A questão não é nem “voto impresso”, é voto auditável

É primordial para uma democracia que a população acredite no sistema que a sustenta. Isso inclui o sistema eleitoral. Mas a urna eletrônica utilizada no Brasil promove uma apuração às cegas: o voto entra numa caixa preta que, horas depois, cospe o resultado.

O Tribunal Superior Eleitoral quer que o brasileiro esqueça que o país segue entregue a corruptos e confie que tudo é feito com uma honestidade que não se observa fora da tal caixa. Para piorar, se duvidas surgirem quanto à validade do resultado e um auditoria for orçada para referendá-lo ou não – como tentou o PSDB em 2014 –, apenas será constatado que esta é uma missão impossível.

Qualquer democracia séria tem na recontagem de votos um de seus pilares. Qualquer democracia séria tem registro físico do voto depositado pelos eleitores.

Com o modelo de urna eletrônica trabalhado nas eleições locais, o Brasil não tem nem um, nem outro. E não será uma democracia séria enquanto não tiver.

A imprensa brasileira repete contra Jair Bolsonaro a mesma estratégia que deu errado com Donald Trump

No 17 de novembro de 2017, a IstoÉ surgiu com uma capa atacando frontalmente a candidatura de Jair Bolsonaro a presidente da República. Mas a atitude não era inédita. Um mês antes, a Veja emplacara capa semelhante.

Nas redes sociais, os leitores de imediato passaram a lembrar situações inversas, quando os semanários brasileiros se deram a endossar candidaturas de políticos corruptos. Tinham por ponto a ideia de que o jornalismo brasileiro mantém uma relação promíscua com o poder – no que estão plenamente corretos.

A ativismo da mídia brasileira, no entanto, lembra bastante o encampado por jornalistas de todo o mundo contra Donal Trump um ano antes. Nesse sentido, tornou-se símbolo um trio de capas da Time. Nelas, o suposto derretimento da candidatura do republicano. Até que a publicação se deu por vencida e o transformou em “pessoa do ano”.

Insistência no erro

A inclusão digital tem permitido ao cidadão duvidar de tudo e de todos. Principalmente das fontes oficiais, ou daqueles se fazem porta-vozes. Com as capas de Veja e IstoÉ, a imprensa brasileira demonstra ser “cabeça-dura”, como quem se recusa a aprender com erros do passado.

Se a intenção do jornalismo é derrotar Bolsonaro, será preciso se reinventar. Do contrário, é bom já ir se preparando.

Com a Operação Lava Jato, o PT teve a maior perda de filiados de toda a sua história

Os dados da “Pulso Brasil”, do instituto Ipsos, não só desenharam o apoio maciço – por volta de 96% – à continuidade da Lava Jato, antevendo que, em 2018, quem atacar a operação terá dificuldades fora do comum. Ela também serviu de alerta para o estrago que a operação fez naquele que comandou o país por 13 anos seguidos.

Na ocasião, O Globo complementou a informação com um dado em sentido similar: em decorrência da mesma Lava Jato, o PT perdera quase 7.500 filiados, a maior queda de toda a história do partido.

Se servir de consolo aos petistas, outras siglas poderosas, como PMDB e PSDB, ainda que por margem menor, também foram impactadas pelo noticiário.

Tal fato se soma à tese de que a velha política estaria saturada – valendo atrelá-la ao eventual crescimento de legendas novas ou dissociadas dos chamados “grandes partidos”.

Pesquisa Ipsos demonstrou o óbvio: quem for contra a Lava Jato terá dificuldades em 2018

Não se trata apenas de “mau negócio” adotar o discurso anti-Lava Jato. Politicamente, seria o mesmo que um suicídio. É o que indicam os números do “Pulso Brasil”, levantamento nacional do instituto Ipsos. No levantamento de julho de 2017, nada menos do que 96% dos entrevistados responderam favoravelmente quanto à continuidade da operação.

Quem teria coragem de adotar discurso contra a opinião da quase totalidade da população? Apenas os que serão prejudicados pela operação e veem como única alternativa desacreditá-la alimentando narrativas contrárias.

Na mesma pesquisa, para 64% dos brasileiros, o PT continua sendo o partido mais associado à corrupção combatida pela Lava Jato – uma alta de sete pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Pesquisa Ipsos mostra que só João Doria e Jair Bolsonaro possuem rejeição menor do que Lula

Há muito tempo se sabe, a desaprovação política tem um peso muito maior do que a aprovação. Para ficar no exemplo mais explícito, foi trabalhando a rejeição a Aécio Neves que João Santana conseguiu reeleger Dilma Rousseff em 2014. Ou seja… Sabendo trabalhar o fato, você reelege até mesmo alguém que sofreria um processo de impeachment na sequência.

A nova pesquisa Ipsos traz péssimas notícias a todos os presidenciáveis. Os tucanos precisam aprender a melhorar a própria imagem. O pior resultado foi medido com Aécio Neves: 74% de desaprovação. Na sequência veio José Serra (70%), Geraldo Alckmin e FHC (67% cada) e Marina Silva (62%). Dos que já concorreram ao cargo, a melhor situação é de Lula, rejeitado por 59%.

Dentro os nomes testados, só Jair Bolsonaro (52%) e João Doria (45%) possuem rejeições mais baixas. O que seria justificado pelo alto número de eleitores que ainda não os conhecem.

Estudiosos costumam dizer que ninguém se elege com rejeição acima dos 45%. Mas Donald Trump mudou essa história.

 

Não era golpe? Segundo revista, Lula estaria se “afinando” com… Michel Temer!

Se sua vida é basicamente gritar “fora, Temer” e chamar o governo federal de “golpista”, o Implicante sugere calma! Segundo a coluna Radar Online, Lula e Michel Temer estariam “se afinando”. O que isso significa? Que o petista acha importante que o presidente da República conclua o mandato; e que o presidente da República vê com bons olhos a possibilidade de ser sucedido com Lula.

A fonte da informação seria um petista graúdo.

Sim, há chances de ele estar mentindo apenas para tumultuar. Mas fato é que a dupla se encontrou no funeral de Marisa Letícia e teve um diálogo não apenas amistoso, como convidativo.

Desde o início do ano, o Implicante vem apontando que Brasília está se unindo contra o Brasil. Não seria estranho que isso incluísse até mesmo uma aliança entre Lula e Michel Temer. Para azar máximo de quem ficou o último ano gritando “golpe”.

Vídeo: a imitação de Jair Bolsonaro por Carioca, do Pânico

A prática ensina: se há democracia, há comediante imitando os principais políticos do país. No Brasil, esse costume praticamente morreu com a chegada de Dilma Rousseff à Presidência, uma vez que alguns artistas fizeram carreira imitando os trejeitos de Lula. Mas Carioca, um dos integrantes do Pânico, nunca se intimidou com a histeria esquerdistas e, nos últimos, apresentou uma versão para lá de escrachada da “presidenta”.

Agora, o humorista finalmente concluiu a construção do “Bolsonabo”, sua caricatura de Jair Bolsonaro, mais presidenciável do que nunca. Quem já ouviu o deputado federal falar reconhece os trejeitos do parlamentar. No vídeo mais abaixo, é possível conferir o resultado. E ficou muito bom.

Curiosamente, Carioca é um dos artistas mais “reaças” do Brasil.

Na semana em que surgiu na nova lista de Janot, a esquerda montou dois palanques para Lula

Primeiro, foi a “greve geral” que não era greve geral, mas um protesto esquerdista que tumultuou o meio de semana do brasileiro. Depois, a inauguração da transposição do Rio São Francisco que não era inauguração, pois já havia sido inaugurada dias antes por Michel Temer. Com isso, Lula ganhou da esquerda dois palanques para discursar na semana em que despontou na segunda lista de Janot. Tudo isso sem disfarçar que está em campanha – antecipada! – de olho em 2018. Tudo isso com a devida cobertura cínica da imprensa, que deu mais atenção ao circo montado pelo PT do que ao evento oficial.

Em outras palavras, a esquerda segue peitando a Justiça.

É claro que essa iniciativa será merecidamente revisitada nas eleições do ano que vem. Não adianta depois reclamar do resultado das urnas.

A opinião pública segue atenta. E, caso se distraia, o Implicante faz questão de chamar-lhe a atenção.

Se Lula não conseguiu juntar 20 apoiadores no depoimento, conseguirá se eleger em 2018?

Como já noticiado aqui no Implicante, a polícia fechou as ruas esperando uma multidão que apoiaria Lula enquanto este prestava depoimento em Brasília, mas nem vinte petistas deram as caras. Nada disso impediu o ex-presidente de se vender no interrogatório como alguém em alta conta política, que lidera todas as pesquisas eleitorais.

Para cantar a vantagem, Lula ignorou que surge derrotado em diversas simulações de segundo turno. Mas a questão aqui é outra: sem conseguir reunir vinte apoiadores em dia tão importante para a sua briga com a Justiça, o petista conseguirá votos em suficiência para voltar à Presidência do Brasil em 2018?

É difícil acreditar que sim. O que permite questionar até mesmo a capacidade dele de sair candidato. Mesmo que não seja preso, basta uma condenação em primeira instância para que a Lei Ficha Limpa o impeça de concorrer.

O bom guerreiro sabe que precisa lutar uma batalha por vez. E Lula está olhando para o final da guerra sem perceber que ela mal começou.

Se nunca entendeu o interesse popular em Jair Bolsonaro, essas respostas dele podem ajudar

Mais presidenciável do que nunca, Jair Bolsonaro deu uma entrevista à Folha de S.Paulo. Da leitura do papo, dá para se concluir que ao menos frases de efeito para conquistar a opinião pública o deputado federal tem de sobra.

O Implicante tomou a liberdade de destacar alguns trechos.

Autenticidade

“Quem sou eu na política perto de Serra, Aécio, Alckmin, Marina, Ciro? Ninguém. Sou um deputado que vocês chamam de baixo clero. Só que não sou uma coisa antes das eleições e outra depois.

Tortura

Ninguém é favorável à tortura. Tem de ter métodos enérgicos. Eu proponho, o Congresso aprova. Ninguém é candidato para ser ditador.”

Violência

Você não combate violência com amor, combate com porrada, pô. Se bandido tem pistola, [a gente] tem que ter fuzil.”

Incitação

Não é a imprensa nem o Supremo que vão falar o que é limite pra mim. Vão catar coquinho, não vou arredar em nada, não me arrependo de nada que falei.”

Militares no governo

“Pelo voto, pode assumir qualquer coisa. E tenho certeza que a gente vai botar muito militar aqui dentro em 2018.”

FHC

Ele está para ganhar o título de princesa Isabel da maconha, porque quer liberar as drogas no Brasil.”

Privilégio militares

A carreira militar tem tanto privilégio que nenhum deputado tem filho militar.”

Previdência e militares

“Não estou pedindo hora extra, só reconhecimento. Na hora da dor de barriga, lembram-se da gente. É Olimpíada, Copa, o problema no Espírito Santo.”

Investigados no governo Temer

Se eu chegar lá um dia, vou botar militares em metade dos ministérios, gente igual a mim. Ele está botando gente igual a ele. Quer que eu continue? Acho que não precisa.”

Sobre trabalhar com gays assumidos

Se ela for competente, vai ocupar a função, se eu convidar e se ela topar, né… Agora, você não pode fazer da sua opção sexual carteira de trabalho.”

Sobre acusações de homofobia e racismo

Sou acusado de tudo, só não de corrupto.”

Direitos humanos e violência

“Como podemos ajudar a resolver a violência? Não vai ser com política de direitos humanos.”

Desarmamento

“Foram fazer um escracho na minha casa e ameaçaram entrar. Eu falei: “Se entrarem, não sairão“. Agora o Ministério Público quer saber o que é “não sairão”. É atirar neles. Não, “não sairão” é dar cafezinho, água gelada.  Tenho três armas e muito cartucho. Ia embalar e dar balinha para chupar. Entra na minha casa, estupra minha mulher, fode a minha filha, e eu tenho que bater palmas para liberdade de expressão? Por isso que essa porra desse país está nessa merda aí. E por isso que o pessoal gosta de mim. Eu não estou maluco! E vocês, né, de esquerda, jornalista de esquerda está cheio, né? Vocês estão cavando a própria sepultura.”