Tomada pelo PCdoB, a Ancine pressionou atores a denunciarem “golpe”

26/09/2016- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Ex-presidente Lula, durante comício com Jandira Feghali, em Bangu, zona oeste da cidade.

O PT já tinha saído da Presidência da República, mas incontáveis espaços públicos seguiam atuando sob a influência do partido, se não com os soldados, também com as linhas auxiliares. Em meados de 2016, o jornalista Cláudio Humberto confirmou que o PCdoB, a mais antiga linha auxiliar do partido, continuava comandando a Agência Nacional de Cinema. E mais: a ANCINE teria pressionado os artistas brasileiros a protestarem na Europa contra o que a esquerda vinha chamando de golpe – o mesmo processo de impeachment que os esquerdistas pediram contra Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e FHC.

O Antagonista completou a informação: Manoel Rangel, do comitê central do PCdoB, presidia a Ancine havia 11 anos. E a comissária Rosana Alcântara era ligada à deputada federal Jandira Feghali, aquela mesma que arrancava risadas na comissão do impeachment quando defendia a honestidade de Dilma Rousseff.

A Ancine custa aos cofres públicos valores que superam o bilhão de reais por ano. O Brasil não deveria reservar qualquer centavo a gastos com cultura antes de resolver seus problemas mais básicos. Ainda mais se o órgão é utilizado para pregar mentiras até mesmo além das fronteiras do país.

A ditadura cubana lucrou ao menos R$ 3,27 bilhões com o Mais Médicos

04/10/2015- A menos de um ano do fim do prazo de participação dos primeiros profissionais do Mais Médicos, o governo já estuda como fazer a substituição de até 30% dos integrantes do programa, que é uma das principais bandeiras da gestão Dilma Rousseff.

Em primeira mão, O Antagonista teve acesso à planilha entregue pelo Ministério da Saúde ao TCU. Nela, os números do que o governo brasileiro gastou no Mais Médicos com a Organização Panamericana de Saúde – a OPAS é a entidade que repassa os valores para a ditadura cubana.

Só nestes primeiros quatro anos, o Brasil destinou R$ 5,74 bilhões à organização. Praticamente um quarto deste valor (R$ 1,38 bilhões) ficou com a organização, sobrando R$ 4,36 bilhões para o salário dos médicos. Contudo, estes também só embolsam um quarto da fatia, algo em torno de R$ 1,09 bilhão, restando R$ 3,27 bilhões para o governo de Cuba.

Para efeito de comparação, o Porto de Mariel saiu do chão com R$ 2,4 bilhões emprestados pelo BNDES. Como bem apontou o Antagonista, a cifra também supera os gastos brasileiros com o aeroporto de Havana – por volta de R$ 525 milhões.

Somados os “investimentos” do BNDES com o Mais Médicos, Cuba já recebeu aos menos R$ 6,25 bilhões dos cofres públicos nacionais. Ao acrescentar salários e comissão da OPAS, a cifra se aproxima dos R$ 9 bilhões. Tudo isso durante a maior recessão da história do Brasil.

Ministério confirmou que gestões Lula e Dilma gastavam mais com empresas do que com o povo

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de posse dos novos ministros da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Justiça, Eugênio Aragão; da Secretaria de Aviação Civil, Mauro Lopes e do Chefe de Gabinete Pessoal da Presidenta da República, Jaques Wagner

Em 2010, o governo Lula gastou R$ 23 bilhões com “subsídios implícitos”. Trata-se de uma modalidade que não necessita de autorização do Congresso, o que a blinda do controle das metas fiscais. Com Dilma Rousseff, a saída passou a ser cada vez mais explorada. Em 2016, quando a faixa presidencial cairia no colo de Michel Temer, a fatura fechou-se em R$ 78 bilhões, um valor 239% superior. A prática ajudou a pipocar a dívida bruta de 52% para 73%. E a conta foi arcada pela população, com juros básicos cada vez mais altos.

O Ministério da Fazenda confirmou que, durante a passagem do PT pela Presidência da República, os subsídios embutidos em operações de crédito e financeiras aproximaram-se do trilhão de reais, com R$ 420 bilhões focados no setor produtivo. Ou R$ 48 bilhões a mais que os R$ 372 bilhões destinados a programas sociais do Governo Federal, como o Minha Casa, Minha Vida, o Luz Para Todos e o FIES.

Em outras palavras, os governos Lula e Dilma Rousseff gastaram mais com empresários do que com a população mais carente do país.

É perceptível que a farra com tais subsídios se intensificou em 2011, primeiro ano do governo Dilma. A prática era pejorativamente tratada como “Bolsa Empresário”. Lula pode até tentar se livrar do tema lavando as mãos e terceirizando a culpa à sucessora. Mas vem sendo investigado, entre outras coisas, pelo lobby que teria feito justo neste período e em favor de tantos bilionários.

Até o momento da redação deste texto, conta já com uma condenação. Que tem tudo para ser apenas a ponta do iceberg.

Um único servidor público usou a lei 13.254 para “repatriar” cerca de R$ 20 milhões

Laundering Dollar Bills 4 dollar bills on the washing line with a green pasture in the background.

Os críticos sempre apontaram: a Lei de Repatriação transformaria a Receita Federal numa máquina de lavar dinheiro sujo. A própria força-tarefa apontou a lei sancionada pelo governo Dilma – e referendada pelo governo Temer – como um dos mais duros golpes sofridos pela Lava Jato. Mas a fiscalização está finalmente acordando para o problema. E promete um “pente-fino” nas contas dos brasileiros que fizeram uso da anistia. Começando pelos servidores públicos.

No caso que chamou atenção, um único funcionário com renda dentro do teto constitucional repatriou cerca de R$ 20 milhões que estavam escondidos num paraíso fiscal. Para atingir volume tão considerável, precisaria poupar todos os salários de cinco décadas de trabalho.

Suspeita-se também do uso de laranjas. O Estadão apontou que até empregado doméstico aderiu ao programa. Há indícios da adesão de 241 declarantes já mortos. E ao menos cinco políticos se aproveitaram da lei, o que é proibido.

Todos os suspeitos serão intimados e precisarão explicar a licitude da verba. Se a grana tiver origem corrupta, os contribuintes serão processados criminalmente e as próprias informações fornecidas servirão como prova.

Na campanha de 2014, Dilma teria ordenado a Odebrecht a bancar até mesmo o partido de Kassab

Nos depoimentos colhidos pelo TSE, Fernando Migliaccio, ex-executivo da Odebrecht, entregou a participação de Dilma Rousseff em repasses da empreiteira a Gilberto Kassab, hoje ministro do governo Temer, mas ministro do governo Dilma na ocasião.

Ao observar os nomes discriminados na planilha de repasses da empreiteira, perguntou a Alexandrino Alencar, ex-diretor da empresa, quem eram os codinomes “Esfirra” e “Tabule”. E o seguinte diálogo se sucedeu:

– É o Kassab.
– Mas o Kassab?!
– É, porque a Dilma pediu.

Isso mesmo. Em 2014, segundo os executivos da Odebrecht, Dilma Rousseff teria intercedido por pagamentos até mesmo do PSD de Kassab, o mesmo Kassab que havia sido alçado a inimigo número um do PT quando prefeito de São Paulo.

A Venezuela tornou-se uma ditadura com ajuda – por vezes financeira – da esquerda brasileira

06.12.2015 - Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Ejemplo para definir el significado de Ineptocracia. Foto: Hugoshi

Algumas coisas precisam ficar muito claras para a opinião pública. Antes de mais nada, a Venezuela já é uma ditadura há muito tempo, mas agora chegou a um nível tão baixo que mesmo a imprensa, um setor altamente tomado por esquerdistas, aceita essa denominação.

Nicolás Maduro, o ditador que está destruindo o país, chegou ao comando como vice de Hugo Chávez, reeleito em 2012, mas morto no ano seguinte. E o petismo tem imensa participação nessa vitória, não só pelo apoio moral que dava à investida bolivariana no vizinho mais ao norte. O marketeiro da campanha vitoriosa era do PT. E João Santana foi pago por esquema investigado pela Lava Jato envolvendo a Odebrecht.

Mas não parou por aí: recursos do BNDES foram usados para impulsionar a empreiteira por lá.  E Marcelo Odebrecht já confessou ter sido o “otário” por se vir obrigado a investir em projetos nos quais não acreditava. O excedente – resultado do superfaturamento das obras em questão – era usado para viabilizar pagamentos no exterior. Tudo isso foi confessado em depoimento recente ao TSE.

Em outras palavras, a esquerda brasileira ajudou a construir uma ditadura na América do Sul. E, até o momento da redação deste texto, está fingindo que o problema não é com ela.

Gilberto Kassab disse que, se os Correios não fizerem cortes de gastos, serão privatizados

Gilberto Kassab comanda o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações. Isso o permite falar em nome até mesmo dos Correios, estatal extremamente explorada durante a gestão Dilma, e hoje refém de um rombo bilionário. Cortes já foram feitos, agências estão sendo fechadas, mas o ministro explicou que medidas mais radicais precisam ser tomadas. Ou…

Ou a estatal fatalmente será privatizada. Confiram o que foi publicado na IstoÉ:

“Não há saída; é preciso fazer corte de gasto radical. O governo não tem recursos e não haverá injeção de recursos nos Correios. Todo o esforço deve ser feito para evitar a privatização dos Correios ou de partes dele. Eu reconheço os cortes de despesas que já foram feitos, mas é preciso cortar mais. Caso contrário, a empresa vai rumar para a privatização.”

O Implicante, que adora conta pública em dia, torce para que o dinheiro público seja melhor aplicado. Se de fato isso implicar em privatização dos Correios, que seja. Será menos uma estatal para a classe política brasileira destruir.

Sob ordem do governo Dilma, a Odebrecht anunciou numa “revista aí que é boa para o governo”

Jornais empilhados.

A estratégia da Lava Jato, copiada da Mãos Limpas, é muito boa, mas infelizmente não conseguirá atacar a corrupção em dois setores primordiais: na Justiça, e na imprensa.

No primeiro caso, pois só a cúpula da Justiça é capaz de combater a corrupção na Justiça. No segundo, porque a Lava Jato – ainda – precisa da imprensa para dialogar com a opinião pública.

Mas nada impede que vez em quando algo venha à tona, ainda que sem entrar em detalhes.

No depoimento que Marcelo Odebrecht prestou ao TSE, o depoente entregou que o interlocutor era Guido Mantega. E que, certa vez, ouviu do ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma que deveria anunciar numa “revista aí que é boa pro governo. De onde saiu a verba? De uma conta corrente clandestina mantida para controle da propina que a empreiteira utilizava com a Presidência da República.

O nome do boi nem foi dado. Mas, convenhamos, nem precisava.

Dilma defendia que a terceirização incluísse até mesmo as empresas estatais

A esquerda despertou para o debate sobre terceirização apenas após a votação passar no Congresso. Ou seja, tarde demais. Mas tudo bem. O Implicante faz questão de lembrar o que a própria esquerda defendia a respeito do tema – ou ao menos a esquerdista a ocupar o maior cargo do Brasil.

Era abril de 2015 quando Dilma Rousseff decidiu que mobilizaria os próprios aliados para que nem mesmo as estatais ficassem fora da nova proposta para terceirização. Motivo: sabia que faria um bem enorme à entidades privadas e não queria ver as empresas públicas ficando para trás.

Leiam o que publicou o Valor Econômico:

“Com medo de que as empresas públicas e sociedades de economia mista percam competitividade frente às companhias privadas com a regulamentação da contratação de serviços terceirizados, a presidente Dilma Rousseff deve mobilizar sua base aliada no Senado Federal para reincluir as estatais, retiradas do projeto por destaque do PSDB.”

Para a sorte da esquerda, Dilma caiu, mas não o projeto.

Agora é aguardar a sanção de Michel Temer.

Piada pronta: relator da reforma, deputado do PT defende o fim do cargo de vice-presidente

Na República Federativa do Brasil, o “vice” tem uma função muito simples: trazer alguma estabilidade política aos momentos mais críticos. Se o titular se ausenta, morre ou é cassado, o vice, que foi escolhido pelos mesmos eleitores, assume o posto e dá continuidade aos trabalhos.

E isso vinha sendo respeito na era do voto direto até que o PT achou por bem usar o vice como uma forma de acalmar seus mais ferrenhos críticos. Com isso, em 2002 e 2006, fez uso de José Alencar, um representante do mercado na chapa do Partidos dos Trabalhadores. Em 2010 e 2014, Dilma Rousseff fez ainda pior: colocou no post não só alguém próximo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, como o deputado mais articulado do maior partido do país, o que lhe garantiria uma boa base para governar.

Pois bem… Hoje, Michel Temer preside o Brasil após a queda de Dilma Rousseff. E o Congresso planeja uma reforma política. O relatório caiu no colo de Vicente Cândido, do PT. E uma das coisas que ele defende é o fim da figura do vice.

“Por que manter um indivíduo na expectativa, assessor, segurança, carro, gasolina? E o vice tem tendência para conspirar. Isso é indefensável. O país deve ter em torno de uns 15 mil cargos em torno dos vices.”

Se a proposta do petista passar, qualquer “falta” presidencial cairia no colo do Presidente da Câmara, que teria 90 dias para convocar eleições diretas.

Apesar de a piada soar ótima, não chega a ser uma ideia ruim. Afinal, neste modelo, o petismo perderá mais uma ferramenta para comprar tempo de TV e apoio político. Ou ainda enganar os próprios críticos jogando no cargo alguém próximo do setor adversário.

De quebra, ainda rolará uma certa economia com a manutenção do Palácio do Jaburu.