Tomada pelo PCdoB, a Ancine pressionou atores a denunciarem “golpe”

26/09/2016- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Ex-presidente Lula, durante comício com Jandira Feghali, em Bangu, zona oeste da cidade.

O PT já tinha saído da Presidência da República, mas incontáveis espaços públicos seguiam atuando sob a influência do partido, se não com os soldados, também com as linhas auxiliares. Em meados de 2016, o jornalista Cláudio Humberto confirmou que o PCdoB, a mais antiga linha auxiliar do partido, continuava comandando a Agência Nacional de Cinema. E mais: a ANCINE teria pressionado os artistas brasileiros a protestarem na Europa contra o que a esquerda vinha chamando de golpe – o mesmo processo de impeachment que os esquerdistas pediram contra Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e FHC.

O Antagonista completou a informação: Manoel Rangel, do comitê central do PCdoB, presidia a Ancine havia 11 anos. E a comissária Rosana Alcântara era ligada à deputada federal Jandira Feghali, aquela mesma que arrancava risadas na comissão do impeachment quando defendia a honestidade de Dilma Rousseff.

A Ancine custa aos cofres públicos valores que superam o bilhão de reais por ano. O Brasil não deveria reservar qualquer centavo a gastos com cultura antes de resolver seus problemas mais básicos. Ainda mais se o órgão é utilizado para pregar mentiras até mesmo além das fronteiras do país.

Cineastas esquerdistas retiram filmes de festival por presença de obras de “direita”

Há uma anedota recorrente: para a esquerda, “debate” é sempre entre os que concordam; há seis pessoas numa bancada e um endossa a tese do outro, sem qualquer variação que saia do supérfluo. O pior é que não se trata de anedota, mas de fato.

E tal episódio é prova disso.

Segundo noticia a Folha de SP, pelo menos SETE CINEASTAS retiraram seus filmes do CinePE, festival de cinema de pernambuco. Motivo: presença de obras direitistas. Uma seria “O Jardim das Aflições” (foto), documentário sobre o filósofo Olavo de Carvalho. A outra, por incrível que pareça, é um filme narrando a elaboração do Plano Real.

Um exemplo não apenas da falta de democracia por parte do esquerdismo, mas de como funcionam as bolhas em que se fecham, recusando a presença – mesmo mínima – de qualquer elemento muito divergente.

Ironia: a obra sobre Olavo de Carvalho tem como um dos temas a “tirania da coletividade sobre a individualidade humana” – nas palavras de Josias Teófilo, diretor de “O Jardim das Aflições”. O “boicote”, ao fim e ao cabo, serve para comprovar essa tese.

Festival de Berlim: cineastas brasileiros fazem apelo para continuar recebendo verba pública

É aquilo de sempre: um abaixo-assinado repleto de exageros e distorções, a fim de comover pessoas que não tenham a menor noção das coisas de nosso país. Na verdade, é claro, tudo se resume a dinheiro público.

Falam em “mecanismos de fomento”, defendem a bizarra lei que OBRIGA emissoras de TV a cabo a ter determinados programas nacionais, falam em favor de um “fundo” para o Audiovisual e assim por diante.

Vamos lá: ninguém está nem jamais seria proibido de fazer filmes. Mas EXIGIR dinheiro público para isso, convenhamos, não é algo razoável. Ou alguém prefere que o dinheiro dos impostos, também ele recolhido em muito por pessoas pobres, vá para cineastas e produtores, não para a saúde e a educação? Pois é.

Eles, na carta, chamam o governo atual de “ilegítimo”, mas ao mesmo tempo querem que esse governo continue com as políticas de patrocínio e fomento. Também dizem que “saúde e educação” estão sob ameaça (é mole?), mas ainda assim não querem abrir mão dos mecanismos atuais que favorecem o setor cinematográfico.

No mais, e por óbvio, o sacrifício é sempre geral nos momentos de crise. Operários acabam sendo demitidos, profissionais liberais perdem clientes, comerciantes vendem menos e, claro, cineastas também tem suas verbas cortadas.

O apelo, cujo resultado prático já seria nulo, só expõe ainda mais certa arrogância de parte de nossa classe artística, nesse caso definitivamente formada por pessoas que não estão numa situação social ruim.

Empresas se recusam a dar dinheiro a filme de Wagner Moura sobre terrorista de esquerda

Antes de tudo, como a pauta resvala no tema das leis de incentivo (como Rouanet e Audiovisual), é importante já deixar claro que essa grana É SIM DINHEIRO PÚBLICO. Sim, é. Agora, sigamos.

Carlos Marighella é considerado um dos ‘pais’ da guerrilha urbana. Isso não é exagero. Seu “Manual” é das obras mais consultadas entre os grupos terroristas de esquerda EM TODO O MUNDO. Ao mesmo tempo, é um ídolo de boa parte da esquerda (em especial, a ala universitária-e-classe-média).

Desse modo, um livro escrito em homenagem ao terrorista vai virar filme pelas mãos de Wagner Moura. Até aí, nada de novo. O problema – para eles – é que os empresários não aceitam doar grana para essa produção. Nem obtendo renúncia fiscal eles aceitam colocar verba num filme pró-Marighella.

O astro de Tropa de Elite – e, mais recentemente, Narcos – não parece exatamente feliz com isso e acaba culpando o contexto atual, os ânimos exaltados, a polarização etc. Também nada de novo.

Quem conhece a esquerda como um todo, e especialmente o esquerdismo brasileiro, não se espanta com o fato de pedirem grana a grandes empresas a fim de produzir um filme que abordará positivamente um terrorista de esquerda. A novidade é que FINALMENTE as empresas estão vetando esse tipo de coisa.

Já era tempo. E que seja assim com as outras.

Os esquerdistas SEMPRE SEMPRE SEMPRE fizeram boicote a marcas que não atendem suas agendas. E esse tipo de procedimento, aceitemos, é parte do jogo democrático. Uma coisa é o Estado proibir, outra é o indivíduo, ainda que organizado em grupo, tomar tal decisão.

Mas agora que a direita também começou a arranhar nesse campo, os artistas de esquerda já passam a falar na “polarização”, no “FlaxFlu” e assim por diante.

Inútil, claro. E ainda há muito pela frente. A coisa está mesmo apenas começando.

13 dias antes do impeachment de Dilma, a Ancine autorizou Aquarius a captar R$ 2,9 milhões

Cédulas de reais. Foto: Pixabay.

Um protesto regado a muito sorriso por parte dos atores que seguravam as placas rendeu várias manchetes no noticiário dessa manhã. No ato, o elenco do filme Aquarius denunciava em Cannes o que chamava de “golpe” em andamento no Brasil, o mesmo impeachment que o PT pediu contra Collor, Itamar e FHC. Mas as redes sociais são rápidas e logo descobriu-se que o projeto em questão, a apenas 13 dias do afastamento de Dilma Rousseff, foi autorizado pela Ancine a captar R$ 2,9 milhões via Lei do Audiovisual.

A Lei do Audiovisual difere um pouco da Lei Rouanet. Cineastas costumam preferir a primeira porque, diferentemente da segunda, que banca por renúncia fiscal um máximo de 80% da produção, cobre com dinheiro público 100% do investimento feito por qualquer patrocinador que tope emprestar a marca para os créditos iniciais do filme.

Pelas informações publicadas no Diário Oficial de 29 de abril passado, os produtores do filme Aquarius terão até 31 de dezembro de 2017 para captar junto a patrocinadores o total de R$ 2,9 milhões. Se conseguir, os cofres públicos serão usados para devolver aos anunciantes 100% do valor investido. em outras palavras, até mesmo os 11 milhões de desempregados do Brasil correm o risco de estar pagando o salário dos atores que levantaram as placas em Cannes.

Protesto em Cannes

Haddad quer criar uma Ancine paulistana. E a conta será paga por…

haddad jucaa ferreira

“Mais duas lambidas e esse projeto estará pronto” – foi com estas delicadas palavras que o secretário municipal de Cultura de São Paulo, Juca Ferreira, anunciou à plateia formada pelos principais cineastas de SP que se reuniram nesta semana com ele e o prefeito Fernando Haddad para discutir a criação de uma agência de cinema, a SP Cine.

Uma expressão (talvez reveladora) dessas vinda da oposição e a própria imprensa iria martelá-la até doer em ouvidos do outro lado do país. Com Haddad, a “mídia golpista”, o PiG, só deixou passar como mera piadinha boba na coluna de Mônica Bergamo, na Folha.

De acordo com Ferreira, “A cidade está madura para ser uma plataforma internacional de audiovisual. Cabe aqui um grande festival. Vamos instalar dez cinemas na periferia. Talvez a prefeitura se transforme no maior exibidor do município.”

Não sei quão São Paulo está “madura” para ter sua própria agência de cinema. Na verdade, sequer sei quem são “os principais cineastas de SP”, que se reuniram com Haddad. Há bastante tempo que sei que cinema é Hollywood, ou filme sobre areia e camelos no Irã, ou produções nacionais feitas pela Globo com atores reprodutoriamente ruins, todos feitos pela Rede Globo. Os que não são feitos por ela, têm cara de Rede Globo, qualidade de Rede Globo e inevitavelmente os mesmos atores da Rede Globo. Não sei de filme nacional grande sem Wagner Moura, Selton Mello e Lázaro Ramos, por exemplo.

O único filme paulista – ou, pior, paulistano – de que me lembro, fora o trágico Bellini e a Esfinge, é Rota Comando, policial de baixo (baixíssimo?) orçamento, um Tropa de Elite paulistano, baseado no livro Matar ou Morrer, do deputado Conte Lopes, que mostra a rotina de policiais da Rota.

Será que é este porte de filme que garante a São Paulo “maturidade” para ganhar um verbinha do pagador de impostos pelo interesse que os senhores Fernando Haddad e Juca Ferreira têm em apresentar à população produções artísticas selo São Paulo™ de qualidade, por um nobre gesto de administração eficiente e interesse na cultura dos pobres e necessitados, com um desinteresse estóico por dar uma boquinha a seus cupinchas formadores de opinião, que talvez nem sequer respondam defendendo a gestão do prefeito com unhas e dentes nas próximas eleições, talvez até com alguns filminhos totalmente livres de dinheiro e doações e criados por mero reconhecimento imparcial e honesto?

Parece exagero? Continua o relato de Mônica Bergamo:

Em cartaz com o filme “Uma História de Amor e Fúria”, Luiz Bolognesi disse que o audiovisual é “o grande instrumento de poder que pode fornecer novos repertórios para um pensamento crítico”. Só assim seria possível confrontar “esse fundamentalismo que ameaça transformar o Brasil numa teocracia. A gente reclama da mídia que fabrica o mensalão. O ‘Jornal Nacional’ não é a verdade, é uma versão dela”.

Uma agência de cinema para dar dinheiro a cineastas incompetentes que estão “em cartaz” (ou que precisamos ser informados de que estão em cartaz em algum lugar com algum filme) afirmarem que “a mídia que fabrica o mensalão”, aquele troço que durou anos com milhares de páginas sendo julgadas por ministros indicados em sua maioria absolutíssima por Lula e Dilma. de fato, os jornais não são uma verdade, são uma versão dela. A Verdade mesmo é Luiz Bolognesi.

(Não encontrei artigo em português na Wikipedia sobre quem é este sujeito, mas a em inglês explica e enaltece: “He won several awards as a screenwriter, including ‘Best Screenplay’ in Grande Prêmio Cinema Brasil, Recife Cinema Festival and Troféu APCA”. Um novo Fellini está surgindo.)

Só assim teremos “pensamento crítico”. Com o cinema de Luiz Bolognesi. Só ele nos salvará de uma teocracia. Será que com o nosso dinheiro? O Marco Feliciano e esses pastores mongolóides que vemos por aí pedem dinheiro, não importa por qual método lobotomizado – mas pedem. Será que o único jeito de nos livrarmos da teocracia do dízimo será dando o dinheiro para os apaniguados do partido no poder retidos na fonte, e sem possibilidade de falar: “Seu pastor… hoje não”?

Segue Ferreira: “Se o Rio é uma cidade mais atiçada, SP é tímida. A cidade não pode estar de lado com o Brasil. Nem precisa sufocar o país”. Você disse sufocar, meu caro? Talvez seja um ato falho bastante significativo. Mas que tal a continuação?

Haddad concordou. “SP tem que se reconciliar com si mesma e com o Brasil”. “É a Revolução de 32…”, brincou Ferreira. “Quem sabe em breve poderemos finalmente dar o nome de Getúlio Vargas para alguma coisa”, completou Haddad, provocando risos.

O que será que aconteceria se um governante da oposição de São Paulo fizesse uma piadinha com uma revolução golpista armada paulista para derrubar o governo central? Qual seria a graça se algum tucano, democrata ou qualquer não-petista achasse bonito usar o nome do ditador Getúlio Vargas para algum ato de concentração de poder e dinheiro em suas mãos?

O cineasta Hector Babenco também discursou. “A gente tem que se valorizar. Eu fico lendo barbaridades nos jornais, como a informação de que o Rio pagará R$ 10 milhões para o Woody Allen filmar lá. Eu vou pagar o dote para a minha filha casar? Hoje aqui está surgindo um pensamento grande. E nós temos que corresponder a ele.”

Esse negócio de “se valorizar” não precisa ser em dinheiro cash, né Hector? Sei lá, posso te valorizar assim, elogiando seu penteado? Ou você só aceita que eu seja obrigado a pagar o casamento da sua filha (não deve ser uma festa modesta, aposto que terá uns rapapés mais bem avaliados no mercado que meu rim direito), mesmo que não queira ver seus filmes? Ah, eu sei que aí entre vocês vocês aí “está surgindo um pensamento grande”. Acontece que eu também penso grande, mas você não parece muito interessado em pagar as contas dos meus pensamentos grandes… ou estaria eu felizmente enganado?!

(Hein? Hein? Hein?)

A verdade é que a lei de mercado (lei no sentido de LEI, igual gravidade, morte e impostos, aquela coisa mais inescapável, natural e mandatória do que mamãe mandando arrumar o quarto) mais óbvia de todas é a de oferta e procura. Por que o produto dos cineastas paulistanos vale (dinheiro cash) tão pouco? Por que a procura é inócua. Ninguém tá interessado em assistir esses troços. São – falando um português bastante claro – ruins pra cacete.

Esses cineastas querem lucrar horrores (“pensamento grande” e tal). Mas ninguém quer enfiar a mão na carteira, gastar duas horas no cinema assistindo filmes premiados no primoroso Festival de Cinema de Recife sem sair com uma satisfação de prazer que fará com que a imaginação moral (google it) que aquele filme lhe imprimiu seja tema de suas conversas de bar por anos a fio.

Esses mesmos cineastas poderiam, então, melhorar os seus filmes. Já tivemos filmes brasileiros muito bons. Basta aprender e fazer igual. Melhor. Detonar mesmo. Nós iremos querer ver os filmes, o valor de mercado desses camaradas e também o valor do convite para o casamento de suas filhas ficará automaticamente mais alto. E eles poderão pagar o valor do casamento com o valor de suas obras, igual nós, pessoas normais, trabalhadoras, sadias e com um pingo de vergonha nessas caras redondas fazemos.

Ou então, podem, digamos, “precisar de incentivos”. Confrontar o fundamentalismo e tal. Assim, se ninguém quer ver os seus filmes, dane-se o que esses ninguéns querem, quem manda são os “não-fundamentalistas”, os “críticos”, e apenas se pega o dinheiro delas à força dos impostos (palavra de etimologia reveladora), cria-se uma agência de cinema para proteger os cineastas de seu público e os cineastas poderão pagar a festinha de casamento de suas filhas mesmo se ninguém quiser ver suas porcarias. Como a agência é movida a dinheiro cash retido na fonte, o público nem precisa saber que tem filme em cartaz. Nem precisa saber o nome do filme. O que importa é que a agência está fomentando “a cultura”. Mas, sobretudo, citando Hector Babenco, “valorizando”… a conta bancária dos cineastas.

(Mas eles são especiais, “críticos”, não mentem como a mídia que “fabricou o mensalão”, e portanto não devem ser como os trabalhadores pés-de-chinelo, que pagam suas vontades com o seu trabalho, trocado livremente pelo trabalho de outras pessoas: esses podem simplesmente se entender com partidos estatizantes como o do sr. prefeito Fernando Haddad, pegar o dinheiro do público e nem sempre precisam sequer entregar o raio do filme – aliás, se não entregarem, basta pegar mais dinheiro do povão, não é, seu Guilherme Fontes?)

Você sabe quantos filmes a Petrobras já financia, e nunca têm interesse do público o suficiente para sequer irem pro circuito comercial? (comentário de Reinaldo Azevedo: “O que é uma benção!”) É por isso que o governo tem tanto interesse em defender a Petrobras, com esse papinho de que “o petróleo é nosso”, enquanto pagamos a gasolina mais cara do continente: o dinheiro é do governo e o governo dá pro cupincha que quiser. E você ainda acha lindo defender “a cultura” e “o cinema” e “o petróleo” nacionais.

Mas se é mesmo para dar dinheiro para cineastas lucrarem antes mesmo de alguém se interessar por seu trabalho, e se São Paulo está “madura” a la Los Angeles para produzir tantos filmes imperdíveis, que tal dar uma rápida olhada por cima da produção nacional para saber o que mais vamos financiar mesmo que não queiramos gastar, ao invés de ter produtos que desejamos de verdade? (grande destaque para os números 6 e 2)

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=bmg026ejP7k[/youtube]

E você sabe quem vai pagar a conta disso, e do casamento da filha de cada um desses monumentos ao “pensamento crítico” universal aí em cima?