Na campanha de 2014, Dilma teria ordenado a Odebrecht a bancar até mesmo o partido de Kassab

Nos depoimentos colhidos pelo TSE, Fernando Migliaccio, ex-executivo da Odebrecht, entregou a participação de Dilma Rousseff em repasses da empreiteira a Gilberto Kassab, hoje ministro do governo Temer, mas ministro do governo Dilma na ocasião.

Ao observar os nomes discriminados na planilha de repasses da empreiteira, perguntou a Alexandrino Alencar, ex-diretor da empresa, quem eram os codinomes “Esfirra” e “Tabule”. E o seguinte diálogo se sucedeu:

– É o Kassab.
– Mas o Kassab?!
– É, porque a Dilma pediu.

Isso mesmo. Em 2014, segundo os executivos da Odebrecht, Dilma Rousseff teria intercedido por pagamentos até mesmo do PSD de Kassab, o mesmo Kassab que havia sido alçado a inimigo número um do PT quando prefeito de São Paulo.

Gilberto Kassab disse que, se os Correios não fizerem cortes de gastos, serão privatizados

Gilberto Kassab comanda o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações. Isso o permite falar em nome até mesmo dos Correios, estatal extremamente explorada durante a gestão Dilma, e hoje refém de um rombo bilionário. Cortes já foram feitos, agências estão sendo fechadas, mas o ministro explicou que medidas mais radicais precisam ser tomadas. Ou…

Ou a estatal fatalmente será privatizada. Confiram o que foi publicado na IstoÉ:

“Não há saída; é preciso fazer corte de gasto radical. O governo não tem recursos e não haverá injeção de recursos nos Correios. Todo o esforço deve ser feito para evitar a privatização dos Correios ou de partes dele. Eu reconheço os cortes de despesas que já foram feitos, mas é preciso cortar mais. Caso contrário, a empresa vai rumar para a privatização.”

O Implicante, que adora conta pública em dia, torce para que o dinheiro público seja melhor aplicado. Se de fato isso implicar em privatização dos Correios, que seja. Será menos uma estatal para a classe política brasileira destruir.

Confira 38 nomes dos mais de 170 políticos que surgiram na segunda “lista de Janot”

A Globo já dá como certa a citação de pelo menos 170 nomes na segunda “lista de Janot”, dessa vez baseada nas delações da Odebrecht para a operação Lava Jato. São autoridades que têm ou já tiveram em algum momento foro privilegiado.

Deste grupo maior, a emissora já confirmou um total de 38. E, ao que tudo indica, seguirá o mesma rotina de verões passados: a cada nova edição do Jornal Nacional, um novo punhado de autoridades é revelado de forma a deixar o assunto sempre em pauta.

O Implicante resume abaixo os 38 nomes já conhecidos:

DEM

  1. José Carlos Aleluia
  2. Rodrigo Maia

PMDB

  1. Edison Lobão
  2. Eduardo Cunha
  3. Eliseu Padilha
  4. Eunício Oliveira
  5. Geddel Vieira Lima
  6. Lúcio Vieira Lima
  7. Luiz Fernando Pezão
  8. Marta Suplicy
  9. Moreira Franco
  10. Paulo Skaf
  11. Renan Calheiros
  12. Renan Filho
  13. Romero Jucá
  14. Sérgio Cabral

PRB

  1. Marco Pereira

PSB

  1. Lídice da Mata

PSD

  1. Gilberto Kassab

PSDB

  1. Aécio Neves
  2. Aloysio Nunes
  3. Beto Richa
  4. Bruno Araújo
  5. Duarte Nogueira
  6. José Serra

PT

  1. Andres Sanchez
  2. Antonio Palocci
  3. Dilma Rousseff
  4. Edinho Silva
  5. Fernando Pimentel
  6. Guido Mantega
  7. Jorge Viana
  8. Lindbergh Farias
  9. Luiz Inácio Lula da Silva
  10. Marco Maia
  11. Tião Viana

PTB

  1. Paes Landim

Sem partido

  1. Anderson Dornelles

Há projeto para impedir limite de banda larga, mas empacou em comissão presidida por Gleisi

Na semana passada, Gilberto Kassab disse – e depois voltou atrás – que trabalharia ainda em 2017 um limite para o consumo de internet fixa no Brasil. Conforme lembrando pelo Antagonista, o senador Ricardo Ferraço, do PSDB, apresentou no início de 2016 um projeto para impedir que iniciativas do tipo seguissem adiante. Mas a proposta ficou emperrada na Comissão de Assuntos Econômicos.

Quem, até o momento da redação deste texto, preside a Comissão de Assuntos Econômicos? A senadora Gleisi Hoffmann, do PT.

Nas palavras do Antagonista, Gleisi “sentou em cima do projeto“.

Antes de apoiar o impeachment de Dilma, o PSD de Kassab fez as contas

Dilma Rousseff - impeachment - domingo

Considerado um dos últimos “aliados” restantes, o PSD de Gilberto Kassab, como já comentamos aqui, também pulou fora. Mas esse pulo só aconteceu depois de umas continhas.

Soma daqui, dali e… não deu. Segundo o partido, Dilma Rousseff teria 156 votos, apenas, e isso não garantiria a vitória.

Ainda tem chão para domingo, mas fica o registro.

Haddad e Kassab juntinhos? É o que Lula gostaria de ver nas eleições do ano que vem

Foto: Senado Federal

Alinhamento com o petismo Kassab já possui há muito tempo. Mas não deixa de soar simbolicamente estranho um apoio do ex-prefeito de São Paulo ao atual prefeito. Toda a campanha de 2012 de Fernando Haddad era centrada em ferrenha oposição ao trabalho feito pelo sucessor de Serra. De memes (“Kassab proíbe”) a lemas (“mais amor, por favor”), a militância petista se esforçou para voltar a comandar a maior cidade do país. Mas Lula está nem aí…

Foto: Senado Federal
Foto: Senado Federal

Lauro Jardim informa no Globo que o ex-presidente pessoalmente se empenhará por um apoio do hoje ministro das Cidades de Dilma a uma reeleição do petista. Seria uma missão até fácil para quem já se sujou aceitando apoio de Paulo Maluf por tempo de TV em 2012. Resta saber se o PT já descobriu se Kassab é casado, tem filhos, etc.

Dilma faltou? Sem problema: vaiaram Kassab, um de seus maiores defensores, no Nordeste

A vaia partiu do público que compareceu ao Encontro Nacional de Empresários da Construção Civil em Salvador. O ministro das Cidades compareceu ao evento na condição de  representante de Dilma Rousseff. E se deu até a repetir algumas das falácias presidenciais. Ao atribuir a crise atual brasileira às oscilações do humor chinês, a plateia não resistiu e o presenteou com vaias. Kassab insistiu no erro e foi novamente vaiado. Diz a imprensa, ele é hoje um dos mais fiéis defensores de Dilma. Tanto que obrigou seu PSD a fechar questão contra o impeachment dela.

Kassab
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Dilma comemora apoio de Skaf

Da página de Dilma Rousseff:

dilma comemora

O trecho a seguir é do site da candidata:

Dilma recebeu neste sábado (30) uma forte manifestação de apoio do PMDB, do PSD e de outros partidos aliados em São Paulo. Paulo Skaf, candidato a governador, e Gilberto Kassab, candidato a senador, discursaram pedindo apoio à reeleição de Dilma e Michel Temer.”

Skaf tenta fugir o quanto pode, mas a verdade é essa: ele é um dos candidatos da Dilma para o governo de São Paulo. Diante da situação de Padilha, hoje ele é mesmo a principal chance do PT nacional fazer parte do governo paulista.

Vale também o vídeo abaixo.

José Serra decide concorrer ao Senado

Matéria do Estadão:

serraJosé Serra (PSDB) anunciou na noite desta segunda-feira (30) que vai concorrer ao Senado. O ex-governador de São Paulo vai enfrentar Eduardo Suplicy (PT). Kassab havia anunciado sua candidatura pela chapa de Paulo Skaf, candidato ao governo pelo PMDB, acreditando que Serra estava fora da disputa. O ex-prefeito de São Paulo agora avaliará se vai recuar e não disputar o cargo nas eleições.