Queima de fogos da Olimpíada findou num prejuízo de R$ 20 milhões para o Maracanã

E a Rio 2016 não para de render prejuízos ao Rio de Janeiro. Nem as queimas de fogos da abertura e encerramento do evento deram trégua. A cobertura do Maracanã havia sido preparada para resistir 35 anos. Mas o maquinário instalado para o show pirotécnico findou danificando a estrutura, reduzindo sua vida útil em 25 anos.

Com isso, uma reforma precisará ser feita para corrigir o problema. Custo? Prepara: R$ 20 milhões.

Segundo o Globo, a conta será paga pela empresa que assumir a gestão do estádio. Mas as leis de mercado dizem que, na verdade, esse custo será inteiramente repassado a quem frequentar o espaço.

Ou seja, o carioca.

Em homenagem à Chapecoense, escoceses fazem minuto de silêncio como o futebol nunca viu

Minutos de silêncio são gestos simbólicos. Porque nunca duram sessenta segundos. E, a depender do ambiente, nem silêncio há.

No futebol, eles são corriqueiros. Semanalmente ex-atletas, dirigentes ou mesmo árbitros são lembrados no inícios de partidas de futebol em decorrência de seus óbitos. Mas a homenagem finda ofuscada pelo barulho da torcida, que não costuma nem estar ciente do motivo de os jogadores aguardarem em silêncio alguns segundos antes do início do jogo.

Não no vídeo mais acima, registrado na Escócia. Ao acionar o player, há a sensação de não existir qualquer áudio. Com o volume no máximo, os fones de ouvido conseguem entregar alguns ruídos conhecidos. Em um estádio lotado, o respeito é tanto que foi possível perceber o barulho das câmeras fotográficas em ação. E por exatos 60 segundos.

Homenageavam as vítimas do acidente aéreo que atingiu o time da Chapecoense.

Uma ótima forma de ajudar a Chapecoense é tornando-se Sócio Torcedor

O mundo todo tem reservado belas homenagens ao time da Chapecoense, vitimado em meio a 71 pessoas que infelizmente se foram no trágico acidente aéreo na Colômbia. De acordo com o noticiário esportivo, os bons resultados recentes do clube nasceram de uma ótima gestão que se calcava na relação que mantinha com os sócios torcedores.

Nas redes sociais, alguns entusiastas da “Chape” dizem que a melhor forma de ajudar o clube nessa hora difícil é tornando-se sócio torcedor. E de fato a procura tem sido grande. Segundo o site da Chapecoense, foi criada uma modalidade bem simples para o brasileiro que quiser colaborar com o que puder.

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Em homenagem à Chapecoense, a Atlético Nacional talvez tenha feito o gol mais belo do ano

Quando tragédias do tipo atingem o esporte, e infelizmente o que aconteceu com a Chapecoense não é inédito, ainda que jamais tenha chegado a tamanha proporção, a prática manda a organização da competição abrir mão da disputa final e dividir o título entre os finalistas. Mas o Atlético Nacional, time que disputaria com o brasileiro a decisão da Copa Sul-Americana, tomou uma iniciativa gigantescamente bela.

Desde cedo, boatos corriam as redes sociais. Eles davam conta que os jogadores do clube queriam pedir à Conmebol para que o título da competição fosse concedido ao time visitante, que findou quase que inteiramente morto no desastre aéreo. Mas eles foram ainda maiores. Não só confirmaram o boato, como convocaram toda a torcida para vestir branco e comparecer no local do jogo para uma homenagem às vítimas.

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA começará no próximo 8 de dezembro. Como campeão da Copa Libertadores da América, o Atlético Nacional representará não só a Colômbia, mas a América do Sul.

Mais do que nunca, o Brasil terá para quem torcer.

Cuidado com a desinformação: o avião que caiu foi justamente o que a ANAC desautorizou

A tragédia envolvendo o time da Chapecoense, que teve grande parte do seu elenco e equipe técnica morto em acidente aéreo próximo ao aeroporto de Medellín, na Colômbia, além de uma comoção justificada, despertou uma busca por um culpado. E as atenções se voltaram não só à ANAC, mas a um funcionário que surge em matéria publicada no Globo Esporte, onde é dito que a agência não autorizou a equipe a viajar num voo fretado para a final da Copa Sul-Americana. Contudo, há bastante desinformação a respeito do ocorrido.

Porque a aeronave que caiu é justamente aquela que a ANAC teria desautorizado. O Bom Dia Brasil explicou há pouco ao vivo.

Pelas leis brasileiras, um voo fretado só pode decolar ou aterrissar no país caso a origem ou destino seja o mesmo país da empresa que fornece o serviço. Contudo, tratava-se de um avião boliviano que pegaria passageiros em São Paulo e os levaria até a Colômbia. Desta forma, a Chapecoense reprisou uma estratégia já utilizada antes na competição: utilizou um voo comercial até a Bolívia, e só lá entrou no voo fretado que havia contratado.

Ou seja… Não havia nada que a ANAC, ou mesmo o funcionário da agência, pudesse fazer para evitar essa tragédia.

Ana Paula “do Vôlei” falou mais verdades sobre Fidel Castro do que a maioria dos jornalistas

Apesar de ser uma estrela do esporte, Ana Paula Henkel tem uma atuação política bem firme nas redes sociais. Tanto que “Ana Paula do Vôlei” aproveitou a morte de Fidel Castro para destacar os absurdos que as adversárias cubanas enfrentavam na ditadura comunista.

A rivalidade das quadras não era refletida do lado de fora. E havia um clima de solidariedade para com as vítimas de Castro. Abaixo, segue um resumo publicado pela atleta nos últimos dias:

“[Estava] aqui lembrando as barbaridades que as cubanas nos contavam sobre Fidel. Uma delas? Ele ficava com 100% da premiação delas de todos os torneios.

Quantas vezes não levamos as cubanas para comprar pasta de dente, sabonete, shampoo, aspirina… E elas ainda tinham que esconder tudo para entrar em Cuba.

Ouvi de uma bicampeã olímpica cubana com muitos títulos mundiais: “Trocaria toda a minha glória esportiva por uma chance de viver feliz longe de Cuba.”

Ler que atletas gostavam de Fidel é balela. As cubanas nos contavam que tinham que falar bem dele, não havia escolha. Temiam por suas famílias. O sucesso no esporte era uma maneira de fugir da miséria cubana. Pediam asilo político quando podiam e quantas não fizeram com medo de represália com a família?”

O perfil dela vale ser seguido.

Sucesso britânico prova que o problema do esporte brasileiro não é falta de investimento

De acordo com levantamento do UOL, o Brasil investiu R$ 3,19 bilhões na preparação dos 465 atletas que representaram o país na Rio 2016. O Jornal Nacional converteu para reais o investimento britânico nos 366 esportistas enviados ao Rio de Janeiro: R$ 1,16 bilhão.

No entanto, enquanto o Brasil findou os trabalhos com 19 medalhas, a Grã-Bretanha se consolidou como potência olímpica, com 69, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O que leva a uma conclusão muito clara: o problema do esporte brasileiro não é a falta de investimento. É o uso que fazem da verba disponibilizada.

Não basta ter dinheiro. É preciso usá-lo bem.

Na Rio 2016, Brasil foi o país que mais ficou em último lugar, mas há uma boa explicação

O Wall Street Journal inverteu a lógica e criou um ranking que premia os últimos, penúltimos e antepenúltimos colocados respectivamente com medalhas de chumbo, lata e zinco. Cálculos feitos, o Brasil ficou na liderança isolada, com 45 pódios, sendo 21 deles no posto mais alto – ou seria “mais baixo”?

Na segunda colocação, a Australia, que foi sede olímpica em 2000 e conquistou na Rio 2016 dez medalhas a mais do que o país no quadro oficial.

Claro, tudo é uma enorme brincadeira. E que tende a punir anfitriões, afinal, mesmo não atingindo índices para competir em certas modalidades, são convidados a levar representantes sem qualquer tradição. Resultado? É extremamente comum que liderem o ranking de últimos colocados. Tanto que a Grã-Bretanha foi recordista em Londres, há 4 anos, e agora conseguiu superar a China, ficando atrás apenas dos Estados Unidos no quadro oficial, consolidando-se como potência olímpica.

Se o Brasil conseguir desempenho semelhante em 2020, cada chumbo desse terá valido muito a pena.

Não foi só no Brasil: uma em cada 10 medalhas da Rio 2016 foi entregue a atletas militares

Soa uma ótima ideia colocar a estrutura das Forças Armadas à disposição dos esportivas de nações sem grandes conflitos militares. E a esquerda brasileira nem pode reclamar, uma vez que, por aqui, o Programa de Atletas de Alto Rendimento foi lançado pelo governo Lula.

Os “atletas militares” do Brasil conquistaram 13 das 19 medalhas recebidas pelo país. Mas não foram os únicos. De um total de 974, a Rio 2016 entregou 99 medalhas a esportistas ligados às Forças Armadas das nações envolvidas. Se fossem de uma única delegação, só seriam superados no Quadro de Medalhas pelos Estados Unidos.

Os números comprovam que se trata de um fenômeno a ser melhor compreendido.

Saldo final: com 31% da delegação, atletas militares conquistaram 68% das medalhas do Brasil

Trata-se de um fenômeno que precisa ser estudado. A própria participação dos atletas patrocinados pelas Forças Armadas era boa: 145 representantes numa delegação com 465 membros. Mas os resultados conquistados foram ainda melhores. Com uma fatia de 31% dos esportivas, conquistaram 13 medalhas, ou 68% dos êxitos brasileiros. Não fossem por eles, o Brasil teria deixado a competição com apenas 2 dos 7 ouros recebidos.

A imprensa – com o perdão da redundância – esquerdista vem tentando minimizar os números, alega que não se tratam de militares “de verdade”, que apenas são explorados como propaganda militar… Mas os números deixam evidente que alguma coisa muito certa as Forças Armadas fizeram.

E de fato o programa de apoio soa bem bom, com salários de R$ 3.200 mil, assistência médica, alimentação, alojamento, recursos humanos e estrutura para treinamento. Se isso não faz diferença na vida de um esportista que tenta se profissionalizar, o que mais faria?