Com larga folga, o Brasil findou 2016 com o pior PIB do G20

O gráfico acima foi preparado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Compara os PIBs dos países que compõem as vinte maiores economias do mundo, sempre confrontando os resultados dos quartos e terceiros trimestres de 2016. Por ele, é possível observar a disputa entre China e India como nações que mais crescem, a incrível recuperação da Austrália, que vinha de um resultado ruim, e a sensação geral de que foi um fim de ano tranquilo, com crescimento variando entre 0,5% e 1,5% na segunda metade.

Mas…

Há uma coisa muito feia acontecendo ali no final, na vigésima posição, no fundão da zona de rebaixamento, com aquela sensação de que já não há chances de manter-se na série A. O nome dessa coisa é Brazil, ou “Brasil” para os íntimos. São duas quedas consideráveis para período tão curto: 0,7% e 0,9%, o que faz do país o pior resultado do G20 – com larga folga.

Sim, ainda é herança maldita do governo Dilma, mas já são números da política econômica de Temer. Está mais do que na hora de este governo apresentar resultados.

G20 estuda plano para barrar entrada de corruptos nos países-membros; Brasil é contra

Governo considera o tema “sensível” e “polêmico”

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Matéria de Veja.com:

O G20 – grupo das maiores economias do mundo – estuda uma proposta para barrar a circulação de corruptos e corruptores nos seus países-membros a partir da negativa de vistos e de refúgio. A proposta, encabeçada pelos Estados Unidos, é vista com reticências no governo brasileiro. Desde o ano passado, membros da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério das Relações Exteriores, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça estão envolvidos no debate, considerado “sensível”, “polêmico” e “difícil”. As autoridades brasileiras não conseguem definir quem seria afetado pela medida.

Em 2012, os chefes de estado ratificaram o compromisso de criar instrumentos para barrar a entrada de enquadrados nesse crime em seus territórios. Em junho, o grupo apresentará o primeiro relatório sobre a implantação da medida, que não têm força de lei, mas serve de indicativo do que está sendo feito no âmbito internacional para combater a corrupção.

Parâmetros – O Brasil quer parâmetros sobre quem se enquadraria no termo “corrupto” e quem sofreria as penalidades. Não há entendimento, entre as autoridades locais, sobre se a norma valeria apenas para condenados ou também para aqueles que não foram julgados. Discute-se, ainda, no âmbito do G20, que a punição deveria se estender a familiares e associados dos corruptos, o que contraria a Constituição brasileira. Também pesa nas discussões governamentais a tradição do país de não restringir acesso ao seu território.

Os defensores da proposta, no entanto, sustentam que a negação de vistos e o controle migratório impedem que o corrupto gaste o dinheiro fruto do ilícito fora de seu país. A medida teria reciprocidade e afetaria o universo de corruptos brasileiros que tentassem entrar nos países do G20. Dados do Ministério Público Federal revelam que mais de 5.000 inquéritos foram abertos nos últimos anos para investigar práticas de corrupção no Brasil, e cerca de 700 pessoas cumprem pena hoje no país por esse crime.

(…)

Em discussão – Oficialmente, o governo brasileiro nega qualquer tentativa de atrasar a proposta e afirma que o assunto está ainda em discussão. O Brasil tem até o próximo ano para debater o assunto, que ganhou força depois de os Estados Unidos alterarem sua legislação – dando poderes à autoridade alfandegária para barrar a entrada de corruptos, familiares e pessoas associadas.

O tema também avança no Canadá, onde um projeto de lei criando restrições para o acesso ao território de pessoas corruptas já foi apresentado. “A discussão existe e, por se tratar de um assunto sensível, está andando surpreendentemente bem”, afirma Hamilton Fernando Cota Cruz, assessor especial da CGU, responsável por coordenar as ações brasileiras sobre o tema no G20. Cruz afirmou que o Brasil já se comprometeu a analisar casos de corrupção como um critério na hora de concessão de vistos ou na entrada de estrangeiros em seu território. “O que não vamos é abrir mão da soberania do país de decidir.”

Para o G20, a corrupção ameaça a integridade dos mercados, destrói a confiança da sociedade e distorce alocações de recursos. O grupo anticorrupção tem representantes de todos os países e a Espanha como observadora. O G20 defende ainda a revisão de leis de combate à corrupção e o cerco ao suborno transnacional.

(grifos nossos)