Total gasto na Olimpíada: R$ 41 bilhões – metade disso já cobriria o déficit do RJ em 2017

Refeitas as contas, chegou-se ao valor absurdo de R$ 41,03 bilhões, composto de R$ 7,23 bilhões em obras das instalações olímpicas, R$ 9,2 bilhões foram para o “Comitê Rio 2016” e R$ 24,6 bilhões foram gastos nas obras “de legado”.

Para se ter ideia do que isso significa, basta lembrar que o orçamento do RJ para 2017 tem um déficit de R$ 19 bilhões, ou seja, METADE do que foi gasto nos Jogos Olímpicos da capital.

O total gasto na Olimpíada, portanto, cobriria todo o buraco do orçamento fluminense deste ano e ainda sobrariam mais de R$ 20 bilhões.

E o legado? Pois é.

Galeria de fotos: confira como estão algumas instalações da Rio 2016, seis meses depois

Recentemente, mostramos um vídeo com o estado lamentável de algumas das instalações da Rio 2016. A seguir, uma galeria com 10 fotos. Confiram:

Esse, afinal, é o “legado olímpico”. Além da tristeza das imagens, a cidade e o estado devastados economicamente pela ação dos mesmos políticos que aplaudiram a realização dos jogos e garantiram que trariam investimentos e prosperidade.

Uma pena. E o povo do Rio de Janeiro não merece isso. Que levem tudo isso em consideração nas próximas eleições.

Dúvida: quem reclamou da pouca atenção ao futebol feminino está vendo o Mundial Sub-17?

Todos acompanhamos, durante os Jogos Olímpicos, a reclamação de que o futebol feminino não receberia a devida atenção da mídia. Estavam todos inebriados pelos jogos maravilhosos das craques de nosso escrete e assim surgiu tal cobrança.

Na época, dissemos – e agora, mais do que nunca, reiteramos – sobre a importância de PRESTIGIAR as partidas femininas. Não é apenas a forma mais eficiente, mas também a ÚNICA de fazer com que os meios de comunicação transmitam as partidas.

Pois bem: está rolando o campeonato Sub-17 de futebol feminino e a seleção brasileira lá está. E, sim, os jogos são transmitidos pela TV (no caso, pela BAND).

O pessoal que reclamava durante a Olimpíada está vendo todos os jogos? Nosso desejo é que sim, mas talvez as coisas no mundo prático não sejam como nos textões nas redes. Uma pena.

Para Obama, teve mutreta na escolha do Rio para a Olimpíada. Verdade ou choro de perdedor?

Esse é o tipo de coisa que muita gente desconfia, também muita gente fala por aí, mas a verdade é que bem poucos viram de perto. Fica sempre naquela típica suspeita fundada no “ah, mas você acha que não rola?”. De concreto, nunca aparece nada.

Agora, porém, há um indício que merece atenção.

Barack Obama, em entrevista à New York Magazine, disse que há manipulação nas escolhas feitas pelo Comitê Olímpico Internaional. E citou especificamente o Rio de Janeiro, já que “sua” cidade (ele começou a carreira política por lá), Chicago, estava na disputa.

Segue trecho, conforme tradução da Veja:

“Recebi uma ligação (…) dizendo que todos pensavam que se eu fosse ao local teríamos boas chances de ganhar e que poderia valer a pena ir e voltar no dia (…) Então fui ao local, mas mais tarde entendemos que as decisões do COI são similares às da Fifa: um pouco manipuladas (…) segundo todos os critérios objetivos, a candidatura americana era a melhor” (grifamos)

Será mesmo verdade? Ou seria apenas choro de perdedor? Difícil ter certeza, mas ao menos a coisa saiu da esfera da especulação anônima e entrou para o campo da denúncia por uma autoridade.

ps – e acabou sobrando até para a FIFA, é mole?

Legado olímpico: os mais pobres não conseguem pagar o preço das passagens do Metrô e do BRT

Com altos e baixos, como qualquer evento desse porte, até que os Jogos Olímpicos foram bons, agradaram e divertiram. Abertura e encerramento foram ótimos, bem como a sequencial paraolimpíada.

Mas, sejamos todos francos, nem tudo foram ou são flores.

Os custos foram altíssimos, não houve qualquer compensação financeira e, mais ainda, agora dois dos principais “legados” talvez não sirvam para o que deveriam atender.

Tanto o Metrô quanto o BRT não estão atraindo usuários como se imaginava. Motivo: preços altos. O povo mais carente – que, afinal, deveria ser beneficiário dessas obras – não tem dinheiro para pagar as passagens.

O Brasil muitas vezes é bizarro. E, definitivamente, não é mesmo para principiantes.

Depois do “mimimi” da Olimpíada, futebol feminino voltou à ativa no Brasil com 194 pagantes

O Implicante já tinha opinado quando disse que, se quem faz “mimimi” prestigiasse de fato o futebol feminino, Marta ganharia mais do que Neymar. Mas bastou uma questão de dias para a opinião virar fato.

O futebol feminino já voltou à ativa no Brasil. Era a partida inaugural da Copa do Brasil. Empolgados com o desempenho na Olimpíada, e toda a comoção das redes sociais, os organizadores alteraram a partida entre União, do Rio Grande do Norte, e Caucaia, do Ceará, para um dos estádios da Copa, a Arena das Dunas, em Natal, bem no centro da capital, com fácil acesso a qualquer um. O ingresso? Apenas R$ 10,00, com direito a meia-entrada a R$ 5,00. Quantas pagantes aproveitaram aquela “ótima oportunidade de valorizar o futebol feminino“? 194. Isso mesmo: 194 pagantes.

É o pior público da história da Arena das Dunas.

O União venceu por 3 a 1. E a “geração textão” perdeu mais uma chance de ficar calada.

Perfeitamente imperfeito: o vídeo da BBC para quem já está com saudades da Rio 2016

Negar os problemas da Rio 2016 seria tão ridículo quanto negar seus méritos. E a BBC britânica se tocou disso ao produzir um resumo em vídeo da olimpíada realizada no Rio de Janeiro. Está tudo lá. Das pautas negativas envolvendo protestos políticos, antissemitismo, as mentiras de Ryan Lochte, a zika, o mar poluído, as vaias, os acidentes, o doping, a insegurança… Ao espírito olímpico, à glória e ao ouro.

E a Grã-Bretanha levou muito, mais do que a China, ficando em segundo lugar no quadro de medalhas.

O vídeo, claro, está em inglês. Mas mesmo sem uma boa compreensão da língua é possível pegar o espírito da coisa. Que ele sirva de estímulo para que o carioca participe mais ativamente da Paralimpíada, marcada para o início de setembro.

Para conferir a produção, basta acionar o player acima.

O que o turista gastou no Brasil não cobre nem 10% dos custos da Rio 2016

Segundo o governo Temer, durante os Jogos Olímpicos, um total de 410 mil turistas visitou o Rio de Janeiro. Em média, o visitante gastou R$ 424,62 por dia que esteve na cidade. Supondo que cada um deles acompanhou a competição não só da abertura ao encerramento, mas também nos dois dias que a antecederam com partidas de futebol, o Brasil engordou o cofre em R$ 3,3 bilhões.

De fato é um bom número. Mas não chega nem a 10% dos R$ 39 bilhões investidos para que o evento pudesse se iniciar. E olha que foi calculado em cima de um ótimo cenário, no qual o visitante permanece 19 dias no Brasil.

Para a Rio 2016 valer a pena, ela precisa servir de exemplo, ainda que de um mau exemplo do uso do dinheiro do contribuinte. Só assim o erro não irá se repetir.

 

Na olimpíada do Rio de Janeiro, os atletas de São Paulo foram os que mais se deram bem

O Brasil conquistou 19 medalhas na Rio 2016, mas 49 brasileiros finalizaram a competição com medalhas. O motivo é simples: esportes coletivos. Só no futebol, dezoito atletas foram agraciados com o ouro. A EBC fez as contas e descobriu que quem mais se deu bem no Rio de Janeiro foram os paulistas.

Os medalhistas de São Paulo somaram 18 medalhas, sendo 13 de ouro. Os anfitriões ficaram em segundo lugar, com quatro ouros e uma prata. Também com cinco medalhas ficaram os gaúchos, mas sendo a última de bronze. Vale ainda destacar a participação da Bahia, que conquistou dois ouros, três pratas e um bronze.

Ao todo, esportistas de treze estados brasileiros subiram ao pódio. Além dos quatro já citados, foram agraciados representantes do Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná e Roraima.

Sucesso britânico prova que o problema do esporte brasileiro não é falta de investimento

De acordo com levantamento do UOL, o Brasil investiu R$ 3,19 bilhões na preparação dos 465 atletas que representaram o país na Rio 2016. O Jornal Nacional converteu para reais o investimento britânico nos 366 esportistas enviados ao Rio de Janeiro: R$ 1,16 bilhão.

No entanto, enquanto o Brasil findou os trabalhos com 19 medalhas, a Grã-Bretanha se consolidou como potência olímpica, com 69, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O que leva a uma conclusão muito clara: o problema do esporte brasileiro não é a falta de investimento. É o uso que fazem da verba disponibilizada.

Não basta ter dinheiro. É preciso usá-lo bem.