Lava Jato: advogado de Eike reconhece risco de calote em fiança e ele pode voltar à cadeia

A situação de Eike Batista é dramática. Como foi solto da prisão, foi estabelecida fiança de R$ 52 milhões, mas ele só teria R$ 160 mil em suas contas. Desse modo, estaria impossibilitado de tal pagamento e, desse modo, voltaria à cadeia.

Quem reconhece esse drama, agora, é seu advogado. A defesa apela para o desbloqueio de bens (em R$ 900 milhões), para que o empresário possa assim pagar o valor.

Aguardemos a decisão judicial.

Lava Jato: com R$ 160 mil na conta, Eike precisará pagar R$ 52 milhões para continuar solto

Como se sabe, o STF soltou Eike Batista, preso no desmembramento fluminense da Operação Lava Jato. Porém, segundo decisão judicial, ele terá de pagar R$ 52 milhões para que não seja levado de volta á prisão.

Problema: no rastreio de contas para bloqueio de valores, a justiça encontrou pouco mais de R$ 158 mil. Outro problema: seu “braço direito”, Flavio Godinho, tinha os R$ 52 milhões (US$ 16,5 milhões).

Agora, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, estabeleceu fiança nesse valor, nos seguintes termos:

“Este fato pode sugerir, ainda em análise preliminar, que este acusado estaria ocultando valores alcançáveis por sua responsabilização criminal”

Lava Jato: com delação de Eike Batista, cerco a Lula se aperta ainda mais

Que a situação de Lula anda complicada, todos sabemos, mas talvez tudo fique ainda mais difícil. Por partes.

Primeiro, a delação de João Santana e esposa; ele foi o responsável por três campanhas presidenciais do PT, a segunda de Lula e as duas de Dilma Rousseff. Para se ter ideia de como estão as análises acerca disso, até mesmo José Dirceu teme que Lula seja preso por conta dessa delação.

E agora, outra bomba: Eike Batista.

Segundo informa a coluna Radar (Veja), ele delatará Lula. Dirá que deu R$ 2,5 milhões ao petista, “em troca de facilidades junto à Sete Brasil”.

O cerco se fecha mais.

Não é piada: Cabral perdeu 80% da propina paga por Eike, pois investiu errado em ações

Justiça seja feita, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atualmente residindo no presídio, não é apenas um desastre administrando um governo. Com as próprias contas ele também é da pesada.

Foi o que houve com a propina paga por Eike Batista. Acompanhem.

Cabral recebeu US$ 16,5 milhões, investindo US$ 11,8 milhões em ações da Petrobras, Vale e Ambev; mas ao resgatar, quatro anos depois, restaram apenas US$ 4,3 milhões.

Prejuízo total: US$ 7,5 milhões, equivalentes hoje a VINTE E TRÊS MILHÕES DE REAIS.

De todo modo, talvez nem todos tenham ficado tristes com isso.

Eike Batista ganha uma versão satírica de “Faroeste Caboclo”

Pedro Guadalupe se tornou um verdadeiro “especialista em Faroeste Caboclo”. Estudioso da canção? Não exatamente. Ao menos, não no sentido acadêmico ou musical.

Sua especialização se dá pelo fato de já ter feito inúmeras versões, com os mais repletos “homenageados” – inclusive Lula.

Chegou a hora e a vez de Eike Batista e a seção “Mundo Louco” traz essa edição especial brasileira (sim, pois no geral publicamos apenas notícias internacionais por aqui).

Vejam só:

E aí? Gostaram?

Raspa-se o cabelo de presos por questões de saúde, mas os “direitos humanos” querem impedir

O Implicante já explicou o motivo muito simples pelo qual presidiários têm os cabelos raspados: é uma questão de saúde. Tenta-se, com isso, evitar uma infestação de piolhos, o que pode desencadear crises sanitárias ainda piores, uma vez que os parasitas carregam em si outros tipos de doenças.

Como a lei precisa ser a mesma para todos, raspa-se o cabelo desde o morador de rua flagrado em delito ao bilionário que participou de algum esquema de corrupção.

É assim há décadas e em grande parte do mundo, ou você nunca se perguntou por que alguns personagens do cinema hollywoodiano ficaram carecas ao serem presos?

Mas, tocados pela prisão de Eike Batista, que teve a careca exposta após finalmente entregar-se à polícia, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro promete apelar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra a prática. Desculpa dada: “O corte inferioriza e humilha o ser humano”.

É incrível como, quando bilionários vão para a cadeia, todo tipo de desculpa é explorada para tachar a decisão de injusta.

E é claro que já tem marchinha de carnaval em “homenagem” a Eike Batista

A regra é clara: aprontou alguma na política brasileira? Vira tema de carnaval. Não seria diferente com Eike Batista, um dos personagens já folclóricos da Brasil. Afinal, depois de uma breve passagem pela lista da Forbes como um dos homens mais ricos do mundo, hoje ocupa uma das vagas de Bangu 9, presídio do Rio de Janeiro.

Os Marcheiros, canal que, no YouTube, tenta narrar os acontecimentos brasileiros com produções musicas, preparou uma marchinha de carnaval em homenagem ao ex-bilionário. No “clipe”, alguns amigos que já fizeram companhia a ele – quando no auge, claro – são relembrados.

Para conferir o resultado, basta acionar o player acima.

Delação premiada: autora de livro sobre Eike Batista afirma que ele pagou campanhas do PT

O advogado de Eike Batista refutou, em princípio, a feitura de uma delação premiada. Comentamos isso com muita ressalva, afinal, ele talvez tenha muita coisa a dizer e isso o beneficiaria.

Pois bem: a jornalista Malu Gaspar, que acompanhou por anos as atividades empresariais de Eike, escreveu o livro Tudo ou nada- Eike Batista e a verdadeira história do Grupo X, da Editora Record, publicou artigo com detalhes interessantes. Segue trecho:

“Para ser aceita, sua delação precisará revisitar o processo de contratação da Termoluma, uma das usinas térmicas montadas para suprir o Nordeste de energia durante o apagão, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. Vai ter de explicar por que assumiu a condição de “empresário amigo do PT”, expressão ouvida de emissários petistas que foram pedir ajuda para saldar as contas da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A despesa acabou sendo paga por Eike, assim como as de outras campanhas do partido. Lobistas foram contratados por ele, propinas foram distribuídas e acertos foram feitos. Alguns não foram cumpridos. José Dirceu, por exemplo, recebeu dinheiro como consultor para tirar da Bolívia equipamentos confiscados pelo governo de Evo Morales e fracassou. Ao tentar comprar a Vale, durante o reinado de Roger Agnelli, Eike serviu ao propósito lulista de enfraquecer o poderoso executivo – mas foi deixado pelo caminho quando o presidente e Agnelli se acertaram. Eike também concordou em remunerar o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para levar ao porto do Açu um terminal de transbordo de petróleo, o que acabou não acontecendo. Não bastasse, ainda acertou com o ex-presidente Lula a venda de uma sonda petrolífera para a malograda Sete Brasil, mas foi abatido em pleno voo.

Vários outros pleitos de Eike, entretanto, foram atendidos – no BNDES, no Fundo de Marinha Mercante, na Caixa Econômica Federal. O empresário tinha a seu favor, atuando como lobistas, Guido Mantega, Fernando Pimentel e o próprio Lula. O então presidente fez lobby, por exemplo, para que dirigentes da petroleira estatal russa comprassem a OGX. Tempos depois, foi Dilma quem ligou para membros do governo da Malásia para sugerir que “era interesse do estado brasileiro” que os malaios comprassem a petroleira de Eike. Sob Dilma, o estaleiro X ganhou um contrato de construção de plataformas para a Petrobras. Ao longo dos anos, o ex-bilionário também teve ajuda de vários outros políticos, como José Sarney, Edson Lobão, Delcídio do Amaral, Aécio Neves e, claro, Sérgio Cabral. A lista é longa e, para cada faceta conhecida dos episódios dessa crônica, há uma história subterrânea que Eike pode fazer emergir.” (grifamos)

Será que ele não vai mesmo fazer delação? Parece improvável que não faça.

Aliás, agora já se torna um clamor: DELATA TUDO, EIKE!

Para advogado de Eike Batista, “não há possibilidade” de uma delação premiada

Há cinco dias, quando Eike Batista surgiu no noticiário sob a condição de investigado e contra quem foi expedida uma ordem de prisão, o Implicante destacou a probabilidade maior de que se entregasse, ao contrário da hipótese de fuga à Alemanha. O raciocínio era simples: ele precisa negociar uma delação, pois cedo ou tarde será pego, esteja onde estiver.

Pois seguimos mantendo essa tese, mesmo com a recente negativa de seu advogado. Ele coloca um “a princípio” na declaração, o que não elimina tal possibilidade daqui a alguns dias.

Há aí dois aspectos importantes, ambos óbvios. O primeiro é o fato de que as delações PRECISAM SEMPRE SER SECRETAS, sob pena de não serem homologadas. É aquele famoso momento em que pululam os “nada a declarar” ou “não haverá delação”. A lista dos que negaram e depois apareceram com depoimentos é um tanto grande e, nesta altura das coisas, declarar esse tipo de coisa não sensibiliza muita gente.

Mas, sim, pode ser de fato algo verdadeiro. Eike Batista, por ora, não estaria pensando em delatar. Mas, convenhamos, é pouco factível. Ele é um ex-bilionário (ainda milionário, lembremos), atualmente numa cela minúscula, com banho gelado e um vaso sanitário que consiste num buraco – e não se trata de algo para FORÇAR uma delação, bem ao contrário… ele foi para uma cela “menos pior” do que aquela originalmente destinada para sua prisão.

Acreditamos, portanto, que ele fará a delação. Aguardemos.

Para Eike, adivinha quem era o “melhor exemplo do mundo” de ascensão social por mérito?

Corria o ano de 2010 e os tempos eram outros. Naquela época não tão remota, Eike Batista ainda era celebrado como o maior empresário do país, sinônimo de sucesso e vitória nos negócios. Lula, por sua vez, estava no auge da popularidade, sendo capaz de eleger a sucessora que elegeu.

Foi quando, em resposta ao internauta “Trem Doido”, o comandante das empresas com X disse o seguinte:

Acontece… E é claro que a rapaziada online vez por outra ressuscita essa pérola. Isso aconteceu, por exemplo, quando surgiram as primeiras denúncias contra Lula e também na ocasião em que se revelou o quadro ruim das empresas de Eike.

E agora, como se vê, a coisa voltou à baila.

Noves fora tudo de mais óbvio do contexto atual, até que ponto é errado considerar Lula um exemplo de ascensão social? Cabe refletir.