Falas de Lula e Gleisi dão razão a quem temia que o petismo transformasse o Brasil numa Venezuela

Brasilia, 05/07/2017 - Cerimônia de posse da senadora Gleisi Hoffmann como presidente do PT.

Foi manchete em todo a imprensa, mas partiu do Poder 360. Em termos que soam pesados até mesmo para o partido que tem no currículo o estranho caso Celso Daniel, Gleisi Hoffman afirmou exatamente que:

Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”

Apenas depois da revolta nas redes sociais, a presidente do PT se reposicionou alertando que a fala não deveria ser entendida ao pé da letra. Ainda assim, na mesma noite, o próprio Lula pontuou no Twitter sobre a liberdade de imprensa.

“A Veja é uma central de mentiras. Eu quero que eles saibam. Trabalhem pra eu não voltar. Porque se eu voltar vai haver uma regulação dos meios de comunicação.

É bom destacar, não foi uma ameaça apenas à Veja, o que já seria grave em suficiência, mas a toda a imprensa. Sempre com o eufemismo de “regulação dos meios de comunicação” já explorado na Venezuela chavista.

Aquela Venezuela que, mesmo com uma ditadura reconhecida pela imprensa e diplomacias mais sérias do mundo, recebeu aplausos de partidos da esquerda nacional, como PSOL, PDT e PCdoB – além do próprio PT, claro.

As falas e os posicionamentos dão plena razão a quem temia que petismo conduzisse o país a uma ditadura semelhante. Mas, para sorte do país, brasileiros foram às ruas e exigiram o impeachment de Dilma Rousseff a tempo.

É preciso trabalhar para que em 2018 eles não recebam das urnas uma nova chance.

Renovação de quadros? Nem tanto: a nova presidente do PT é Gleisi Hoffmann, ré na Lava Jato

06/07/2017- Brasília- DF, Brasil- Presidente, Gleisi Hoffmann, durante primeira reunião do novo Diretório Nacional do PT. reunião. Presidente Lula.

Já era dado como certo e tudo foi mesmo confirmado: Gleisi Hoffmmann, senadora eleita pelo Paraná, é a nova presidente do Partido dos Trabalhadores, substituindo Rui Falcão. Ela ocupará o cargo por dois anos.

Se alguém esperava “renovação”, a escolha realizada na Convenção deste final de semana pode ser um balde de água fria, pois ela é ré na Lava Jato. Para a militância mais empedernida, no entanto, tal elemento seria mais um ponto de resistência e enfrentamento.

Resta saber se a opinião pública concorda com isso.

Escolhida de Lula, a nova presidente do PT deve ser Gleisi Hoffmann, ré na Lava Jato

Se alguém esperava algum tipo de “renovação” no petismo, é melhor tirar o cavalinho da chuva. Ao que tudo indica, a nova presidente do partido será Gleisi Hoffmann, senadora pelo estado do Paraná. Trata-se da escolhida de Lula.

Em comum com o líder, além do partido, há também o fato de que ambos são réus na Lava Jato. Gleisi, porém, apenas em um processo, enquanto Lula responde a 5 – e outro fora da operação.

O congresso do partido será realizado entre esta próxima quinta-feira e sábado.

Lava Jato: Fachin derruba sigilo de delação que pode complicar Gleisi Hoffmann

Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária destinada a discutir o PLC 38/2017, que trata da reforma trabalhista. Em discurso, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

O Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, derrubou o sigilo da delação de Fernando Migliaccio, executivo do “departamento de propinas” da Odebrecht. Na colaboração, entre outras coisas, ele afirma que foram repassados R$ 5 milhões para a campanha de Gleisi Hoffmann (PT/PR) ao Governo do Paraná em 2014.

A situação da senadora petista já é complicada, e o novo episódio pode complicar os planos para que ela seja a nova presidente nacional do PT.

Ou não, também.

Gleisi Hoffmann, que também é ré na Lava Jato, dispara contra Moro: “animador de torcida”

A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) subiu o tom contra Sergio Moro. Em discurso na tribuna do Senado, as palavras adotadas foram duras, segundo informa o Congresso em Foco.

Seguem trechos:

“Vossa senhoria é parte, está quase como chefe de torcida, ou melhor, está como chefe de torcida, porque, reiteradamente, tem dito que precisa ir à imprensa, que precisam ser divulgados todos os atos da Operação, todos os atos do Judiciário, para que tenha o apoio da opinião pública. Ora, o seu papel não é buscar apoio da opinião pública, o seu papel é buscar a verdade. Se vossa senhoria precisa inflamar a opinião pública, é porque não tem certeza da verdade, sabe que essa verdade que busca não existe e transforma isso num processo político. É vergonhoso para uma democracia o que nós estamos assistindo nesse processo contra o presidente Lula (…) Por que vossa senhoria gravou um vídeo só dirigido aos apoiadores da Lava Jato? Por que não gravou um vídeo dirigido a todos os cidadãos e cidadãs, à população de Curitiba e do Brasil, fazendo este apelo, para não irem à Curitiba se manifestar?” (grifamos)

O Implicante não possui procuração de Sergio Moro, mas a pergunta do vídeo tem resposta simples: já havia, como os há, atos e eventos marcados por um lado. Caso o juiz se manifesta pedindo para que não ocorressem, seria chamado de fascista para baixo.

Preferiu, e com acerto, alertar ao outro lado, que não tinha atos marcados, para evitar o confronto. Afinal, trata-se de um depoimento e os apoiadores do depoente teriam a “preferência” de ocupar os espaços ou seja lá o que façam (desde que não destruam nada nem prejudiquem a vida dos cidadãos).

No mais, a estratégia parece bem clara: tratar o juiz como “parte”, e, em caso de sentença negativa, dizer que não seria imparcial. Não é uma tática exatamente nova.

Flagra na incoerência: Mona Dorf fala sobre Gleisi Hoffmann surgir de cocar no Senado

A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), em inusitada manifestação em favor dos índios, apareceu no plenário do Senado Federal com um cocar. Eis que a jornalista Mona Dorf rememorou um fato importante:

Pois é. O governo de Dilma Rousseff não foi exatamente o melhor de todos os tempos quanto às demandas dos grupos indígenas.

Gleisi Hoffmann, sobre o PT: “aqui não tem bandido, aqui tem pessoas que podem ter errado”

Líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann, também cotada para presidir o partido nacionalmente, discursou a uma plateia de militantes e dirigentes do partido. Até mesmo Lula estava por lá.

Trechos:

“Aqui não tem bandido, aqui tem pessoas que podem ter errado. Aqui tem gente que se preocupa com o Brasil (…) Não é na primeira denúncia que abaixamos a cabeça, que vamos para o exterior”

Gleisi é ré na Lava Jato, bem como seu marido, Paulo Bernardo, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff. O grande líder petista, por sua vez, é réu em cinco processos. De todo modo, e de fato, não se deve estabelecer culpa sem que as ações sejam concluídas. Isso é ponto pacífico.

Porém, e há mesmo um porém imenso aí, existem petistas que foram, sim, condenados. José Dirceu, por exemplo. E, como todos lembram, não houve nenhum tipo de “mea culpa” ou algo assim. Ao contrário, bradavam que seria “herói do povo brasileiro”.

Aí fica difícil.

Cruz e caldeirinha: Lindbergh e Gleisi (preferida de Lula) disputam a presidência do PT

Não bastassem todos os percalços enfrentados recentemente, o PT agora se encontra sob uma batalha para a presidência da legenda. De um lado, Gleisi Hoffmann, preferida por Lula, e de outro Lindbergh Farias, o candidato da “esquerda”.

Como Gleisi é apoiada pela corrente majoritária no PT, CNB (Construindo um Novo Brasil), além do próprio Lula, ela certamente vencerá. Porém, Lindbergh não tem mais como recuar, pois ele próprio reconhece que seria desmoralizado diante de seus apoiadores.

Desse modo, a provável nova presidente do partido será uma senadora que é ré na Lava Jato, em detrimento do candidato internamente apoiado pelas alas mais à esquerda.

E, sim, a militância que se diz mais à esquerda continuará apoiando incondicionalmente o partido. Todos sabem disso.

Lula, réu na Lava Jato, quer que a presidente do PT seja Gleisi Hoffmann, ré na Lava Jato

Antes mero boato, no máximo papo de bastidor, agora realidade: Gleisi Hoffmann é a indicada de Lula para presidir o Partido dos Trabalhadores, e isso faz dela a virtual vencedora. Tanto mais porque Lula, não que isso cause surpresa, já convenceu a CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente majoritária da legenda.

Chama atenção, no entanto, que escolham para liderar a agremiação justamente uma pessoa que seja ré na Operação Lava Jato.

Como o PT não é dado a descuidos, menos ainda os dessa monta, é provável que isso faça parte da construção narrativa. E eles são bons nisso.

Afinal, Lula também é réu na Lava Jato – além de outros processos.