O Viaduto Santa Ifigênia foi revitalizado pela gestão Doria após 18 anos sem manutenção

A aproximação de João Doria com o governo Temer de olho nas eleições de 2018 merece todas as críticas do mundo, afinal, o tucano tornou-se prefeito de São Paulo batendo na tecla de que era um representante do povo que nada tinha com o jogo político (sujo ou não). Mas isso não impede que o bom trabalho de sua gestão continue sendo exaltado.

Enquanto o chefe tenta definir se concorre à Presidência da República ou ao Governo de São Paulo, o subprefeito Eduardo Odloak seguiu trabalhando. E em 112 dias concluiu a reforma no Viaduto Santa Ifigênia.

A estrutura não era reformada desde 1999. De lá para cá, quatro prefeitos de três partidos, incluindo o PSDB, geriram a cidade sem que uma manutenção eficiente fosse feita. Ao ponto de que o cartão postal estava tomado por pichações e outros tipos de agressões visuais.

No vídeo acima, é possível conferir o resultado do trabalho.

Ao todo, a limpeza custou R$ 1,1 milhão bancados por empresas da iniciativa privada.

Lula teria reclamado de petistas que batem em Doria e esquecem Alckmin: seria a nova tática?

Nesta segunda-feira, a Folha de SP noticiou que Lula havia reclamado dos petistas que apenas atacam João Doria e não se empenham na oposição a Geraldo Alckmin. O fato passou sem grande destaque ou debate, mas pode haver algo aí fundamental.

Por partes.

Lula é inteligente e todos que o menosprezaram quanto à estratégia política, bem sabemos, não se deram bem. Todos os seus atos desse tipo, portanto, precisam ser analisados de forma meticulosa, calculando ou supondo movimentos muito mais interessantes do que aqueles mais imediatamente aparentes.

E este pode ser um caso do tipo.

Isso porque, estrategicamente falando, faz todo sentido. João Doria está na crista da onda, com baixa rejeição e vem fazendo um governo elogiado. Alckmin, por sua vez, guarda o desgaste de muitos anos de governo e pode ser um alvo mais fácil. Para além disso, o destaque dado ao governador do estado tiraria um pouco o prefeito das manchetes.

Lula sabe que, antes e acima de tudo, política envolve visibilidade. Também sabe que TODO ataque ou menção negativa a Doria recebe resposta imediata em suas redes, gerando mais e mais notícias. Por isso tudo, há chance do conselho não ser apenas um comentário sem maior importância.

Galeria de Fotos: enfim restaurado o monumento que já teve imagem até do ditador Hugo Chávez

Na metade da década de 1980, Jânio Quadros foi prefeito de São Paulo e, em meio a tantas outras ações polêmicas, desapropriou uma área na alça da Av. 23 de Maio, para construir um acesso à via. Foi quando descobriram uma obra monumental, desde então chamada “Arcos do Jânio”.

Os arcos rapidamente tornaram-se um cartão-postal característico, e então foram considerados DE FATO um monumento.

Porém, durante a gestão do petista Fernando Haddad, mais polêmica por lá. Isso porque fizeram o seguinte:

Pois é. Não foi todo mundo que gostou, digamos assim. A homenagem ao ditador Hugo Chávez ganhou uma lata de tinta, coisa que foi chamada pela esquerda de “vandalismo” (nessa hora, não é intervenção artístico-democrática). E então o grafite foi restaurado com alusão a censura (sim, “censura” a um ditador…). Aliás, cabe perguntar, a quem defendia tal homenagem, o que acha da situação atual da Venezuela… Mas sigamos.

Já no final da gestão passada, os arcos estavam cobertos por tapumes:

Boa parte da imprensa, porém, seguia divulgando as imagens antigas, SEM esse terrível tapume que tornava ainda mais ridículo o que já estava extremamente degradado.

Eis que, com João Doria, as pichações, grafites viraram “marcos” do esquerdismo militante, com aqueles “especialistas” questionando a limpeza de muros públicos. No fim, como em tantos outros casos, o povo obviamente estava a favor da limpeza e o resto, como sabemos, é história. Ao que parece, a esquerda – pelo menos por ora – desistiu disso.

Mas vamos às fotos. A gestão de João Doria finalmente entregou o monumento restaurado. Eis as fotos (todas da SECOM/Prefeitura):

Vendo todas as fotos, de antes e depois, alguém tem alguma dúvida de como o povo de verdade prefere? Pois é.

Cada vez mais cotado para 2018, Doria adota postura crítica a Aécio e fala em privatizações

Embora oficialmente negue ser candidato à Presidência da República em 2018, João Doria tem adotado posturas que iriam em sentido contrário. E duas delas, mais contundentes, aconteceram no espaço de poucos dias. Vejamos.

Aécio

Hoje, o blog a jornalista Andréia Sadi, da Globonews, registrou a seguinte fala do prefeito de São Paulo:

“Eu tenho respeito pelo senador Aécio Neves, mas entendo que neste momento o mais adequado para ele é se afastar da presidência do PSDB para prosseguir na sua defesa com toda a legitimidade. Ele tem o direito de se defender e tenho certeza de que o fará muito bem (…) não pode seguir na interinidade ou em uma circunstância onde o presidente tem que responder pela Lava-Jato e ao mesmo tempo pelo PSDB (…) Eu não considero isso compatível (…) é hora de Aécio Neves afastar-se, fazer a sua defesa e permitir que o PSDB siga a sua rota, o seu caminho”.

O trecho final, de “seguir sua rota” é suficientemente claro.

Privatizações

Na sexta-feira, Doria participou do “E agora, Brasil?”, evento organizado pelo jornal O Globo, e lá disse o seguinte, conforme relata O Antagonista:

“Por que precisa ter a Caixa e o Banco do Brasil? Basta uma instituição. Elas competem entre si, até razoavelmente bem, mas não há necessidade. É um custo enorme para o Estado ter duas instituições financeiras. Faça uma, competente, eficiente”

Bolsa-Família

Mesmo acerca daquele considerado o tema mais delicado de todos, ele cravou – agora, segundo o próprio jornal O Globo:

“Não sou a favor de bolsas. Não podemos acabar com elas, mas não devemos estimulá-las. Você não pode ficar eternamente dando Bolsa Família e alimentando as pessoas dessa forma. Acho que não é o caso de tomar atitudes drásticas e simplesmente acabar, mas migrar essas pessoas para oportunidades do emprego (…) Sou um grande incentivador do capital. O capital gera emprego, oportunidades e atividade empreendedora (…) A vocação dos brasileiros é muito para a atividade empreendedora. Nas periferias é onde está o maior sentimento de empreendedorismo — disse ele, destacando que, atualmente, é possível criar negócios até pelo celular”

Enfim

Ele pode negar, mas são falas e posições de alguém candidatíssimo. E, em que pese a atual hostilidade de todos os lados hoje também na parte mais à direita, são sim ideias para enfrentar o esquerdismo. E posições inimagináveis, em 2014 ou 2010, por parte de algum candidato com chances reais.

Cotas em concursos: decreto de Haddad (PT), não de Doria, prevê “análise de cor da pele”

Convenhamos, a seguinte manchete, em pleno ano de 2017, é pra lá de assustadora sob qualquer ponto de vista:

“Concurso da prefeitura de SP verifica cor da pele de cotistas aprovados”

Um absurdo, sem dúvida. E, como o prefeito é João Doria, odiado pela esquerda, desnecessário dizer que a militância online já tinha iniciado aquilo de sempre. Porém, trecho da mesma reportagem, da Folha de SP:

“Ao todo, 138 candidatos acabaram desclassificados na análise de aparência. A gestão João Doria (PSDB) informou que seguiu definição de decreto de 21 de dezembro de 2016, editado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT). A equipe de Doria promete rever o decreto. Um comunicado deve ser publicado no “Diário Oficial” do município nesta semana com prazo de recurso para quem se sentiu injustiçado. A lei municipal de cotas em concursos fala apenas em autodeclaração, a exemplo da legislação que reserva vagas nas universidade federais. O decreto de Haddad, porém, incluiu este novo rito. Ele segue o que prevê, inclusive, um decreto federal pelo presidente Michel Temer (PMDB) para concursos federais” (grifamos).

Outro trecho:

“Segundo informações da equipe do ex-prefeito Haddad, a criação da comissão de veracidade da autodeclaração foi resultado de um ano de discussões com membros do Ministério Público e do movimento negro –que denunciam volume elevado de fraudes. Havia preocupação de não desmoralizar o instituto das cotas. Para a secretária municipal de Direitos Humanos, Eloisa Arruda, a existência da comissão cria situações como essas. ‘Em uma população miscigenada, como a brasileira, temos grandes dificuldades de identificação’” (grifamos)

Pois é.

Um problema recorrente das cotas raciais, para além do debate de que, por si, seriam um fator para aumento do racismo, é a alta incidência de fraudes. Desse modo, em alguns casos, a autodeclaração não basta e instalam “tribunais de cor da pele” para julgar quem de fato mereceria o benefício.

Sim, em 2017.

A Gestão Doria distribui “medicamentos vencidos”? Confira o que de fato acontece

Desde que João Doria surgiu como nome possível para 2018, por óbvio, também tornou-se um alvo e tanto. Desse modo, é razoável supor que o chumbo grosso apenas aumentará. Faz parte, é claro, mas convém esclarecer alguns pontos.

E este é um caso.

Foi veiculado que a Prefeitura de São Paulo estaria distribuindo medicamentos próximos da data de vencimento, com a repercussão nas redes obviamente dizendo que estavam “vencidos”. Tais remédios foram doados por laboratórios em parceria com o município. E é claro que as coisas são um tanto diferentes.

Neste vídeo, ele explica tudo. Mas há também a argumentação textual logo depois:

Respondendo a um comentário, a equipe do prefeito explica outros pontos:

“Boa noite, xxx. Com relação ao ICMS, o Governo do Estado atendeu um pedido feito pela Prefeitura, de isentar estas doações. Não tem cabimento uma indústria estar ajudando a cidade e ainda pagar impostos por isso. Ao criar o Decreto, o Estado estimou um valor de isenção máximo de R$66 milhões – isso é o que daria se recebêssemos todos os medicamentos para 2 meses de consumo a preço cheio de tabela. É óbvio que não recebemos tudo isso – e a isenção real foi de menos de 3 milhões, como nos informa a Secretaria de Fazenda do Estado – mas o veículo insistiu em divulgar o máximo de R$66 milhões como se fosse o real, apesar de termos alertado do equívoco. Transparência e decência são pilares da nossa gestão!”

E mais:

“agradecemos seu apoio. Esta é mais uma ação realizada para ajudar que foi levada para a população de forma deturpada pela imprensa. Quando assumimos a gestão, as UBS estavam desabastecidas de medicamentos. A antiga gestão simplesmente parou de comprar remédios em setembro de 2016. Já em janeiro, iniciamos o processo de licitação e compras, e para resolvermos o problema de imediato, reunimos a iniciativa privada e pedimos doações. Recebemos milhões de medicamentos com validade de 6 a 12 meses e hoje este abastecimento está normalizado. Seguimos fazendo a nossa parte, fazendo o que deve ser feito. Conte conosco!”

Enfim, é isso.

Entre os prováveis candidatos de 2018, apenas Bolsonaro e Doria “entenderam” as redes

Falamos ontem sobre um levantamento da Folha de SP sobre as páginas com maior número de fãs no FB entre os possíveis presidenciáveis de 2018. Quem lidera é Jair Bolsonaro, seguido de Aécio Neves, Lula e João Doria. Porém, também como expusemos, o fator mais importante é o engajamento, ou seja, as pessoas que “interagem” com os posts.

Para além das questões objetivas e dos números puros e simples, prevalece a forma de atuar nas redes, e é nisso que Jair Bolsonaro e João Doria se sobressaem. Ao menos por ora, aliás, são os únicos que “entendem” o funcionamento das redes (as aspas não são irônicas nem nada do tipo, mas sim porque se trata de jargão de marketing).

Os dois candidatos mais à direita focam em conteúdo original, preferencialmente em vídeo, estabelecendo sempre um diálogo com seus seguidores. O foco raramente é negativo, ou de ataque. No caso de Bolsonaro, por mais que a pecha dada pela imprensa seja essa, os posts são quase todos com viés cômico.

Lula, por sua vez, o que se compreende diante do momento delicado, atua nas redes de outra forma. Mas é ainda pior, pois seu perfil no Twitter, por exemplo, resume-se à reprodução de discursos, algo extremamente enfadonho mesmo para um fã de carteirinha.

Pode ser que, até lá, todos se profissionalizem e recebam os conselhos adequados quanto ao uso das redes. Mas talvez não dê tempo, ou soe estranha a mudança de postura – como Dilma Rousseff, que de repente aparecia na véspera das eleições “interagindo” com tudo e todos de maneira artificial – algo que provavelmente mais atrapalhou do que ajudou.

No mais, como diria o outro, 2018 “tá logo ali”. E será nossa primeira eleição nacional com alcance gigantesco das redes e, além disso, campanhas físicas com gastos reduzidos. A internet fará a diferença.

Mesmo sob ataque da imprensa, Doria mantém popularidade após ação na Cracolândia

Falamos há pouco do Datafolha que registrou apoio massivo da população de São Paulo à internação compulsória de viciados em crack, nos casos extremos. Segundo os números da pesquisa, seriam 80% favoráveis a isso. E também é alto o número dos que apoiaram a ação na Cracolândia, quase o dobro dos que a ela se opuseram.

Agora, mais dados. O mesmo Datafolha indica que João Doria mantém a popularidade em São Paulo, mesmo diante de pesada campanha crítica da imprensa – o que se tornou mais intenso após ser citado em cenários de 2018.

A tendência óbvia é a de que a popularidade caia, algo normal na gestão de uma cidade imensa como São Paulo. Porém, o prefeito paulistano continua com margem acima dos 40% de Ótimo/Bom contra 22% de Ruim/Péssimo. A faixa intermediária, de Regular, fica nos 34%.

Para efeito comparativo, na metade do ano passado o então prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad, tinha apenas 14% de Ótimo/Bom contra 48% de Ruim/Péssimo – e 35% de Regular.

Não é preciso ser um mestre dos cálculos estimativos para imaginar que Doria invariavelmente sofrerá alguma queda na popularidade. Os desgastes naturais de gerir uma cidade complexa somados à campanha incessante cedo ou tarde atingirão algum êxito.

Mas é significativo que venha resistindo. Isso certamente deriva da boa comunicação realizada e, claro, dos resultados práticos de sua gestão efetivamente mostrados aos eleitores.

Com cerca de 8 mil novas vagas, gestão Doria zera a fila da pré-escola em São Paulo

Mais uma boa notícia para São Paulo: A gestão de João Doria na Prefeitura de São Paulo anunciou que a fila para a pré-escola foi zerada, após criação de 8.344 vagas. Evidentemente, há e sempre haverá desafio na área da educação, mas é importante registrar o fato.

A medida foi possível após o uso de áreas então ociosas em unidades já existentes. Uma otimização, portanto, algo que dependeria de ação estratégica.

Melhor assim.

Doria pede autorização judicial para, em casos extremos, internar compulsoriamente viciados

O prefeito de São Paulo, João Doria, requereu autorização judicial para, em casos extremos, poder internar dependentes químicos. O pedido ocorre em meio à desativação da Cracolândia, na região central da cidade.

Nas palavras do Secretário de Negócios Jurídicos, Anderson Pomini, a internação compulsória ocorreria apenas como “última alternativa”. Hoje, os casos são todos discutidos pela via judicial individualmente.

Por certo, haverá polêmica.