Nenhuma surpresa: o acordo de paz com as FARC fez a produção de cocaína aumentar na Colômbia

Em 2016, mais uma vez a esquerda sul-americana propôs um referendo para validar suas ideias questionáveis, mais uma vez foi derrotado nas urnas, mais uma vez ignorou o resultado e levou o absurdo adiante. Já havia acontecido com o estatuto do desarmamento no Brasil, com o terceiro mandato presidencial na Venezuela, mas a vítima da vez foi o povo colombiano, que não quis saber de acordo de paz com as FARC, mas o engoliu mesmo assim.

O resultado? O próprio governo colombiano reconheceu na ONU: a produção de cocaína aumentou. Nas palavras da chanceler María Angela Holguín, “trabalhadores rurais e cultivadores de coca, vendo os benefícios que teriam pela substituição de cultivos na etapa do pós-conflito, aumentaram a plantação e a área”.

Não é surpresa para ninguém. A não ser para o cinismo da esquerda – e da imprensa – que via no “acordo de paz” uma forma de conter o avanço no narcotráfico.

Pelo visto, nem tão cedo a Colômbia viverá em paz.

Por 20 anos, a Odebrecht pagou milhões de dólares a grupo terrorista da esquerda colombiana

As FARC são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Com elas, não há meio termo: fazem uso do terrorismo para tentar implementar o socialismo em território colombiano. A inspiração é assumidamente marxista-leninista. Teriam por volta de 8 mil combatentes e, no intervalo de dez anos, sequestraram 6 mil alvos políticos, mantidos em cativeiro na selva amazônica.

Pois bem… Por duas décadas, a Odebrecht pagou uma mensalidade às FARC. Coisa gorda, entre 50 mil e 100 mil dólares. Tudo isso para poder atuar na região controlada pelos guerrilheiros. No melhor cenário, isso daria por volta dos 12 milhões de dólares. No pior, o dobro, algo perto dos R$ 70 milhões – na cotação atual.

Os fatos já são de conhecimento da operação Lava Jato, pois foram confessados pela empreiteira aos investigadores.

Nobel erra o alvo de novo e premia fracasso de plano de paz negociado em Cuba pela Colômbia

29.10.2010 - El Presidente de Colombia Juan Manuel Santos llega a Buenos Aires para el funeral de Nestor Kirchner. Foto: Agência Brasil.

O Prêmio Nobel da Paz foi entregue a Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, pelo acordo de paz negociado em Cuba com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Além de anistia para os guerrilheiros, o texto transformaria as FARC em partido político. O problema? Dias antes, o povo colombiano, que viu 260 mil dos seus morrerem meio século de guerra civil, com 45 mil desaparecidos e 7 milhões de deslocados, não achou a ideia boa. E rejeitou o tratado em referendo, ainda que por margem apertada: 50,21% a 49,78%.

A imprensa – com o perdão da redundância – esquerdista lamentou o desperdício de mais uma oportunidade de dar sobrevida política a terroristas, mais ou menos como ocorrera com esquerdistas no Brasil. O Prêmio Nobel, contudo, desperdiçou mais uma oportunidade de evitar um vexame.

Em 2009, o agraciado foi Barack Obama ainda em início de mandato. Motivo: “esforços extraordinários com o objetivo de reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos“. O gráfico abaixo mostra no que resultou a iniciativa do presidente democrata. O Implicante fez um risco vermelho “sangue” no momento em que o presidente dos Estados Unidos recebe o Nobel da Paz:

obama

Um antigo provérbio latino diz: “si vis pacem, para bellum“. Em português, seria algo como “se quer paz, prepare-se para a guerra”. Melhor do que ninguém, a América Latina deveria saber disso.