Novo escândalo foi noticiado primeiro pela Globo; o que dirão os que a xingavam de golpista?

O problema de apegar-se a narrativas amalucadas é aquele de sempre: os fatos costumam desmenti-las e aí fica difícil mantê-las. Foi o que houve agora, com as novas denúncias. Quem noticiou foi a Globo; primeiro pelo jornal O Globo, depois pela emissora.

Tal grupo, como todos sabemos, “simboliza” tudo que o PT mais odeia na imprensa. Mesmo Lula vez por outra faz seus ataques pessoais. Eis que agora fica o dilema. A mídia é golpista ou passa a valer o que diz? A Globo fala a verdade ou mente?

Tempos curiosos.

Ah, sim! Claro que já surgem teorias estapafúrdias. Vocês já devem ter lido algumas, e definitivamente não merecem atenção.

Um final de semana, quatro capas bombásticas para Lula

A bombástica delação de Leo Pinheiro, dono da OAS, somada a todas as delações da Odebrecht, acabou por dar o tom das grandes semanais e também dos jornais que circulam nesta sexta-feira, feriado nacional.

E, claro, o tom não é bom para Lula. Confiram:

Leia aqui a reportagem.

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Época foi pra cima dos que estão agora no atual governo (importante mesmo manter também esse foco) e a Isto É tratou da economia:

Galeria histórica: 18 capas que eles disseram ser mentirosas, mas as delações confirmaram

Hoje, a Lava Jato está avançada, várias prisões, indiciamentos, processos, depoimentos divulgados etc. Mas houve um tempo em que isso parecia impossível e, naquele cenário, algumas capas de revista eram tratadas como doidas. Pela militância, é claro.

Chegaram a depredar a Editora Abril por conta de uma das capas que traremos nessa gloriosa lista (Veja, 10/2014). Por mais que, vez por outra, peguemos pesado com a grande imprensa, é importante destacar seus bons e cruciais momentos.

A galeria histórica tem apenas edições de 2014 até setembro de 2015, pois depois disso começou a ficar difícil simplesmente negar.

Aí está:

Época, 04/2014

Veja, 04/2014

Veja, 08/2014

Isto É, 10/2014

Veja, 10/2014

Época, 11/2014

Época, 11/2014

Isto é, 11/2014

Veja, 12/2014

Veja, 12/2014

Isto É, 02/2015

Veja 02/2015

Época, 04/2015

Isto é, 04/2015

Veja, 04/2015

Época, 04/2015

Época, 06/2015

Época, 09/2015

E agora? Será que continuarão com a tática de que a imprensa estaria mentindo? Em tempos de bolhas de pós-verdade, talvez sim.

Oficializaram: São Paulo superou a crise hídrica e com lucro recorde para a Sabesp

Ainda sob os desmandos do governo Dilma, o drama paulista foi reverberado para todo o país como forma não só de atingir Geraldo Alckmin, que governava São Paulo, mas também Aécio Neves, que disputava com Rousseff a Presidência da República. Pelo discurso do petismo, São Paulo tinha ficado sem água em decorrência de uma péssima administração tucana. E só o PT seria capaz de evitar uma tragédia que superaria décadas.

Mesmo em 2015, o tema foi explorado sempre que a população ia às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Enfim… Politizaram a crise hídrica, tudo com a devida conivência da imprensa, que adorava pautar o tema e praticamente comemorar cada baixa no sistema Cantareira.

No momento da redação deste texto, pelo índice historicamente divulgado, o Canteira encontra-se com 95% de sua capacidade. Tudo isso apenas dois anos e meio após aquela disputa. Em outras palavras, o eleitor de São Paulo fez a opção certa ao reeleger Alckmin como a pessoa mais preparada para gerenciar a crise.

Agora, a Sabesp decretou que o problema está superado. E com lucro para a empresa, que fechou 2016 com saldo positivo de R$ 2,9 bilhões, um recorde histórico. A saúde financeira da estatal era outra preocupação.

A companhia aproveitou para informar que 75% deste lucro será reinvestido em saneamento em todo o estado de São Paulo. Melhor assim.

A perseguição esquerdista quis atingir Regina Duarte com erro bizarro de blogs progressistas

No 26 de março de 2017, aconteceu mais um protesto em defesa da Lava Jato. Mesmo com a adesão pequena, a esquerda não se furtou o direito de deturpar os acontecimentos. E o imbróglio atingiu uma brasileira perseguida desde que pediu voto para José Serra em 2002: Regina Duarte.

A cobertura da Folha utilizou uma foto da atriz próximo a aspas do humorista Marcelo Madureira. Mas nada disso impediu que um trio de publicações esquerdistas, que foram compartilhadas por mais um punhado de jornalistas, alguns de renome, atribuírem os impropérios a ela. No destaque, os dizeres: “Lula, seu vagabundo, não temos medo de você! Dilma, sua ladrona, sua vagabunda, não temos medo de você”.

Tudo isso foi devidamente observado e documentado pelo blog Teleguiado, que espalhou a correção nas redes sociais e cobrou dos envolvidos o reparo do erro.

Ao reconhecerem o equívoco, os envolvidos não percebem, contudo, que confessam a perseguição. Pois a indignação desaparece ao saber que o discurso veio do humorista. As palavras são as mesmas. Ou seja… Para eles, o problema era – e continua sendo – Regina Duarte.

Sob ordem do governo Dilma, a Odebrecht anunciou numa “revista aí que é boa para o governo”

Jornais empilhados.

A estratégia da Lava Jato, copiada da Mãos Limpas, é muito boa, mas infelizmente não conseguirá atacar a corrupção em dois setores primordiais: na Justiça, e na imprensa.

No primeiro caso, pois só a cúpula da Justiça é capaz de combater a corrupção na Justiça. No segundo, porque a Lava Jato – ainda – precisa da imprensa para dialogar com a opinião pública.

Mas nada impede que vez em quando algo venha à tona, ainda que sem entrar em detalhes.

No depoimento que Marcelo Odebrecht prestou ao TSE, o depoente entregou que o interlocutor era Guido Mantega. E que, certa vez, ouviu do ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma que deveria anunciar numa “revista aí que é boa pro governo. De onde saiu a verba? De uma conta corrente clandestina mantida para controle da propina que a empreiteira utilizava com a Presidência da República.

O nome do boi nem foi dado. Mas, convenhamos, nem precisava.

Dilma: defendeu o blogueiro que vazou operação contra Lula; criticou vazamento que a atingiu

Na tarde de 21 de março de 2017, Dilma Rousseff publicou em sua página no Facebook uma nota de solidariedade a Eduardo Guimarães, blogueiro que vazou no próprio site a operação da PF que conduziria Lula coercitivamente e, após depoimento aos investigadores, confessou ter contatado o Instituto Lula para falar sobre a ação.

Sem qualquer cuidado com a verdade, Dilma espalhou a versão desmentida pelo próprio depoente de que teria sido obrigado a revelar a fonte – a Lava Jato já possuía essa informação.

“Com apreensão, recebi a notícia de que Eduardo Guimarães, jornalista e editor do Blog da Cidadania, foi levado em condução coercitiva, às 6h da manhã, à sede da Polícia Federal, em São Paulo, para prestar esclarecimentos. A ele foi pedido que revelasse suas fontes. O episódio é grave. Ameaça a liberdade de imprensa e de expressão, garantidas pela Constituição. Sou solidária a Eduardo porque sei como é duro ter de se explicar por pensar e escrever.

Na tarde de 23 de março de 2017, apenas dois dias depois, Dilma Rousseff publicou no próprio site um posicionamento a respeito do vazamento do depoimento prestado por Marcelo Odebrecht ao TSE, no qual diz que Dilma Rousseff não só sabia do uso de caixa dois na campanha que a reelegeu, como chegou a coordenar o esquema. Dessa vez, contudo, não se defendeu a liberdade de imprensa ou expressão.

“6. Espera-se que autoridades judiciárias, incluindo o presidente do TSE, Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, venham a público cobrar a responsabilidade sobre o vazamento de um processo que corre em segredo de Justiça.”

Ou seja… Ela basicamente cobra do TSE uma atitude semelhante à tomada contra o blogueiro que vazara a condução coercitiva de Lula.

Mas o Implicante se vê obrigado a reconhecer que a comparação não é de todo justa. No segundo caso, está em jogo um belo trabalho jornalístico do Antagonista, que entregou à sociedade informação da mais alta relevância. No primeiro, um blogueiro teria obstruído os trabalhos da Justiça permitindo que investigados tivessem tempo hábil para a destruição de provas.

Dilma, claro, prestou solidariedade ao caso errado.

Vencendo a doutrinação: a primeira geração livre para escolher

Chamou minha atenção um artigo de David Nammo, publicado pela National Review, onde ele traz à tona dados de uma pesquisa conduzida pelo The American Culture and Faith Institute, os quais revelam a larga aceitação dos americanos pelo socialismo (em torno de 40%) e seu apoio a bandeiras da agenda “progressista”. O articulista, diante dos números, chega a adotar um tom alarmista, afirmando que o experimento bem sucedido implantado pelos pais fundadores da América estaria ameaçado, e que tanto os valores tradicionais quanto a consciência dos benefícios  do livre mercado precisariam ser urgentemente resgatados,  sob pena de o projeto que erigiu aquela nação vir a colapsar.

O autor acusa, em especial, os veículos de jornalismo e as instituições de ensino superior por esta mudança no ideário popular, alcançada por meio do uso de subterfúgios como a distorção da linguagem e a inserção de pautas ideológicas em obras de ficção. E este novo panomara seria, pois, capaz de orientar a adoção de políticas públicas e a elaboração de leis em sintonia com seus dogmas estatizantes e intervencionistas, bem como influenciar o Judiciário a interpretar as normas (e extrapolar de suas funções, desrespeitando o sistema de checks and balances) conforme esta postura mais à esquerda de parcela considerável do povo americano.

O principal aspecto desnudado pelas entrevistas realizadas é que o maior grupo de cidadãos identificado (58% dos consultados) diz-se politically moderate (o nosso conhecido “isentão”), e, no entanto, boa parte de seus preceitos coincidem com aqueles professados pelos “liberals”(ou leftists, traduzindo da novilíngua para inglês), tanto no aspecto econômico quanto no cultural. Ou seja, há um substancial número de esquerdistas involuntários nos Estados Unidos, os quais, sem nem mesmo perceber que viraram idiotas úteis, empurram o outrora lar dos bravos na direção da América Latina – muito por conta da propaganda e da patrulha politicamente correta.

Ao final, o escriba conclama a todos que amam a terra da liberdade a disseminarem os princípios que nortearam a construção de um dos países mais prósperos da história da humanidade. Trata-se de um apelo de inquestionável importância, mas que causa menos alarde, por certo, quando levamos em conta a idade dos indivíduos submetidos ao questionário: dezoito anos ou mais, isto é, nascidos antes de 1999.

O que remete, enfim, ao título deste texto. A chamada geração Z, que engloba os nascidos de 1995 até 2010, já usufruiu do privilégio de contar com a Internet durante todo seu processo educacional, desde a alfabetização até a faculdade. Eles ainda constituem um grupo, todavia, que foi submetido durante a formação de seu caráter ao conteúdo quase monopolista e enviesado ideologicamente da mainstream mídia, bem como exposto ao proselitismo político dos militantes disfarçados de professores – ambos movimentos intensificados após a revolução de costumes dos anos 1960 – sem contar com uma alternativa, com fontes de conhecimento e formadores de opinião que contrapusessem esta lavagem cerebral de moldes gramscianos.

É somente no decorrer da primeira década deste século que começam a despontar na grande rede mundial de computadores, em número relevante e em escala planetária, comunicadores autônomos que desafiam as informações e análises contaminadas pelo esquerdismo transmitidas por TV, rádio, jornais e revistas (e suas versões digitais). É quando o Infowars.com, os vídeos produzidos pela equipe de Dennis Praguer e muitas outras iniciativas similares começam a ganhar adeptos e a concorrer pela audiência outrora cativa da imprensa ordinária (no bom e no mau sentido).

É também neste mesmo cenário que a hegemonia do discurso dos “educadores” em sala de aula começa a ser questionada por meio de alguns poucos cliques no smartphone que direcionem às páginas do Instituto Liberal, do Mises Brasil, do Senso Incomum, dentre outros. Chega ao fim o reinado absoluto dos supostos arautos do saber que mais querem saber é de lobotomizar adolescentes.

O que levanta a questão: por desfrutarem da chance de crescer e desenvolver-se podendo comparar o que afirmou o “analista” da Globonews ou o professor de História vestindo uma boina estilo “Che” com o que tem a dizer, sobre o mesmo tema, pessoas como Alexandre Borges, Flávio Morguenstern ou Rodrigo Constantino, seria esta a geração que dispõe das ferramentas para, finalmente, romper os grilhões do pensamento e não mais deixar que George Soros pense por eles?

Aparentemente, sim. São cada vez mais frequentes os casos de estudantes que não deixam passar barato desonestidades intelectuais dos docentes, graças à fibra ótica. As empresas de jornalismo, vitimadas pela mesma conjuntura, vem perdendo seguidores junto com sua credibilidade para produtores independentes estabelecidos em websites (e que não dependem de verba de anúncios estatais nem de concessões governamentais para seguir operando) como nunca dantes constatado.

Não por acaso, existe um esforço coordenado para convencer os internautas de que notícias obtidas sem o “selo de autenticidade” da mídia tradicional são fakenews características de uma era denominada “pós-verdade” – a qual aprofundou-se com a vitória de Donald Trump combinada com o Brexit. Tentativas de dificultar ou até mesmo impedir o acesso do cidadão comum à banda larga também deixam claro que a conquista de espaços, corações e mentes movida a marxismo sentiu um baque inesperado. Até mesmo perfis humorísticos de redes sociais viraram alvo do “bater de pés” indignado daqueles habituados por tanto tempo a falarem sem sofrerem réplica. A bolha estourou e seu impacto foi sentido em toda parte – até na França.

Recentemente, o irmão de um amigo e uma tia fizeram-me a mesma pergunta: quem seria o governante capaz de melhorar a vida dos brasileiros? Bom, a maioria dos integrantes desta nova geração bem sabe que a resposta é nenhum, pois aprenderam, a partir da invenção de Tim Berners-Lee,  que não se deve esperar nada do Estado senão que ele mantenha-se fora do caminho entre o indivíduo e sua felicidade. A tia e o irmão do amigo? Fazem parte de uma geração “perdida”, que absorveu coletivismo e paternalismo estatal demais, e não há muito o que fazer por estas pessoas em idade já avançada.

Já os membros da geração pós-monopólio da esquerda ainda tem muito o que construir e modificar no mundo. São eles os agraciados, desde a mais tenra idade, desde o início de sua formação intelectual, com os instrumentos para não se deixarem incorporar pela Matrix comuna. Sorte deles – e nossa. Uma hora esse processo teria de ser invertido mesmo, sob o risco de faltar comida e papel higiênico por toda a face da Terra. Se eles vão aproveitar a oportunidade ou não, só o tempo dirá.

Avante, geração “L”, de “Livres para escolher”. Nos livrem dessa, para o seu próprio bem!

Ricardo Bordin é bacharel em Letras-Português/Inglês pela UFPR, formado como controlador de tráfego aéreo pela Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) e atua como auditor-fiscal do trabalho. Texto originalmente publicano no Por Um Brasil Sem Populismo.

Só nos primeiros 4 dias, investigadas na operação Carne Fraca fizeram 48 inserções na TV

Independente de quem esteja certo ou errado nessa discussão, a cobertura da imprensa foi bastante incomum. Se, na sexta-feira, apontava o alvo para as empresas investigadas pela operação Carne Fraca, na segunda, o alvo já eram os investigadores, que a todo tempo tiveram um trabalho de dois anos questionado.

O que aconteceu nesse intervalo?

De acordo com O Globo, a JBS e a BRF, as maiores empresas dentre as investigadas, somaram “48 inserções de anúncios institucionais nas redes de televisão“. E não só lá. Aqui mesmo no Implicante, por intermédio de programas afiliados, anúncios foram veiculados.

Pode ter sido só coincidência. Ou não, e é aí que moraria o problema.

O Implicante seguirá aguardando o desenrolar das investigações. Na esperança de que elas se desenrolem, e não sejam engavetadas, como tantas outras num passado nem tão distante.

Operação Carne Fraca: a mudança de postura da imprensa é, no mínimo, estranha

Jornais empilhados.

Na manhã da sexta-feira, a operação Carne Fraca foi deflagrada, recebendo da imprensa a cobertura que ações do tipo costumam receber. No início da tarde, contudo, primeiros sinais estranhos ganharam as redes sociais, e veículos esquerdistas iniciaram um ataque aos investigadores.

Durante o final de semana, com inúmeras inserções publicitárias dos investigados, a imprensa começou a focar-se nas desculpas dadas pelos frigoríficos. E essa segunda amanheceu com um bom número de veículos grandes e tradicionais concordando que a PF de alguma forma exagerou.

É um movimento estranho à imprensa nacional. Quem acompanha o Implicante sabe que os veículos mais tradicionais custam a dar o braço a torcer. A insistência no erro é uma praxe. Ao chamado “outro lado”, costumam reservar apenas as linhas finais dos últimos parágrafos, ou uma frase na boca dos apresentadores de telejornais. Manchetes inteiras com a versão do investigado? São bem raras.

Há literatura no Brasil registrando momentos em que a imprensa foi usada para engavetar investigações (breves buscas por “Armadilha Bisol” e “Operação Banqueiro” explicam). A Operação Lava Jato, por exemplo, logra sucesso ao entender como o jogo é jogado e antecipar-se às respostas que assessorias emplacarão nos mais variados veículos.

No ar, resta a suspeita de que velhas práticas possam ter sido retomadas para conter o “problema” ainda na origem. E isso nem fica evidente nos anúncios veiculados, tanto que, por intermédio de “programas filiados”, alguns estão em exibição até aqui mesmo no Implicante. Trata-se da postura incomum mesmo. Que, como diria Shakespeare, deixa a sensação de que “há algo de podre no reino da Dinamarca”. E talvez nem seja a carne.