O Mercosul confirmou: o socialismo pariu mais uma ditadura, a da Venezuela

21/07/2017- Mendoza – Argentina- Sessão Plenária dos senhores Presidentes dos Estados membros do Mercosul, estados associados, México e convidados especiais

E o recado veio pela voz de um brasileiro, no caso, Michel Temer, que assume a presidência do bloco econômico pelo próximo semestre. O encontro da cúpula ocorreu na Argentina. Ao substituir Mauricio Macri no comando do Mercosul, o presidente do Brasil deixou claro que a Venezuela já não é mais uma democracia. Ou seja: mesmo em sua versão “século XXI”, o socialismo pariu mais uma ditadura, para máximo azar dos venezuelanos.

“Essa é a postura do Mercosul em seu conjunto. Nossos chanceleres reconheceram formalmente a ruptura da ordem democrática na Venezuela. (…) Somos profundamente sensíveis à deterioração do quadro político-institucional, às carências sociais que, nesse país amigo, ganham contornos de crise humanitária. (…) Nossa mensagem é clara: conquistamos a democracia, em nossa região, com grande sacrifício, e não nos calaremos, não nos omitiremos frente a eventuais retrocessos.

Com isso, o processo para que a Venezuela deixe o bloco deve seguir o rumo. Atualmente, ela já se encontra suspensa. Tanto que Nicolás Maduro não participou deste encontro.

Não foi por falta de alerta. Desde antes da entrada dos bolivarianos mais ao norte, os críticos apontavam o processo de corrosão da democracia venezuelana em curso desde os mandatos de Hugo Chávez. Mas a lição, ao que tudo indica, não foi aprendida por aqueles que abriram caminho para os ditadores. Na semana em que o centésimo manifestante morreu protestando contra Maduro, o PT achou por bem reforçar o apoio ao regime.

A Venezuela tornou-se uma ditadura com ajuda – por vezes financeira – da esquerda brasileira

06.12.2015 - Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Ejemplo para definir el significado de Ineptocracia. Foto: Hugoshi

Algumas coisas precisam ficar muito claras para a opinião pública. Antes de mais nada, a Venezuela já é uma ditadura há muito tempo, mas agora chegou a um nível tão baixo que mesmo a imprensa, um setor altamente tomado por esquerdistas, aceita essa denominação.

Nicolás Maduro, o ditador que está destruindo o país, chegou ao comando como vice de Hugo Chávez, reeleito em 2012, mas morto no ano seguinte. E o petismo tem imensa participação nessa vitória, não só pelo apoio moral que dava à investida bolivariana no vizinho mais ao norte. O marketeiro da campanha vitoriosa era do PT. E João Santana foi pago por esquema investigado pela Lava Jato envolvendo a Odebrecht.

Mas não parou por aí: recursos do BNDES foram usados para impulsionar a empreiteira por lá.  E Marcelo Odebrecht já confessou ter sido o “otário” por se vir obrigado a investir em projetos nos quais não acreditava. O excedente – resultado do superfaturamento das obras em questão – era usado para viabilizar pagamentos no exterior. Tudo isso foi confessado em depoimento recente ao TSE.

Em outras palavras, a esquerda brasileira ajudou a construir uma ditadura na América do Sul. E, até o momento da redação deste texto, está fingindo que o problema não é com ela.

Meses antes do golpe que fez da Venezuela uma ditadura, Lula gravou vídeo apoiando o ditador

Para o Implicante, a Venezuela já é uma ditadura há muito tempo. Mas o mundo só começa a aceitar a verdade agora, após o ditador Nicolás Maduro acabar com o pode legislativos, que tinha maioria opositora, e entregar a formulação de lei para o judiciário, todo nomeado pelo bolivarianismo.

É importante destacar, contudo, como as forças políticas brasileira se portam diante de mais uma democracia destroçada pelo socialismo. Seis meses atrás, o povo venezuelano já lidava com a fome, com o desabastecimento, com a pobreza extrema e a hiperinflação. Mesmo assim, Lula gravou um vídeo de apoio a Maduro, o golpista.

Mensagem para encontro dos Países Não AlinhadosPublicado por Lula em Sábado, 17 de setembro de 2016

Até o momento da redação deste texto, o ex-presidente do Brasil não se pronunciou publicamente sobre a grave situação da Venezuela.

Mais de um a cada três brasileiros querem a intervenção militar no país

Este índice é a um só tempo assustador e sintomático. Ele assusta, pois 35% da população (mais de um terço!) já defende a intervenção das Forças Armadas sobre a democracia, sobre a República, sobre os poderes constituídos. E é sintomático porque decorre do total descalabro institucional em que se transformou nosso país.

Recentemente, um general da ativa assinou artigo falando sobre o risco de algo assim acontecer. Também recentemente, o Senado Federal achou por bem NÃO OBEDECER decisão do Supremo. Forma-se, assim, um caldo perigoso.

Segundo a pesquisa atual, realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, a hipótese seria de intervenção provisória; aquilo de “arrumar a casa” e depois convocar eleições gerais. É preciso lembrar que da última vez também seria algo provisório, mas o Presidente Castello Branco não convocou eleições e acabou demorando um pouquinho mais (20 anos).

Ainda dá tempo de firmar-se um pacto em nome das instituições, em nome da República, em nome da democracia.

Porém, se a classe política continuar dessa forma, é claro que esses 35% cedo ou tarde se transformarão em mais de 50%. Daí, complica de vez.

General do exército assinou no Estadão um artigo assustador sobre intervenção militar

Rômulo Bini Pereira é descrito no Estadão como General de exército e ex-chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa. Neste 15 de dezembro, ele assina no jornal artigo intitulado “Alertar é preciso! (2)“.

A notícia boa é que Pereira tem uma visão muito realista da situação. Eles faz severas e justas críticas aos três poderes. E pergunta se o segundo artigo da Constituição ainda “está em vigor ou é um princípio fundamental inócuo?” Trata-se do artigo que define: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário“.

A ruim é que de fato ele não descarta a possibilidade de as Forças Armadas intervirem nos rumos políticos do país. O Implicante toma a liberdade de reproduzir os dois últimos parágrafos:

É nesse cenário de ‘desgraças’ que as instituições maiores e seus integrantes deverão ter a noção, a consciência e a sensibilidade de que o País poderá ingressar numa situação de ingovernabilidade, que não atenderá mais aos anseios e às expectativas da sociedade, tornando inexequível o regime democrático vigente. O aludido brejo é significativo. É um caso, portanto, a se pensar.

Desse modo, se o clamor popular alcançar relevância, as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições. Elas serão a última trincheira defensiva desta temível e indesejável ‘ida para o brejo’. Não é apologia ou invencionice. Por isso, repito: alertar é preciso.”

O Implicante não quer acreditar que isso seja possível.

A maioria dos militantes presos em ato anti-Trump simplesmente não votou nesta eleição

Após o resultado da eleição mostrar a vitória de Donald Trump, a esquerda americana tomou as ruas em protesto contra basicamente tudo: o sistema eleitoral, a democracia e até mesmo os Estados Unidos – houve até quem defendesse uma separação da Califórnia.

Portland teve um dos atos mais violentos. Ao todo, 112 pessoas foram detidas. Mas, deste grupo, apenas 34 votaram na eleição contra a qual protestam.

Grande parte deles reside em outros estados. O que fortalece a suspeita de que tais atos são bancados por bilionários esquerdistas que faziam lobby junto ao governo Obama. E que usam a fortuna acumulada para arrastar militantes por todo o país.

Donald Trump e a democracia “dos outros”

Winston Churchill cunhou centenas de aforismos inesquecíveis, e um deles é recorrente em época de eleições: “a democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que foram experimentadas de tempos em tempos”. A frase é tão célebre que é possível descobrir até a data e circunstâncias em que foi cunhada: na sessão da Câmara dos Comuns realizada em 11 de novembro de 1947. Depois de conduzir o mundo livre na luta contra o nazismo, e triunfar, a mesma democracia que o conduziu ao cargo de primeiro ministro o defenestrou assim que os combates cessaram. Churchill foi um sublime líder em tempo de guerra; os arranjos eleitorais, no entanto, foram claros: com a paz, sua incumbência terminara. Ele retornaria, depois, para um termo final como primeiro ministro – mas quando criou aquele que é um de seus mais conhecidos e precisos adágios, era líder da oposição. Churchill era amante e cultor da democracia, e alguns poderiam até taxá-lo de “aventureiro” do regime político: ele começou sua trajetória no partido conservador, pulou para o partido liberal após uma série de desacordos com a liderança conservadora, e depois retornou à legenda de origem. Isso é comum no Brasil, mas era raro na Inglaterra pós-vitoriana. Seus companheiros conservadores o tratavam abertamente de “traidor”, pecha tornada irrelevante, depois, pelos seus enormes feitos.

Talvez o único termo de comparação entre Winston Churchill e Donald Trump seja o fato de ambos terem, em algum momento de suas vidas, sido eleitos para liderar uma nação – no tempo respectivo de cada um, as mais poderosas do mundo. É bem verdade que a Inglaterra, embora até hoje goze de indisputável força, já era um império prestes a minguar quando Churchill foi tornado primeiro ministro. Perda de liderança e protagonismo semelhante está acontecendo com os Estados Unidos, depois da condução desastrosa da política externa por Barack Obama; tão desastrosa que um leão de chácara da KGB está despontando, à frente dos escombros da União Soviética, como poderoso influenciador geopolítico (e gerador de “memes” na internet). O fato é que, contra poderosa e concertada oposição, Donald Trump se elegeu e criou o maior exército de carpideiras que o mundo já viu: desde a madrugada de quarta-feira, colunistas, comentaristas, apresentadores de televisão e rádio, artistas e celebridades, e também centenas de milhares de cidadãos anônimos com acesso a internet vêm lamentando o resultado das eleições presidenciais americanas e predizendo o fim do mundo. Depois de meses de retroalimentação de pensamento mágico misturado com “narrativa” cuidadosamente preparada, a realidade que vive nas urnas mordeu com força a canela de quem dava a vitória de Hillary Clinton como mera questão de tempo. E isso é ótimo, por uma série de razões.

Coisa bem parecida aconteceu nas eleições municipais em São Paulo. Embora as pesquisas não estivessem tão equivocadas quanto nos EUA, a “narrativa” era uma só: Fernando Haddad seria reeleito, já que foi “o melhor prefeito que São Paulo já teve”. Seus cabos eleitorais estão (por enquanto) infiltrados nas redações de jornais, estúdios de TV, portais de internet e dezenas de cargos em comissão, de onde procuravam exercer sua “influência” sobre o eleitorado – que, cansado de Haddad e do PT, elegeu João Dória no primeiro turno. No “day after” paulistano, vieram as reclamações dos iluminados: a democracia precisaria de um “recall”, uma “reelaboração”; os pobres ora “não sabem votar”, ora “são influenciados pela mídia golpista”; Haddad, mesmo tendo sido “o melhor prefeito da história de São Paulo”, sai da prefeitura “para entrar na história”. Tudo besteira, é claro. E o besteirol está sendo reeditado agora, em escala global, com a vitória categórica e “inesperada” (para incautos e sugestionáveis) de Donald Trump.

A esquerda mudou muito desde o fuzilamento da família Romanov em um porão em Ecaterimburgo. Seu legado começou com uma chacina, passou por genocídios cometidos por regimes totalitários que fazem a carnificina nazista parecer modesta, mas, de tempos pra cá, seus métodos se tornaram mais sutis e um pouco menos sanguinários. A partir dos ensinamentos de Antonio Gramsci, a esquerda passou a fazer a revolução “por dentro” da sociedade, a partir de uma perspectiva de aparelhamento total de todas as suas instituições e, se possível, com a manutenção de pelo menos uma aparência de normalidade democrática. Gramsci compreendeu que a violência totalitária acabaria gerando uma reação adversa, cedo ou tarde, e que o cabresto de guiar a sociedade deveria ser manejado com mais gentileza. Ao invés de derrubar governos com a força das armas e fuzilar opositores, o italiano preferia o método da revolução permanente, com a pregação da ideologia em todos os ambientes: escolas, igrejas, fábricas, quartéis, redações e repartições públicas deveriam se tornar comitês revolucionários perpétuos. O comunismo deveria se tornar hegemônico, como em um enorme experimento social pavloviano, e os resultados das urnas corresponderiam, naturalmente, a isso. A franca torcida de praticamente toda a grande imprensa por Haddad e Hillary – guardadas as proporções – é um reflexo da implantação deste método revolucionário. A imprensa, cujo papel deveria ser o de descrever e noticiar a realidade, se tornou outra coisa: um órgão dissimulado de propaganda, disfarçando de “isenção” o propósito de manipular o pensamento de seu público com a falsificação descarada dos fatos. Mas a realidade sempre acha um meio de superar a ficção, e foi o que aconteceu em São Paulo e nos EUA.

Um episódio ilustra bem a metamorfose do jornalismo moderno: a revista Newsweek circulou, dias antes do resultado das eleições, uma edição especial em que narrava a trajetória de Hillary Clinton à presidência dos EUA. Na capa, a foto da candidata com o título “Madame Presidente”. A própria Hillary, em sua conta no twitter, já se intitulava “futura presidente” – faltou só combinar com o eleitorado. A Newsweek, ressabiada, defendeu a circulação antecipada da revista dizendo que era uma “decisão de negócios”; Hillary se comportou com um pouco mais de dignidade e reconheceu a derrota. Em ambos os casos, não se está diante só de empáfia e arrogância, mas de atos calculados cujo objetivo é aparentar o completo assenhoramento da realidade – e assim, quem sabe, fazer o eleitorado pensar que seu papel é apenas o de homologar aquilo que já está decidido em esferas superiores e inatingíveis a ele: ao “branco deseducado”, ao “caipira sem ensino superior”, ao “negro cooptado”, ao “pobre que não sabe votar”; enfim, a qualquer dessas descrições pejorativas de eleitores “rebeldes” que pulularam logo após a eleição de João Dória e ontem, na GloboNews, na CNN e em contas de twitter que entremeiam análises políticas com memes da Inês Brasil.

Churchill estava certo: a democracia é mesmo a pior forma de governo, exceto todas as outras. Qualquer outro sistema se degenera com muito mais facilidade em casuísmo, tirania e instabilidade. Sua beleza é essa: para funcionar, a democracia deve ser para todos, Churchills e Trumps igualmente. O que a esquerda não tolera – porque é autoritária por natureza – é a “democracia dos outros”, isto é, a democracia cujo resultado não lhe agrada, embora suas regras tenham sido observadas. Quando isso acontece, como estamos vendo agora, começam a surgir idéias de “reestruturação”, “mudança no sistema”, “voto qualificado” e outras excrescências. Não se engane: isso é puro desejo totalitário. Por pior que seja Trump, sua vitória é um alento, porque nos lembra que a alternância de poder é tão importante quanto o voto – e só ele, e não as elucubrações de think tanks progressistas e jornalistas e influenciadores bem intencionados podem conduzir os destinos de nações.

Thiago Pacheco é advogado, pós graduado em Processo Civil e formado em jornalismo. Escreve no Implicante às quintas-feiras.

Em alfinetada a governos passados, Temer e elogia e defende a liberdade crítica da imprensa

Claro que todo político odeia ser fiscalizado, criticado, xingado etc. Mas, a esta altura da vida democrática, todos eles já deveriam estar acostumados a isso. Afinal, é um fato da vida e não há mais espaço para perseguições.

Ainda assim, e há bem pouco tempo, falava-se abertamente em “Ley de Medios” e “Controle Social da Mídia”, eufemismos esquerdistas para a pura e simples censura. Além do autoritarismo inaceitável, isso também era burrice, já que nada do tipo passaria no Congresso e os apoiadores passariam – como de fato passaram e passam – por antidemocráticos.

Michel Temer é esperto. Ciente da atual conjuntura, faz um discurso que o coloca com a contraparte democrática perto das gestões passadas. Foi uma alfinetada, sem dúvida, mas discreta e até elegante. Confiram alguns trechos:

“Nós temos no texto constitucional a determinação da liberdade plena da imprensa e ela permite o contraditório e a contraposição às ideias. A vantagem de não estarmos em um sistema jurídico e político centralizador e autoritário é permitir o debate das ideias. Quando o governo faz ou vai fazer alguma coisa, em seguida, pode ouvir uma objeção e contraobjetar com aqueles que realmente pensam nas melhoras do nosso país (…) Muitas vezes não se quer que a emissora simplesmente patrocine ou apadrinhe a tese tal qual. O que queremos é divulgar as teses. Se houver debate a favor ou contra, tanto faz. O importante é levar ao conhecimento de todos o que se está fazendo pelo Brasil” (grifamos)

Na prática, dá no mesmo, pois não mudariam lei alguma. Mas é significativo e simbólico que ele sustente essas opiniões em público. Um bom recado em favor da democracia.

Quando perde, a esquerda questiona a democracia e diz que o brasileiro “não sabe votar”

Os esquerdistas ainda não se recuperaram da tremenda surra levada nas últimas eleições. E a coisa não se resume à derrota de determinado partido ou pessoa, mas sim à rejeição COMPLETA do ideário esquerdista.

Sem contar, é claro, o tanto de votos que perderam aqueles a insistir na narrativa do “golpe”.

A capa da revista Carta Capital desta semana, reproduzida neste post, não é um ponto fora da curva ou fato isolado. Ela reflete a corrente majoritária hoje encontrada no esquerdismo. Muitos que alegam defender a democracia passaram a questionar… a própria democracia!

Não é raro falarem que se trata de um “modelo desgastado” ou coisa do gênero. É um pouco a birra do menino birrento ao ser contrariado, numa variante acadêmica, mas também a (ainda tímida) assunção das predileções autoritárias, já que não existe socialismo democrático.

Mas o que temos é o seguinte (e isso os apavora mais que tudo): o povo FINALMENTE acordou para algumas esquerdices e, nesse despertar, tratou de refutá-las. Alguns líderes petistas já sabiam disso, servindo de exemplo o próprio Lula, que só ganhou eleição quando deixou de lado – nas campanhas – as pautas de esquerda.

Mas agora que a coisa ficou claramente marcada, será difícil para os partidos identificados com o esquerdismo deixar de lado essa bandeira. Talvez mudem de nome, de cor ou até de cara. Mas ainda assim não será fácil.

Enquanto isso, eles seguirão dizendo que o povo “não sabe votar” e a democracia já não teria aquela virtuosidade toda.

5 dos 6 países que protestaram contra Temer são ditaduras ou protoditaduras de esquerda

Enquanto Michel Temer se preparava para iniciar o discurso na ONU, diplomatas e ministros de seis países se retiraram do ambiente em um protesto silencioso contra o governo brasileiro. Dois deles são ditaduras explícitas: Cuba e Venezuela. Outros três, conforme relembrou o jornalista Reinaldo Azevedo, ignoraram a própria Constituição para permitir que seus presidentes se perpetuassem no poder, o que os coloca no mesmo caminho bolivariano que levou os venezuelanos à desgraça: Equador, Bolívia e Nicarágua.

Apenas a Costa Rica escapa do perfil, mas toda a sua fronteira norte é dividida com a Nicarágua, o que pode explicar o apoio ao posicionamento do vizinho.

Em outras palavras, não há com que o povo brasileiro se preocupar. Quando o sapato econômico apertar, todos eles desejarão manter boas relações com a maior economia da América Latina.