Para salvar o PT, Lula pretende em 2018 explorar a tática dos partidos de Tiririca e Enéas

Lula finalmente apareceu com uma estratégia que pode render algum efeito positivo para o PT, ainda que a médio prazo. A ideia do ex-presidente é fazer com que os principais nomes do partido usem a eleição de 2018 para se tornarem deputados federais. E o motivo é simples: quociente eleitoral. Como o petismo ainda tem alguns nomes relevantes em basicamente todos os estados, um parlamentar bem votado arrastaria outros nanicos para Brasília. E isso impediria a própria bancada de ser reduzida, a exemplo do que se observou em 2016 com o total de prefeitos.

Sim, é uma jogada que usa 2018 de olho em 2022, que pensa adiante, que não quer um resultado imediato. Algo bem diferente do que o PT vem fazendo nos últimos anos. Mas não é uma jogada inédita.

Políticos como Celso Russomanno, Tiririca e Enéas Carneiro já encarnaram estratégia semelhante para partidos menores no passado. Com votações gigantescas, garantiam para si uma mini bancada em Brasília.

Enfim… Lula não desistiu de lutar. Estava na hora de a direita acabar com rusgas internas e se tocar que o jogo segue sendo jogado.

Sinal de que estão com medo de Bolsonaro: a imprensa já trabalha pautas ridículas contra ele

Se você acompanha o Implicante, sabe que a imprensa, com raras exceções, foi tomada há tempos por militantes esquerdistas. Portanto, sempre que uma voz crítica à esquerda mostra algum “perigo”, vira alvo das pautas mais ridículas possíveis.

Num dos casos recentes, João Doria foi criticado por aparecer sem cinto de segurança num vídeo de 13 segundos quando partia para o trabalho. Mas agora a jogada foi ainda mais baixa.

O G1 dedicou toda uma matéria a uma pichação que surgiu na porta de vaso sanitário. Lá, estava escrito: “Gay não é gente fora do Mackenzie”. Mas logo abaixo, e o veículo fez questão de destacar a imagem em suas redes sociais: “Bolsonaro 2018”.

Tudo só fica ainda mais suspeito quando toda a denúncia parte de um grupo militante de esquerda que atua dentro da própria faculdade.

Esse tipo de jornalismo acha que você é idiota.

Mas você não é. E não vai cair nessa conversa fiada.

Lembra o fatiamento do impeachment? Graças a ele, petistas já querem Dilma candidata em 2018

É uma nota curta, vaga, quase irrelevante. Afinal, “petistas” pode significar alguns milhares ou milhões, ou meramente dois militantes. Fato é que o Estadão noticia que petistas tentam convencer Dilma Rousseff a se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul. E possivelmente esta nota foi plantada para testar a ideia junto à opinião pública.

Nada disso estaria acontecendo, contudo, se Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski, quando da votação final, não tivessem praticamente rasgado a Constituição Federal e promovido, diante das câmeras de todo o país, o que ficou conhecimento como “fatiamento do impeachment”. O Senado votou em separado e resultou na bizarrice inconstitucional até hoje ignorada pelo STF: Dilma Rousseff foi cassada, mas não perdeu os direitos políticos.

O Implicante aposta que ela não se candidatará. Porque quer crer que findará, assim, convocando protestos contra o fatiamento. E não restará à Justiça outra saída senão desfazer a escandalosa decisão.

LULA ELEITO AMANHÃ?!

Um mês antes da votação que confirmaria a saída do Reino Unido, pesquisas mostravam que o voto pela permanência britânica na União Europeia liderava com larga vantagem de 13%. Cinco semanas antes da eleição, Celso Russomanno não só liderava, como ganharia com facilidade no segundo turno. Um dia antes da definição, pesquisas apontavam como 90% as chances de vitória de Hillary Clinton. Tudo isso em 2016.

Hoje, o presidente americano é Donald Trump, o Reino Unido segue dando adeus à União Europeia e João Doria elegeu-se ainda em primeiro turno.

Estados Unidos, Europa e Brasil. Não se trata de um fenômeno local. Os institutos de pesquisa não estão conseguindo antever resultados na véspera, muito menos com meses de antecedência.

Nesse 15 de fevereiro, vide screenshot abaixo, o noticiário foi tomado por um entusiasmo esquerdista mostrando Lula liderando a corrida presidencial em todos os cenários da pesquisa CNT. Mas assim será enquanto a esquerda não trabalhar um nome viável para 2018. Até lá, estão se fiando num candidato já réu em cinco ações penais, que provavelmente não estará em liberdade quando a eleição ocorrer.

Notícias assim só interessam a Lula, pois, caso preso, poderá vender-se como vítima de alguém que não o queria de volta à Presidência da República. Mas, se pesquisa acertasse com tanta antecedência, José Serra teria presidido o Brasil entre 2007 e 2014, afinal, também liderava todos os cenários quase dois anos antes da votação.

A corrida presidencial é uma maratona. E os competidores ainda não viraram a primeira esquina.

Nas redes sociais, a “corrida presidencial” vem sendo liderada por Aécio e Bolsonaro

Não, rede social não garante vitória em nenhuma eleição. Ao menos era isso o que diziam os críticos de Donald Trump quando confrontados com o argumento de que o candidato republicano tinha uma alcance muito maior do que quaisquer de seus adversários. Preferiam acreditar no que diziam as pesquisas, que sempre apontavam vitória de Hillary Clinton com bastante facilidade.

Mas as urnas provaram que as pesquisas não estavam entendendo bem a realidade.

O Implicante acredita que as redes sociais servem ao menos para mostrar qual político vem conseguindo conversar mais – ou melhor – com os eleitores. E isso, claro, faz um enorme diferencial em qualquer campanha, por vezes definindo o vencedor em disputas apertadas.

Com isto em mente, somou neste início de fevereiro a quantidade de seguidores dos principais presidenciáveis do Brasil nas duas principais redes. E chegou ao gráfico abaixo:

Ou seja… Se de fato rede social for um fator importante nas próximas eleições, e é claro que isso tende a fazer cada vez mais diferença, Aécio Neves e Jair Bolsonaro partiriam favoritos na disputa por uma vaga no segundo turno. Cabe menção, claro, a Marina Silva, a candidata que consegue dosar melhor a presença tanto no Twitter, como no Facebook. Lula e Serra chamam atenção no sentido oposto: enquanto estão muito presentes em uma rede, praticamente desaparecem na outra.

Fica a dúvida, contudo, se este fator será tão importante no Brasil de 2018 como foi nos Estados Unidos de 2016.

Ciro Gomes quer reprisar a estratégia de Lula em 2002, e ela envolve um vice ligado ao PMDB

Ciro Gomes quer para si o voto da esquerda. Normal. Com o petismo em frangalhos, são alguns milhões de eleitores sem um voto certo para as próximas eleições. Para tanto, o pedetista quer reprisar a estratégia explorado por Lula em 2002: mesmo sendo um candidato de um segmento político ligado ao sindicalismo, teria como vice um empresário.

(De forma oblíqua, a mesma estratégia foi explorada por Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Michel Temer, por mais que não fosse um empresário, era alguém da confiança da FIESP. E deu no que deu.)

Lula teve José Alencar como vice em 2002 e 2006. Ciro quer o filho dele, Josué Gomes da Silva, que herdou-lhe a coteminas.

Problema? Josué pertence aos quadro do PMDB e apoia o governo Temer.

Que a esquerda, ao menos desta vez, preste atenção no vice que receberá o voto dela.

Autor do impeachment de Dilma lembra a Lula: nenhum réu pode assumir a Presidência do Brasil

No momento em que o Congresso aceita um pedido de impeachment de um presidente da República, ele se torna réu. E, por ser réu, precisa ser afastado do cargo. Assim se deu com Fernando Collor e Dilma Rousseff.

Foi diante desta sequência lógica que o STF decidiu que Eduardo Cunha e Renan Calheiros, por serem réus, não poderiam estar na linha sucessória da Presidência da República.

Resta, então, a questão: se um réu não pode assumir a Presidência da República, ele pode ser eleito presidente da República? Miguel Reale Júnior, que teve participação fundamental em ambos os impedimentos já citados aqui, foi bem claro ao dizer: não.

“Ele nem pode porque ele é réu. Se réu não pode estar na linha de sucessão da Presidência da República, como é que ele, réu, será candidato? Se for eleito, pode assumir? Essa é a pergunta.”

É uma questão pertinente. A Ficha Limpa impede que condenados se candidatem, mas não impede que réus participem do processo. Um réu eleito poderia assumir a presidência da República? A lógica diz que não.

Mas o STF adora um casuísmo. Todo cuidado continua sendo pouco.

Reclame Aqui lança extenção para Chrome que delata a “ficha suja” de políticos

Quem lê tanta notícia? É tanta informação que hoje é difícil separar o joio do trigo. Mas o Reclame Aqui, que fez fama na web ao defender os interesses do consumidor, parece disposto a defender também o do eleitor. E lançou uma extensão para navegadores cujo objetivo é alertar os navegantes se o político citado em qualquer texto tem um currículo limpo ou não.

Trata-se da Vigie Aqui. Ao visitar qualquer link, se houver algum político com passado sujo sendo citado, o nome dele será grifado em roxo, e uma janela salta ao passar o mouse por cima. Dentro da janela, as informações com os problemas que atingem o ficha suja.

As próximas eleições ainda estão longe. Mas muito se fala na antecipação delas. E pode ser uma alternativa bem útil.

Eles prometem atualizar o conteúdo da ferramenta mensalmente. Se for pouco, basta continua ligado no Implicante, atualizado diariamente.

Para instalar a extensão, basta clicar aqui.

Se o Datafolha acertasse com tanta antecedência, Serra já teria presidido o Brasil 2 vezes

Em dezembro de 2012, quase dois anos antes da eleição, o Datafolha perguntou ao brasileiro em quem eles pretendiam votar em 2014 para presidente da República. Por aquele levantamento, com 57% das intenções de voto, Dilma Rousseff seria reeleita em primeiro turno. E Aécio Neves ficaria atrás de Marina Silva, com apenas 14% dos votos.

O que aconteceria na verdade: Dilma iria para o segundo turno com apenas 41,5% dos votos válidos contra Aécio Neves, que recebeu 33,5% dos votos.

Levantamento semelhante foi feito em 2008, dois anos antes da eleição de 2010. E mostrou José Serra também vitorioso em primeiro turno, com 41%, ou 4% a mais do que a soma de todos os seus adversários. Ciro Gomes era o segundo nome mais forte. Dilma Rousseff, que findaria eleita no segundo turno, na quarta posição, tinha menos votos do que Heloísa Helena.

Sobre a eleição de 2006, o Datafolha tem um levantamento feito ainda em dezembro de 2005, menos de um ano antes. Nele, José Serra, que nem saiu candidato a presidente, venceria em primeiro turno.

A população se assustou com o Datafolha recentemente apontando Lula e Marina Silva como as duas maiores forças na eleição de 2018. Mas muita água ainda vai rolar.

Com rejeição recorde de Temer, o PSDB pode colaborar com o governo sem medo de 2018

O Datafolha não conseguiu na véspera antever o resultado da eleição para prefeito de São Paulo, conseguirá antecipar em dois anos o vencedor da eleição presidencial de 2018? Dificilmente. Mas há algumas informações relevantes no levantamento. E elas não são nada boas para Michel Temer, ainda que possam ajudar o governo dele.

Porque a rejeição do presidente da República disparou. Antes empatado com Aécio Neves na casa dos 30%, agora supera Lula nos 45%, próximo do limite que marketeiros costumam assumir como inelegível – mas que Donald Trump mostrou ser possível trabalhá-lo.

Isso comprova que esgotou-se o prazo dado pelo brasileiro para que Temer mostrasse resultado. Ele até veio, com o controle da inflação, o que já é um primeiro passo. Mas o mau comportamento em Brasília acabou com o que havia da paciência. E praticamente excluiu o peemedebista dessa disputa.

E como isso pode ser bom ao governo dele? Pode tranquilizar o PSDB, um partido sempre interessado em voltar a presidir o Brasil, e que via em Temer um risco considerável de reeleição, ou ainda de feitura de um sucessor.

Isso parece cada vez mais distante. Desta forma, a situação pode se unir e atingir mais firmemente os resultados tão almejados.

A conferir.