CURIOSIDADE: a turma “Fora, Temer” desapareceu durante o julgamento da chapa no TSE

Não formavam exatamente multidões, é verdade, mas ainda assim foram às ruas. Roupas vermelhas, balões de sindicato, carros de som, gritos em favor de determinados corruptos e gritos contra outros tantos, aquele sanduíche porque ninguém é de ferro, mais gritos e afins… Até que FINALMENTE Michel Temer tem uma chance real de cair.

O julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral seria a chance de fazer valer o brado retumbante. Mas sumiram. Todos. Ninguém nas ruas. Hora de devolver a provocação “não estou vendo ninguém batendo panela” em versão “não estou vendo ninguém comendo mortadela”.

Claro que não é por acaso. Como já falamos aqui e aqui, a condenação de Temer seria uma catástrofe para a narrativa. Simplesmente demoliria qualquer mísera tentativa de falar em “golpe” e, para piorar, não garantiria a volta do partido amado ao poder.

No fim das contas, o “Fora, Temer” é meramente cenográfico.

Análise: novos fatos mudam as apostas e agora o mais provável é que Michel Temer não caia

13/07/2017- Brasília – DF, Brasil- Cerimônia de Sanção da Lei de Modernização Trabalhista.

Antes dada como certa, a saída de Michel Temer ganhou novamente o status de incerteza. Mais ainda, considerando os últimos sinais, o provável é que fique. Desse modo, ao menos até que algum fato mude tudo, o quadro está assim:

TSE

Era a aposta mais certa, porém aparentemente fez água. Isso porque, segundo informa a Coluna do Estadão, a chance mais alta hoje é de que ocorra pedido de vistas. E tal medida adiaria o processo a ponto de tornar-se inviável apostar na tal “saída honrosa”.

Rocha Loures

Outro ponto fraco, o parlamentar acusado no caso JBS poderia fazer delação premiada, porém tal risco agora caiu muito, diante da contratação de novo advogado tradicionalmente contrário a acordos do tipo. A queda de Serraglio do Ministério da Justiça, somada ao fato de recusar outro cargo no governo, complica um pouco a coisa, já que Rocha Loures perderia o mandato e, também, o foro privilegiado. A saída para Temer, nesse caso, é nomear outros dos três deputados federais eleitos pelo PMDB do PR (o partido não se coligou na eleição proporcional).

Impeachment/Renúncia

A primeira opção é impossível diante da base no Congresso. Quanto à outra, as manifestações são reiteradas no sentido contrário. Hoje mesmo houve uma, a empresários. Desse modo, para manter-se e garantir a segurança do apoio dos que ameaçam deixar a base, o caminho mais provável é algum dos deputados federais do PMDB paranaense ser indicado a algum cargo.

Protestos

Para completar o quadro, as manifestações recentes anti-Temer ficaram muito aquém das expectativas. No caso de Dilma Rousseff, milhões foram às ruas; agora, mesmo com artistas fazendo shows em público, a coisa não chega a 10%.

Assim

Por ora, esse é o quadro. Repita-se: POR ORA.

“Fora, Temer” ou “Fica, Temer”? Reunimos os oito principais argumentos de cada lado

Em primeiro lugar, os argumentos estão sob a perspectiva da “direita” – aspas fundamentais para evitar ainda mais briga. A ideia aqui, enfim, é mostrar os principais argumentos de cada um dos lados, o “fica” e o “fora”, usados pro aqueles que, de modo bem genérico, identificam-se nas redes com direitistas ou anti-esquerdistas.

Ok? Ok. Então vamos a eles:

Fora, Temer
– Nenhuma estratégia política deve superar as convicções morais;
– Não se deve atenuar quando se trata de crimes ou “mal feitos” cometidos por políticos, independentemente do lado;
– Se fosse com Dilma Rousseff, não haveria qualquer tolerância diante dos fatos, é preciso portanto manter a coerência;
– Temer não respondeu suficientemente as questões principais;
– Mesmo editado, o áudio e as demais evidências continuam terríveis;
– A permanência de Temer é um risco à Lava Jato;
– Punição branda ao donos da JBS não invalida os atos de Temer;
– Renúncia seria um ato de grandeza que Dilma não teve;

Fica, Temer
– Se ele sair, as Reformas estariam comprometidas e o país voltaria ao buraco;
– Com acusações mais graves, políticos adversários não foram investigados;
– O áudio foi editado e não valeria como prova;
– Há risco de um governo de esquerda assumir, prejudicando questões essenciais;
– A Lava Jato não está ameaçada, tanto que continuou sob o governo atual;
– Tudo aconteceu muito rapidamente e parece estranho, soando mais como uma armação do que fato concreto;
– Aderia ao “Fora, Temer”, hoje, é fazer o jogo do PT e da esquerda;
– Não faz sentido afastar alguém por responder um inquérito sob o risco de, em seu lugar, colocar uma pessoa que seja ré em cinco processos

De nossa parte

Até agora, diante de tudo, mantemos a opinião de que o melhor ao país seria a renúncia de Temer. Não há número de parlamentares que garanta o impeachment, nem mesmo tempo hábil. Para além disso, seria definitivamente algo pra lá de traumático mais um processo do tipo. Porém, isso em nada atenua a gravidade da situação.

O menos pior, a esta altura, seria a renúncia, seguida de eleições indiretas, com foco nas reformas.

“Fora, Temer”? Não para Lula. Confira o vídeo em que ele adere ao “Fica, Temer”

O “argumento” de que o eleitor não votou em Michel Temer é tão ridículo e estapafúrdio que nunca parou em pé, mas isso não impediu que fosse usado – e até hoje seja repetido para endossar o “Fora, Temer”.

Pois jogaram um balde de água fria na turma. Confiram o vídeo a seguir, extraído da entrevista concedida por Lula a uma rádio de Fortaleza:

“A Dilma foi eleita democraticamente… o Temer foi eleito junto com ela… (…) tentar a essa altura cassar…”

Vejam só, é ele quem está dizendo. Será que agora vão mudar o disco? Claro que não. Porque nunca deixam que fatos atrapalhem narrativas.

Enfim, Lula se refere à ação proposta no TSE, pelo PSDB, de cassação da chapa Dilma-Temer. Essa é a única e efetiva forma de haver um “Fora, Temer”. Então os petistas apoiam essa ação, não é mesmo? Claro que não. São contra.

Porque, se de um lado tiraria o presidente, de outro comprovaria que a eleição de 2014 não seguiu as regras e, desse modo, o “eleita democraticamente” cai por terra.

Primeiro a “narrativa”, depois o resto. Sempre.

Sete maneiras um tanto questionáveis de manifestar o “Fora, Temer”

Sim, claro que o “Fora, Temer” é legítimo. Assim como foi o “Fora, Dilma” e, claro, quem quiser que ocupe as ruas e exerça seus direitos democráticos. Mas parece que um pessoal anda fazendo isso de maneiras, vamos dizer, um tanto controversas.

A seguir, uma breve lista, com sete formas UM TANTO INUSITADAS:

Vomitaço

ft_vomitaco

Sim, sim, um “vomitaço”. A militância anti-Temer resolveu colocar o emoticon do vômito nos comentários da postagem. O resultado foi o que todos imaginaram: nenhum.

Starbucks

ft_starbucks

Pessoas engajadas pelo bem-estar do povo oprimido tiveram essa bela ideia. Pedem um café de 30 reais e, em vez do nome, mandam o funcionário, este sim provavelmente bem menos abonado de grana, escreverem seus nomes como se fossem “Fora, Temer”. Crítica social da pesada, né?

Alpargatas

ft_alpargatas

E não vá pensando que são baratinhas, pois mesmo os revolucionários têm boletos para pagar.

Corte de Cabelo

ft_cabelo

Quando a arte capilar se alia ao ativismo político, claro que o resultado é sempre positivo.

Menstruação

ft_menstruacao

A ciência ainda precisa esclarecer qual a forte ligação entre a mente revolucionária e o sangue menstrual. Qualquer motivo eles já aproveitam para passar um sanguinho na cara, escrever alguma coisa etc. Mas dessa vez parece que deu ruim.

Bundaço

ft_bundaco

Sim, é isso mesmo. Mostram a bunda contra o sistema, ou algo assim. Considerando que Temer ainda não caiu, talvez seja necessário mostrar a região lombar com mais vigor.

Surubaço

ft_surubaco

Parece ser brincadeira tirando sarro. O curioso é que justamente por isso não dá para saber se é verdade. Nunca saberemos (nunca mesmo, pois se você foi, por favor, não nos conte).

Pois é…

Não por acaso, criaram um evento nitidamente humorístico para brincar com essas ondas todas, a SUPER CIRANDA CONTRA TEMER, e muita gente achou que fosse algo sério.

Não dá para culpar quem acreditou.

ps – pegamos essa maravilhosa lista, acrescentando nossos comentários, no sempre muito recomendável blog Não Salvo.

Protesto contra Temer em site do governo foi feito por dois servidores terceirizados

O site do Ministério da Saúde amanheceu o 27 de setembro com dois discretos protestos na agenda de Ricardo Bastos, titular da pasta. Um dos compromisso citava a renúncia de Michel Temer. No outro, chamava a base do governo de “aliada do golpe”. Teria sido hackers que conseguiram romper a segurança do governo federal? Não. Apenas dois servidores terceirizados que prestavam serviços ao próprio Ministério da Saúde. Em outras palavras, dois petistas que continuavam recebendo dinheiro público mesmo no governo que consideram “golpista”.

A dupla foi identificada e será afastada de suas funções. Ou seja… Menos dois petistas bancados pelo suor do trabalhador brasileiro.

Melhor assim. Mas ainda não é o suficiente. O Implicante sabe que muitos outros casos semelhantes ainda ocorrerão antes de a faxina ser finalizada.

Disseram que a manifestação pró-PT seria maior neste domingo e novamente fracassaram

No dia 04/09, petistas conseguiram reunir gente na rua a ponto de acreditar que talvez tivessem afinal de contas convencido um contingente razoável da população. Claro que deu tudo errado e era, pra variar, mania de grandeza da rapaziada.

O ato convocado para o dia 07, sobre o qual prometeram um número maior de pessoas, foi um fiasco completo; e, se não fosse a Marcha dos Excluídos, a coisa teria sido literalmente vazia. Mas havia a esperança deste domingo, para o qual também garantiram mais gente.

Artistas fazendo convocação, perfis oficiais de organizações ligadas ao PT, entre tantos outros. E houve o que bem soubemos: número risível. De novo, quase ninguém. O protesto foi muito menor que o evento do domingo anterior e RIDICULAMENTE VAZIO perto do “Fora, Dilma”.

Sim, eles perderam as ruas. Exceto algum fato novo muito inusitado, não conseguirão repetir aquele fato surpreendente do dia 04 (a rigor, nem havia tanta gente assim, bem sabemos, mas para níveis petistas, e considerando a atual rejeição extrema do partido, foi quase uma façanha). Também já chamamos atenção algumas vezes sobre o MISTÉRIO de terem acabado com as contagens (e a importância dos números) assim que o PT virou oposição e passou a organizar protestos (já notaram isso?).

Podemos especular diversas razões. A primeira, histórica, diz respeito à docilidade de movimentos até então combativos, que com o petismo no poder trataram de baixar a guarda e não mais supostamente defender determinada categoria, mas sim o partido (e o governo). Convenhamos, com 13 anos de chapa branquismo não há quem resista.

Mas há um motivo essencial: eles simplesmente perderam a “narrativa”. As pessoas não querem mais saber deles. Simples assim. E ótimo assim.

Por que o Datafolha não está contando o público do “Fora, Temer”?

É estranho, muito estranho. Durante o processo de impeachment, o Datafolha ficou famoso por jogar baldes de água fria nos organizadores dos protestos na Paulista ao apresentar no final do dia números minguados em relação aos calculados pela PM. Sempre que a contagem policial falava em milhão, a do instituto do grupo Folha falava em milhares.

Contudo, com a região seguidamente tomada por petistas pedindo a queda do governo Temer, o Datafolha calou-se. A cobertura dos atos tem sido feita com o jornalismo utilizando os números dos organizadores, que sempre puxam para cima, muito para cima.

Segundo estes organizadores, 60 mil petistas “lotaram” a Paulista em 11 de setembro com o “Fora, Temer”. O último “Fora, Dilma”, realizado em 13 de março de 2016, reuniu 1,4 milhão de brasileiros. Um número 23 vezes maior.

Olha quem defende uma ditadura que matou milhões de pessoas. A imprensa ficará quieta?

A expressiva maioria dos formadores de opinião nos grandes veículos não é apenas omissa – ou mesmo encorajadora – da tática “blackbloc”. Eles também costumam ficar calados – ou aplaudir em silêncio – as manifestações pró-ditadura da rapaziada vermelha. Isso porque, claro, eles defendem os regimes genocidas socialistas.

E, sim, genocida. A União Soviética, defendida a ponto de empunharem bandeiras, matou milhões e milhões de pessoas. Num único episódio, o Holodomor (ou “fome genocídio”), milhões de ucranianos foram mortos PELA FOME.

Um grupo empunhando essa bandeira, bizarramente pedindo “eleições diretas”, seria motivo bastante para um sem-número de reportagens desmascarando a total falta de democracia e, mais ainda, o disparate de defenderem um regime que matou mais que o nazismo (sim, bem mais).

Mas, não. Optam pelo silêncio. E isso diz mais sobre a mídia do que sobre essa molecada babaquara e massa-de-manobra de partido político.

Definitivamente, é uma guerra cultural sobretudo fundada na comunicação, nas táticas de narrativa etc. E, também definitivamente, é preciso que tenhamos mais e mais força para esse combate de informação.

Temos a desvantagem da estrutura e do apoio dos demais setores igualmente influenciados, mas ao mesmo tempo temos a vantagem da verdade e a de não desistir.

Manifestantes pró-PT prometeram um 7/9 “maior”, mas foi um completo fiasco

No dia 04/09, como se sabe, houve uma manifestação expressiva em favor do PT, com direito a adesivos exigindo a prisão de Sérgio Moro. Considerando a atual má-fase da turma, até que apareceram algumas pessoas, embora a manifestação “Fora, Dilma” tenha sido QUATORZE VEZES MAIOR.

Mas aí se empolgaram e resolveram marcar uma nova, para o dia 07/09. Mais que isso: prometeram que SERIA MAIOR. E assim foi a militância online, dizendo que as ruas estariam lotadas, que a adesão seria maciça e… Bom, também todo mundo sabe o que de fato houve.

Não foi ninguém. Fiasco total.

Para não ser um W.O. quase completo, tiveram a sorte de a data coincidir com a “Marcha dos Excluídos”, de modo que ao todo conseguiram somar cerca de 200 pessoas. A imagem da Globonews é irrecorrível quanto ao esvaziamento.

manifestacao-maior-2

PORÉM, vejam só, a imprensa simplesmente não comenta esse fracasso. Nada. Nem um “a”. É como se não tivesse rolado um fiasco retumbante.

Antes, vocês também sabem muito bem, eles faziam troça quando uma manifestação de 400 mil pessoas sucedia outra de 700 mil. Diziam que o movimento havia “enfraquecido”.

Agora, o partido convoca OFICIALMENTE, ninguém aparece e o assunto SOME da mídia. O desaparecimento só não foi completo porque restou a eles falar das vaias a Michel Temer na abertura da Paralimpíada.

O fiasco do protesto marcado, e que prometeram ser maior, DESAPARECEU dos comentários e das análises políticas.

Mas nós estamos aqui para lembrar a todos desse fracasso.