Parcerias internacionais: depois de Abu Dhabi, João Doria agora vai pra Seul

Acompanhado do Secretário de Transporte, Servio Avelleda, o prefeito de São Paulo, João Doria, viajou para Seul (Coreia do Sul) em busca de parcerias na mobilidade urbana. Além da troca de experiências e de conhecer estruturas como o CGCT (Centro Geral de Controle de Transporte), há expectativa de parceria nos “ônibus inteligentes”.

Semanas atrás, Doria visitou Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Fundamental esse tipo de viagem, especialmente quando é revertida em investimentos, parcerias técnicas e afins. São Paulo é uma cidade imensa, verdadeiramente gigante, e precisa de todo tipo de “expertise”.

No mais, confiram o vídeo preparado para apresentar a cidade aos sul-coreanos:

Ex-presidente da Coreia do Sul foi presa apenas três semanas após cair por impeachment

No 10 de março de 2017, o Tribunal Constitucional confirmou o impeachment de Park Geun-hye, a primeira mulher a presidir a Coreia do Sul. O caso lembrou o de Dilma Rousseff, apesar de o motivo não ter sido pedaladas fiscais, mas aquilo que hoje a Lava Jato acusa o PT de fazer: chantagem com grandes empresas para benefício do governo.

No 30 de março, apenas 20 dias depois, o Ministério Público local conseguiu prender a presidente cassada. Ainda em prisão preventiva, que pode durar outros 20 dias.

Enquanto isso, no Brasil, já se passaram 7 meses da queda de Dilma. E o TSE, a exemplo do que fizera o Senado, vem elaborando uma engenharia jurídica para cassar a chapa que a elegeu, mas permitir que a petista concorra a cargos públicos já em 2018, o que poderia garantir-lhe foro privilegiado e, assim, ser blindada da Lava Jato.

O que é extremamente deprimente.

O Ministério Público pediu a prisão da presidente que sofreu impeachment (na Coreia do Sul)

A Justiça da Coreia do Sul é bem mais rápida que a brasileira. Enquanto aqui o brasileiro aguardou quase dois anos para ser atendido no seu anseio pela impeachment de Dilma Rousseff, Park Geun-hye caiu apenas seis meses eclodir o escândalo que atingiu por lá. Agora, o Ministério Público local mostra que a luta não acabou.

Apenas 17 dias após a destituição do cargo, anunciou que irá pedir a prisão de Geun-hye. A sul-coreana havia sido acusada de usar o cargo para chantagear empresas locais por intermédio de uma aliada, algo semelhante ao que investiga hoje a operação Lava Jato.

Agora é conferir se o caso servirá de inspiração aos promotores brasileiros.

Impeachment: presidente da Coreia do Sul caiu 6 meses após Dilma Rousseff

Dilma Rousseff foi cassada via impeachment e deixou em definitivo a Presidência do Brasil. Dois meses depois, o mundo se assustou com a possibilidade de Park Geun-hye sofrer o mesmo. Em meio a rumores bizarros, a presidente da Coreia do Sula estava sendo acusada de subornar grandes empresas em troca de favores do governo sul-coreano.

Ao que tudo indica, os rumores faziam sentido. Pois, neste 10 de março, a Justiça acatou o impeachment e, assim como Dilma, a “presidenta” coreana foi afastada do cargo. A acusação, contudo, em nada lembra as pedaladas fiscais, mas o Petrolão, esquema que achava empreiteiras em troca de facilidade junto às estatais brasileira.

E, na prática, foi o segundo caso que mobilizou o brasileiro às ruas, assim como o povo coreano, que não descansou enquanto não a derrubou.

O Implicante apenas questiona-se se os governistas de lá estão chamando de “golpe” o procedimento legal que sofreram.

Dilma Rousseff e Park Geun-hye: a irônica coincidência das duas tragédias políticas

O parlamento coreano aprovou o impeachment de Park Geun-hye, então presidente do país. O escândalo em que se envolvera chega a parecer roteiro de filme B, com direito até a culto secreto. Falamos disso aqui. E Dilma Rousseff também passou por isso.

Pois bem. A foto que ilustra este post, de Evaristo Sá (AFP), foi tirada no dia 24/04 deste ano, e o impeachment da petista já havia passado na Câmara dos Deputados (17/04).

O encontro de uma presidente cujo processo de afastamento fora julgado pelos deputados com outra mulher presidente, então da próspera Coreia do Sul, inclui uma nítida e mal disfarçada estratégia de comunicação.

Eis que o tempo passa e a referida líder coreana é pega com a boca na botija.

E a coincidência irônica não é só esta: notem que a roupa usada por Dilma ao encontrar a então presidente coreana foi aquela com que depôs ao Senado Federal já no final do processo de impeachment.

Agora imaginem o que a turma do “culto das oito deusas” não deve estar pensando sobre “mau agouro”, “zica” etc.

Diferentemente de “certas pessoas”, a “presidenta” da Coreia do Sul disse que renunciará

O caso já foi abordado aqui no Implicante. A presidente da Coreia do Sul foi atingida em cheio numa crise política quando a opinião pública descobriu que a gestora respondia às vontades de Choi Soon-Sil, amiga, confidente e uma espécie de “guru espiritual” que usava a proximidade com Park Geun-hye para tráfico de influência e extorsão de grandes empresas.

A população tem ido constantemente às ruas em protestos gigantescos. De início, Geun-hye negou qualquer possibilidade de renúncia. Mas já promete renunciar assim que o Congresso definir o rito de passagem para o próximo gestor. Quer, com isso, evitar a vergonha de ser destituída num processo semelhante ao impeachment.

Porque lá na Coreia do Sul, diferentemente de no Brasil, ainda há um mínimo de reputação a zelar. Mesmo quando as decisões da Presidência da República respondem a interesses de gurus espirituais.

Acredite se quiser: presidente da Coreia seria marionete da líder do “Culto das 8 Deusas”

Essa história surgiu como uma espécie de boato e era refutada com gargalhadas sonoras. Afinal, até como roteiro de filme conspiratório isso seria inacreditável. Porém, ao que parece e segundo revela a mídia mundial, é tudo mesmo verdade.

Acompanhem: a Coreia do Sul é hoje governada por Park Geun-hye. Ela é filha do ditador Park Chung-hee, assassinado em 1979, e um dos argumentos para sua eleição foi o fato de que, além de não ter sido criada pelo pai (sobre quem recaíam acusações de corrupção, além do autoritarismo), ela também foi afastada dos irmãos.

Ok, tudo certo. Porém, quem a criou? Aí que a história começa a ficar estranha. Porque, segundo o que agora se descobriu, ela teve como tutor o sr. Choi Tae-min, criador de uma seita pseudo-cristã (na verdade xamanista) denominada Igreja da Vida Eterna (já um líder de seita proeminente e poderoso na época em que o pai de Park era ditador).

E a coisa não foi assim tão simples. Segundo telegramas vazados pelo Wikileaks, a diplomacia norte-americana acreditava que Choi Tae-min controlava MENTE E CORPO da então jovem Park.

Se tudo piora? Claro que piora. A filha de Tae-min, Choi Soon-sil, não seria meramente uma amiga da presidente Park, mas sim estaria continuando o trabalho de influência extrema exercido por seu pai. Isso mesmo, uma chefe de estado seria nada menos que um FANTOCHE daquela que agora lidera seita, que também é chamada de “Culto das 8 Deusas”.

Mas que tipo de influência? Total. Até mesmo discursos eram submetidos à senhorita Choi dias antes de serem proferidos e ela os editaria.

O povo coreano, é claro, está atônito. E tomou as ruas para que a presidente seja deposta. A coisa está tão intensa que talvez ela já tenha caído quando este post for ao ar.

E a gente achando que o Brasil seria campeão nessa coisa de eminência parda controlar o poder com alguém indicado. Que nada! Coreia do Sul venceu nessa modalidade. E uma vitória tão avassaladora que de certa forma dá um pouco de medo.

Culto das “8 Deusas”? Caramba… É raro acontecer, mas desta vez a Coreia do Sul bateu a do Norte em manchetes atípicas.

Enfim, para saber mais, é preciso ler o que vem sendo publicado pela imprensa internacional (sim, quase tudo está em inglês). Selecionamos os links mais importantes:

Ask a Korean: o blog explica detalhadamente e coloca diversos links;

Quartz;

The Washingon Post;

NY Times;

NY Times: com referência ao Wikileaks;

LA Times;

Sydney Morning Herald;

The Telegraph;

NPR.