Com fronteira fechada, grupo de onze brasileiros teve que fugir da Venezuela pela mata

06.12.2015 - Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Ejemplo para definir el significado de Ineptocracia. Foto: Hugoshi

O relato publicado na Folha é assustador. Um grupo de dez brasileiros adentrou a Venezuela para subir o monte Roraima. Na volta, descobriu que o governo bolivariano de Nicolás Maduro havia fechado a fronteira e só a reabriria em 02 de janeiro de 2017. Pior: a cidade onde se encontravam já não tinha energia ou comida. A situação descrita é de caos, com pessoas armadas de taco de beisebol e barras de ferro para saquearem – ou defenderem – o que fosse necessário.

A solução era aguardar no hotel com recursos para poucos dias, ou arriscar uma travessia pelo meio da mata. Esse grupo se juntou a uma 11ª brasileira que também queria voltar para casa, num único carro, rumaram em direção ao Brasil. No trecho que precisavam atravessar a pé, a lama atingia o joelho e assim tinham que caminhar por mais de um quilômetro.

No final, tudo terminou bem, pois soldados brasileiros já aguardavam do outro lado.

Mas é por demais assustador constatar que a América Latina ainda vive absurdos assim em pleno século XXI. Principalmente quando já se sabe que o socialismo só resultado em caos do tipo.

General do exército assinou no Estadão um artigo assustador sobre intervenção militar

Rômulo Bini Pereira é descrito no Estadão como General de exército e ex-chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa. Neste 15 de dezembro, ele assina no jornal artigo intitulado “Alertar é preciso! (2)“.

A notícia boa é que Pereira tem uma visão muito realista da situação. Eles faz severas e justas críticas aos três poderes. E pergunta se o segundo artigo da Constituição ainda “está em vigor ou é um princípio fundamental inócuo?” Trata-se do artigo que define: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário“.

A ruim é que de fato ele não descarta a possibilidade de as Forças Armadas intervirem nos rumos políticos do país. O Implicante toma a liberdade de reproduzir os dois últimos parágrafos:

É nesse cenário de ‘desgraças’ que as instituições maiores e seus integrantes deverão ter a noção, a consciência e a sensibilidade de que o País poderá ingressar numa situação de ingovernabilidade, que não atenderá mais aos anseios e às expectativas da sociedade, tornando inexequível o regime democrático vigente. O aludido brejo é significativo. É um caso, portanto, a se pensar.

Desse modo, se o clamor popular alcançar relevância, as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições. Elas serão a última trincheira defensiva desta temível e indesejável ‘ida para o brejo’. Não é apologia ou invencionice. Por isso, repito: alertar é preciso.”

O Implicante não quer acreditar que isso seja possível.

O argumento mais ridículo contra a PEC 55: “foi assinada no aniversário do AI-5”

Poucos argumento contra a PEC 55 (antiga PEC 241) conseguem ser mais idiotas do que o que aponta o aniversário do AI-5 como sendo a mesma data da aprovação da emenda que congelará os gastos públicos por 20 anos. Porque, claro, não passa de uma coincidência infeliz. Como se 13 de dezembro fosse uma data amaldiçoada e influísse nos destinos do Brasil.

Ora… Foi num 13 de dezembro que o Flamengo conquistou em 1981 o título mundial em cima do Liverpool, feito que o São Paulo reprisaria em 1992 sobre o Barcelona. Foi numa data como esta que as tropas americanas encontraram o fugitivo Saddam Hussein.

Há exatos 5 anos, o Senado brasileiro deu fim à CPMF. Há exatos 104 anos, nascia Luiz Gonzaga. Há exatos 27 anos, nascia Taylor Swift. Foi num 13 de dezembro que morreu o presidente Prudente de Morais – e você achando que ele era só um nome de rua bem repetitivo.

Acreditem, 13 de dezembro é só um data. A esquerda usa a assinatura do AI-5 para atacar a PEC 55 apenas porque não respeita a dor de quem sofreu com o resultado daquela ditadura. É uma vergonha.

Entrevista clássica de Alexandre Garcia mostra que a corrupção rolou solta mesmo na ditadura

Alexandre Garcia já foi emparedado no Twitter por ter trabalhado cobrindo os acontecimentos políticos mesmo durante o período da ditadura. E como se saiu? Corrigindo a informação equivocada publicada pela Associação dos Professores de História. Fato é que se trata de um período obscuro que precisa ser estudado no Brasil com a racionalidade que um tema tão delicado exige.

Porque, até hoje, resta a sensação de que os militares eram vilões, mas os civis que participaram daquele governo seriam mocinhos. No depoimento do vídeo mais acima, percebe-se que os políticos sem qualquer patente militar aprontavam tanto quanto ou mais naquele período.

De fato, o Brasil quebraria na década de 1980 de maneira bem semelhante à ocorrida há pouco com os governos petistas. E tudo fruto de muito lobby entre ricos empresários e políticos sujos que intermediavam toda a sujeira.

Herança de Fidel Castro bancaria sozinha 3 meses de salários para TODOS os cubanos

Estima-se que a herança de Fidel Castro some, por baixo, US$ 900 milhões. Atenção: de dólares. O cálculo e da Forbes e, claro, negado pelos comunistas que ainda mandam em Cuba.

É muita grana para quem alega ter reduzido a desigualdade na ilha caribenha.

Para se ter uma noção, oficialmente, cada cubano recebe um salário de 25 dólares. E há 11.167.325 habitantes na ditadura.

Contas feitas, a herança do ditador bancaria sozinha três meses de salários de toda a população, esteja ela ativa, aposentada, ou seja meramente um bebê de colo.

E há quem defenda o comunismo até hoje no Brasil.

Alexandre Garcia continua sendo um oásis de serenidade numa imprensa distante da realidade

Com 76 anos, Alexandre Garcia é um dos analistas políticos mais experientes do jornalismo brasileiro. No Twitter, contudo, é um dos mais novos. Seu perfil veio ao ar apenas em maio de 2016. Desde então, tem se permitido posicionamentos corajosos que, a despeito de qualquer preconceito com a idade avançada, parecem bem mais em sintonia com a realidade do que os de seus colegas de profissão.

Sua leitura da morte de Fidel Castro foi milimétrica. Dos protestos contra a PEC 241, seguiu pelo mesmo caminho, assim como o posicionamento sobre a ditadura militar, a corrupção, a violência e o Brasil como um todo.

O Implicante toma a liberdade de destacar abaixo suas falas mais aplaudidas nas redes sociais.

Sobre Fidel Castro

Sobre a ausência de mulheres no Ministério do governo Temer

Sobre as invasões de escolas por partidos políticos

Sobre a violência enfrentada pelas forças policiais

Sobre a conversa de que o impeachment de Dilma seria um golpe de Estado

Em 4 anos, aumentou em 361 vezes o total de venezuelanos que pedem refúgio ao Brasil

Entre 2010 e 2012, o Brasil recebeu um total de 5 pedidos de refúgio por parte de cidadãos venezuelanos. Esse número, contudo, enfrentaria uma assustadora curva de crescimento a partir de 2013. Naquele ano, nada menos do que 54 refugiados acharam que o país poderia acolhê-los e solicitaram o socorro. Em 2014, já seriam 208. Doze meses depois, 825. Este ano ainda nem acabou e o recorde já foi quebrado com folga: 1.805.

O que aconteceu em 2013 para as solicitações do tipo dispararem? Nicolás Maduro tornou-se presidente e deixou de disfarçar qualquer arroubo autoritário do bolivarianismo. Nesse intervalo, o total de venezuelanos que pedem socorro ao Brasil cresceu 361 vezes.

É melhor o governo Temer dar a devida atenção ao problema enquanto ele ainda parece ter solução.

Médica cubana consegue na Justiça o direito de continuar no Brasil e receber R$ 8 mil a mais

Ela pediu para ter o nome preservado, por isso o Estadão a chamou simplesmente de A. A é uma médica cubana que está no Brasil há 3 anos integrando o Mais Médicos. Pelo intercâmbio, o programa paga R$ 11.520,00, mas apenas R$ 2.976,00 chegavam ao bolso da profissional. A diferença absurda de R$ 8.544,00 era confiscada pela ditadura castrista.

Cuba é autoritária de tal forma que quer impedir que médicos de seu país passem mais de 3 anos no Brasil para não criarem vínculos. Tarde demais. A tem até mesmo filho com brasileiro. E buscou na Justiça o direito de continuar no país.

Em decisão inédita, não só conseguiu que 20ª Vara Federal do Distrito Federal determinasse que o Ministério da Saúde renovasse o contrato diretamente com ela, como agora vai receber o valor integral sem repassar nada aos ditadores cubanos.

É uma notícia maravilhosa. Que abre precedentes. Já há outros quatro cubanos buscando benefício parecido. E 4 mil em situação semelhante, podendo brigar na Justiça brasileira pelos direitos que não têm em Cuba.

Que vão atrás. E que consigam.

Mortalidade infantil na Venezuela dispara e já supera a da Síria, em guerra civil há 5 anos

Brasília, 28.07.2010 - O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, fala à imprensa após se reúnir com o presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Não é fácil apresentar dados confiáveis sobre uma nação que já atinge o quinto ano de guerra civil. Por isso a UNICEF trabalha com uma estimativa sobre a mortalidade infantil na Síria. Pelo cálculo da entidade, para cada mil bebês que nascem na região conflituosa, uma média de 15,4 morrem antes do primeiro ano de vida.

O dado ajuda a entender a situação tóxica vivida pela Venezuela após mais um experimento fracassado do socialismo. Enquanto no resto do mundo trata-se de um índice em constante queda, a ditadura comandada por Nicolas Maduro viu o número crescer 50% em quatro anos. E chegar a 18,6 para cada mil nascimentos.

Só nos primeiros cinco meses de 2016, um total de 4.074 bebês venezuelanos morreram antes de comemorarem o primeiro aniversário.

Maduro tem que cair. O quanto antes.

Vídeo: Boris Casoy comparou à ditadura o modo como os governos do PT tratavam a imprensa

Boris Casoy. Screenshot: YouTube.

Boris Casoy tornou-se âncora do RedeTV! News. Em entrevista a Marina Godoy, a companheira de canal perguntou se os governos Lula e Dilma Rousseff tratavam a imprensa de uma maneira diferentes daqueles que os antecederam. A resposta do jornalista seria curta e direta:

“No trato com a imprensa, o do PT é só comparável ao do regime militar.”

A apresentadora parece que não gostou muito da resposta e tentou passar a bola para o companheiro de palco. Mas ele ficou interessado em ouvir mais a respeito. Foi quando Casoy deu mais detalhes:

“É só comparável ao do regime militar, com telefonemas, ameaças, corte de publicidade. E público: cortamos a publicidade porque o seu Boris Casoy tá aí.”

O Teleguiado é um dos favoritos do Implicante. E separou o trecho para ficar eternizado na web.

Para rever o momento, basta acionar o player acima. Para conhecer melhor o Teleguiado, clique aqui.