Jornalismo brasileiro promete lutar contra a disseminação de notícias falsas. Agora?!

Jornais empilhados.

Mais um jornal brasileiro anunciou em tom de festa que iniciará uma guerra contra o que a imprensa vem chamando de “fake news”. Ele promete “checar de discursos e anúncios de autoridades a boatos disseminados nas redes sociais“. E que agora a, digamos, “força-tarefa” vai “orientar todos os jornalistas da Redação a fazer checagens“.

Calma lá. Agora?!

Talvez a principal função do jornalista seja checar informações antes de ampliarem-na a um grande público. Ao tomar tal atitude, a imprensa não percebe a confissão feita à opinião pública: reverberava todo tipo de mentira vinda de autoridades, ou mesmo boatos, sem a devida checagem.

O leitor do Implicante conhece isso muito bem pois, há tempos, publica-se aqui desmentidos sobre notícias fajutas altamente reverberadas não por sites minúsculos e desconhecidos, mas por grandes veículos de comunicação em atividade há décadas.

As “fake news” nada mais são do que aquilo que a esquerda costumava chamar de “factóide”, uma desconfiança que não se justificava por nenhuma evidência real, mas apenas por um desejo de ter o que atacar.

Essa imprensa segue perdida. E, quanto mais fala, mais percebe-se o seu jogo.

Menor detido no RJ diz que roubou celular “por prazer”

A mãe dele é faxineira e, segundo ela, o garoto “tem tudo de que precisa“. E disse mais: “Quando vi a cena na TV, fiquei com vergonha. Bati nele assim que chegou em casa.” O menor de 16 anos confirmou a versão da mãe e acrescentou: “Eu roubei porque quis, por prazer.” Conforme reportagem do Globo, não há qualquer ideologia por trás do ato ou justificativa sociológica mais evidente. O próprio Z. relata ter ido à praia encontrar amigos e combinar uns roubos, mas deu o azar de ser preso.

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