Caos venezuelano: a ditadura socialista já expropriou até padarias

O Brasil conheceu a origem dessa conversa fiada ainda no plano Cruzado, nos anos 1980: com o congelamento de preço forçado pelo governo Sarney, produtos começaram a faltar nas prateleiras. Pela lógica de mercado: como a população teve aumento de salários, comprou mais do que produziam; como aquela produção teve custos aumentados, afinal, era feita por assalariados, não conseguiam repor o estoque vendendo tudo ao mesmo preço.

O que fez a esquerda na época? Culpou os empresários alegando que escondiam produtos para que o preço subisse.

Sorte do Brasil que logo aquelas medidas foram para o saco. E que a inflação seria contornada na década seguinte por gente que de fato entende de economia.

A mesma sorte não está tendo o povo venezuelano. Lá, o governo impôs há anos o congelamento de preços. Como os produtores não conseguem repor as mercadorias, falta produto no mercado. E o que faz a ditadura socialista? Prende empresários e expropria suas fábricas. No caso mais recente, até duas padarias foram vítimas da insanidade socialista.

Essa é mais uma prova de que o socialismo não é um experimento que ocasionalmente dá errado. É um experimento que dá errado.

Em 4 anos, aumentou em 361 vezes o total de venezuelanos que pedem refúgio ao Brasil

Entre 2010 e 2012, o Brasil recebeu um total de 5 pedidos de refúgio por parte de cidadãos venezuelanos. Esse número, contudo, enfrentaria uma assustadora curva de crescimento a partir de 2013. Naquele ano, nada menos do que 54 refugiados acharam que o país poderia acolhê-los e solicitaram o socorro. Em 2014, já seriam 208. Doze meses depois, 825. Este ano ainda nem acabou e o recorde já foi quebrado com folga: 1.805.

O que aconteceu em 2013 para as solicitações do tipo dispararem? Nicolás Maduro tornou-se presidente e deixou de disfarçar qualquer arroubo autoritário do bolivarianismo. Nesse intervalo, o total de venezuelanos que pedem socorro ao Brasil cresceu 361 vezes.

É melhor o governo Temer dar a devida atenção ao problema enquanto ele ainda parece ter solução.

Socialismo no século XXI: falta papel higiênico até nos resorts mais caros da Venezuela

Margarita é uma ilha venezuelana tomada por resorts destinados aos turistas mais endinheirados. Mas o socialismo bolivariano é desgraçado de tal maneira que, conforme reportagem da Associated Press, suas piscinas estão vazias, suas descargas não funcionam e vários hotéis se viram obrigados a interromper o fornecimento de alimento aos hóspedes.

Como posso oferecer café da manhã se nem sei se eu mesmo terei algo para comer pela manhã?” A pergunta foi feita por Luis Munoz, um dos gerentes locais, à reportagem. Com o socialismo falhando (com sempre), os voos até a ilha foram reduzidos à metade, e a ocupação da rede hoteleira a um terço.

Os turistas que ainda se arriscam precisam levar o próprio sabonete, toalha e até papel higiênico.

Mesmo diante desta tragédia econômica, Lula gravou um vídeo de apoio ao ditador Nicolás Maduro.

O socialismo é tão cruel que venezuelanos abandonam animais de estimação por falta de comida

A imagem destacada neste texto foi feita por Carlos Garcia Rawlins. O fotógrafo tem registrado com sua câmera os animais de estimação que foram abandonados pelas famílias venezuelanas em decorrência da escassez de comida.

Sim, o socialismo dá errado, sempre, e não só para os seres humanos. O Implicante mesmo já noticiou que cerca de 50 animais morreram de fome em zoológico na Venezuela. Agora, descobre que nem mesmo os cidadãos venezuelanos que possuem laços com seus animais de estimação conseguem mantê-los seguros do desastre comunista.

Sorte que, agora, o governo brasileiro é outro. E a diplomacia nacional não mais tolera esses absurdos.

Para fingir que está tudo bem, a Venezuela agora proíbe a formação de filas no comércio

A lógica socialista é cretina de um jeito que, sempre que o “experimento” falha, e ele sempre falha, a culpa é jogada em tramas políticas por parte de seus críticos. No Brasil, há um vídeo clássico de Aloizio Mercadante culpando empresários pelo desabastecimento nascido do Plano Cruzado defendido por ele.

Mas a Venezuela, claro, elevou isso a patamares da Cortina de Ferro. E rapidamente se espalharam pelo mundo fotos e mais fotos de filas gigantescas com a população aguardando a chegada de produtos no comércio.

O que faz Nicolás Maduro agora? Simplesmente proíbe a fila. Com a desculpa de que são formadas com motivações políticas.

Não é a política, é a fome!

Seria patético se não fosse trágico.

Nove em dez venezuelanos não têm dinheiro para comida; Maduro só alimenta os esquerdistas

Nicolas Maduro, Hugo Chávez Dilma Rousseff

Aos poucos, o colapso venezuelano se transforma em uma tragédia humanitária. Em artigo publicado no Estadão, Nicholas Casey descreve o caos em forma de país. Não há dinheiro para comida. Nem comida. Apenas a população agindo em banco para matar a fome, destruindo supermercados em busca de qualquer resto de comida.

Uma pesquisa feita pela Universidade Simón Bolívar diz que 87% da população tem dinheiro para comprar a comida que precisa para se alimentar. E 72% de tudo o que ganham lá é investido na alimentação.

Pior: Nicolás Maduro aproveitou a situação caótica para controlar ainda mais a distribuição de comida, deixando tudo nas mãos de grupos politicamente alinhados com a esquerda. Ou seja… Se não for esquerdista, não terá acesso ao produto.

Não à toa, o Mercosul age para evitar que a Venezuela presida o bloco econômico tão cedo. Sabe lá o que esse ditador será capaz de fazer com mais essa caneta na mão.

Onde fica o fundo do poço? Brasil pode ter escassez de arroz e feijão

Uma economia em crise é como um ecossistema em desequilíbrio: a falta ou excesso de um determinado elemento gera uma reação em cadeia de proporções incalculáveis. De acordo com o Valor Econômico, o Brasil corre sérios riscos de sofrer com a falta de arroz e feijão. O gatilho é o excesso de chuva, que dificulta o cultivo dos grãos. Mas a economia em crise impede o país de ativar um plano B seguro.

A alternativa seria passar a importar tais alimentos. Mas, com o dólar nas alturas graças aos desmantelos do governo Dilma, tudo indica que o brasileiro precisará alterar seus hábitos alimentares.

Dilma Rousseff - TCU - Pedaladas Fiscais

Não seria este o primeiro desabastecimento da crise. Alguns medicamentos já estão em falta graças à mesma alta do dólar, que complica a compra da matéria prima importada, evitando que a produção atenda à demanda dos brasileiros.

Dilma transformará o Brasil numa Venezuela? Desabastecimento já cresce quase 30% por aqui

Foto: Valter Campanato/ABr

Não é “só” a penicilina que anda com estoques quase zerados no Brasil. O Jornal Hoje exibiu uma reportagem centrada em estudo sobre 10 mil supermercados. O resultado é assustador: entre junho e julho, a quantidade de produtos em falta nos estabelecimentos pesquisados aumentou quase 30%. Não, as prateleiras ainda não estão vazias. Mas o consumidor já enfrenta dificuldades para encontrar determinadas marcas usadas corriqueiramente, precisando, assim, recorrer a similares.

Como o consumo diminuiu, e a inflação elevou os custos industriais, há menos recursos para encher os pontos de venda. Esse desequilibro rende desemprego na indústria e já há algumas fábricas fechando as portas no país. Se nada for feito para se reverter a situação, mais marcas quebrarão e tais produtos precisarão sofrer intervenção estatal, a exemplo do ocorrido com a penicilina – ou, ainda, a exemplo de tudo o que se passa na Venezuela.

Foto: Valter Campanato/ABr
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Como a alta do dólar é prejudicial: Brasil já não consegue produzir penicilina o bastante

Foto: https://www.torange.us

O medicamento está em falta desde 2014, quando o dólar já subia e Mantega prometia que quebraria a cara quem apostasse numa alta ainda maior. Como a matéria-prima é importada, os produtores brasileiros andam sem condições de fabricar a penicilina em volume o suficiente para consumo local. Resultado: os estoques seguem baixos ou mesmo zerados. E o Ministério da Saúde precisará gastar dinheiro do contribuinte para a saúde brasileira não entrar em colapso.

Notícias do tipo (ainda) são raras, mas acendem o alerta de que a crise esteja entrando numa das etapas mais trágicas da recessão: o desabastecimento. O mesmo desabastecimento que vem transformando a Venezuela num caos.

Foto: https://www.torange.us
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Brasil, Argentina, Venezuela e Equador: o esquerdismo sul-americano em crise

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Na mais recente polêmica, numa cena que remetia a um suicídio, surgiu morto Alberto Nisman, um promotor federal que estava prestes a apresentar no Congresso denúncias acerca da cobertura da presidente Cristina Kirchner à ataques terroristas ocorridos em Buenos Aires. As primeiras falas oficiais já se apressam a confirmar a versão de que o próprio falecido, que dizia sofrer ameaças de morte, teria disparado a arma de calibre 22 contra a cabeça, mas mais de dois terços dos argentinos não acreditam nessa leitura dos acontecimentos.

Contudo, está longe de ser esta a única crise enfrentada pela presidente do país vizinho. Depois de tecnicamente dar mais um calote em seus credores, abusou do protecionismo e viu a Argentina incapaz de substituir as importações. O ano começou com os vice-campeões mundiais de futebol enfrentando uma crise de desabastecimento, com falta de autopeças, produtos químicos, livros, remédios e diversos insumos industriais no mercado. Uma realidade que ao menos um outro parceiro bolivariano conhece bem.

A crise venezuelana completa seu primeiro ano de vida com quase 40 mortes em seus protestos e cenas que espelham o fundo do poço econômico o qual o chavismo reservou ao país. Se em 2014 a violência parecia ser a gota d’água para a população, o desabastecimento tão recorrente no “socialismo do século XX” volta em 2015 para mostrar que não é fruto do embargo de nenhuma nação inimiga, mas de ideias que fazem vista grossa a conceitos básicos de economia. Nas imagens, venezuelanos fazem gigantescas filas nos mercados e exibem os braços numerados, sempre com o receio de expor o rosto.

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Com o preço do barril de petróleo em queda, a fonte que ainda dava algum sustento à gestão de Maduro começou a secar. A solução, a exemplo do que ocorria no século anterior, foi buscar empréstimos junto a gigantes vermelhos no outro lado do planeta. Como a União Soviética não mais existe, a bola da vez foi a toda poderosa China. E assim, acompanhada do também bolivariano Equador, a Venezuela voltou do oriente ao menos 27,5 bilhões de dólares mais endividada. Quem precisa de FMI quando se pode recorrer a uma ditadura comunista?

Reeleito ainda no primeiro turno no início de 2013, Rafael Correa viu em 2014 o crescimento PIB do Equador cair a zero após uma expectativa de 2,5%. Para este ano, as notícias seguem desanimadoras. O déficit em conta corrente deve subir de 1,5% para 8% do Produto Interno Bruto. Quanto ao déficit fiscal, deve ir de 5% para 10%. Com a economia amarrada ao dólar, a solução para ajustar as contas do país vem sendo o corte de gastos, mesmo que envolva prejuízos aos servidores públicos, que findaram perdendo um reajuste de 5% nos salários.

Porque o esquerdismo vem sendo contido por uma base aliada que pouca afeição ideológica mantém com o PT, o brasileiro só aos poucos passa a ter contato com os efeitos colaterais do “bonde do esquerdismo sem freios”. O desabastecimento não surge aos moldes do ocorrido no governo Sarney, mas fato é que o Brasil sofre com escassez de água e, por consequência, de energia. Se há um fator natural que impõe esta seca por cá, há também a imprudência de um governo que, diante de crises como a de 2008, quando o sensato seria sugerir cautela e contenção de gastos, estimulou ao máximo toda forma de consumo. No curto prazo, a medida garantiu um 2010 com crescimento a 7,5% (o maior desde, vejam só, o Plano Cruzado do hoje aliado Sarney) e a eleição de Dilma para dar continuidade ao trabalho de Lula. No médio, o caos. A população segue endividada, o país enfrenta ondas de protestos, a inflação estoura o teto da meta, a violência cresce, as contas não fecham e a corrupção explode. Até a falácia do desemprego baixo já vem fraquejando diante de algumas manchetes.

Houve um esforço para negar o óbvio após as últimas eleições, mas o fato é que o Brasil encontra-se dividido. Há uma metade que percebeu não só a repetição de erros passados, mas o padrão de equívocos cometidos ao sul da América e achou por bem dizer não à continuidade do governo petista. E há uma outra metade – com leve vantagem numérica – custando a aceitar a verdade que até o PT já vem reconhecendo internamente (e às vezes externamente): a de que o partido errou e precisa mudar. O problema é que o custo de tanto erro é caro, muito caro. E a conta será paga por ambas as metades, independente dos votos que depositaram nas urnas.