Saudade de notícia boa? Agência de classificação de risco melhorou perspectiva para o Brasil

Cédulas de reais. Foto: Pixabay.

Lembra o grau de investimento? O Brasil o conquistou durante o governo Lula, foi extremamente e merecidamente comemorado, mas tudo foi pelos ares durante a gestão Dilma Rousseff, que ignorou todos os alertas e deixou a economia brasileira ir para o saco.

Pois bem… O grau de investimento é dado por agências de classificação de risco. E a Moody’s, uma das mais importantes, deu ao Brasil nesse último 15 de março uma melhora na perspectiva da nota. Nada de outro mundo: de negativa para estável. Isso significa que não mais espera pioras de nossa economia. Mas nada disso deixa a notícia menos importante.

Porque os resultados positivos só virão após a estabilização econômica. O sinal dado pela Moody’s é de que as reformas conquistas pela gestão Temer foram importantes em podem resultar em coisa boa em breve.

Enfim… Mais uma vitória para você que foi às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Pode comemorar.

Para não deixar dúvidas, S&P rebaixa o Brasil novamente menos de seis meses depois

Menos de seis meses depois de tirar um grau de investimento do Brasil, a Standard and Poor’s fez questão de reforçar que os brasileiros vivem num país que não merece o dinheiro de investidores que buscam alguma segurança e rebaixou mais uma vez a nota do país. Desta forma, a nação comandada pelo PT há mais de 13 anos caiu de BB+ para BB, com perspectiva negativa. Ou seja… Com a expectativa de seguir caindo nas próximas atualizações.

Se já estava difícil para o Brasil receber investimentos, ficou ainda pior. O que, em tempos de crise, retira qualquer esperança de um futuro melhor a curto e médio prazo. O pior é, mesmo diante dessas derrotas econômicas, ver o governo Dilma enfileirando vitórias políticas, como a eleição de Leonardo Picciani para a liderança do PMDB. É um sintoma de que governistas não se importam. Nem oposicionistas – ou se esforçariam o suficiente para evitar este cenário.

Dilma Rousseff - FIES

Para economistas, grau de investimento na Fitch está por conta da “questão política”

Foto: Pexels

Weruska Goeking, para o Financista, colheu o depoimento de um punhado de economistas sobre o mais recente rebaixamento brasileiro junto a agências de classificação de risco. No geral, preocupa mais o fato de o país estar no último degrau, já na fronteira com o precipício, e com perspectiva de baixa. Mas chamam atenção as palavras do economista-chefe da Gradual Investimentos: “Um primeiro comentário sobre a nota é que a principal questão é política, e isso deve se resolver – de uma forma ou de outra – até o final do ano.

Eu, Marlos Ápyus, me reservo o direito de modestamente discordar em meio ponto: a questão política só terá conclusão em 2015 caso um forma prevaleça. E essa forma seria a queda da presidente. Do contrário, seguirá indefinidamente até que caia o grau de investimento – e, aqui, Dilma não resistirá.

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Mais uma agência de risco dá a entender que tirará grau de investimento do Brasil

Foto: Dave Dugdale from Superior, USA

Na lógica do mercado, o Brasil entrará de vez em apuros se tiver menos de duas agências de classificação de risco conferindo-lhe grau de investimento. Até 2015, três dessas agências assinavam embaixo, mas a S&P pulou fora, colocando e economia brasileira na beira do precipício. Mauro Leos, analista da Moody’s, no entanto, diz que o país só perderá o selo se a crise estender-se até o segundo semestre de 2016. O problema? A previsão da própria agência para o crescimento do nosso PIB para o ano que vem já caiu para -1%. Só alguma mudança muito brusca poderia reverter a tendência de queda nestes 9 meses de intervalo. E é aqui que o impeachment de Dilma pode funcionar como freio de arrumação.

Foto: Dave Dugdale from Superior, USA
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Rio de Janeiro terá de sediar as os Jogos Olímpicos sem grau de investimento

O rebaixamento veio pela agência de classificação de risco Fitch. A decisão de baixar a nota de crédito de BBB- para BB+ atinge todo o estado do Rio de Janeiro. Para completar, manteve perspectiva negativa, o que significa que novos rebaixamentos podem ocorrer. A preocupação é com a saúde fiscal do governo Pezão. Diz a agência que o Rio “não é mais capaz de apresentar margens operacionais compatíveis com os valores históricos“. Chicago, candidata derrotada para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, deve estar sorrindo por último – mesmo com a certeza de que os americanos devem sorrir primeiro no quadro de medalhas.

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Para mais informações:
Fitch tira grau de investimento do Estado do Rio de Janeiro

Editorial de jornal britânico chama sistema político brasileiro de “podre”

A política econômica do governo Dilma recebeu uma leitura mais amena: “bagunça“. As justas grosserias foram ditas em editorial do Financial Times. Segundo o jornal britânico, vivemos a “pior recessão” desde a quebra da bolsa de Nova York em 1929. Mas sobrou até para Michel Temer, quando é dito que a troca de poder “só resultaria num político medíocre substituído por outro“. O ponto de partida dos impropérios foi a perda do grau de investimento junto a S&P. Mas passou por toda a economia brasileira, as relações políticas e invadiu até o PT: “A presidente não é querida pelo próprio partido, é a presidente com menos popularidade na história do Brasil.

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Para mais informações:
Em editorial, jornal britânico ‘Financial Times’ diz que a economia do Brasil ‘está uma bagunça’

Perda de grau de investimento implica, de cara, em prejuízo de 20 bilhões de dólares

O cálculo é da SOBEET e diz respeito aos próximos 3 anos. Os 20 bilhões de dólares deixarão de chegar ao Brasil como IED, ou os investimentos destinados à produção. Isso deve dificultar ainda mais a liberação de crédito. Se uma segunda agência além da S&P rebaixar a avaliação do Brasil, a catástrofe será concretizada e o país quebrará. É uma situação gravíssima que exige medidas radicais. E poucas medidas radicais recebem mais apoio hoje em dia por aqui do que a saída de Dilma Rousseff da presidência da república.

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Para mais informações:
Com rebaixamento, Brasil deve deixar de receber US$ 20 bi em investimento direto

O rebaixamento do Brasil e a patetice da esquerda

sim, a culpa é dela
sim, a culpa é dela

É realmente difícil saber quando um militante de esquerda age por idiotice, pirraça ideológica ou interesse puro e simples. Em alguns casos, aliás, é possível que os fatores sejam somados. E a repercussão do rebaixamento do Brasil perante a Standard& Poor’s é uma dessas situações.

Essa galera meio estranha, que até hoje não admite completamente a queda do muro de Berlim, não aceitou o fato – e é um fato! – que a política econômica irresponsável causou nosso rebaixamento. Jamais. Para eles, a culpa é sempre do neoliberalismo, dos EUA, do capitalismo, do imperialismo ianque e, claro, também de FHC.

Eles nunca estão errados e não seria agora que admitiriam isso.

Economistas de esquerda e militantes em geral agora jogam a inacreditável conversa-mole de que a nota baixa decorre do “ajuste fiscal”. Pois é! Eles têm a espantosa coragem de dizer isso. Alguém menos desavisado perguntaria: QUAL AJUSTE?

A queda resulta justamente de NÃO TER HAVIDO um ajuste e, por conta disso, o governo enviou ao Congresso – pela primeira vez na história democrática do Brasil – um orçamento deficitário. A previsão contábil para 2016 trazia prejuízo de TRINTA BILHÕES (justamente por não ter havido um ajuste adequado).

Desse modo, por óbvio, a agência de risco Standard & Poor’s tirou do país o selo de “bom pagador”. Foi isso que aconteceu, ora.

Quando algum esquerdista (seja por maluquice ou tentativa de ser esperto) jogar a culpa no tal “ajuste”, os fatos servem de resposta: foi exatamente a inexistência desse acerto fiscal o motivo de perdermos qualificação em tal agência de risco.

Simples assim. Patético assim. Como este governo que jogou no lixo 20 anos de estabilidade em nome de um projeto de poder e por isso merece ser demolido, expulso e punido.

Depois de defesas ao governo Dilma, Bradesco e Itaú perdem grau de investimento

Cabalisticamente, o total de bancos que se deram mal com a perda de grau de investimento do Brasil chegou a 13, dos quais 11 foram pela mesma onda e entraram para o grupo dos investimentos não confiáveis. A notícia ganha em ironia por surgir semanas após o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, defender o governo em entrevista à Folha, e apenas dias depois de o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, negociar com a própria Dilma a manutenção de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda.

Dilma Rousseff - Ueslei Marcelino - Reuters_

Para mais informações:
S&P corta 13 bancos; Bradesco, BB, e Itaú perdem grau de investimento

Depois do Brasil, a Petrobras também perde o grau de investimento

Mas a nota da estatal foi rebaixada em dobro, descendo dois níveis: do BBB- para o BB. Outras 30 empresas brasileiras caíram na sequência, entrando todas elas para o grau especulativo, ou o “lixo”, como diz o jargão dos investidores. Entre elas, a Comgas, Eletrobras, Itaipu, Autoban e a COSERN. Segundo a S&P, responsável pela avaliação, o Brasil necessita urgentemente demonstrar um sólido comprometimento com a austeridade para conseguir reverter a situação. Dilma chegou a falar em corte de gastos, mas, na mesma tarde, o governo já voltou a falar em aumento de impostos.

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Para mais informações:
Standard & Poor’s tira de grau de investimento da Petrobras