Informações do Google sobre email podem complicar de vez as coisas para Dilma Rousseff

O momento mais delicado de Dilma Rousseff em meio a todas as investigações e denúncias da Lava Jato foi, sem dúvida alguma, o email que ela teria usado na Presidência da República. Isso porque, para além de mera acusação verbal, os marqueteiros João Santana e Monica Moura juntaram um documento.

Trata-se de uma Ata Notarial, autenticada em Cartório, confirmando a existência do email e também o conteúdo de uma mensagem salva no rascunho.

E por que isso é grave e sério? Porque, se realmente falam a verdade, o acesso à própria conta, por perícia relativamente simples, confirmará os IPs que a ela logaram – se aparecer algum do Palácio do Planalto, Dilma está em péssimos lençóis.

Agora, segundo informa o Expresso da Época, o Google está prestes a informar sobre isso (a conta é do Gmail, serviço da gigante da tecnologia), após pedido da PGR.

A situação é tão complicada que já circularam versões para “amenizar” as coisas – ela teria sim usado o email, mas não para alertar sobre a iminente prisão dos marqueteiros (se o tivesse feito, e de alguma forma ficasse comprovado, seria obstrução de justiça).

Aguardemos, portanto.

Lava Jato poderá recorrer ao Google para confirmar email atribuído a Dilma Rousseff

falamos aqui sobre a força da prova apresentada por Mônica Moura. Não se trata de um ‘print’ simples, feito em casa, mas sim de uma Ata Notarial, extraída em cartório. Mais ainda: ela tem as senhas do tal email e, com isso, é possível realizar perícia para constatar os registros de log.

E há um outro fator, hoje abordado pela Folha de SP: também será possível recorrer ao Google, que é dono do Gmail, para pedir os IPs que acessaram a conta. Desse modo, caso a marqueteira esteja falando a verdade, a coisa está bem complicada para Dilma Rousseff.

Não por acaso, amigos já estariam ventilando uma nova narrativa, segundo a qual ela poderia ter usado o sistema de comunicação, mas não para avisar sobre a prisão dos marqueteiros.

Amigos de Dilma Rousseff acreditam que ela possa ter usado email para falar com marqueteira

Segundo informa a colunista Monica Bergamo, da Folha de SP, amigos de Dilma Rousseff acreditam que ela possa mesmo ter usado um email ‘secreto’ para falar com a marqueteira Mônica Moura. Mas não apostam na possibilidade de que a ex-presidente tenha avisado sobre prisão.

Isso dá uma pista de que tese pode ser adotada.

Como o sistema registra todos os acessos, vai ficar impossível negar se houver uma perícia confirmando a alegação de Mônica. A saída, portanto, seria essa: dizer que usava o email, mas que não cometeu crime algum.

Resta saber se dará certo.

Lava Jato: a impressionante teoria sobre os números “2606” do email atribuído a Dilma

A marqueteira Mônica Moura, mulher de João Santana, revelou que havia um email pelo qual se comunicava com Dilma. E fez isso trazendo provas. O endereço seria 2606iolanda@gmail.com, e foi escolhido pela própria Dilma Rousseff.

Especulações dão conta de que Iolanda seria referência à esposa do ex-presidente Costa e Silva, que governou o Brasil em parte do regime militar. Não é certeza, obviamente. E ainda mais misterioso é o tal número. Seria uma data? Seria um endereço?

Pois é agora que entra a teoria do escritor Paulo Briguet, publicada no jornal Folha de Londrina. Vejam o trecho:

“Mas por que o número 2606? Como em todos os enredos policiais dignos de leitura, esse detalhe também possui um significado. Na madrugada de 26 de junho de 1968 (26.06), a VPR lançou um ataque contra o Quartel General do II Exército, no bairro do Ibirapuera, em São Paulo (…) Eram 4h30 da manhã. O soldado Mário Kozel Filho estava de guarda no instante em que uma caminhonete foi lançada contra as paredes do quartel, enquanto o motorista saltava do veículo em movimento. Os 20 quilos de dinamite que estavam no carro explodiram, causando destruição em um raio de 300 metros. Seis militares ficaram feridos. Kozel teve o corpo despedaçado e morte imediata”

Checamos e de fato Mario Kozel Filho foi assassinado pela VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) no dia 26/06/1968, durante o governo de Costa e Silva. E, sim, Dilma Rousseff era da VPR. Claro que pode ser apenas uma terrível coincidência, e o Implicante prefere acreditar nisso. A confirmação da tese exposta seria algo absurdo e além de qualquer limite razoável.

Aguardemos, pois, a explicação. O problema é que, para explicar-se, Dilma precisará primeiro admitir que de fato usava o email.

Marqueteira diz que foi avisada por Dilma Rousseff sobre a Lava Jato por “email fictício”

Segundo Monica Moura, que com seu marido João Santana realizou três campanhas presidenciais petistas, ela e Dilma Rousseff usavam um sistema engenhoso para manter contato: um email de pessoa fictícia, usado por ambas, em que as mensagens não eram enviadas.

Uma escrevia rascunho, a outra lia, apagava e assim por diante.

E teria sido dessa forma, ainda segundo a delatora, que foi avisada sobre a Operação Lava Jato. Resta saber, é claro, como isso será provado.

Em caso de ser verdade, resta inimaginável a quantidade de informação perdida para sempre.