Novos tempos: jovens de 16 a 24 anos são os que menos confiam na imprensa, aponta Datafolha

Jornais expostos numa banca de jornal.

Neste domingo, o Datafolha divulgou levantamento sobre a confiança dos brasileiros em algumas instituições. Como falamos mais cedo, a liderança é das Forças Armadas, que são seguidas de longe pela imprensa.

Mas há um outro dado interessante: a confiança na mídia é menor entre os mais novos. Vejam os seguintes gráficos, elaborados com os dados do Datafolha.

Legenda:

Brasileiros em geral:

Mais jovens (16 a 24 anos):

A diferença é bem significativa. Entre os mais jovens, a confiança cai pela metade e a desconfiança sobe mais de 50%.

Há várias explicações, todas elas no campo da estimativa, porém dá levar em consideração o fato de que os mais jovens têm preferido as redes sociais e, justamente por conta disso, são mais resistentes a aceitar qualquer conteúdo sem questionamento.

A nova geração não é mais aquela que fica sentada e passiva diante do noticiário. Em vez disso, os jovens questionam e checam tudo. Nesse processo, muitos invariavelmente descobrem que a imprensa no geral tem viés, às vezes com distorções bem acentuadas.

Deu no que deu.

Como resgatar a confiança? Acabando com esse viés. Farão isso? Apenas quando a nova geração não somente chegar (já está chegando) às redações, mas também dominá-las. Até lá, a rapaziada que coloca a ideologia acima dos fatos continuará fazendo isso, mesmo diante da queda vertiginosa da credibilidade institucional.

Tais números são nova mostra da disparidade entre o mundo real e as bolhas. A “turminha descolada engajada da comunicação” não reflete o povo e, agora segundo mostra o Datafolha, menos ainda os mais jovens.

Como diria um poeta d’antanho: “Evoé, jovens à vista!”

Datafolha: de abril para junho, Lula CAIU um ponto – e a rejeição oscilou pra cima

13/07/2017- São Paulo- SP, Brasil- Ex-presidente Lula dá entrevista coletiva na sede do PT Nacional, em São Paulo.

A pesquisa Datafolha divulgada hoje merece muitas análises. Já falamos da rejeição a Lula, que subiu um ponto diante do último levantamento (de abril) e agora cabe tratar da intenção de voto no petista, que… CAIU UM PONTO de lá pra cá.

Isso mesmo. Vejam aqui:

Sim, claro, é uma oscilação dentro da margem de erro, mas é significativo que tenha havido TODA uma movimentação envolvendo outros nomes. Reparem bem: Lula e Marina caíram, Bolsonaro e Doria subiram. Pode ser só uma grande coincidência? É claro que pode. Mas seria mesmo uma coincidência daquelas esse tanto de descida/subida que parece algo coordenado com os fatos.

E é TOTALMENTE POSSÍVEL afirmar, de maneira bem categórica, que de lá para cá Lula NÃO CRESCEU. A militância pode até fazer de conta que não viu a queda, já que ocorre na margem de erro, mas definitivamente não poderá ser dito que houve um crescimento.

Mesmo com toda onda supostamente em seu favor, portanto, o petista continua em situação nada folgada. A rejeição subiu um pontinho e a intenção caiu outro ponto.

Datafolha: Lula tem a maior rejeição (46%), superando Bolsonaro (30%) e João Doria (20%)

A militância está em polvorosa com a ‘liderança’ de Lula na pesquisa Datafolha divulgada hoje pela Folha de SP. Na verdade, ele mantém a faixa de 30% que sempre foi histórica do PT. Nada de novo, portanto. O importante é a rejeição, e aí a coisa não fica muito boa para Lula.

Confiram os dados:

O petista ultrapassa a ‘linha mágica’ dos 40%, o que em tese poderia inviabilizar sua candidatura. E notem que mesmo o ‘vice líder’ na rejeição nesse quadro, Geraldo Alckmin, já tem uma distância imensa do petista. Mas é claro que a notícia divulgada pela militância é apenas que ele “lidera”, desconsiderando a variável mais importante e de mais difícil reversão.

E, de abril para cá, a rejeição a Lula subiu 1 ponto.

Em suma: não adianta 30% querer se 46% não querem. A conta dificilmente será fechada no 2º turno, independentemente de qualquer simulação estimulada feita agora.

Lembrando, por fim, que noutros institutos, que adotam metodologias distintas, a coisa é ainda pior. No Ipsos, sua rejeição bateu nos 64%; no DataPoder, 54%.

Brasileiros confiam (muito) mais nas Forças Armadas do que na imprensa, aponta Datafolha

De quando em vez, o Datafolha realiza levantamentos sobre a confiança dos brasileiros nas instituições. Congresso Nacional, Presidência da República e partidos políticos, invariavelmente, são alvo das maiores rejeições, com percentual baixíssimo de confiança. E isso se repetiu na pesquisa divulgada neste domingo pela Folha de SP.

Mas há um dado que merece ser mencionado. A segunda colocada, imprensa, atinge números bem inferiores ao da instituição líder da confiança dos brasileiros: as Forças Armadas.

Elaboramos dois gráficos com os dados fornecidos. Primeiro as legendas, depois a “pontuação” das FFAA e da velha mídia:

Entre os que “confiam muito”, as Forças Armadas alcançam quase o dobro da imprensa – e esta, por sua vez, tem quase o dobro entre os que não confiam. É uma disparidade imensa.

Nosso palpite: os ataques constantes da esquerda aos militares faz com que essa distância cada vez aumente mais. Porém, a bolha ideológica esquerdista não enxerga nem mesmo essa obviedade.

Mesmo sob ataque da imprensa, Doria mantém popularidade após ação na Cracolândia

Falamos há pouco do Datafolha que registrou apoio massivo da população de São Paulo à internação compulsória de viciados em crack, nos casos extremos. Segundo os números da pesquisa, seriam 80% favoráveis a isso. E também é alto o número dos que apoiaram a ação na Cracolândia, quase o dobro dos que a ela se opuseram.

Agora, mais dados. O mesmo Datafolha indica que João Doria mantém a popularidade em São Paulo, mesmo diante de pesada campanha crítica da imprensa – o que se tornou mais intenso após ser citado em cenários de 2018.

A tendência óbvia é a de que a popularidade caia, algo normal na gestão de uma cidade imensa como São Paulo. Porém, o prefeito paulistano continua com margem acima dos 40% de Ótimo/Bom contra 22% de Ruim/Péssimo. A faixa intermediária, de Regular, fica nos 34%.

Para efeito comparativo, na metade do ano passado o então prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad, tinha apenas 14% de Ótimo/Bom contra 48% de Ruim/Péssimo – e 35% de Regular.

Não é preciso ser um mestre dos cálculos estimativos para imaginar que Doria invariavelmente sofrerá alguma queda na popularidade. Os desgastes naturais de gerir uma cidade complexa somados à campanha incessante cedo ou tarde atingirão algum êxito.

Mas é significativo que venha resistindo. Isso certamente deriva da boa comunicação realizada e, claro, dos resultados práticos de sua gestão efetivamente mostrados aos eleitores.

Em SP, apesar da campanha da mídia, 80% apoiam internação compulsória de viciados em crack

Eis mais um caso em que os “especialistas” quebram a cara em praça pública. Desde que houve a ação de desmonte da Cracolândia, praticamente todos os veículos de comunicação não apenas criticaram como atacaram a medida, no geral com os já famosos “especialistas”.

Para além disso, os ataques foram ainda maiores diante da ideia de internação compulsória dos viciados, em casos mais extremos. Isso feriria o “livre-arbítrio” daqueles que já não possuem qualquer juízo ou controle dos próprios atos.

E então, no dia 01/06, o Datafolha foi a campo, entrevistando 1.125 pessoas de 16 anos ou mais na cidade de São Paulo. Resultado: 80% defendem a internação compulsória. Sim. OITENTA POR CENTO. Depois de toda a campanha massiva da imprensa, esse foi o resultado. Apenas 19% foram contra – o ponto percentual restante assinalou “não sei”.

Tem mais: a ação na Cracolândia foi aprovada por 59% dos entrevistados; apenas 34% foram contrários. Pois é.

Enfim

Isso prova que campanhas na imprensa são inócuas em determinados casos, pois não mudam a opinião de ninguém, ao contrário da crença um tanto esotérica de setores da militância. Não, não é verdade que a mídia consiga fazer lavagem cerebral.

Para além disso, os números também deixam claro que a AVASSALADORA maioria não integra a bolha esquerdista, ao contrário do que tentam fazer parecer os “formadores de opinião” que, agora resta provado, não formam qualquer opinião.

Datafolha: 2º em menções espontâneas e com baixa rejeição, Bolsonaro se consolida para 2018

A candidatura de Jair Bolsonaro para a Presidência da República em 2018 já é um fato concreto. Não está oficializada, pois a lei estipula prazo para isso, e exige protocolos e afins, porém seu nome já está posto em caráter definitivo.

Isso se dá não apenas pela segunda colocação, com cerca de 15%, segundo o Datafolha mais recente. Um outro dado importante diz respeito às menções espontâneas, quando os eleitores citam seu candidato sem olhar lista alguma. Seu índice é de 7%, maior que o de todos os demais, exceto Lula – nome mais do que conhecido como possível candidato.

Para completar, sua rejeição é de 23%, menor que de Temer, Lula, Aécio e Alckmin, em “empate técnico” com Ciro Gomes (22%) e Marina Silva (21%). Ou seja, índices de um candidato com potencial.

Resta saber qual será a legenda escolhida.

Análise: entenda por que os números do Datafolha não são nada bons para Lula

A narrativa “sem Lula, eleições não terão legitimidade” já está pronta faz tempo, como falamos aqui. Mas agora, com o Datafolha dando “liderança” a Lula, ela será repetida à exaustão. Foi o que restou a eles, enfim. Mas sigamos, agora analisando o mundo real.

Vejamos os fatores que tornam até ridícula a “comemoração antecipada”.

Base Tradicional

A faixa dos 30%, que Lula agora ocupa, é seu “piso histórico”. O petista tem isso consolidado desde sempre. A oscilação recente não é uma “ampliação de eleitorado”, mas mera manutenção da base mínima. Não há o que comemorar e todo analista político relativamente mais sério sabe bem disso.

“Liderança” x Rejeição

As aspas são pela pouca quantidade de voto. Chega a ser risível falar em “liderança” quando quem está na frente, além de não chegar a 35%, tem 45% de rejeição. O índice clássico de inviabilidade é de 40%. Segundo o Ipsos, que tecnicamente usa o termo “desaprovação”, Lula a teria ampliado em um mês, chegando a 64%.

Segundo Turno

De cara, Lula perde para Marina Silva (41 a 38). Isso já mostra o óbvio: o voto anti-Lula é mais forte. E a inclusão de Sergio Moro num dos cenários de segundo turno, algo estranho, no fim serve para confirmar a tese. O juiz da Lava Jato também ganha (42 a 40). Com um adversário forte, portanto, Lula perde.

Bolsonaro e Doria

Jair Bolsonaro e João Doria aparecem atrás de Lula nas simulações de segundo turno; respectivamente, 43 a 31 e 43 a 32. Mas isso pouco ou nada diz. Primeiro, pelas rejeições baixas, de 23% e 16%, também respectivamente. Além disso, pela capacidade de crescimento nacional, diante da grande parte da população que não os vê como candidatos de maneira oficial.

Por Fim

Os números ajudam a militância a colocar narrativas e, de fato, é fácil fazer isso quando é dito que houve “ampliação da vantagem”. Mas é preciso considerar todos os fatores. De mais a mais, agora a tese de que as eleições seriam “ilegítimas” sem Lula receberá força total entre seus partidários.

Datafolha: João Doria mantém aprovação recorde e supera Haddad, Kassab, Serra e Marta

Para se ter ideia de como a onda favorável a João Dória é inédita, a clássica pesquisa dos 100 dias foi feita bem antes, já com números altos. Agora, enfim, foi realizado o levantamento tradicional e ele mantém a aprovação recorde.

A seguir, um gráfico para se ter ideia da comparação:

Pois é. Previsivelmente, parte da imprensa preferiu destacar a “rejeição”, que por sinal está em patamar baixíssimo, dentro de qualquer média de piso/teto: 20%. Mas já se sabia que o jogo da comunicação seria assim e certamente ele enfrentará oposição forte em setores inteiros da mídia. É do jogo.

No mais, os fatos são esses: o povo segue aprovando a gestão realizada. É seguir em frente e ampliar as ações.

Datafolha: aprovação inicial de João Dória supera as de Haddad, Kassab, Serra e Marta

O prazo clássico para esse tipo de pesquisa costuma ser de 100 dias, mas parece que até nisso a gestão Dória inovou. Diante das incontáveis mudanças, e do grande apoio recebido nas redes e nas ruas, o levantamento foi feito em menos de dois meses (nem 60 dias, portanto).

Seguem os números de João Dória, para que depois sejam comparados aos dos prefeitos anteriores:

– Ótimo/bom: 44%
– Regular: 33%
– Ruim/péssimo: 13%
– Não sabe: 10%

Na tabela a seguir, os números dos últimos ocupantes da Prefeitura de São Paulo, segundo o Datafolha, também nas primeiras pesquisas de suas gestões:

Pois é. A taxa de “ótimo/bom” de João Dória supera a dos últimos quatro antecessores.

Nesta última consulta, o Datafolha ouviu 1092 pessoas nos dias 08 e 09/02. Ainda não havia sido noticiada a eliminação de 70% da fila dos exames, por conta do Corujão da Saúde, entre outras ações.

Vejamos os números caso seja feita pesquisa após os 100 dias.