papo de que “fake news” são os outros?

Como confiar? O Facebook contará com jornalistas para escolher o que seria notícia falsa

Jornais empilhados.

O Facebook explicou como pretende separar o que seria notícia falsa das notícias verdadeiras. Mas a coisa soou ainda pior. Se antes havia a desconfiança de que o algoritmo responderia a marcações dos próprios usuários das redes, abrindo brechas para ações coordenada de militantes, agora há a certeza de que um pequeno número de editores será explorado.

Porque Mark Zuckerberg recorrerá a agências de notícias que se dizem especializadas em “fact checking”, um ramo do jornalismo que só escancara quão vai mal o setor, afinal, checar informações deveria ser condição primordial para que ela fosse publicada por qualquer veículo.

O problema? O risco de essa seleção atender a um viés político é ENORME. Afinal, em maio passado, o próprio Facebook foi acusado por ex-funcionários de ter editores boicotando notícias de interesse do conservadorismo americano.

E o que mudou de lá para cá? O conservadorismo venceu as eleições americanas. Com a própria imprensa sendo desmoralizada tamanha a quantidade de erros em sua cobertura.

Como ela foi punida? Ganhando do Facebook um instrumento para censurar quem ela acredita estar mentindo.

É inacreditável.

Ex-colunista da Folha cobrou do jornal que exclua de suas colunas o líder do MTST

Ontem, o Brasil viu mais uma vez cenas de destruição em suas ruas, mais uma vez partindo de movimentos de esquerda que aterrorizam o país por sua agenda política. Vera Magalhães, que por muito tempo assinou a coluna Painel da Folha de S.Paulo, cobrou do jornal que tome uma atitude contra Guilherme Boulos, líder do MTST, um dos grupos por trás dos atos.

Foi uma atitude de coragem da jornalista. Pois ela vem de um meio muito corporativista, que basicamente criminaliza qualquer tentativa de autocrítica em defesa de uma categoria que vem cada vez se comportando pior. Nas palavras de Vera, Boulos seria “banditismo puro e simples“.

Até o momento da redação deste texto, a Folha não se pronunciou a respeito.

Fake news? A Lava Jato emitiu nota desmentindo a Folha

Jornais empilhados.

A Folha de S.Paulo publicou que “o presidente Michel Temer é hoje um dos principais adversários do Ministério Público Federal, na opinião de procuradores da Operação Lava Jato“. De acordo com a publicação, os investigadores passariam a trabalhar para “derreter” o governo Temer.

Horas depois, a Lava Jato publicou uma nota desmentindo tudo: “a Força-Tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná esclarece que nenhum de seus integrantes conversou com a colunista ou outro ‘interlocutor’ sobre os temas abordados e que o conteúdo da publicação é inverídico“.

E aí? Foi “fake news” da Folha? Seria curioso, pois recentemente o jornal começou a se alinhar com o discurso internacional de que veículos alternativos ganham a vida publicando inverdades.

Ou era verdade, mas não era da Força Tarefa do Paraná, e sim aquela que atua em Brasília? É uma resposta delicada. Pois entregaria que o procurador-geral da República estaria tendo uma postura partidária. Suspeita, inclusive, que já pairou bastante sobre ele, quando só atacava Eduardo Cunha, em perfeito alinhamento com os interesses petistas.

Suspeita que também paira sobre a Folha.

Fake news?! Que nada! Vitória de Trump teria vindo de notícia REAL reverberada na imprensa

Nate Silver ganhou o respeito da esquerda – e de todo o resto, na verdade – porque previu milimetricamente as vitórias de Barack Obama em 2008 e 2012. E teve grande culpa na crença cega de que Hillary Clinton venceria fácil agora em 2016, uma vez que previu 81% de chances para ela.

Mas deu Donald Trump. E Silver, como o resto do mundo, tenta até hoje entender o que aconteceu.

Enquanto a imprensa passa vergonha tentando censurar sites alternativos, acusando-os de espalhar boatos que teriam custado a vitória democrata, chegando ao cúmulo de apontar uma cidade minúscula da Macedônia – onde uns blogueiros faziam troco com anúncios – como a responsável pelo resultado da eleição presidencial na maior democracia do mundo, o pesquisador encontra outra justificativa. Ironicamente, uma notícia real que foi reverberada por toda essa patética imprensa.

Trata-se da reabertura da investigação sobre os emails sumidos de Clinton. Segundo Silver, até 27 de outubro, a vitória da democrata estava garantida. Mas os votos começaram a virar com o FBI entrando em campo.

Mesmo a prematura saída dos investigadores pode ter rendido ainda mais desconfianças.

Faz muito mais sentido do que achar que a maior potência do planeta teria se rendido a boatos de blogueiros.