Brasileiros confiam (muito) mais nas Forças Armadas do que na imprensa, aponta Datafolha

De quando em vez, o Datafolha realiza levantamentos sobre a confiança dos brasileiros nas instituições. Congresso Nacional, Presidência da República e partidos políticos, invariavelmente, são alvo das maiores rejeições, com percentual baixíssimo de confiança. E isso se repetiu na pesquisa divulgada neste domingo pela Folha de SP.

Mas há um dado que merece ser mencionado. A segunda colocada, imprensa, atinge números bem inferiores ao da instituição líder da confiança dos brasileiros: as Forças Armadas.

Elaboramos dois gráficos com os dados fornecidos. Primeiro as legendas, depois a “pontuação” das FFAA e da velha mídia:

Entre os que “confiam muito”, as Forças Armadas alcançam quase o dobro da imprensa – e esta, por sua vez, tem quase o dobro entre os que não confiam. É uma disparidade imensa.

Nosso palpite: os ataques constantes da esquerda aos militares faz com que essa distância cada vez aumente mais. Porém, a bolha ideológica esquerdista não enxerga nem mesmo essa obviedade.

Indignação seletiva do PT: Dilma Rousseff convocou o Exército em protesto anti-privatização

O Decreto assinado por Michel Temer, autorizando as Forças Armadas a garantirem a ordem, foi recebido pela esquerda, especialmente pelos petistas, como um absurdo. Bobagem, claro. Brasília estava sob ataque, e ataque de natureza terrorista, com direito a prédios incendiados, o que coloca sob risco a vida de inocentes.

Tal medida, por óbvio, segue a Constituição Federal. Mas, mais que isso, Dilma Rousseff também já lançou mão do expediente.

Pois é.

Em outubro de 2013, ocorreu o leilão do Campo de Libra, do pré-sal. Sim, privatização. E Dilma assinou Decreto nos mesmos termos de Michel Temer, a fim de garantir a lei e a ordem. Claro que a esquerda agora ignora isso, sobretudo os petistas. O Exército de fato ocupou áreas por lá.

Na foto do post, que pegamos desta página com várias outras imagens, soldados do Exército protegem o luxuoso hotel Windsor, na Barra da Tijuca. E houve confronto com a Força Nacional, conforme fotos a seguir, também da mesma página:

National Force soldiers fire rubber bullets during clashes with demonstrators near Hotel Windsor, where the auction for Libra offshore oilfield will take place, in Rio de Janeiro October 21, 2013. Brazil geared up on Monday to sell production rights to Libra, its largest-ever oil discovery, in a landmark auction that sparked widespread nationalist protests even though most of the world's premier energy companies opted to stay away. REUTERS/Sergio Moraes (BRAZIL - Tags: ENERGY POLITICS)

Activists clash with security forces in front of the hotel where Brazil's National Petroleum Agency (ANP) will auction drilling rights to one of the world's largest offshore oil discoveries, in Barra de Tijuca, Rio de Janeiro, Brazil on October 21, 2013. Bidding on the coveted Libra oil field - which contains an estimated eight to 12 billion barrels of recoverable crude - opens Monday with 11 firms vying for a share of production. AFP PHOTO/CHRISTOPHE SIMON

Mas estamos aqui para lembrar.

Análise: o povo é mesmo contra convocar o Exército para conter o vandalismo generalizado?

O tom dos “especialistas” é único. Para eles, praticamente sem exceção, a convocação das Forças Armadas, ontem, não foi apenas um erro técnico, mas também político. A base? Pois é, até agora não apresentaram pesquisas. E seria interessantíssimo um levantamento, sem viés, questionando o que de fato pensa o povo.

Como palpitam de um lado, palpitemos do outro.

Ontem, em Brasília, não houve “manifestações”, mas sim atos terroristas. E não há outro nome para qualificar o incêndio intencional de um prédio, colocando inocentes em risco. Sem falar na quebradeira, nos ataques, nas bombas. Soma-se a isso tudo um fato óbvio: é área de Segurança Nacional.

Diante do caos – e o havia! -, foi necessária a convocação para restabelecer a ordem, tudo realizado dentro dos ditames constitucionais. A explicação técnica é essa. Passemos à política.

Será mesmo que o povo foi contra? Será mesmo que o povo não aceita isso? É razoável supor que tal premissa esteja equivocada. Explicação simples: o povo está com medo da violência e cada vez mais acuado pela criminalidade. Sim, sim, atear fogo em um imóvel é crime e, com exceção da esquerda, qualquer um vê dessa forma.

Fica o desafio, não por picuinha ou para mostrar que lado estava “certo”, mas sim perguntar, DE FORMA HONESTA, DIRETA E SEM VIÉS, sobre o que as pessoas acham do Exército ser usado contra tumultos desse tipo.

Mais: acrescentem a pergunta sobre a criminalidade em geral.

General diz que Exército foi sondado para decretar Estado de Defesa na época do impeachment

Muitos consideram exagerada a comparação do Brasil à Venezuela, algo mais frequente durante as gestões petistas. Os detratores da tese avaliam que, apesar da proximidade intelectual e até amistosa entre o PT e os líderes chavistas, as estruturas nacionais são incomparáveis.

Um novo fato, porém, suscita novos debates nesse sentido.

Segundo o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas (foto), conforme noticiado pela revista Veja nesta semana, políticos de esquerda sondaram parlamentares ligados às Forças Armadas para que fossem sondadas acerca do decreto de Estado de Defesa, no qual atuariam contra protestos e manifestações.

Desse modo, a depender da esquerda, estaríamos agora sob uma ditadura, mais ou menos nos moldes das Venezuela.

E escapamos disso graças às Forças Armadas.

Contra a vontade do exército, Dilma encomendou R$ 4 bilhões em armas russas; Temer cancelou

Em 2012, contra a vontade das forças armadas, Dilma Rousseff encomendou US$ 1,3 bilhão em armamento russo. Na cotação atual, a farra com o dinheiro público sairia acima dos R$ 4 bilhões. Segundo Estadão, o pedido incluía “três baterias, mais suprimentos, do sistema de defesa antiaérea Pantsir-1“.

Só em contrariar a vontade dos comando militares brasileiros já torna a decisão absurda. Nascer após uma reunião com Vladimir Putin deixa tudo muito suspeito. Uma compra dessa magnitude na crise atual seria uma insanidade.

Pois bem… O governo Temer tinha poderes para evitar ao menos este último. E assim o fez. Cancelou as negociações.

Que todo este volume de dinheiro ganhe vida mais útil.

Para desespero da esquerda, as forças armadas foram ovacionadas nas ruas do Espírito Santo

Em seus atos políticos, a esquerda vem se acostumando a cantar que quer “o fim da polícia militar“. Infelizmente, no último 6 de fevereiro, o Espírito Santo experimentou na pele essa ideia estúpida. E pagou caro – com muito sangue – a ausência da PM em suas ruas. Saques, arrastões, assaltos, assassinatos e até mesmo execuções de inocentes, todo esse caos foi filmado e jogado nas redes sociais.

O socorro federal foi requisitado para conter a onde de violência. Foi quando as forças armadas entraram em campo. E, para desespero dos esquerdistas, os soldados foram ovacionados pela população local.

https://twitter.com/carlosjansenc/status/828720882474446852

Infelizmente, percebe-se pelas imagens, tratava-se de um efetivo pequeno. Espera-se, contudo, que já seja o suficiente para impôr alguma ordem ao caos instaurado.

O Implicante sinceramente torce para que outras medidas do tipo não precisem ser tomadas nos demais estados.

Como 61 geladeiras entraram escondidas num presídio? Com muita corrupção

Foto: Rennett Stowe

Em resposta à crise enfrentada no sistema carcerário brasileiro, Michel Temer ordenou que as forças armadas fizessem uma revista mais severa nos presídios mais problemáticos. A primeira varredura se deu em Roraima, na penitenciária em que 33 presidiários foram chacinados no início de 2017. E os números seguem impressionando.

Foram encontrados 6 torradeiras, 9 liquidificadores, 12 aparelhos DVD, 23 fogões, 31 aparelhos de televisão, 56 celulares e, acreditem, 61 geladeiras. Sim, também foram encontradas drogas e armas, além de pólvora e até botijões de gás.

Como foi possível passar toda essa parafernália pela segurança do presídio? Não tenha dúvida: com muita corrupção.

O problema do sistema carcerário não é a superpopulação, nem prisão em excesso, como alega a esquerda. É meramente ético.

General do exército assinou no Estadão um artigo assustador sobre intervenção militar

Rômulo Bini Pereira é descrito no Estadão como General de exército e ex-chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa. Neste 15 de dezembro, ele assina no jornal artigo intitulado “Alertar é preciso! (2)“.

A notícia boa é que Pereira tem uma visão muito realista da situação. Eles faz severas e justas críticas aos três poderes. E pergunta se o segundo artigo da Constituição ainda “está em vigor ou é um princípio fundamental inócuo?” Trata-se do artigo que define: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário“.

A ruim é que de fato ele não descarta a possibilidade de as Forças Armadas intervirem nos rumos políticos do país. O Implicante toma a liberdade de reproduzir os dois últimos parágrafos:

É nesse cenário de ‘desgraças’ que as instituições maiores e seus integrantes deverão ter a noção, a consciência e a sensibilidade de que o País poderá ingressar numa situação de ingovernabilidade, que não atenderá mais aos anseios e às expectativas da sociedade, tornando inexequível o regime democrático vigente. O aludido brejo é significativo. É um caso, portanto, a se pensar.

Desse modo, se o clamor popular alcançar relevância, as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições. Elas serão a última trincheira defensiva desta temível e indesejável ‘ida para o brejo’. Não é apologia ou invencionice. Por isso, repito: alertar é preciso.”

O Implicante não quer acreditar que isso seja possível.

Pesquisa da FGV: brasileiros confiam mais nas Forças Armadas e menos nos partidos políticos

Em quem os brasileiros confiam mais? A Fundação Getúlio Vargas, por meio de sua Escola de Direito, realizou pesquisa para apurar a confiança nas instituições brasileiras e o resultado pode causar algumas surpresas – ou reiterar certezas e intuições.

As Forças Armadas lideram, com 59% de confiança. Logo depois, a Igreja Católica, com 57%. E então vem a imprensa escrita (37%), o MP (36%) e as grandes empresas (34%).

Para desespero máximo da esquerda, vejam quem está na lanterna: Presidência da República (11%; e, sim, os números têm referência com a gestão passada), Congresso Nacional (10%) e partidos políticos (7%).

A seguir, a lista completa da pesquisa (mas voltamos depois):

gv-confianca-brasileira_2

Para muitos, isso tudo é pra lá de óbvio, mas ainda assim é preciso registrar que, para além da mera ordem de preferência, é preciso olhar aos percentuais em si. A taxa mais alta, das Forças Armadas, é de menos de 60%, e isso já daria conta do tamanho do buraco. Mas temos partidos, Congresso, Presidência da República, enfim, tudo com taxas minúsculas, vergonhosamente exíguas.

Não houve, portanto, um CRESCIMENTO na confiança na Igreja ou no Exército, mas sim uma QUEDA VERTIGINOSA nesse índice quanto aos políticos, curiosamente eleitos pelo povo.

É para pensar, refletir e tentar reverter o quanto antes.

Um dia após Dirceu e Genoino perderem condecorações das Forças Armadas, Sérgio Moro leva uma

09.09.2015 - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública interativa para instruir o PLS 402/2015, que altera o Código de Processo Penal, em relação aos recursos. Em pronunciamento, juiz federal, Sérgio Fernando Moro. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.

Ontem, as Forças Armadas cassaram as condecorações de José Dirceu e José Genoino. O primeiro era grande-oficial da Aeronáutica. O segundo, comendador. Perderam a homenagem por causa do envolvimento no Mensalão, que levou ambos à cadeia.

Hoje, um dia depois, as Forças Armadas homenagearam ninguém menos do que Sérgio Moro. O juiz federal recebeu a Medalha do Pacificador, a condecoração máxima dada pelo Exército. Motivo? Os serviços relevantes prestados ao país pela Operação Lava-Jato.

É verdade que não recebeu só. Outros 300 foram agraciados. Em outros tempos, Lula os chamaria de “300 picaretas com anel de doutor“. Agora, ele só pode pedir socorro à ONU mesmo.