Um perigo: não há qualquer monitoramento em 96% das fronteiras brasileiras

Quando você se pergunta de que maneira bandido tem tanto poder em armamento pesado a resposta é simples: vem tudo pela fronteira.

Mas, a pergunta quase impossível de ser respondida é: por que a fronteira terrestre do Brasil não é vigiada? Aí realmente complica, atualmente apenas 4% das nossas fronteiras são vigiadas.

Os outros 96% estão entregues ao Deus Dará, ninguém cuida.

De acordo com o Jornal O Globo, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), possui alta tecnologia, mas é incipiente uma vez que cobre só 660 quilômetros dos 16.866 totais de fronteira terrestre.

O ponto crítico além da falta de monitoramento é que o Sisfron já custou R$ 1 bilhão aos cofres públicos para cobrir só esses 6% de fronteira.

Já há um “muro” de 930 km na fronteira dos EUA com o México – construído pela esquerda deles

Ele é conhecido como a Barreira México-Estados Unidos. Trata-se de uma série de muros e grades que percorrem 930 km da fronteira entre os dois países. E o objetivo era esse mesmo: combater a imigração ilegal.

A obra foi iniciada em 1994. Mas nenhum republicano comandava os Estados Unidos naquele ano. Era Bill Clinton, presidente de 1993 a 2001. Sim, o marido de Hillary Clinton, derrotada por Donald Trump.

Contudo, a fronteira entre as duas nações têm mais de 3 mil quilômetros. E imagina-se que o atual presidente dos Estados Unidos pretenda levantar uma obra mais resistente do que a exibida acima, no mar de Tijuana.

O tempo dirá se conseguirá.

Há chance de o México pagar o muro de Donald Trump sem nem perceber

Sim, Donald Trump vai construir o muro, ou ao menos tentar. E continua prometendo que os custos da obra sairão do México. Como? Segue um mistério, uma vez que o presidente mexicano nega que gastará qualquer centavo nisso. Contudo, há chance de que o projeto se pague sem que os vizinhos ao sul dos Estados Unidos percebam.

Porque, usando dados da Fair, o presidente americano diz que a imigração ilegal custa US$ 113 bilhões por ano ao contribuinte. “Fact checkers” – ou como são conhecidos os jornalistas que alegam dominar a matemática, mesmo que esse domínio curiosamente só seja usado para desmentir informações que desagradem a esquerda – dizem que o número apresentado por Trump é falso. Que não dá para saber de fato quanto custa a imigração ilegal. Que há um “think tank” conservador calculando o prejuízo em US$ 85 bilhões por ano, mas mesmo este resultado seria questionável.

Tudo bem. Digamos que o dado usado por Trump de fato esteja errado. Muito errado. Com margem de erro acima dos 80%. E o custo da imigração ilegal não supere, por exemplo, os US$ 4 bilhões por ano, ou US$ 16 bilhões durante o mandato do atual presidente.

Já seria economia suficiente para custear a construção do muro, calculado pelo Congresso americano em 15 bilhões de dólares.

Mas este é o cenário em que as projeções erram feio. No que acertam, o muro se paga com apenas 50 dias de imigração ilegal. Caso Trump cumpra a promessa de erradicá-la, o projeto retornaria o investimento em questão de meses.

E onde entra o México nisso? Ora… Mexicanos são praticamente metade dos imigrantes ilegais dos Estados Unidos. Logo, seriam os beneficiários direto de metade deste prejuízo. Uma vez deportados, os custos naturalmente seriam transferidos para o governo latino, que precisaria custear-lhes saúde, educação, segurança e basicamente qualquer seguridade social. Enfim… Tudo leva a crer que seria apenas uma questão de tempo até que o muro fosse quitado pelo lado sul.

Mas essa é, claro, apenas uma das possibilidades. Trump adere tanto ao inesperado que não seria estranho um boleto com o valor total literalmente ser remetido para a Cidade do México.

Enquanto Dilma tenta elevar impostos, Brasil perde R$ 100 bilhões para contrabando

O cálculo será apresentado pelo Tribunal de Contas da União, mas foi adiantado pelo Painel da Folha. Os R$ 100 bilhões que o país vem perdendo anualmente para o contrabando seriam fruto de esforços “desintegrados” e recursos “mal gastos” pelo governo Dilma Rousseff. A título de comparação, a quantia equivale a quatro anos de Bolsa Família. Ou ainda três vezes o rombo que a equipe econômica precisa tapar do orçamento apresentado para o ano que vem. Felipe Moura Brasil, colunista da Veja, defende que o desleixo seria intencional, ou o PT geraria dificuldades paras as FARC, seus companheiros ideológicos na Colômbia.

pedalando
pedalando

Para mais informações:
TCU mostra ‘abandono’ das fronteiras brasileiras e complica ainda mais Dilma Rousseff. Finalmente!

Sem manutenção, avião antitráfico não voa desde janeiro

Dilma gastou quase R$ 2 milhões para treinar CADA piloto do programa, que já recebeu cerca de R$ 80 milhões

Reportagem da Folha de S. Paulo:

Uma das estrelas da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010, o avião não tripulado que seria a principal arma para combater o tráfico de drogas nas fronteiras não voa desde janeiro deste ano por falta de contrato de manutenção.

Uma cláusula da compra do sistema, feito junto à empresa israelense IAI (Israel Aerospace Industries), impede a aeronave de voar sem o contrato de manutenção.

A manutenção não é só para eventuais reparos do avião em caso de acidente. Ela inclui a checagem do equipamento, altamente sofisticado, antes de toda decolagem.

Os Vants (veículos aéreos não tripulado) são aeronaves controladas remotamente, a partir de uma base em terra. A versão comprada pela PF é capaz de fotografar o rosto de um traficante a 9.000 metros de altitude, segundo a empresa israelense.

O sistema completo consumiu cerca de R$ 80 milhões, de acordo com a PF. Inclui uma estação terrestre, equipamentos ópticos que registram e transmitem imagens para uma base terrestre e um segundo Vant que ainda não chegou ao Brasil.

No primeiro ano do governo Dilma, a PF anunciou que o projeto inteiro estava orçado em R$ 655 milhões. O pacote incluía 14 Vants e quatro estações terrestres: no Paraná, em Brasília, em Rondônia e no Estado do Amazonas.

O conjunto seria suficiente para patrulhar os 15.791 quilômetros da fronteira terrestre brasileira, de acordo com o projeto original.

Uma única estação saiu do papel, em São Miguel do Iguaçu (PR), ao lado de Foz de Iguaçu, na tríplice fronteira. Foi inaugurada em novembro de 2011, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. Desde então, o projeto já sofreu com falta de combustível e até de uma carreta para transportar o Vant.

O avião voou 400 horas e identificou cerca de 1.200 alvos críticos, como portos e barcos clandestinos. Parou no fim do ano passado porque acabaram as horas de treinamento que a empresa israelense incluiu na venda. Daí a necessidade do contrato de manutenção.

A PF diz que não pode informar sobre o futuro cronograma do projeto por se tratar de “informação reservada”. O contrato de manutenção ainda não foi finalizado, segundo a polícia, porque está em fase de “discussão técnica”. A instituição considera “normal” o prazo da administração pública.

A manutenção será feita por uma empresa brasileira, que receberá treinamento do fabricante israelense.

A Folha apurou que a PF teme os termos do contrato depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou desproporcional o custo do treinamento dos 13 pilotos que estavam previstos no projeto original: R$ 24,3 milhões, ou R$ 1,9 milhão por piloto. O treinamento consumiu 31% do custo total do projeto.

O preço supera o valor gasto pela Força Aérea Brasileira (FAB) para treinar seus pilotos de Vants. Defensores do projeto da PF dizem que o Vant da instituição é mais complexo que o da FAB.

O custo ficou alto, segundo essa visão, porque o treinamento levou em conta que o projeto seria implantado integralmente, com 14 aviões e quatro bases terrestres. Se isso tivesse ocorrido, o treinamento corresponderia a 3,8% dos R$ 655 milhões previstos.

(grifos nossos)

Leia Também

No mês passado, nós publicamos aqui reportagem mais detalhada da revista Época sobre o abandono do programa de patrulhamento de fronteiras.

Governo corta verba e prejudica fiscalização no contrabando de armas e drogas

Da Folha de São Paulo (por Rodrigo Vargas)

O corte no orçamento da Polícia Federal para este ano afetou a fiscalização em regiões de fronteiras e as ações de combate ao narcotráfico e contrabando de armas.
O dia a dia das operações foi prejudicado devido à suspensão dos gastos com diárias para delegados e agentes, segundo os policiais.
Há relatos de problemas estruturais, como o fechamento de um posto na fronteira com o Peru, e da falta recursos para manutenção de carros, compra de combustíveis e coletes à prova de bala.
A redução vem na esteira do contigenciamento no Orçamento da União, determinado por decreto assinado em fevereiro pela presidente Dilma Rousseff.
No Ministério da Justiça, com orçamento previsto de R$ 4,2 bilhões para 2011, o corte foi de R$ 1,5 bilhão.
Agentes relataram à Folha que os cortes comprometeram a Operação Sentinela, feita com a Força Nacional de Segurança e a Polícia Militar nos Estados.
A ação combate crimes como tráfico internacional de drogas, entrada de armas, contrabando e imigração ilegal. Houve redução do efetivo desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul.
No Brasil, a atuação da PF nas fronteiras abrange uma linha de 16.399 km.
Projetos como o Vant, de fiscalização com um avião não tripulado, devem atrasar. No Pará, uma patrulha que monitorava o rio Amazonas em Óbidos foi retirada.
No Amazonas, o posto de Eirunepé, próximo ao Peru, não está funcionando desde o mês passado.
O superintendente da PF no Estado, Sérgio Fontes, disse que na fronteira com a Colômbia e o Peru a Operação Sentinela será levada apenas “até onde der”. “O corte foi muito severo.”

Íntegra aqui (para assinantes)