Para convencer MPF a topar sua delação, adivinha de quem Sergio Cabral prometeu falar?

Sergio Cabral é réu em 11 processos, um deles já sentenciado por Sergio Moro, no qual foi condenado a 14 anos e dois meses. Ele já tentou fazer delação premiada, mas a coisa não foi pra frente. E agora, conhecemos alguns detalhes, segundo informações da revista Piauí.

Segue trecho da reportagem de Malu Gaspar:

“O Ministério Público achou que Cabral falou pouco, e as negociações não foram adiante. Elas muito provavelmente continuarão hibernando nos escaninhos de Brasília, onde o time de Rodrigo Janot tem como prioridade os casos eletrizantes de Joesley Batista, Lúcio Funaro, Eduardo Cunha e companhia, todos mirando a cabeça do presidente Michel Temer. Entre os episódios relatados por Cabral, porém, um em especial chamou a atenção dos procuradores. O ex-governador prometeu detalhar uma reunião, realizada em 2009, na qual ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-prefeito Eduardo Paes teriam autorizado o empresário Arthur César Soares de Menezes, conhecido como “Rei Arthur”, a pagar propina a membros do Comitê Olímpico Internacional para que o Rio de Janeiro fosse escolhida cidade-sede dos Jogos de 2016. O resumo apresentado por Cabral não fornece os meandros da conversa e nem dá os meios pelos quais o dinheiro foi pago. Mas confirma e acrescenta ingredientes à história publicada em março pelo jornal francês Le Monde, segundo a qual o Ministério Público daquele país descobriu que Arthur Soares pagou 1,5 milhão de dólares ao presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Lamine Diack, três dias antes da votação que consagrou a vitória do Rio para sediar os Jogos de 2016, acontecida em 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca” (grifamos)

É realmente delicado e complicado quando alguém mais “do topo” propõe acordo de delação premiada, já que, para tanto, é preciso haver boa compensação – ou seja, trazer mais evidências e relacioná-las a alvos de mesma ou maior magnitude no eventual esquema.

Ao que parece, o ex-governador do RJ teria bala na agulha.

Resta saber, caso isso se comprove, o porquê de oferecerem propina para realização dos Jogos Olímpicos no Rio. Afinal, o gasto total foi de R$ 41 bilhões, segundo cálculo recente. Por que alguém pagaria para um evento tão custoso?

Sim, a pergunta foi retórica.

Estadão: para colunista, delação de Palocci acabará com “vitimização” de Lula e do PT

O colunista José Fucs, do jornal O Estado de São Paulo, publicou artigo em que analisa a provável delação de Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff. Seguem trechos:

“A delação de Palocci e o golpe na narrativa de Lula – Se o acordo do petista com o Ministério Público se confirmar, a estratégia de vitimização do ex-presidente e do PT deverá desmoronar de vez – A narrativa de Lula e do PT em relação às delações da Lava Jato está prestes a sofrer um golpe definitivo. Caso se confirme a delação do ex-ministro Antonio Palocci, que já estaria em processo final de negociação com o Ministério Público Federal em Curitiba, será a primeira vez que um tubarão do PT reconhecerá publicamente as falcatruas cometidas por Lula e pelo partido desde o mensalão, que veio à tona em 2005, 12 anos atrás”

A coluna pode ser lista na íntegra aqui.

Vídeo: veja o trecho em que Monica Moura afirma ter sido avisada por Dilma de sua prisão

Como falamos há pouco, a situação de Dilma Rousseff ficou complicada, já que os marqueteiros dizem ter feito prova em cartório do tal email secreto. O problema maior é que, segundo disseram, houve um aviso de que seriam presos.

Veja o trecho a seguir:

Pois é. E, como informa o Estadão, de fato foi feito um registro em cartório:

Situação cada vez pior para Dilma.

Caiu o sigilo: marqueteira do PT afirma que Lula sabia de Caixa 2 intermediado por Palocci

Se as coisas já não iam bem para os petistas, considerando a baixíssima presença no ato em Curitiba e o desastrado depoimento de Lula, tudo tende a ficar um pouco menos favorável a partir de agora. Isso porque o Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, derrubou o sigilo das delações de João Santana e Monica Moura, marqueteiros da segunda campanha presidencial de Lula (2006) e duas de Dilma Rousseff (2010/2014).

As duas primeiras “vítimas” são Lula e Antonio Palocci.

Segundo Monica Moura, quem intermediou o Caixa 2 da campanha de 2006 foi Palocci, já fora do ministério, mas agindo sob comando do então Presidente da República, que buscava a reeleição. A orientação foi para que ela procurasse Pedro Novis, executivo da Odebrecht.

A delatora afirma que Lula sabia da verba não contabilizada. Motivo: Palocci disse, por várias vezes, que precisaria consultá-lo para conseguir autorização, já que se tratava de montante alto. Depois da homologação, era questão de tempo – pouco tempo – que o sigilo caísse. Aguardemos agora todo o conteúdo.

Em tempo: segundo a revista Veja, há documentos anexados à delação – o que sempre ocorre, ao contrário dos que divulgam, por malícia, que os depoimentos sempre viriam desacompanhados de provas.

João Vaccari, ex-tesoureiro do PT preso na Lava Jato, também estaria sondando sobre delação

Ao tratar do depoimento de Lula a Sergio Moro, na Lava Jato, o colunista Josias de Souza disse o seguinte:

“O ex-tesoureiro Vaccari está preso. Já sondou a força-tarefa da Lava Jato sobre a hipótese de tornar-se um delator. Mas ainda não abriu o bico. Nos encontros partidários, ainda é aclamado como “herói do povo brasileiro.” Outro petista preso, Renato Duque, já moveu os lábios mesmo sem ter assinado um acordo de colaboração. Contou a Moro que Lula o chamou para conversar, em 2014. Foi levado à presença do “nine”, como o “chefe” era chamado, por Vaccari. Falaram sobre corrupção e contas secretas na Suíça. Lula orientou-o a apagar os rastros. Indagado por Moro, Lula viu-se compelido a admitir o encontro. ”Tive uma vez no aeroporto de Congonhas, se não me falha a memória, porque tinha vários boatos no jornal de corrupção e de contas no exterior. Eu pedi para o Vaccari, que eu não tinha amizade com o Duque, trazer o Duque para conversar.'”

Pois é. A delação de Antonio Palocci foi anunciada quase que como algo concreto, depois houve recuo, mas parece a ideia segue possível. Se João Vaccari delatar de fato pensa nisso, é porque a hipótese da outra delação não é tão fraca assim.

Mais ainda: será que o desempenho de Lula, ontem, não influenciaria também nisso? Enfim, aguardemos.

Análise: dado o histórico da Lava Jato, Palocci deveria fechar a delação o quanto antes

A delação de Antonio Palocci, tida como certa, passou a ser desconsiderada. Hoje, porém, a possibilidade voltou à baila. Uma novela, portanto. Mas há um dado aí que não pode ser desconsiderado: o histórico da Lava Jato, especificamente com as delações “adiadas”.

Tomemos o exemplo mais completo, de Marcelo Odebrecht. Ele se recusou, adiou, chegou a afirmar que jamais faria. Até que as coisas avançaram de tal forma que não sobrou opções, porém, com bem menos poder de barganha ao empresário.

Num primeiro momento, Antonio Palocci pode avaliar que o melhor é não falar nada. Mas, caso as coisas avancem também quanto ao seu caso, sobrará pouco a oferecer e também haverá pouca possibilidade de negociação.

Difícil, de todo modo, cravar. Mas o aconselhável seria fazer. E logo.

Lava Jato: Antonio Palocci dispensou advogado, mas ainda estaria disposto a fazer delação

Após a decisão da 2ª Turma do STF de soltar José Dirceu, Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, dispensou seu advogado, então contratado para intermediar a delação premiada. Ato contínuo, e por óbvio, a ideia era a de que tivesse desistido.

Mas parece que não foi bem assim. Segundo informa a Coluna do Estadão, houve desentendimento nos honorários. Algo corriqueiro, portanto.

Se for mesmo verdade, quem até agora estava comemorando talvez não tenha tanto assim a celebrar.

Aguardemos.

Após soltura de José Dirceu pelo STF, Palocci rompe contrato com advogados da delação

Se alguém tinha alguma dúvida, aí está: Antonio Palocci, cuja delação ameaçava acertar em cheio alvos poderosos, acaba de romper contrato com os advogados que intermediariam sua delação. Quem informa é o site O Antagonista, com exclusividade.

A decisão, obviamente, decorre da soltura de José Dirceu pelo STF. Palocci, que foi ministro de Lula e Dilma, poderá ser beneficiado pelo mesmo entendimento.

Triste momento de nosso país.

Para líder do PT, “o Brasil vai sofrer um verdadeiro terremoto” se Palocci fizer delação

Antonio Palocci já se dispôs a revelar “nomes, endereços e operações” ao juiz Sergio Moro. Acerca disso, segue frase do deputado Carlos Zarattini (PT/SP), líder petista na Câmara:

“Não sabemos exatamente o que ele pretende, mas, com certeza, se ele falar sobre o que tem conhecimento, o Brasil vai sofrer um verdadeiro terremoto no meio empresarial”

O tom do parlamentar é explicitamente pesado contra o “meio empresarial”, e de certo, como tem acontecido, muitos empresários ficaram em maus lençóis diante de alguns depoimentos, tanto que os maiores grupos da construção civil tiveram seus sócios encarcerados.

Mas será MESMO que a maior ameaça de Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, e apontado por Marcelo Odebrecht como operador do ex-presidente, falaria apenas sobre empresários, como faz parecer certa militância?

Talvez não. Segundo informações da colunista Monica Bergamo, da Folha de SP, ele deverá falar sobre Lula.

Agora, é esperar.

Lava Jato: Palocci diz a Moro que está disposto a revelar “nomes, endereços e operações”

Em depoimento a Sergio Moro na Lava Jato, Antonio Palocci diz estar disposto a revelar “nomes e operações”, sinalizando de forma oficial uma delação premiada.

Seguem trechos:

“Fico à sua disposição hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição o dia que o sr. quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o sr. determinar, eu imediatamente apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato. (…) Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil” (grifamos)

A seguir, o depoimento em vídeo:

Se a delação ocorrer, será, talvez para alguns envolvidos, tão forte quanto a da Odebrecht.