A Lava Jato chegou num dos maiores defensores de Dilma Rousseff: Picciani

A operação Lava Jato, com sua força-tarefa que trabalha no Rio de Janeiro, prendeu 5 dos 7 conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Motivo: cobravam propina para fazer vista grossa para irregularidades em obras e no sistema de transportes fluminense. Mas essa nem a notícia mais importante.

Porque a Lava Jato levou Jorge Picciani em condução coercitiva. Hoje, ele é presidente da Assembleia Legislativa do Rio, mas o Brasil talvez o conheça como pai de Leonardo Picciani, o ministro dos Esportes do governo Temer. Enquanto o povo ia à rua exigir o impeachment de Dilma Rousseff, a família Picciani atuava como podia para impedir a queda das presidente.

A aliança era tão forte que Leonardo Picciani, mesmo pertencendo ao PMDB de Michel Temer, e mesmo vindo a receber do vice-presidente um ministério, votou contra o impeachment da presidente hoje cassada.

Mas a Lava Jato chegou nele. Acrescentando a família ao grupo de “sobrenomes” do Rio com graves problemas com a Justiça: Franco, Cabral, Paes, Cunha, Batista e Garotinho – para ficar em apenas alguns exemplos.

Não era golpe? Segundo revista, Lula estaria se “afinando” com… Michel Temer!

Dilma Rousseff, Michel Temer e Lula

Se sua vida é basicamente gritar “fora, Temer” e chamar o governo federal de “golpista”, o Implicante sugere calma! Segundo a coluna Radar Online, Lula e Michel Temer estariam “se afinando”. O que isso significa? Que o petista acha importante que o presidente da República conclua o mandato; e que o presidente da República vê com bons olhos a possibilidade de ser sucedido com Lula.

A fonte da informação seria um petista graúdo.

Sim, há chances de ele estar mentindo apenas para tumultuar. Mas fato é que a dupla se encontrou no funeral de Marisa Letícia e teve um diálogo não apenas amistoso, como convidativo.

Desde o início do ano, o Implicante vem apontando que Brasília está se unindo contra o Brasil. Não seria estranho que isso incluísse até mesmo uma aliança entre Lula e Michel Temer. Para azar máximo de quem ficou o último ano gritando “golpe”.

Já se espera que o Brasil feche 2017 com a inflação ABAIXO do centro da meta

Semanalmente, o Banco Central libera o boletim Focus, com as expectativas de um grupo de especialistas a respeito da economia brasileira. Por isso, a cada sete dias surgem novas previsões a respeito da inflação que o Brasil deve acumular em 2017. Ela vem em seguidas quedas. Já foi de 4,36%, de 4,15%, e agora desceu a 4,12%.

Sim. É bem baixo. Quão baixo?

Há um bom tempo, o Brasil tem por meta fechar o ano com inflação em 4,5%. Mas há uma tolerância em 2% para mais ou menos. O governo Dilma adorava repetir que fechava o ciclo dentro da meta, mas era dentro da margem de tolerância, sempre raspando os 6,5%, ou por vezes extrapolando-o, como em 2015, quando chegou ao segundo dígito.

Agora, pela primeira vez em muito tempo, o Brasil vive a expectativa de um resultado ABAIXO da meta.

Sim, é mais uma vitória de quem foi à rua pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Pode comemorar.

O Ministério Público pediu a prisão da presidente que sofreu impeachment (na Coreia do Sul)

A Justiça da Coreia do Sul é bem mais rápida que a brasileira. Enquanto aqui o brasileiro aguardou quase dois anos para ser atendido no seu anseio pela impeachment de Dilma Rousseff, Park Geun-hye caiu apenas seis meses eclodir o escândalo que atingiu por lá. Agora, o Ministério Público local mostra que a luta não acabou.

Apenas 17 dias após a destituição do cargo, anunciou que irá pedir a prisão de Geun-hye. A sul-coreana havia sido acusada de usar o cargo para chantagear empresas locais por intermédio de uma aliada, algo semelhante ao que investiga hoje a operação Lava Jato.

Agora é conferir se o caso servirá de inspiração aos promotores brasileiros.

Dilma: gritou que não tinha conta no exterior, foi acusada de manter conta com a Odebrecht

Não tem muito tempo, usando o caso de Eduardo Cunha como um escudo, Dilma Rousseff adorava repetir que não tinha “conta no exterior”. O tweet abaixo, de junho de 2016, quando estava afastada da Presidência da República, mas ainda não tinha sido cassada, registra bem o posicionamento dela.

Contudo, conforme revelado em primeira mão pelo Antagonista, a presidente Dilma Rousseff teria, sim, uma conta clandestina. No caso, com a Odebrecht. Não estaria no nome dela, mas seria manipulada ao sabor da vontade dos presidentes petistas por intermédio de Antonio Palocci e Guido Mantega. Tudo isso foi detalhado por Marcelo Odebrecht em depoimento ao TSE.

Aparentemente, usar “conta no exterior” como escudo não foi a melhor das estratégias.

Piada pronta: relator da reforma, deputado do PT defende o fim do cargo de vice-presidente

Na República Federativa do Brasil, o “vice” tem uma função muito simples: trazer alguma estabilidade política aos momentos mais críticos. Se o titular se ausenta, morre ou é cassado, o vice, que foi escolhido pelos mesmos eleitores, assume o posto e dá continuidade aos trabalhos.

E isso vinha sendo respeito na era do voto direto até que o PT achou por bem usar o vice como uma forma de acalmar seus mais ferrenhos críticos. Com isso, em 2002 e 2006, fez uso de José Alencar, um representante do mercado na chapa do Partidos dos Trabalhadores. Em 2010 e 2014, Dilma Rousseff fez ainda pior: colocou no post não só alguém próximo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, como o deputado mais articulado do maior partido do país, o que lhe garantiria uma boa base para governar.

Pois bem… Hoje, Michel Temer preside o Brasil após a queda de Dilma Rousseff. E o Congresso planeja uma reforma política. O relatório caiu no colo de Vicente Cândido, do PT. E uma das coisas que ele defende é o fim da figura do vice.

“Por que manter um indivíduo na expectativa, assessor, segurança, carro, gasolina? E o vice tem tendência para conspirar. Isso é indefensável. O país deve ter em torno de uns 15 mil cargos em torno dos vices.”

Se a proposta do petista passar, qualquer “falta” presidencial cairia no colo do Presidente da Câmara, que teria 90 dias para convocar eleições diretas.

Apesar de a piada soar ótima, não chega a ser uma ideia ruim. Afinal, neste modelo, o petismo perderá mais uma ferramenta para comprar tempo de TV e apoio político. Ou ainda enganar os próprios críticos jogando no cargo alguém próximo do setor adversário.

De quebra, ainda rolará uma certa economia com a manutenção do Palácio do Jaburu.

Ainda tentando desmoralizar o impeachment, imprensa associou o 7×1 à queda de Dilma

O afastamento de Dilma Rousseff já se aproxima do primeiro aniversário, mas a imprensa não se cansa de tentar desmerecê-lo. A mais nova investida é daquelas. Atribuindo a “pesquisadores”, o maior jornal de São Paulo alega em manchete que a derrota do Brasil na Copa do Mundo influenciou o impeachment.

A empolgação com a pauta foi tamanha que o lead chega a chamar de “golpe” o processo que cassou a petistas. Na sequência, tentando vender alguma ponderação, trata por grito de torcida o entendimento de que o processo foi legal.

É um gritante desrespeito com as leis e a história do Brasil, uma vez que se trata de um dispositivo legal acompanhado de perto pela própria Suprema Corte. De quebra, ofende a lógica pois, logo após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, Dilma Rousseff simplesmente se reelegeu.

Desde 1994 tentam associar o sucesso numa Copa do Mundo com o resultado da eleição presidencial. Motivo: naquele ano, enquanto o Brasil conquistava o tetra, o governo brasileiro emplacou o sucessor.

Mas o Brasil perdeu em 1998, 2006, 2010 e 2014. Nesses quatro anos, o governo federal saiu vitorioso da disputa. Quando o Governo Federal se deu mal? Em 2002, ano do penta.

Dilma chamou Temer de frágil, fraco e medroso: então por que o escolheu para vice?

Ainda na polêmica entrevista para o Valor Econômico, Dilma Rousseff desceu o verbo em Michel Temer. Ao ponto de soar deselegante. Como descrito na matéria, ela chega a fazer pouco das mãos do Presidente da República, tudo isso para descrevê-lo como “frágil”, “fraco” e “medroso”.

“Não acho que é relevante fazer fofoca, conversinha. Posso contar mil coisas do Padilha e do Temer, então? Porque o Temer é isso que está aí, querida. Não adianta toda a mídia falar que ele é habilidoso. Temer é um cara frágil. Extremamente frágil. Fraco. Medroso. Completamente medroso. Padilha não é. A hora em que ele [Temer] começa assim[em pé, mostra as mãos em sentido contrário, com os dedos apertados em forma de gancho]. É um cara que não enfrenta nada!

Bom… Não resta outra pergunta, senão: por que, então, Dilma Rousseff o escolheu para vice? Ou não foi ela quem escolheu?

Mas fato é que, fraco ou não, o governo Temer vem conseguindo caminhar com as reformas que Dilma não conseguia mover. E, bem… Ela era tão durona, forte e corajosa que… Caiu.

Saudade de notícia boa? Agência de classificação de risco melhorou perspectiva para o Brasil

Cédulas de reais. Foto: Pixabay.

Lembra o grau de investimento? O Brasil o conquistou durante o governo Lula, foi extremamente e merecidamente comemorado, mas tudo foi pelos ares durante a gestão Dilma Rousseff, que ignorou todos os alertas e deixou a economia brasileira ir para o saco.

Pois bem… O grau de investimento é dado por agências de classificação de risco. E a Moody’s, uma das mais importantes, deu ao Brasil nesse último 15 de março uma melhora na perspectiva da nota. Nada de outro mundo: de negativa para estável. Isso significa que não mais espera pioras de nossa economia. Mas nada disso deixa a notícia menos importante.

Porque os resultados positivos só virão após a estabilização econômica. O sinal dado pela Moody’s é de que as reformas conquistas pela gestão Temer foram importantes em podem resultar em coisa boa em breve.

Enfim… Mais uma vitória para você que foi às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Pode comemorar.

Nova lista de Janot ridiculariza a tese de que o impeachment de Dilma barraria a Lava Jato

Quem não se lembra? Logo que o impeachment de Dilma Rousseff começou a ser debatido, a “narrativa” era apenas uma: querem barrar a Lava Jato. Para além disso, falavam sobre uma estratégia que envolvia a absolvição de Cunha.

Como todos sabemos, Eduardo Cunha está preso, a Operação Lava Jato continua de vento em popa, com direito a ramificações – como a do Rio de Janeiro, que levou o ex-governador daquele estado para a prisão.

E agora, uma nova lista do PGR Rodrigo Janot torna aquela tese inicial ainda mais ridícula, pois são 320 pedidos, 83 inquéritos apenas no STF, e gente de praticamente todos os grandes partidos, ministros tanto de Michel Temer quanto de Dilma Rousseff.

Claro que a Lava Jato não parou, nem vai parar. As “narrativas” é que precisam, a cada momento, de uma atualização por conta dos fatos – isso quando se tão ao trabalho de atualizá-las, é claro.