Praticamente só nações socialistas não crescerão em 2018: Venezuela, Coreia do Norte e Cuba

Marcos Troyjo é diretor do Laboratório BRICs da Universidade de Columbia. O diplomata conversou com a CBN pouco antes de participar do Fórum Mundial de Davos. Na conversa, trouxe um dado curioso, mas nada surpreendente: as três nações com o socialismo mais escancarado do mundo são justamente as que não devem crescer em 2018.

Praticamente só três países não vão crescer: Venezuela, Coreia do Norte e Cuba. São essas as exceções. Desenvolvidos ou emergentes, todos terão expansão econômica este ano.”

No segundo mandato do governo Dilma Rousseff, como resultado de irresponsáveis pedaladas fiscais, o Brasil entrou para este trágico grupo. Sorte dos brasileiros que ainda havia tempo para recorrer ao que restava de instituições e tomar a caneta do grupo que até hoje segue aplaudindo o colapso venezuelano.

Há muito o que se criticar o governo Temer, e as mesmas instituições seguirão em risco caso o MDB consiga fazer um sucessor.  Mas ao menos a equipe econômica tem se focado no que precisa ser feito. Isso, por si só, faz valer a pena todo o desgaste com o processo de impeachment que destronou a petista.

Era isso ou seguir fazendo companhia a cubanos, norte-coreanos e venezuelanos na tragédia econômica.

Falas de Lula e Gleisi dão razão a quem temia que o petismo transformasse o Brasil numa Venezuela

Foi manchete em todo a imprensa, mas partiu do Poder 360. Em termos que soam pesados até mesmo para o partido que tem no currículo o estranho caso Celso Daniel, Gleisi Hoffman afirmou exatamente que:

Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”

Apenas depois da revolta nas redes sociais, a presidente do PT se reposicionou alertando que a fala não deveria ser entendida ao pé da letra. Ainda assim, na mesma noite, o próprio Lula pontuou no Twitter sobre a liberdade de imprensa.

“A Veja é uma central de mentiras. Eu quero que eles saibam. Trabalhem pra eu não voltar. Porque se eu voltar vai haver uma regulação dos meios de comunicação.

É bom destacar, não foi uma ameaça apenas à Veja, o que já seria grave em suficiência, mas a toda a imprensa. Sempre com o eufemismo de “regulação dos meios de comunicação” já explorado na Venezuela chavista.

Aquela Venezuela que, mesmo com uma ditadura reconhecida pela imprensa e diplomacias mais sérias do mundo, recebeu aplausos de partidos da esquerda nacional, como PSOL, PDT e PCdoB – além do próprio PT, claro.

As falas e os posicionamentos dão plena razão a quem temia que petismo conduzisse o país a uma ditadura semelhante. Mas, para sorte do país, brasileiros foram às ruas e exigiram o impeachment de Dilma Rousseff a tempo.

É preciso trabalhar para que em 2018 eles não recebam das urnas uma nova chance.

Petição para o impeachment de Gilmar Mendes já tem mais de 600 mil assinaturas

Em primeiro lugar, caso alguns não saibam, é sim possível pedir o impeachment de um ministro do STF. Pois é. Desse modo, assim como ocorreu com Dilma Rousseff e alguns grupos também buscam com Michel Temer, há agora movimento para afastar Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal.

A petição online, até agora, tem mais de 600 mil assinaturas. Precisamente (até a redação deste post), 613.111 pessoas. O objetivo é atingir um milhão de signatários e, ao que parece, talvez seja mesmo possível.

CLARO que uma petição desse tipo não tem efeito jurídico, mas ainda assim a parte simbólica é evidente. Após a atuação no julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, Gilmar Mendes recebeu muitas críticas, especialmente online.

A quem quiser assinar, aqui está.

Entenda como uma manobra pró-Dilma no Impeachment acabou complicando a vida do PT no TSE

A vida e suas ironias. Vamos a uma breve recapitulação: quando o Senado Federal votou pelo Impeachment de Dilma Rousseff, o então mediador, Ministro Ricardo Lewandowski, propôs o “fatiamento” do processo em duas frentes. Desse modo, ela poderia ser afastada, mas não perderia seus direitos políticos – algo considerado bisonho por muitos. E assim aconteceu. Dilma foi deposta, mas manteve os direitos políticos.

Voltemos a 2017. Um dos requerimentos da defesa da petista no TSE, na ação que julga a chapa eleita em 2014, é a de que o pedido original teria perdido seu objeto, vez que ela foi impichada. Pois bem: não é verdade.

De todo modo, o requerimento poderia ter alguma sobrevida, mas torna-se incabível diante do fato de que seus direitos políticos foram mantidos.

O destino e suas ironias.

Memória: Dilma Rousseff defendeu-se usando a AGU, Temer contrata advogado particular

No processo de impeachment que afinal levou-lhe o mandato, Dilma Rousseff defendeu-se usando a AGU (Advocacia Geral da União), cujo titular era José Eduardo Cardozo (foto). Na época, isso causou polêmica e, mesmo depois de sua saída, o procedimento foi questionado.

Michel Temer, por sua vez, contratou advogado particular para defender-se no STF.

Evidentemente, numa democracia – como a nossa -, todos têm direito à mais ampla defesa. Mas é importante registrar essa diferença.

Análise: o correto é Temer sair, mas seu substituto tende a ser pior para a Lava Jato

Falando apenas pela convicção moral, a renúncia de Michel Temer, o quanto antes, continua sendo o mais acertado. Porém, é preciso também trazer o cálculo político de uma eventual troca. E a conta não é exatamente positiva. Vamos lá.

Em primeiro lugar, o único cenário possível é de eleição indireta mediante renúncia. A esquerda defende “diretas já” por uma mistura de má-fé e burrice, cabendo ao leitor calcular as proporções de cada ingrediente. E impeachment não acontecerá porque não há votos bastantes e nem tempo hábil para isso.

Passado o óbvio, vem o cálculo: há três forças relevantes no Congresso. O antigo governismo, o novo governismo e os fisiológicos. Os parlamentares com alguma ideologia não formariam um time de futebol de salão – a menos que escolhessem o sistema goleiro-linha.

E o que as três forças relevantes têm em comum? A Lava Jato. Qual nome agregaria mais votos de todos os lados? Aquele que topasse melar.

A saída de Temer segue sendo a opção moralmente defensável, e insistiremos quanto a este caminho ser o correto, mas não dá para ser ingênuo a ponto de supor que este Congresso escolherá um nome melhor na defesa das apurações. Ou fica tudo igual ou – e é o provável – piora. Sim, Tiririca estava brincando quando inventou o slogan de sua campanha.

Por pior que seja a atuação do atual presidente quanto a isso, todas as tendências mais óbvias levam a crer que, em seu lugar, colocarão alguém com total comprometimento a respeito da missão central. Talvez tome alguma atitude populista (como a liberação do FGTS), certamente manterá as reformas, mas o foco tende a ser o comentado nesta análise.

Então, é isso. Não há final feliz. Formular teses como “passa o trator em tudo, depois joga sal por cima” é bom para desopilar o fígado, mas é algo inviável e evidentemente impossível. Considerando apenas o mundo real, esse é o quadro.

Estejamos preparados para o pior. E também para o pior ainda.

Análise: entenda por que as chances de impeachment de Temer são muito remotas

Em primeiro lugar, o óbvio: todo e qualquer impeachment de Presidente da República é muito difícil. É preciso juntar três fatores: o ato previsto em lei, 2/3 de parlamentares dispostos a isso (na Câmara e também no Senado) e a opinião pública favorável. Há boa margem para Temer escapar, portanto.

Na parte jurídica, ele alegará que não cometeu nenhum ato que pudesse ensejar o pedido. E, assim como ocorreu no caso de Dilma, isso servirá de subsídio para recursos e afins, de modo que pelo menos tempo ele ganha. Apoio popular, é verdade, não existe. Nesse ponto, há pouco o que fazer.

Porém, faltam os 2/3 do Parlamento. Um pedido desse tipo, na conjuntura atual, pararia na primeira comissão, sem nem ir a plenário. Ainda que fosse – o que já é remoto -, ele dificilmente perderia. Na hipótese de perder na Câmara, tem o Senado para evitar seu afastamento. A esta altura, os parlamentares não estarão assim tão suscetíveis à opinião pública.

É a triste realidade. E Temer obviamente sabe disso.

Com permanência de Temer, “Brasil caminha para virar uma Venezuela”, diz economista

A economista Monica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, bateu forte em Michel Temer ao ser entrevistada pelo Estadão. Palavras de fato contundentes, por assim dizer. Segue trecho:

“O Temer deveria ter a hombridade de renunciar. Se ele quer se mostrar tão diferente da Dilma, se quer entrar para a história com alguma dignidade, ele tem que renunciar. Ele tem que fazer o que ela não fez. Não pode ficar nesse jogo de tentar acobertar, de dizer que é tudo mentira. Chega. Ninguém aguenta mais ouvir isso. Insistir é um erro. Precisamos purgar isso. Na perspectiva de corrosão institucional, se ficar como está, o Brasil caminha para virar uma Venezuela”

De fato, Temer prestaria um serviço ao país renunciando, independentemente da veracidade das acusações – das quais pode se defender até melhor fora do Planalto. A análise de Monica de Bolle soa pessimista, mas é infelizmente bem realista.

Internauta cria abaixo-assinado pelo impeachment de Gilmar Mendes, Toffoli e Lewandowski

Antes de tudo, caso alguém não saiba, é sim possível pedir o impeachment de ministros do STF.Pois é. Mas sigamos.

Após a (por assim dizer) polêmica decisão de tirar José Dirceu da prisão preventiva, os ministros que assim decidiram passaram a sofrer críticas na web. E agora, surge também um abaixo-assinado criado por José Luiz Maffei, de São Paulo.

Hospedada na plataforma Change.org, a petição diz o seguinte:

“Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandovski proferiram diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem contitucional. A recente soltura de Réus como José Dirceu e Eike Batista demonstra o descaso com o crime continuado e a obstrução à justiça que, soltos, eles representam. Gilmar Mendes, especialmente, concede reiteradamente habeas corpus a poderosos (Daniel Dantas recebeu dele um habeas corpus num domingo) , demonstrando julgar com parcialidade e a favor de interesses que nem sempre coincidem com o bem comum”

Na prática, embora legalmente cabível, seria muito difícil obter vitória. Mas o abaixo-assinado, ainda assim, representa o descontentamento de muitos.

Até o momento em que este post foi escrito, o pedido contava 6.027 assinaturas.

Ex-presidente da Coreia do Sul foi presa apenas três semanas após cair por impeachment

No 10 de março de 2017, o Tribunal Constitucional confirmou o impeachment de Park Geun-hye, a primeira mulher a presidir a Coreia do Sul. O caso lembrou o de Dilma Rousseff, apesar de o motivo não ter sido pedaladas fiscais, mas aquilo que hoje a Lava Jato acusa o PT de fazer: chantagem com grandes empresas para benefício do governo.

No 30 de março, apenas 20 dias depois, o Ministério Público local conseguiu prender a presidente cassada. Ainda em prisão preventiva, que pode durar outros 20 dias.

Enquanto isso, no Brasil, já se passaram 7 meses da queda de Dilma. E o TSE, a exemplo do que fizera o Senado, vem elaborando uma engenharia jurídica para cassar a chapa que a elegeu, mas permitir que a petista concorra a cargos públicos já em 2018, o que poderia garantir-lhe foro privilegiado e, assim, ser blindada da Lava Jato.

O que é extremamente deprimente.