IBOPE: Internet supera imprensa na influência do eleitor e celebridades ficam na “lanterna”

Pesquisa inédita do IBOPE mostra que a Internet e as redes sociais já superam a mídia tradicional na influência quanto à escolha de um candidato. As informações são do Estadão e, com elas, elaboramos os seguintes gráficos:

1 – “Muita influência”


Os números correspondem ao percentual de pessoas para as quais cada um dos itens exerceria “muita influência” na hora de escolher um candidato presidencial. A web, portanto, já ultrapassou a imprensa. Valendo lembrar que boa parte das conversas com amigos/parentes já se dão em meios digitais. E, claro, na lanterna estão as celebridades e artistas, que no fim talvez mais se queimam do que influenciam qualquer coisa.

2 – Internet x Mídia Tradicional

Pois é, “o jogo virou”, como diria o outro. Não por acaso, alguns grupos de mídia traçam verdadeiras cruzadas contra veículos alternativos. Para finalizar…

3 – Mais jovens 16 a 24 anos

Entre as pessoas de 16 e 24 anos, o predomínio da web é ainda maior sobre a imprensa tradicional. Nessa faixa, as redes são “muito influentes” para 48% das pessoas, e a grande mídia teria esse papel apenas para 41%.

Conclusões

Por óbvio, é boa notícia para aqueles que já atuam na web de maneira adequada, citando-se quanto a isso Jair Bolsonaro e João Doria, como já falamos aqui. Alguns outros terão de correr atrás disso, provavelmente questionando o estilo de sua atuação online. De todo modo, os números indicam que 2018 será o “ano da web” na política.

No mais, seria presumível e até intuitivo que as redes aumentassem sua influência, mas ultrapassar a imprensa tradicional é algo que vai além das estimativas mais otimistas. Um sinal de novos tempos, sem dúvida, mas não uma obra do acaso. Tal ultrapassagem, cuja distância talvez tenda a aumentar, certamente decorre de alguns fatores. E a disparidade ainda maior entre os mais novos, nesse sentido, reforça algumas hipóteses.

A grande imprensa no geral tem postura arrogante, não aceita críticas e distorce alguns dados e conclusões de forma deliberada, sem falar no “truque do especialista” – quando chamam algum “estudioso” apenas para reforçar teses esquerdistas. Claro que cedo ou tarde isso começaria a dar errado e, com o acesso cada vez maior da população às redes, podendo consultar fontes diversas, o processo ganhou velocidasde.

Dá para mudar? Claro que dá, mas é muito difícil. Porque o compromisso ideológico, ao que parece, vem antes daquele com os fatos. O resto é consequência disso.

Delator diz que JBS usou Instituto IBOPE para pagar propina a Renan Calheiros

Segundo Ricardo Saud, delator do grupo JBS, houve pagamento de propina a Renan Calheiros em 2014 e o Instituto IBOPE Inteligência teria intermediado.

Seguem trechos do depoimento:

“[O Ibope Inteligência] fazia pesquisa para ele [Renan] e eles pagavam com essas propinas. O Ibope recebia propina. Nunca fez serviço para o grupo [JBS] (…) Inclusive, eles mandavam para mim um contrato e um punhado de pesquisas, e falavam: ‘Você arquiva isso aí direitinho, e se amanhã acontecer alguma coisa, você mostra isso aí’ (…) Nunca fez pesquisa para mim. Pegava uma pesquisa nacional lá ‘x’ e queria pôr no contrato da gente”

Não é a primeira vez que um instituto de pesquisa é citado em delação.

O Ibope e Renan Calheiros negam as acusações.

Apenas 10% de aprovação: sem as reformas, popularidade de Michel Temer derrete

O IBOPE, sob encomenda da CNI (Confederação Nacional da Indústria), realizou pesquisa sobre a popularidade do governo de Michel Temer e os resultados foram pífios. Porém, faz-se uma análise equivocada. Ela não está baixa por conta das reformas, mas sim PELA AUSÊNCIA DELAS.

Primeiro motivo: qual reforma foi aprovada e já está valendo? Pois é, nenhuma.

O que se tem é a herança de um quadro econômico deteriorado e algumas iniciativas ainda bem incipientes para revertê-lo. As GRANDES reformas ainda não foram feitas, e é justamente esse o problema. A previdência continua igual, as leis trabalhistas continuam iguais, e assim acontece com todas as outras.

Atribuir a baixa popularidade às medidas econômicas é pura narrativa esquerdista – certamente com o intuito de evitar que aconteçam.

E é claro que o Planalto sabe disso, de modo que agora provavelmente acelere na direção de aprová-las. Porque só assim para, em médio prazo (não, nada DE BOM acontece de imediato na macroeconomia), começar a reverter as coisas.

Sempre importante relembrar: quase 80% dos brasileiros são contra liberar aborto e drogas

De quando em vez, a esquerda aproveita para ressuscitar alguma bandeira que faça parte de sua agenda político-ideológica. Recentemente, fizeram isso com o aborto, em cima de uma decisão do STF já ela própria divulgada de forma errônea.

Em seguida, artigos, reportagens, colunas, ensaios, tratados e congêneres passaram a pulular. O tema rende pela polêmica e a militância aproveita os espaços para divulgar sua ideologia.

Mas é um tiro fadado à culatra.

Claro que a ideia, no fim das contas, é fazer um trabalho de convencimento, buscar a conquista de espaço aos poucos, algo comum na “infowar” desde sempre. Porém, não se fala aqui de um ponto maleável, que permitiria uma mudança em curto ou médio prazo. Nada.

Isso porque, conforme o último levantamento mais amplo feito por um grande instituto de pesquisa (no caso, IBOPE), 79% dos brasileiros são CONTRA liberar a legalização do aborto e também 79% são contra liberar as drogas. Os números são de 2014 e é possível que um levantamento realizado hoje mostre índices distintos. Mas a aposta garantida é que ainda estaria significativamente acima dos 70%.

Pra que tudo isso? Para deixar claro aos políticos que EMBARCAR NESSA CANOA é o mesmo que pular fora de uma corrida eleitoral majoritária, mesmo em grandes centros urbanos. Esqueça o lero-lero da grande mídia, que nesses dois temas é quase unânime para o lado diametralmente oposto ao apoiado pela população.

Não adianta “ficar bem” com essa rapaziada e depois não ter nem 10% dos votos.

As invasões de escolas só atrapalham: 72% dos brasileiros APROVAM a reforma no ensino médio

Educação

O Ibope foi às ruas questionar a população sobre algumas iniciativas do governo Temer. E o resultado foi bem positivo para a atual gestão. No geral, 7 em cada 10 dos brasileiros aprovam a reforma no ensino médio. E a proporção cresce para 77% quando questionado sobre o ponto mais polêmico, aquele em que é dado ao estudante a possibilidade de escolher as disciplinas que querem estudar. O recorde é da ampliação do número de escolas de tempo integral, aprovado 85% dos entrevistados.

O único ponto que pode melhorar, mas ainda assim conta com apoio da maioria, diz respeito à ampliação de carga horária de 800 para 1400 horas anuais, que só conta com o apoio de 59% da população. Contudo, trata-se de uma medida necessária para tornar possível tantas escolas de tempo integral.

Em resumo: a esquerda vem invadindo com sua militância as escolas do Ensino Médio contra a vontade da maioria da população.

Fiança milionária de detido pela Lava Jato foi paga pelo dono do Ibope

Pesquisa. Foto: Pixabay

Mariano Marcondes Ferraz foi preso por pagar US$ 868 mil (R$ 2,8 milhões na cotação atual) em propina Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que o delatara à Lava Jato. Mas Sérgio Moro mandou soltar o executivo do grupo Trafigura. Porque Ferraz se comprometeu em cooperar com a investigação e arcou com uma fiança de R$ 3 milhões.

O empresário é casado com a atriz Luiza Valdetaro, mas a salvação veio por intermédio de Maria Pia, irmã dele. Ela é casada com Carlos Augusto Montenegro, a pessoa que pagou a fiança.

Se o leitor ainda não ligou o nome à pessoa, o Implicante ajuda: Montenegro é o dono do Ibope.

O Brasil segue carente de institutos de pesquisa que transmitam a necessária credibilidade para um ramo tão complexo quanto vital.

Atualização – 07 de novembro de 2016

O Ibope Inteligência entrou em contato comentando a nota da Veja reverberada mais acima. Para não haver qualquer tipo de ruído, o Implicante publicará o posicionamento do instituto na íntegra:

“Carlos Augusto Montenegro, presidente do IBOPE Inteligência, é casado com Maria Pia Marcondes Ferraz, irmã do empresário Mariano Marcondes Ferraz, razão pela qual emprestou recursos para pagamento da fiança do empresário, em uma transação que não teve nenhuma relação com o IBOPE Inteligência. O valor da fiança já foi inclusive devolvido a Carlos Augusto pela empresa Trafigura.”

Governo Temer tem bem mais aprovação e bem menos rejeição que o de Dilma Rousseff

Dilma Rousseff, Michel Temer e Marcela Temer

As notícias são divulgadas da seguinte forma: governo de Michel Temer enfrenta baixa popularidade. Tal fato, contudo, precisa ser posto em contexto. Isso porque falamos de uma administração ainda no início do início do início e que vem de uma antecessora com RECORDE HISTÓRICO DE REJEIÇÃO.

Sim, a gestão passada foi a mais rejeitada de toda a história das pesquisas de “popularidade” governamental. Desse modo, portanto, devemos estabelecer dois comparativos.

Primeiro, a aprovação (bom/ótimo). Dilma em março deste ano e Temer em outubro:

aprovacao

Agora, a rejeição (péssimo/ruim):

rejeicao

A quem quiser conferir nas fontes, aqui o levantamento de março e aqui o de outubro.

Em tempo: patético quando um ou outro lado jogam o “regular” para este ou aquele lado. Nada disso. O dado não é positivo nem negativo, seja para Dilma Rousseff ou Michel Temer. E o comparativo deixa claro e inequívoco: a popularidade do governo é atualmente baixa, mas subiu em comparação ao governo passado.

O resto é torcida.

IBOPE: Temer baixa para 39% o índice de ruim/péssimo; com Dilma, era de 69%

Michel Temer - Dilma Rousseff - IBOPE - aprovação - rejeição -2

Sabemos que as manchetes muitas vezes buscam mais cliques do que o esclarecimento dos fatos. Assim, opta-se por determinada chamada e o texto logo abaixo acaba trazendo informações de maior relevância, embora menor apelo.

Enfim, hoje o IBOPE divulgou pesquisa sobre o governo federal e os títulos se restringem à taxa de aprovação; ou seja, o índice de ótimo/bom, sem mencionar a rejeição (ruim/péssimo).

Isso é complicado. Se a aprovação efetiva de Michel Temer ainda é somente um pouco maior que a de Dilma Rousseff, o dado se explica de forma fácil. “Aprovar”, grosso modo, é endossar uma situação boa, e a herança pra lá de maldita não permitirá isso no curto prazo; talvez nem no médio.

Porém, o índice de “ruim/péssimo” despencou. Eram quase 70% com Dilma, em pesquisa do mesmo IBOPE realizada em março, e agora já baixou para cerca de 40%. Queda brusca, portanto. Há uma percepção FORTE de melhora, que primeiro se manifesta diminuindo o dado de rejeição, para depois – com o tempo – repercutir no número dos que objetivamente “aprovam”.

É o processo normal.

E esse é o dado realmente importante da pesquisa de hoje. Todo o mais é manchete caça-clique ou algo do tipo.

Dilma é aprovada por apenas 10% dos brasileiros

Levantamento do instituto Ibope, encomendado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgado nesta quarta-feira, aponta que apenas 10% dos brasileiros ainda apoiam o governo de Dilma Rousseff.

A taxa extremamente negativa mantém a estabilidade, atraindo a conclusão óbvia: as medidas para minimizar a baixíssima popularidade da presidente não surtiram efeito algum.

Mas fica a pergunta: quem ainda são esses que apoiam?

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Mesmo 10% é uma faixa altíssima diante do total descalabro que é essa gestão.

Dilma despenca no IBOPE: de cada 10 brasileiros, 7 acham seu governo ruim ou péssimo

Pesquisa CNI/IBOPE, divulgada nesta terça-feira, traz notícia péssima para Dilma Rousseff: de cada 10 brasileiros, 7 consideram seu governo ruim ou péssimo. E quem considera ótimo ou bom caiu de 10 para 9%. É a pior avaliação da história de todos os tempos. Dilma é recordista de rejeição. O percentual dos que não confiam na presidente aumentou, enquanto diminuiu o número dos que nela colocam alguma confiança.

O levantamento cai como (mais) uma bomba no colo do governo. Afinal, precisará do apoio e de votos de parlamentares e será difícil convencê-los a ficar ao lado de um governo tão rejeitado – especialmente considerando que no ano que vem há eleições municipais e muitos deles ou concorrem ou apoiam diretamente pessoas ou grupos que concorrerão. Querem é distância da Dilma.

Ainda assim, esses números não nos parecem razoáveis. O correto seria 10 de cada 10 brasileiros considerarem o governo Dilma ruim ou péssimo. Na verdade, péssimo ou terrível. Mas falta pouco para a própria presidente conseguir também essa façanha.

Dilma Rousseff - IBOPE

E ela consegue, sim.