Vídeo: Herman Benjamin rebate Gilmar Mendes, que comparou cassar Presidentes a ditaduras

Ao que parece, os debates mais calorosos no Tribunal Superior Eleitora, no processo que julga o pedido de cassação da chapa eleitoral Dilma-Temer, ficarão mesmo entre o relator, Herman Benjamin, e o presidente da Corte, Gilmar Mendes.

O vídeo a seguir é uma resposta de Benjamin à fala de Mendes, que citou ditaduras ao falar de eventual alto número de Presidentes da República cassados no Brasil (Collor o foi em 1992, Dilma em 2016 e o julgamento atual pode resultar no mesmo para Temer). Eis a resposta:

Aguardemos os próximos debates.

O relator do caso já encontrou jurisprudência no TSE para cassar a chapa Dilma/Temer

O Estadão disse ter acessado um estudo encomendado pelo TSE para que Herman Benjamin “balize” o seu relatório a respeito do pedido de cassação da chapa Dilma/Temer. Passando a jurisprudência da casa a limpo, não há como o governo Temer se safar: meia dúzia de governadores e outro bom número de prefeitos, sempre que cassados, caíram junto com seus vices.

O que fica no ar, contudo, é a possibilidade de o relator do caso já ter se decidido pelo fim do mandato, do contrário, por que estaria pesquisando especificamente sobre casos de cassação, ou ainda sobre a possibilidade de dividir a culpa da chapa?

Mas, assim como o STF, o TSE é um tribunal político, por mais que se queira técnico. E o governo Temer ainda possui aliados lá dentro. Em outras palavras, a cassação não está garantida. Ou, caso se confirme, nem mesmo a mudança de governo seria certeza. Há quem fale em Temer ter a chance de concorrer a uma eleição indireta mesmo após cassado. E ser renovado pelo Congresso, com quem goza de pleno apoio.

O que seria mais um absurdo, claro.

De qualquer forma, o futuro do Brasil segue uma página em branco. E só aqueles que permanecem atentos conseguirão escrever alguma história nela.