Retrato do Brasil: até prostíbulos são citados no julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE

Um diálogo hoje, no Tribunal Superior Eleitoral, soaria estapafúrdio a qualquer pessoa do mundo, menos a nós brasileiros. Segue transcrição, já voltamos:

(Herman Benjamin) – Esqueceu de mencionar os donos de inferninhos, para usar a expressão de uma das testemunhas, aliás testemunha ouvida a pedido das partes, os donos de cabaré…
(Gilmar Mendes) – Vossa Excelência não precisou fazer inspeção não, né?
(Herman Benjamin) – Não fiz a inspeção nem foi pedido. E não usei de meus poderes de produção de prova extraofício para tanto.

De fato, Hilberto Mascarenhas, da Odebrecht, revelou que houve entrega de dinheiros até em “cabaré” – o termo, assim como “inferninho”, é usado para designar aquele tipo de estabelecimento em que se negocia prestação de serviço físico de natureza lasciva a curtíssimo prazo.

Este é o nível do Brasil. E o pior: seria ótimo se fosse apenas isso, mas a lascívia particular não é problema. Complicado é mesmo o estado da política.