Odebrecht diz ter comprado o apoio da maioria dos partidos pró-reeleição de Dilma Rousseff

Quando Dilma Rousseff concorreu à reeleição, oito partidos se somaram ao PT para garantir à coligação um total de 11 minutos e 24 segundos no horário eleitoral. A saber: PMDB, PSD, PP, PR, PDT, PRB, PROS e PCdoB. Mas o apoio da maioria desse grupo custo caro aos cofres da… Odebrecht!

Um ex-diretor da empreiteira confirmou que o apoio do PDT custou R$ 4 milhões. E outras quatro siglas, segundo a Veja, teriam recebido a soma de R$ 35 milhões.

Em depoimento ao TSE, o trio Cláudio Melo Filho, Alexandrino Alencar e Hilberto Silva confirmaram que a Odebrecht comprou com 7 milhões de reais o apoio de cinco partidos, entre eles o PCdoB e o PRB. Tudo em dinheiro vivo.

A denúncia é gravíssima. Em casos semelhante, resultou em cassação. E isso pode atingir mortalmente o governo Temer, eleito pela mesma coligação.

Gilmar Mendes, do TSE, sobre o Bolsa Família: “a compra de voto agora é institucionalizada”

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e também integrante do STF, disparou contra o Bolsa Família e suas palavras não foram exatamente leves. A fala foi proferida no seminário “Soluções para Expansão da Infraestrutura no Brasil”, realizado na Câmara de Comércio Brasil – Estados Unidos e Associação Brasileiras de Infraestrutura e Indústrias de Base.

Confiram:

“Com o Bolsa Família, generalizado, querem um modelo de fidelização que pode levar à eternização no poder. A compra de voto agora é institucionalizada (…) Estamos vivendo no âmbito político-eleitoral uma realidade de caos, verdadeiro caos. Nós temos que fazer uma reforma político-eleitoral” (grifamos)

A crítica do ministro é considerada por muitos um exagero, e no geral costuma soar como preconceito, mas é fato que existem bases para esse tipo de questionamento.

Nas eleições de 2014, por exemplo, o programa foi usado como ferramenta de chantagem, com direito a ameaças terríveis contra alguns candidatos.

Uma saída seria transformar o programa, fazendo com que tivesse um prazo limite, bem como existisse paralelamente a outros investimentos nas economias regionais. Com isso, acabaria a interferência político-eleitoral. A pergunta é: qual governo teria interesse nisso?

Coincidência? No dia que Lewandowski ajudou Dilma, o PT passou a defender o aumento dele

Na condição de árbitro do impeachment, Ricardo Lewandowski poderia simplesmente ter negado o pedido apresentado pelos defensores de Dilma Rousseff para que a petista não fosse inabilitada a desempenhar funções públicas. Mas preferiu jogar a decisão para os senadores, dando uma enorme ajuda à presidente já cassada, permitindo que se utilize de cargos no governo para se proteger da Lava Jato.

Coincidentemente ou não, no mesmo dia, o Partido dos Trabalhadores, o mesmo que sugeriu o destaque votado, mudou seu posicionamento a respeito do aumento do judiciário defendido por Ricardo Lewandowski. Além de ampliar o salário do próprio presidente do STF de R$ 33 mil para R$ 39 mil, o efeito cascata vai ajudar a quebrar ainda mais a economia recebida pela gestão Temer.

Coincidentemente. Ou não.

Delator diz que Lula ameaçava cortar a fonte da propina se não votassem com o governo

Na época, o Mensalão estava a pleno vapor, mas Roberto Jefferson ainda não tinha contado ao mundo que o PT comprava apoio parlamentar até mesmo com dinheiro vivo. Pedro Corrêa, que na época era deputado da base do governo pelo PP, negocia agora um acordo de delação premiada que mostra Lula em pessoa ameaçando deputados caso não votassem a favor da taxação dos inativos, primeira medida polêmica do PT após chegar à Presidência.

Leiam o que disse à operação Lava Jato:

“O presidente Lula, pessoalmente, convocou os presidentes dos partidos aliados e líderes de bancadas aliadas, para avisar, melhor dizendo, ameaçar que se a taxação dos inativos não passasse no Congresso aqueles partidos perderiam o direito aos cargos que haviam indicado e nomeado. Cargos estes que geravam arrecadação de propina para as despesas dos parlamentares e dos partidos.”

Lula se nega a comentar o caso, chama de assunto velho. Mas foi o próprio Pedro Corrêa a rememorar a polêmica aprovação da reeleição de FHC bem antes de o PT conquistar o primeiro mandato presidencial.

É o Brasil passando sua história a limpo. Goste Lula disso ou não.

Negociados por Dilma para conter impeachment, cargos de 2º escalão cuidam de R$ 38 bilhões em verbas

Dilma Rousseff - Foto Buda Mendes Getty

Quando se fala em “segundo escalão”, é preciso levar em consideração que não se trata de algo ruim. Pode não haver o prestígio de quem lidera um ministério, mas ainda assim há muito em jogo. Muito dinheiro, no caso.

Segundo levantamento da Época Negócios, as mudanças realizadas por Dilma Rousseff no chamado segundo escalão, para tentar conter o impeachment, envolveram cargos que cuidam ao todo de R$ 38 bilhões em recursos do Orçamento deste ano.

Com isso, o governo espera que os parlamentares votem contra o impeachment ou ao menos faltem ou se abstenham no dia da votação. A revista Isto É, nesta semana, tratou a negociata como o MENSALÃO DA DILMA.

O que se espera é que a fiscalização sobre os parlamentares, por parte do povo, seja ainda mais intensa.

Não podemos dar folga nem trégua.

Movimentos vão à Procuradoria do TCU denunciar compra de votos contra impeachment

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Diversos grupos que pedem a saída de Dilma Rousseff da Presidência protocolaram nesta quinta (07) uma denúncia na Procuradoria do Tribunal de Contas da União pedindo apuração do esquema de compra de votos de parlamentares contra o impeachment. O governo tem negociado cargos abertamente e possui até mesmo um “ministro informal” despachando em quarto de hotel.

Na tentativa de evitar o próprio fim, o governo Dilma recorre à tática de cometer crimes em série – o que, por si só, já seria motivo suficiente para o impeachment.

Dilma estaria “comprando” deputados do partido do Maluf – e quem diz isso é o próprio

Dilma Rousseff - Maluf

Sim, a coisa chegou a esse ponto. O governo de Dilma Rousseff não apenas tem o PP de Paulo Maluf como aliado de primeira hora, com direito a oferecer boa parte do governo à legenda. A julgar pelo que afirma o histórico líder pepista, o buraco é bem mais embaixo.

Em suma: Maluf diz que o governo estaria “comprando” deputados de seu partido. Suas palavras:

O governo está se metendo num processo de compra e venda que é detestável (…) Querem construir maioria no Legislativo dividindo o Executivo. Não é assim (…) Eu não queria fazer uma injustiça com a presidente, que é uma senhora correta e tem uma vida limpa. Mas agora a minha tendência está mudando

Dilma e PT tomando lição de moral do Maluf. Tempos interessantes.

Por que a imprensa seleciona certos alvos? Lava Jato já envolveu 62 políticos no Petrolão

Foto: Mario Roberto Duran Ortiz

A conta foi feita pelo Globo. Os 62 agentes públicos citados nas investigações da Lava Jato dizem respeito a parlamentares, ex-parlamentares, dirigentes de partido, ministros e governadores. PT e PMDB possuem 12 nomes envolvidos até o momento. Estão atrás apenas do PP com 31 nomes citados pelos primeiros delatores – que operavam para o Partido Progressista no esquema.

No entanto, quem acompanha à distância o noticiário nos últimos dias, achará que a operação toda se preocupa apenas com um dos casos. E essa preocupação aumentou depois que o TCU confirmou as pedaladas fiscais cometidas por Dilma Rousseff, o que justifica a abertura de um processo de impeachment contra a presidente. Qual seria este caso? O do parlamentar que tem o papel e a caneta para dar ignição no impedimento da petista.

Há praticamente nenhuma dúvida sobre a culpa de Eduardo Cunha junto aos seus desfeitos, mesmo com ele não tendo ainda a oportunidade para se defender adequadamente da enxurrada de denúncias. Mas a população precisa ficar atenta à tática petista – sempre com o suporte em peso da imprensa – de deslegitimar qualquer um que se levante contra o PT. Cunha talvez tenha sido apenas o alvo mais fácil, mas não foi o único. Ou o Brasil já esqueceu do tanto que a mídia explorou o caso do aeroporto Cláudio como se tivesse peso igual ao de um Petrolão?

De lá para cá, os movimentos de rua, veículos independentes na web e até ministros do TCU já estiveram na mira da Máquina Petista de Moer Reputações. E, podem ter certeza, surgirão novos alvos caso Dilma se prolongue no poder. A oposição não pode deixar o PT novamente ditar a pauta de acordo com seus interesses. É preciso reagir. É preciso coragem para peitar o discurso petista e enfrentar as críticas.

Foto: Mario Roberto Duran Ortiz
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Governo Dilma está liberando cargos no feriadão para tentar se livrar do impeachment

Foto: Roberto Stuckert Filho

As informações são de Gerson Camarotti, que vem sempre se mostrando bem informado com os bastidores do Planalto. Tratam-se de cargos do segundo e terceiro escalão. Eles estão sendo distribuídos durante todo o feriadão visando garantir os apoios necessários para barrar o impeachment, a ser analisado nesta terça por Eduardo Cunha, principal alvo da imprensa, mesmo numa semana em que se confirmou, via TCU, os crimes cometidos por Dilma Rousseff. Em outras palavras, a presidente tenta se safar repetindo as dosagens de tudo aquilo que levou o Brasil à ruína. E, claro, a farra é bancada com o dinheiro do contribuinte.

Foto: Roberto Stuckert Filho
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Até a presidência da Câmara, que já pertence ao PMDB, Dilma andou prometendo ao… PMDB!

Foto: PMDB Nacional

A arriscada estratégia da presidente tem sido a de fomentar a intriga interna no maior partido de sua base. Ao negociar com o baixo clero peemedebista, espera enfraquecer o, por assim dizer, alto clero. No caso, Eduardo Cunha e até mesmo Michel Temer, que andou demonstrando certo incômodo ao notar Dilma articulando diretamente com seus pupilos. De fato, há algum sentido no plano: promete-se à trupe de Leonardo Picciani algo que tão cedo conquistariam na condição de subordinado à velha guarda do PMDB. Resta saber se a molecada não tem um telhado de vidro ainda maior que o do atual presidente da Câmara. Denúncias contra o novo ministro da Saúde já começam a pipocar no noticiário. Quanto ao novo ministro da Ciência & Tecnologia, já foi eternizado pela Lava Jato como “pau-mandado de Eduardo Cunha”.

Foto: PMDB Nacional
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