Grammy foi ofuscado por cantora negra vestindo projeto de gay imigrante apoiador de Trump

O Grammy é uma premiação tão esquerdista que vários integrantes do partido Democrata já foram agraciados com o prêmio, entre eles Jimmy Carter, Bill Clinton, Al Gore, Hillary Clinton e Barack Obama (duas vezes). Para a edição 2017, eram aguardados ainda mais atos políticos, uma vez que a classe artística americana está revoltada com a vitória de Donald Trump. Mas uma cantora desconhecida roubou a cena.

Trata-se de Joy Villa, uma cantora californiana de 25 anos cuja carreira começou há 15 anos. Ela apareceu no evento usando um vestido desenhado por Andre Soriano. Num primeiro momento, uma capa branca cobria toda a “obra”. Quando os cliques começaram, a artista revelou o que havia por baixo. E foi possível notar uma roupa com as cores dos Estados Unidos, e os dizeres: “Make America Great Again“, com o nome TRUMP na base da saia.

Villa já lançou oito álbuns e um livro de poemas. Mas é possível descrever a cena usando apenas rótulos que a esquerda adora explorar em seu discurso político: era uma mulher negra usando o trabalho de um gay imigrante filipino apoiador de Trump.

Um detalhe é sempre importante destacar: Soriano é um imigrante LEGAL. E é esse o ponto de toda a política imigratória do atual presidente americano.

G, GLS, GLBT, LGBT, LGBTTT… Pois é. Já há quem use LGBTIQCAPGNGFNBA

Antes, era GLS, acrônimo para gays, lésbicas e simpatizantes. Mas logo excluíram o S alegando roubo de protagonismo. Nascia o GLBT: gays, lésbicas, bis e trans. Mas achavam que, nessa ordem, minimizavam o papel feminino na causa. Foi quando virou LGBT. Com o tempo, alguns passaram a usar LBGTTT, com a distinção entre Travestis, Transexuais e Transgêneros. Daí em diante, a criatividade rolou solta. A Wikipedia em português registra siglas como LGBTQ, LGBTI, LGBTIQ, LGBTQI, LGBTQIA e  LGBTQIA+.

Fred Litwin, um ativista dos direitos humanos, trouxe a mais recente e complexa atualização do acrônimo: LGBTIQCAPGNGFNBA.

Ele não está maluco. Claro, é um termo recente, mas o Google já possui 365 registros no momento da redação deste texto.

E é lógico que não faz sentido o caminho ser por aí. Como o próprio nome diz, minorias já estão em minoria. Fracionar ainda mais a causa, gerando conflitos internos e uma constante busca por direitos específicos, apenas torna tudo mais difícil.

Como o próprio Litwin explica, no início era simplesmente G. E era bem mais fácil apoiar assim.

Com suspensão pedida no Conselho de Ética, Jean Wyllys usa a mesma desculpa explorada no BBB

Jean Wyllys ficou famoso em janeiro de 2005. E não por ter sido indicado ao primeiro “paredão” do Big Brother Brasil 5, mas pela explicação dada a Pedro Bial ao vivo sobre os motivos que teriam feito dele uma das duas pessoas menos populares dentro daquela competição.

Na ocasião, o apresentador do programa perguntou: “A que que você atribuiu essa votação tão alta?

E o competidor respondeu: “Olha, eu sabia que eu seria o alvo preferencial na casa. Eu acho que pela questão… Por eu ser gay. Enfim.

Imediatamente foi desmentido pelos demais concorrentes, que em uníssono mandaram um “não”, como que dizendo que aquilo era viagem da cabeça dele. E deveriam estar certos, afinal, ele seria o vencedor da competição.

Onze anos depois, durante a votação do Impeachment de Dilma Rousseff, Jean Wyllys cuspiu no deputado Jair Bolsonaro. E o relator do caso no Conselho de Ética sugeriu a suspensão do agressor por quatro meses.

Como Wyllys reagiu? Com as seguintes palavras: “Eu estou sendo punido pelo que eu sou, porque eu sou homossexual; pelo que eu defendo, pelas minhas maneiras. Essa é a razão“.

Não. Ele está sendo punido porque cuspiu em outro parlamentar. E isso nada tem a ver com ser ou não homossexual.

A trans Ariadna diz que Joanna Maranhão foi hipócrita ao chamar o Brasil de homofóbico

É lamentável que torcedores se excedam no tom contra atletas que não atingem os resultados esperados em competições esportivas, e o caso Rafaela Silva soa exemplar. Mas também não dá para comemorar a forma como a militância política vem recrutando não só a classe artística, mas também alguns esportistas. Eliminada da Rio 2016, em resposta aos xingamentos recebidos, Joanna Maranhão usou a imprensa para dizer que o “Brasil é racista, machista e homofóbico“. Mas isso muito irritou Ariadna Arantes, a transexual que participou do Big Brother Brasil anos atrás.

E o motivo ainda se encontra no ar. Em 17 de janeiro de 2011, a própria Joanna Maranhão escreveu em seu perfil no Twitter, quando a “sister” ainda participava do programa na TV: “Pronto Ariadna, pega os 2 mil e paga seu funeral… Porque pra você se passar por mulher só morrendo e nascendo de novo!” Isso gerou uma resposta de Ariadna em todas as redes sociais da ex-BBB:

“Acordei às 7 da manhã hoje aqui na Itália e vejo meu Twitter explodindo… Várias pessoas citando coisas que essa esportista Joanna Maranhão escrevia no Twitter comentando a hipocrisia das palavras dela. Inclusive sobre minha pessoa. O bom do Twitter e isso, né? É tipo DNA, fica tudo registrado. Parece que o jogo virou, né, Joanna? Além de tá passando vergonha agora pela sua perda falida, pela sua hipocrisia escrachada e provada, ainda tem que aturar olhar pra minha cara e se perguntar: como pode essa ser mais linda que eu. Deve tá sendo um dia uma semana e com certeza será um ano bem difícil pra você! Parece que o jogo virou não é mesmo?”

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Pois é… Críticas ao racismo, machismo e homofobia são sempre válidas. Mas às vezes é de bom tom fazer um mea culpa antes. E principalmente não generalizar contra todo um país os crimes cometidos por uma minoria.

O terrorista era islâmico, mas a esquerda protestou na Sé contra a igreja católica

Poucos atentados terroristas foram tão trágicos e transparentes quanto o ocorrido recentemente em Orlando. Adepto do islamismo, o terrorista chegou a ligar para as autoridades deixando claro que não só cometia aquela barbaridade por motivações religiosas, como todo aquele sangue era derramado em homenagem ao Estado Islâmico. O próprio ISIS agradeceu a homenagem e assumiu a culpa de toda a desgraça. Mas nada disso interessava à esquerda.

Porque a esquerda compartilha do mesmo inimigo: o ocidente. E não vê problema em deturpar a realidade desde que seu projeto político siga adiante. Para isso, em vez de protestar em frente a uma mesquita, e há algumas em São Paulo, o Levante Popular da Juventude estirou uma bandeira do movimento LGBT na escadaria da Sé, em flagrante provocação à Igreja Católica, que nada teve a ver com a atentado de Orlando.

A esquerda é ridícula por si só. Mas a brasileira quebra recordes.

Casamento gay: lei é mais apoiada pela oposição do que por membros do governo Dilma

Foto: Roberto Stuckert Filho

Essa é mais uma daquelas para dar um choque de realidade em muita gente. Levantamento do Datafolha junto ao congresso mostra que, do lado do governo, 50% dos deputados e 56% dos senadores aprovam o casamento gay. Do lado da oposição, no entanto, o apoio é maior: 53% dos deputados e 83% dos senadores. No geral, o placar saiu com 53% pró família formada por pessoas do mesmo sexo, contra 37% que discordam. A Folha fez questão de ressaltar que, dentro do PT, o apoio chega a 90%, contra apenas 43% dos integrantes do PSDB. O que, claro, só entrega melhor ainda como o petismo traiu seus eleitores para se manter no governo cercado por aliados de posicionamentos tão dístintos.

Foto: Roberto Stuckert Filho
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Legista confirma: garoto não morreu por espancamento homofóbico na escola, mas sim de causas naturais

hospital em F. de Vasconcelos
hospital em F. de Vasconcelos

Há alguns dias, muitos espalharam nas redes sociais que um adolescente, filho de dois gays, havia morrido depois de um espancamento por motivos homofóbicos. O relato tinha detalhes: ele teria sido levado ao hospital, mas não resistiu.

Pois era mentira. A morte – de todo modo lamentável, por óbvio – decorreu de motivos naturais, segundo laudo do médico legista. Não houve a tal agressão física motivada por homofobia (nem espancamento). Diversos veículos passaram a versão falsa, com vários compartilhamentos. Pois reportagem da Isto É explica o que houve.

“Ah, mas então não acontece esse tipo de coisa? Então não tem homofobia?” – há quem use esse expediente para atenuar a gravíssima divulgação de crime falso, culpando dois menores. Pois bem, expliquemos.

A agressão a gays é uma triste e séria realidade e, como tal, merece todo repúdio, combate e punição severa. Da mesma forma que também merecem repúdio, combate e punição severa os inventores e divulgadores de calúnias e afins – além de tal prática, no fim, prejudicar a causa que supostamente tentavam evidenciar/defender.

E esse caso é ainda pior, pois as acusações mentirosas recaem sobre menores de idade. A falsa imputação de crime já é algo suficientemente errado, mas é ainda mais terrível quando ocorre contra crianças ou adolescentes.

Em que medida, na sanha de defender algo e sem qualquer checagem, é justo acusar crianças/adolescentes (que agora sabemos ser inocentes)? E se o pior acontecesse e alguém influenciado pelas mentiras os agredisse?

Há militantes que se comportam como criaturas imunes a qualquer erro (ou até crime) pelo fato de que estariam lutando pelas bandeiras “corretas”. Desse modo, passam por cima de leis e pessoas, como se a motivação heroica os livrasse de qualquer responsabilidade.

Não é bem assim.

O estrago desse tipo de acusação é imensurável e os que mentiram ou ajudaram a espalhar a mentira precisam agora divulgar a verdade. Mas, sabemos, haverá aqueles dizendo “ah, esse laudo aí… sei não…”. E o triste é que não são tão poucos a agir dessa forma.

Lideranças LGBT reclamam falta de iniciativas efetivas no governo Dilma

dilma

No dia 1º de setembro, após o debate presidencial realizado no SBT, Dilma Rousseff se pronunciou a favor da criminalização da homofobia no Brasil, afirmando que é “contra qualquer forma de violência contra pessoas” e que isso é “uma ofensa ao Brasil”. No entanto, setores do movimento de defesa dos direitos dos homossexuais observaram que a presidente nunca tomou nenhuma atitude relevante a respeito do tema durante os quatro anos em que esteve no poder.

“Não dá para negar que o governo desenvolveu algumas ações. Mas também não dá para negar que poderia ter feito muito mais. As nossas duas principais reivindicações, a criminalização da homofobia e o casamento civil igualitário ficaram de fora das ações do governo”, observa o presidente da ABGLT, Carlos Magno. “Para mim foram duas derrotas para o movimento.”

A declaração da presidente parece, na verdade, querer pegar carona na polêmica mudança de postura da candidata Marina Silva, que, menos de 24 horas depois de lançar um programa de governo no qual defendia, entre outras coisas, o casamento civil igualitário, recuou e resolveu fazer alterações no capítulo que abordava o assunto, irritando os ativistas LGBT.

Na nova versão sobre o ponto LGBT, o programa não defende mudanças legais e traz apenas uma linha, defendendo apenas a garantia “de direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo” — que já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o novo texto não faz menção à aprovação da PLC 122/06, que criminaliza a homofobia. O texto divulgado na sexta-feira defendia articulação no Legislativo da votação do PLC 122/06, que torna crime a discriminação baseada em orientação sexual e na identidade de gênero, equiparando-o aos crimes de discriminação em razão de cor, etnia, nacionalidade e religião.

Nos últimos anos, o único dos três principais candidatos à presidência a se pronunciar de forma clara a respeito do tema foi Aécio Neves, candidato do PSDB. Em entrevista à revista Época no ano passado, declarou que o casamento gay “já é uma realidade. Não me oponho em nada“. Agora, já em campanha, voltou a afirmar sua posição.

O senador mineiro disse ser favorável à criminalização de atos de discriminação contra homossexuais. “A meu ver, a homofobia deve sim ser tratada como crime”, afirmou. (…) Também defendeu a união civil entre pessoas do mesmo sexo. “A união entre pessoas do mesmo sexo já tem uma definição do Supremo Tribunal Federal, não há que se fazer qualquer questionamento em relação a isso.”

Plágio

O programa de Marina Silva vem levantando polêmicas não só a respeito das recentes mudanças. Segundo revelou Aécio Neves, trechos inteiros do Plano Nacional de Direitos Humanos lançado e publicado por Fernando Henrique Cardoso em maio de 2002 foram plagiados.

A reportagem comparou os trechos do plano de governo de Marina apresentados como cópia pelo candidato tucano com o decreto de FHC de 2002. Os quatro parágrafos são idênticos – três são reproduções integrais e, em um, há a troca de dois termos.

Mas “plano de governo” costuma ter, na prática, importância menor do que o eleitor gostaria. Não se tratam de documentos legais, portanto, não é raro ser ignorado pelo vencedor ao assumir o cargo. No caso mais recente e gritante, menos de um anos após tomar posse, a administração de Fernando Haddad voltou atrás no sua principal promessa de campanha. E seu efeito pode ser justamente o oposto do esperado. A exemplo de todo imbróglio gerado recentemente com Marina Silva, foi uma proposta do programa de Russomanno que o fez perder votos na reta final e, de líder nas pesquisas, nem conseguir ir a segundo turno.

Contudo, são peças de campanha que ajudam a esclarecer ao eleitor quem são as opções que se colocam à sua frente. No momento em que o dito no palanque não bate com o que se defende por toda a carreira, paradoxalmente esclarece ao eleitor que se tratam de pessoas confusas, que denotam pouca confiança. Já houve quem se queimasse politicamente por recorrer a voto religioso sem qualquer relação com qualquer tipo de fé. Por mais que a malandragem marketeira creia ser possível vender quantos gatos por lebre quiser, o leitor, no momento em que percebe o golpe, migra sem dor na consciência para o outro lado. Todo cuidado é pouco na reta final. E o caminho mais seguro para todos os envolvidos costuma ser o da autenticidade.

Que tal tirarmos um pouco de sarro do Sakamoto?

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Muitas pessoas perguntam como conseguimos achar tanta coisa a ser comentada na internet. É simples: temos um algoritmo que caça textos por aí segundo palavras-chave (feminismo, fascismo, privataria, homofobia etc). Conforme o número de palavras encontrado, ele nos classifica o que deve ser comentado.

Às vezes ficamos sem inspiração e apenas rodamos o algoritmo conforme a classificação do que está sendo comentado na internet. É fácil encontrar a meia dúzia de palavras que está no texto de todos os “progressistas”, o novo nome da esquerda anti-capitalista de sempre.

Mas tem vezes em que a coisa enguiça. Parece estar todo mundo na mesma pontuação. Todos os sites progressistas falando da mesma coisa, na mesma hora, com as mesmas palavras (nisso atingiram perfeitamente a igualdade).

Aí não tem jeito: para saber quem tem prioridade e deve ser mais comentado, precisamos correr logo para Leonardo Sakamoto.

Em seu blog no UOL, o jornalista reclamou dos “preconceitos” de quem zoou Romário por este sair com uma “mulher trans”.

“Mulher trans”, “liberal-fascista”, “homem urso”, “meio grávida”, “católico ateu”. É com esse tipo de conceito que funciona a mente progressista. Não se trata de falácias, ou seja, falhas na construção de um silogismo: trata-se de erros até nos conceitos que buscam refletir a realidade. Assim, mesmo um esquerdista mestre da lógica, com pós-doc em Filosofia, notável analista de narrativas (a Escola de Frankfurt foi feita assim), não deixa de ser um completo divorciado da realidade mais factual.

man womanA crítica de Sakamoto é que “O que define uma mulher não é o que ela tem ou teve entre as pernas”. Ou seja, uma mulher pode ser… um homem. Talvez um alemão possa ser um tailandês. Ou uma foca talvez possa ser um ornitorrinco. Como já diz a sabedoria popular, na falta de um original, qualquer objeto em sua mão pode se transformar em um martelo. E se tudo o que você tem à mão é um martelo, trate o mundo como um grande prego.

Diz o nosso japa preferido que “Você se sentiu sexualmente atraído por uma mulher. Dai descobre que ela tem ou teve o mesmo órgão sexual que você”. Para Sakamoto, tudo o que define uma mulher é o quanto alguém “se sente e se expressa” mulher. Se eu, homem, “me sentir” mulher e dar uns malho no Sakamoto, ele continuará sendo hétero (?!), porque teve uma relação homem-mulher. No entanto, para tal, preciso “me expressar” como mulher. Todavia, as formas de como uma mulher “se expressa como mulher” (batom, saia, salto alto, bolsa, dirigir mal, acreditar em horóscopo, ter a “capacidade” de ser estuprada vaginalmente, pintar as unhas) são apenas performances socialmente construídas (?!?!), e não algo intrínseco ao sexo, que é diferente do gênero, porque os transexuais redefiniram essa distinção básica (?!?!?!?!). Entendeu? Nem eu. Mas tá lá no Sakamoto e nas baboseiras que a Judith Butler escreve. Ops, desculpe. @ Judith Butler. Não podemos fazer distinção de gênero na gramática.

A esquerda tem duas preocupações com esse tipo de “analítica”. Tudo surgiu com Michel Foucault e sua crítica à “sociedade disciplinar” (antes dele, o feminismo estava mais preocupado com salários iguais para mulheres em fábricas nos tempos de guerra, depois estas causas urgentes de agora se tornaram a preocupação principal de seres semoventes).

Trata-se antes de tudo de subverter não valorestradições, como costumam reafirmar certos conservadores, mas sobretudo de estraçalhar padrões de medida. Ou seja, medidas fixas, pelas quais possamos medir outras coisas. Por exemplo, alguém no Brasil é a favor de corrupção e de ditadura? Creio que ninguém diga isso tão claramente. Mas chamando a primeira de “caixa 2” e a segunda só de “regime comunista”, quantos não passam a imediatamente, nunca antes na história desse país, a dizer que corrupto que compra voto para instaurar uma ditadura é herói nacional?

Sakamoto, nessa atividade, comete uma análise brilhante, mas com conceitos, como visto, divorciados da realidade:

Se aceitar bovinamente viver com medo de seus desejos conseguirá, aí sim, ser um belo de um frouxo. Um covarde que não tem vontade ou opinião própria, mas depende da manada para lhe dizer o que pensar, como se vestir, o que comer e com quem se deitar.

Cara, tenho dó de você. Porque, ao temer ser rotulado, compartimenta a vida em caixinhas que, simplesmente, não existem. E interdita a si mesmo em uma sabotagem maluca.

“Ah, mas isso é pecado!” Olha, se existir uma entidade suprema, acredite, ela não vai se importar com quem você transa ou quem você beija. Caso contrário, não seria uma entidade suprema, mas algum religioso-fundamentalista-inspirador-de-ódio.

É despiciendo ver como tais ataques à religião são manobra totalitária. Mas não deixa de ser engraçado ver Sakamoto criticando quem “não tem opinião própria”, quem “depende da manada para pensar”, quem “teme ser rotulado”, quem “compartimenta a vida em caixinhas”, compartimentando todas essas pessoas na caixinha com rótulo “religioso-fundamentalista-inspirador-de-ódio” (é com você que ele tá falando, cara).

Diagnóstico perfeito, justamente para explicar quem depende da opinião da manada com sua modinha progressista politicamente correta para pensar, quem teme ser rotulado de coxinha, conservador, reaça e direitista e quem divide a vida entre as caixinhas dos “bacanas” e dos “religiosos-fundamentalistas-inspiradores-de-ódio”.

laerteA segunda preocupação é justamente essa animalização da linguagem. Ao invés do contato direto com a realidade (menino tem pênis, menina tem vagina), temos apenas o contato intermediado pela ideologia propagada por eles, em que eles são nossos únicos defensores – e para nos proteger, precisam de poder. Poder para impedir que outros tenham preconceitos e acreditem em coisas ultrapassadas, como homem e mulher. Como cromossomo X e Y. Como família, papai e mamãe. O totalitarismo de 1984, Admirável Mundo Novo, Revolução dos Bichos, A Revolta de Atlas e derivados começa exatamente assim: tudo, no fim, se torna apenas a máquina estatal e seu mundo perfeito e aplainado.

Com essa animalização, todo discurso apenas age como cachorros, cheirando as partes íntimas de seu interlocutor para saber se fazem parte da matilha amiga ou rival. Caso recaia no segundo caso, basta chamar de conservador, reaça, coxinha etc.

É aí que entra o nosso algoritmo. E é aí que análise de Sakamoto é perfeita em sua lógica, mas inverte completamente a realidade – afinal, ele mesmo pratica o que critica.

Feliciano: “Nós temos o compromisso de que qualquer material polêmico não circule sem nossa aprovação”

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Na semana passada, o ministro da Saúde Alexandre Padilha vetou a distribuição de material educativo para prevenção de aids dirigido a adolescentes. O ministro justificou o veto afirmando que o material havia sido criado sem seu conhecimento ou autorização.

Hoje, em entrevista ao Estadão, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, afirmou que a decisão do ministro na verdade foi apenas o cumprimento de um compromisso do governo Dilma com a bancada evangélica:

“O ministro nada mais fez do que honrar um compromisso de governo. A bancada evangélica já havia manifestado o receio de que o kit circulasse novamente”, afirmou. “Temos a garantia de que qualquer material de conteúdo mais polêmico não circule antes de ser avaliado e sem a nossa aprovação.”

Mais uma causa irrelevante para o Feminismo “Kinder Ovo”. E fica a dica para aquele pessoal que protesta indignado contra o pastor-deputado: que tal se revoltar antes contra quem assume esse tipo de compromisso com ele?

PS: Curiosamente (ou nem tanto), o próprio deputado Feliciano tem sido vítima de homofobia da turma “progressista” recentemente. Confiram no blog do Reinaldo Azevedo.