Vencendo a doutrinação: a primeira geração livre para escolher

Chamou minha atenção um artigo de David Nammo, publicado pela National Review, onde ele traz à tona dados de uma pesquisa conduzida pelo The American Culture and Faith Institute, os quais revelam a larga aceitação dos americanos pelo socialismo (em torno de 40%) e seu apoio a bandeiras da agenda “progressista”. O articulista, diante dos números, chega a adotar um tom alarmista, afirmando que o experimento bem sucedido implantado pelos pais fundadores da América estaria ameaçado, e que tanto os valores tradicionais quanto a consciência dos benefícios  do livre mercado precisariam ser urgentemente resgatados,  sob pena de o projeto que erigiu aquela nação vir a colapsar.

O autor acusa, em especial, os veículos de jornalismo e as instituições de ensino superior por esta mudança no ideário popular, alcançada por meio do uso de subterfúgios como a distorção da linguagem e a inserção de pautas ideológicas em obras de ficção. E este novo panomara seria, pois, capaz de orientar a adoção de políticas públicas e a elaboração de leis em sintonia com seus dogmas estatizantes e intervencionistas, bem como influenciar o Judiciário a interpretar as normas (e extrapolar de suas funções, desrespeitando o sistema de checks and balances) conforme esta postura mais à esquerda de parcela considerável do povo americano.

O principal aspecto desnudado pelas entrevistas realizadas é que o maior grupo de cidadãos identificado (58% dos consultados) diz-se politically moderate (o nosso conhecido “isentão”), e, no entanto, boa parte de seus preceitos coincidem com aqueles professados pelos “liberals”(ou leftists, traduzindo da novilíngua para inglês), tanto no aspecto econômico quanto no cultural. Ou seja, há um substancial número de esquerdistas involuntários nos Estados Unidos, os quais, sem nem mesmo perceber que viraram idiotas úteis, empurram o outrora lar dos bravos na direção da América Latina – muito por conta da propaganda e da patrulha politicamente correta.

Ao final, o escriba conclama a todos que amam a terra da liberdade a disseminarem os princípios que nortearam a construção de um dos países mais prósperos da história da humanidade. Trata-se de um apelo de inquestionável importância, mas que causa menos alarde, por certo, quando levamos em conta a idade dos indivíduos submetidos ao questionário: dezoito anos ou mais, isto é, nascidos antes de 1999.

O que remete, enfim, ao título deste texto. A chamada geração Z, que engloba os nascidos de 1995 até 2010, já usufruiu do privilégio de contar com a Internet durante todo seu processo educacional, desde a alfabetização até a faculdade. Eles ainda constituem um grupo, todavia, que foi submetido durante a formação de seu caráter ao conteúdo quase monopolista e enviesado ideologicamente da mainstream mídia, bem como exposto ao proselitismo político dos militantes disfarçados de professores – ambos movimentos intensificados após a revolução de costumes dos anos 1960 – sem contar com uma alternativa, com fontes de conhecimento e formadores de opinião que contrapusessem esta lavagem cerebral de moldes gramscianos.

É somente no decorrer da primeira década deste século que começam a despontar na grande rede mundial de computadores, em número relevante e em escala planetária, comunicadores autônomos que desafiam as informações e análises contaminadas pelo esquerdismo transmitidas por TV, rádio, jornais e revistas (e suas versões digitais). É quando o Infowars.com, os vídeos produzidos pela equipe de Dennis Praguer e muitas outras iniciativas similares começam a ganhar adeptos e a concorrer pela audiência outrora cativa da imprensa ordinária (no bom e no mau sentido).

É também neste mesmo cenário que a hegemonia do discurso dos “educadores” em sala de aula começa a ser questionada por meio de alguns poucos cliques no smartphone que direcionem às páginas do Instituto Liberal, do Mises Brasil, do Senso Incomum, dentre outros. Chega ao fim o reinado absoluto dos supostos arautos do saber que mais querem saber é de lobotomizar adolescentes.

O que levanta a questão: por desfrutarem da chance de crescer e desenvolver-se podendo comparar o que afirmou o “analista” da Globonews ou o professor de História vestindo uma boina estilo “Che” com o que tem a dizer, sobre o mesmo tema, pessoas como Alexandre Borges, Flávio Morguenstern ou Rodrigo Constantino, seria esta a geração que dispõe das ferramentas para, finalmente, romper os grilhões do pensamento e não mais deixar que George Soros pense por eles?

Aparentemente, sim. São cada vez mais frequentes os casos de estudantes que não deixam passar barato desonestidades intelectuais dos docentes, graças à fibra ótica. As empresas de jornalismo, vitimadas pela mesma conjuntura, vem perdendo seguidores junto com sua credibilidade para produtores independentes estabelecidos em websites (e que não dependem de verba de anúncios estatais nem de concessões governamentais para seguir operando) como nunca dantes constatado.

Não por acaso, existe um esforço coordenado para convencer os internautas de que notícias obtidas sem o “selo de autenticidade” da mídia tradicional são fakenews características de uma era denominada “pós-verdade” – a qual aprofundou-se com a vitória de Donald Trump combinada com o Brexit. Tentativas de dificultar ou até mesmo impedir o acesso do cidadão comum à banda larga também deixam claro que a conquista de espaços, corações e mentes movida a marxismo sentiu um baque inesperado. Até mesmo perfis humorísticos de redes sociais viraram alvo do “bater de pés” indignado daqueles habituados por tanto tempo a falarem sem sofrerem réplica. A bolha estourou e seu impacto foi sentido em toda parte – até na França.

Recentemente, o irmão de um amigo e uma tia fizeram-me a mesma pergunta: quem seria o governante capaz de melhorar a vida dos brasileiros? Bom, a maioria dos integrantes desta nova geração bem sabe que a resposta é nenhum, pois aprenderam, a partir da invenção de Tim Berners-Lee,  que não se deve esperar nada do Estado senão que ele mantenha-se fora do caminho entre o indivíduo e sua felicidade. A tia e o irmão do amigo? Fazem parte de uma geração “perdida”, que absorveu coletivismo e paternalismo estatal demais, e não há muito o que fazer por estas pessoas em idade já avançada.

Já os membros da geração pós-monopólio da esquerda ainda tem muito o que construir e modificar no mundo. São eles os agraciados, desde a mais tenra idade, desde o início de sua formação intelectual, com os instrumentos para não se deixarem incorporar pela Matrix comuna. Sorte deles – e nossa. Uma hora esse processo teria de ser invertido mesmo, sob o risco de faltar comida e papel higiênico por toda a face da Terra. Se eles vão aproveitar a oportunidade ou não, só o tempo dirá.

Avante, geração “L”, de “Livres para escolher”. Nos livrem dessa, para o seu próprio bem!

Ricardo Bordin é bacharel em Letras-Português/Inglês pela UFPR, formado como controlador de tráfego aéreo pela Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) e atua como auditor-fiscal do trabalho. Texto originalmente publicano no Por Um Brasil Sem Populismo.

Vídeo legendado: Marine Le Pen dá uma lição à imprensa sobre “fake news”

Já há um tempo, a “máscara” da imprensa caiu, e a opinião pública vem percebendo que, salvo raras exceções, não há jornalistas no comando da notícia, mas militantes tentando emplacar pautas esquerdistas. Marine Le Pen é a principal candidata da direita francesa nas próximas eleições presidenciais. E, no vídeo mais abaixo, dá uma lição à repórter sobre “fake news”.

De uma maneira menos rude, mas mais incisiva, reprisou o sentimento de Donald Trump ao apontar para a CNN e dizer: “You are fake news”. A imprensa tradicional vive tomada por notícias infundadas, nada verificadas ou mesmo teorias conspiratórias. E só se deu a reclamar de notícias falsas após confirmar que a sua candidata a presidente dos Estados Unidos perdeu.

Não há democracia se não há imprensa livre. Mas a imprensa ocidental segue parasitada por militantes esquerdistas, o que força a opinião pública a buscar meios alternativas de informação. Eles não são perfeitos, mas são o que há para o momento. Com o tempo, quem sabe, atingem um nível maior de profissionalismo e conseguem salvar o mesmo jornalismo hoje morto pelo progressismo.

Nos EUA, conservador declara guerra à imprensa e oferece US$ 10 mil por podres do jornalismo

Jornais empilhados.

James O’Keefe é mais um ativista conservador a fazer barulho nos Estados Unidos. Contudo, não é considerado polêmico somente por isso, mas por assumir como missão desmascarar organizações corruptas de dentro para fora. Ou seja… Flagrando internamente os malfeitos e os expondo em seus projetos.

O mais famoso deles é o Veritas, criado para “investigar e expor a corrupção, a desonestidade, o desperdício, a fraude e qualquer má conduta“. E o seu mais recente alvo eleva a polêmica a enésima potência: a imprensa, aquela que vem metendo um carimbo de “fake news” em qualquer veículo alternativo.

Porque O’Keefe está oferecendo 10 mil dólares a qualquer pessoa que esteja disposta a entregar-lhe material comprometedor contra o trabalho da imprensa americana.

E os ataques já começaram com o vazamento de 100 horas de áudios de bastidores da CNN.

O Implicante vai pegar a pipoca.

Odiada pela imprensa, Marine Le Pen recusou-se a usar véu em encontro com líder islâmico

Marine Le Pen vem liderando as pesquisas eleitorais na França. A imprensa adora chamá-la de “extrema-direita”. Por quê? Entre outras coisas, por não se dobrar ao politicamente correto pregado pelo jornalismo esquerdista.

Em encontro com líder islâmico no Líbano, recebeu um véu para cobrir a cabeça em “respeito” à autoridade que a receberia. A resposta foi dura: “A mais alta autoridade sunita do mundo não havia feito esta exigência, consequentemente não tenho nenhuma razão para… Mas não importa, transmita ao grande mufti minha consideração, mas não usarei um véu“.

E, com isso, a reunião foi cancelada.

Na França, por respeito à cultura local, proíbe-se que islâmicas usem burca, uma vestimenta agressiva imposta às mulheres pela Al Qaeda nos últimos. Seria natural, portanto, que ao visitar um país do outro lado, os hábitos locais também fossem respeitados. Mas Le Pen foi além.

Não está em jogo um respeito mútuo, mas a imposição de um estilo de vida sobre o outro.

E o Implicante, claro, sempre ficará ao lado do Ocidente.

Como os Estados Unidos ficaram tão ricos? Evitando que o governo atrapalhasse a sociedade

O Vozes da Direita é mais um projeto que, no YouTube, está traduzindo material conservador para português. Desde já, o Implicante te convida a inscrever-se no canal clicando aqui.

O vídeo acima é apresentado por Bertan Folsom, professor de história na Universidade de Hillsdale. Nele, com um breve apanhado histórico, é apresentado como os Estados Unidos migraram de colônia europeia a nação mais poderosa do planeta em “apenas” alguns séculos.

O vídeo vale os 6 minutos de duração. Mas basicamente pode ser resumido a um respeito do Estado para com a iniciativa privada. Em vez de o governo viver priorizando os lobistas e suas pressões políticas, abriam espaço para que a livre iniciativa fizesse sua parte.

Sim, é preciso trazer essa mentalidade ao Brasil. Ainda que com séculos de atraso.

Seria o conservadorismo a nova “contracultura”? Faz sentido

Uma breve busca no Google define “contracultura” como a “mentalidade dos que rejeitam e questionam valores e práticas da cultura dominante da qual fazem parte“. Os mais jovens não devem lembrar, mas esse norte moral guiou a esquerda nacional e internacional por basicamente todas as décadas do pós-guerra. Ao ponto de o esquerdismo ter na expressão um troféu do qual não quer abrir mão.

Paul Joseph Watson levantou nas redes sociais uma questão pertinente: seria o conservadorismo a nova contracultura? O editor do Infowars defende que, uma vez que quem prega mudanças é a direita, e quem defende o establishment é a esquerda, sim, o conservadorismo seria a contracultura deste século.

Numa frase ainda mais provocadora, ele resume: “Conservadorismo é o novo punk rock!

Independente de estar certo ou não, o Watson provoca a vaidade esquerdista. E, de uma turma que adora se sentir especial e subitamente se vê retratada como a filha mais querida do sistema, conquista respostas ricas em humor involuntário.

Mas não é por ser provocação que a discussão deixará de ser válida. O sistema hoje pende para o outro lado. E ele precisar a se equilibrar. O trabalho de jovens como Watson é vital.

A imprensa pintou de neonazista um imigrante gay filho de mãe judia

Milo Yiannopoulos é um jornalista inteligentíssimo. E isso ninguém me contou, eu concluí de meia dúzia de entrevistas e algumas palestras. A boca dele parece uma metralhadora de argumentos, as respostas costumam se iniciar antes mesmo da conclusão da pergunta. Ele é o tipo de militante que desarma a ingenuidade de muito repórter.

Dá para dizer mais: são argumentos corajosos, fortes e tantas vezes bem humorados, algo cada vez mais raro nos dias de hoje.

Aos que preferem outros tipos de rótulos, dá para dizer: Yiannopoulos é britânico, de pai grego e mãe judia, cristão, imigrante – reside e trabalha nos Estados Unidos – e gay assumido. Desbocado, quando xingado de racista, dá uma resposta impublicável, mas que revela a preferência dele por sexo oral nos órgãos mais avantajados que conheceu.

É o tipo de rosto que estamparia as camisetas da juventude brasileira se não fosse por um motivo: o principal alvo das críticas do ativista é a esquerda. O que faz dele, nos termos mais populares do Brasil, um reacionário – ou “reaça”.

Na primeira noite de fevereiro de 2017, Milo preparava-se para iniciar uma palestra em Berkeley, quando a esquerda americana invadiu a universidade com uma violência já conhecida no Brasil. Estilhaçaram vitrines, derrubaram postes, picharam muros, incendiaram carros, agrediram mulheres, chutaram no chão fãs do jornalista, e conseguiram o que queriam: censuraram o militante pró-Trump.

As redes sociais acompanharam tudo em tempo real durante a madrugada brasileira. Não faltaram fotos, relatos, vídeos e até transmissões ao vivo. O jornalismo nacional, contudo, só deu as caras com o atraso de quem tem poucos plantonistas trabalhando no período. E três notícias das mais compartilhadas diziam:

  • Estadão
    Protesto contra jornalista de extrema direita acaba em violência na Califórnia
  • UOL/Folha
    Contra palestra de extrema direita: Campus de universidade dos EUA é fechado após protesto violento
  • G1
    Ato ultradireitista pró-Trump nos EUA é cancelado após protestos

Extrema direita, extrema direita e ultradireitista.

São termos no Brasil associados ao nazismo, ainda que “nazismo” seja a abreviação de “Nacional Socialismo”, e “socialismo” ser inegavelmente uma bandeira esquerdista. Mas essa é outra discussão.

Contudo, enquanto a esquerda vandalizava, agredia e censurava, a direita foi para a manchete como “extrema”. E o jornalismo brasileiro passou um verniz neonazista em um imigrante gay filho de mãe judia. Mais do que isso, a um companheiro de profissão que tentou fazer uso da mesma liberdade de expressão e foi covardemente calado – ao menos naquele endereço.

Não é um caso isolado. Eu já estou há alguns anos separando notícias deliberadamente deturpadas. Que registram para a história uma versão que tantas vezes contraria frontalmente a realidade. Não se trata de um fenômeno mensal, quinzenal ou semanal. É diário, chega a se repetir em intervalo de poucas horas. Tantas vezes são desmentidos pela própria lógica. Outras, por imagens, vídeos, depoimentos ou mesmo o passar do tempo.

Apenas para citar alguns exemplos mais emblemáticos, há a história de que apenas 36 deputados foram eleitos com votos próprios, que Guido Mantega foi tirado da sala de cirurgia da esposa, que Hillary Clinton tinha 99% de chance de vitória, que Fernando Haddad caminhava para o segundo turno, que uma virada na votação do impeachment estava por salvar Dilma Rousseff, que a Lava Jato disse não ter provas, mas convicções, contra lula, que Donald Trump teria pago prostitutas para urinarem na cama de Barack Obama, que o ENEM 2016 seria cancelado, que músicas foram banidas do carnaval carioca de 2017, que caminhões cometeram atos terroristas na Europa, que a eleição de Donald Trump foi obra de notícias falsas produzidas em uma pequena cidade no leste europeu, que oito bilionários somariam riqueza maior que a de metade da população do planeta, que turistas em Veneza negaram ajuda a um refugiado africano, ou que muçulmanos foram banidos dos Estados Unidos.

Tudo isso, creiam, quando não é mentira descarada, é obra de estudos enviesados ou manipulações grosseiras sempre com o mesmo objetivo político: emplacar narrativas que direta ou indiretamente favoreçam discursos esquerdistas.

Claro, ainda há jornalistas sérios. Mas são tão raros que eu, que acompanho jornais às centenas, sete dias por semana, manhã, tarde, noite e madrugada, posso afirmar: não soa injusto dizer que os veículos de imprensa se tornaram zumbis parasitados por militantes cuja missão é transformar panfletos ideológicos em fatos.
Todavia, há uma questão igualmente importante: quando isso começou?

Eu passei a perceber há apenas alguns anos, quando resolvi transformar em fonte de renda a leitura do noticiário. Mas, ao mergulhar em alguns acervos, noto que a prática é antiga. Para ficar em apenas um exemplo bem documentado: a capa da Veja que derrubou Ibsen Pinheiro – o presidente da Câmara durante o impeachment de Collor – foi obra da influência de José Dirceu junto aos jornalistas envolvidos. Sim, já nos anos 1990, quando o petismo ainda estava longe de presidir o país, um cara, que hoje continua na cadeia por uma considerável sequência de condenações, era capaz de emplacar capas na revista mais lida do Brasil. Justo a revista cantada pelo partido dele como a maior inimiga da sigla.

Enfim… Quando começou? Não sei. E isso me faz hoje duvidar de tudo quanto é ponto pacífico na história nacional.

  • Tancredo Neves de fato morreu de uma grave doença que o acometeu dias antes de assumir a Presidência da República? Não sei.
  • Ulysses Guimarães morreu mesmo por causa do mau tempo no dia em que entrou naquele helicóptero? Não sei.
  • Lula foi mesmo injustiçado pela edição do debate com Collor no Jornal Nacional? Não sei.
  • Era a população ou grupos organizados indo às ruas pedir voto direto nos anos 1980? Não sei.
  • Getúlio Vargas realmente se matou? Eu não sei.

Só sei que nada sei.

Afinal, se hoje, com tanta tecnologia e formas de desmentir a imprensa, não dá para confiar no trabalho dela, por que eu devo confiar nos relatos de um tempo em que essa fiscalização inexistia?

Sim, é desesperador. E revela a urgência de que todos estes fatos sejam revisitados, informações sejam cruzadas e a história seja reescrita, confirmando ou negando o que foi publicado.

Pelo bem da verdade. Pelo bem do país.

Marlos Ápyus é comunicólogo.

Imprensa ataca Ives Gandra por ser conservador, mas isso só o tornará mais forte ao STF

Esse é um daqueles casos que confirmam a força da bolha ideológica em que se meteu a esquerda e quase toda a grande mídia. Vamos por partes.

Com a morte de Teori Zavaski, cabe ao Presidente da República nomear um novo ministro ao Supremo Tribunal Federal. Desse modo, como acontece sempre, há pressões de toda parte. Grupos A, B e C tentam promover/vetar determinados nomes. Tudo normal.

O problema é que, sob o pretexto de atacar Ives Gandra Filho, a imprensa resolveu partir para um caminho equivocado e um tanto contraproducente. Em suma: querem passar a ideia de que seria RUIM um ministro conservador no STF, mas se esquecem de que a grande maioria do povo brasileiro é formada por gente ainda mais conservadora.

Ele seria contra qualquer tipo de legalização do aborto, por exemplo. Colunistas caem matando, onde já se viu, tal e coisa etc. Mas se esquecem de um detalhe: quase 80% do povo partilha da mesmíssima opinião.

Chamar de “conservador” é ofensa apenas nas redações e nas faculdades de humanas. E só não enxerga isso quem vive dentro da bolha.

ps – ninguém estranha o fato de que, para os esquerdistas, a qualificação jurídica é sempre um detalhe à parte, pois importante de fato é sempre o posicionamento diante da agenda ideológica; isso já diz muito, ou quase tudo, sobre essa turma.

Janaina Paschoal e a indicação de Ives Gandra ao STF: “As Supremas Cortes devem ser plurais”

Ives Gandra Martins Filho vem sendo considerado favorito na busca pela cadeira que pertencia a Teori Zavascki no STF. Quem acompanha o noticiário político sabe que Ives Gandra, o pai, é detestado pela esquerda nacional. Por posicionamentos claros e sinceros como: Lula deveria ter sido punido já pelo Mensalão, e havia como Dilma Rousseff enfrentar um processo de impeachment por omissão.

Quanto ao filho, está sendo alvo de ataques da imprensa por um artigo assinado ainda em 2012. Neste texto, ele faz uma análise dos direitos fundamentais aos olhos da história. Os esquerdistas exploram recortes das mais de 40 páginas que mostram frases que atingem mulheres, o casamento gay e até mesmo o divórcio. Janaina Paschoal, que sabiamente evita se guiar pelo que pregam as manchetes do jornalismo brasileiro, leu todo o artigo. E comentou em sua conta no Twitter.

Para evitar qualquer distorção no que foi dito, o Implicante mais uma vez pede licença à criminalista para reproduzir toda a sua explanação.

O Implicante ainda não tem opinião formada a respeito. Mas nada do que seja dito aqui pode soar melhor do que o que já foi explicado pela doutora Janaina.

Donald Trump abriu o discurso de posse prometendo “reconstruir” os Estados Unidos da América

Donald Trump iniciou o discurso de posse falando em reconstruir os Estados Unidos da América. Os analistas políticos costumam rebater o tema alegando que Barack Obama já fez isso ao salvar a economia americana após a crise do subprime em 2008. Mas, subvertendo o lema democrata da campanha que elegeu Bill Clinton, é preciso treplicar: não é só a economia, estúpido.

Resta nítido que o novo presidente dos EUA remete a valores bem mais profundos, de grande viés liberal e conservador, que ajudaram o país a se tornar uma potência mundial, mas hoje os curva diante de um discurso globalista – que pouco tem a ver com globalização, jamais confunda – para deleite apenas de um pequeno grupo de intelectuais sem qualquer sintonia com a realidade.

Em outras palavras, Trump fala da defesa do Ocidente. O mesmo Ocidente que levou o mundo à prosperidade mas, em vez de se impor, vem minguando por medo do politicamente correto.

Dará certo? Só o tempo dirá. Mas o Implicante torce para que dê.