Petista: o malufista da Nova Era

Paulo Maluf sempre foi uma grande potência eleitoral em São Paulo – quase o foi no Brasil, mas o resto do pais conseguiu escapar dessa. Enfim, muitos paulistas e paulistanos já votaram em massa no “Dr. Paulo”, tendo o político atingido seu ápice (e, pelo ápice, dá para calcular a dimensão da carreira) ao eleger o sucessor Celso Pitta na prefeitura da Capital.

Daí em diante, foi ladeira abaixo. Primeiro, pela total e completa rejeição ao novo prefeito. Depois, pelas denúncias que foram aparecendo mais e mais, com direito a provas e até mesmo uma breve temporada no xadrez. Ainda assim, havia e há alguns malufistas, que usavam e usam argumentos como “ah, mas ele fez muita coisa boa” ou “e os outros são melhores?”, entre outras grandes pérolas da maluca retórica do “passa pano” em político desse tipo.

Como todos podem ter notado, a história se repete.

Os petistas, hoje, não diferem em nada dos malufistas, especialmente em meados da década de 2000, quando surgiram as primeiras provas e, claro, ele passou uns tempos vendo o sol nascer de maneira quadrilátera. A pergunta que se fazia era COMO DIABOS ainda tinha gente defendendo o cara. E é a mesma pergunta que se faz agora, mas sobre petistas.

Eles próprios, em tempos idos, também faziam tal questionamento sobre Maluf. Hoje, são amigos. E os defensores, tanto de um quanto do outro, são gêmeos na ideologia e na ética.

ps – o texto teve como base este ótimo post do Penso Estranho.