“Não vale a pena ser honesto neste país”, diz Lula, caso seja condenado na Lava Jato

20/07/2017- São Paulo- SP, Brasil- Ex-presidente Lula em Ato na Av. Paulista em defesa da democracia.

Definitivamente, a tese de Lula será bater na tecla de que “não há provas”. Tudo começou, vale sempre lembrar, com aquela frase da “convicção sem provas”, que foi INVENTADA pela militância de esquerda. Pois é. Dali em diante, e mesmo até hoje, tal narrativa é mantida.

Na condição de réu, por óbvio, o ex-presidente tem todo o direito de argumentar como quiser. E isso ele faz. Confiram trechos do que disse à Radio Itatiaia, de Minas Gerais:

“Eu, sinceramente, se tiver uma decisão que não seja a minha inocência, sabe? Eu quero dizer para você que não vale a pena ser honesto neste país. E quero dizer que não vale a pena você ser inocente, porque ser inocente é você não dar aos acusadores o direito de prova, então, eles ficam nervosos e vão te acusar mesmo que não tenham provas (…) Desafio o Ministério Público a provar que o apartamento é meu, que tem um documento, que tem um centavo, que tem R$ 1, que tem um documento assinado, que tem alguma coisa no cartório…ou seja, eu continuo desafiando o Ministério Público a apresentar uma prova”

Não é a primeira vez que Lula cita a inexistência de documentos assinados ou algo em cartório. O grande problema é que, em ações que apuram a hipótese de ocultação de patrimônio, o comum é realmente não haver documentos assinados, de modo que examina-se o conjunto probatório completo.

Enfim, aguardemos a decisão da justiça.

Datafolha: “vitória” de Sergio Moro sobre Lula é balde de água fria na narrativa petista

Em primeiro lugar, é preciso deixar sempre muito claro que os cenários de Segundo Turno, estimulados em pesquisa feita hoje, são bem pouco aplicáveis à realidade dos fatos. Dão um norte, quando muito mas não passam disso. Afinal, é preciso considerar a rejeição que, no âmbito da realidade (e não da simulação), tende a influir de forma pesada nos indecisos que, por óbvio, são sempre em número maior nas fases pré-eleitorais.

Ainda assim, feitas as ressalvas, temos o seguinte: o Datafolha colocou Sergio Moro e Lula num dos cenários do segundo turno. Resultado: Moro 44% e Lula 42%. As rejeições: Lula 46% e Moro 22%.

O “norte” aí, portanto, é o fato de que insistir na narrativa de tratar o juiz da Lava Jato como ‘adversário’ é mau negócio. Ele tem menos da metade da rejeição e mesmo numa estimativa de confronto eleitoral teria mais apoio.

Mas o esquerdismo não é afeito à matemática na mesma proporção em que se prende ao culto pessoal de líderes. Aí não tem como.

Denúncia contra Temer implodirá tese de perseguição a Lula, caso seja condenado por Moro

Esta semana se inicia com dois fatos pra lá de iminentes: a provável denúncia contra Michel Temer, a ser apresentada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e a sentença do processo de Lula, na Lava Jato, a ser proferida por Sergio Moro.

Parte da estratégia, neste segundo caso, é dizer que há “perseguição” contra o PT, contra Lula etc. Isso já vem sendo feito, sem grande sucesso quanto ao público em geral, mas o mantra segue em uníssono entre a militância.

O problema é fazer vingar essa história – que, repita-se, já não faz grande sucesso de público – depois que Michel Temer for denunciado. Como convencerão o povo de que um partido e seu líder seriam perseguidos quando seu maior e mais notório adversário também será alvo de processo?

A conta, que já não fecha, ficará ainda mais estranha.

Lula se enfurece com reunião de petistas e membros do PSOL; Lindbergh rebate disparando

Falamos ontem sobre a candidatura de Joaquim Barbosa, que certamente abalará a situação do PT e de Lula. Também falamos da reunião com artistas e políticos do Rede, sinalizando talvez um “Marco Zero” do pós-PT.

E, agora, os próprios petistas ensaiam um racha. A reunião realizada no domingo passado, entre figuras do partido e membros do PSOL, teria enfurecido Lula e, para dirigentes das sigla, seria um ensaio da criação de nova sigla.

Hoje, no Painel da Folha, o senador Lindbergh Farias (PT/RJ) rebateu da seguinte forma:

“Impressionante! Setores do PT acham normal reuniões com Sarney e com o PMDB, mas se escandalizam quando vemos Boulos e PSOL”

Dias atrás, mencionamos a hipótese de Lindbergh passar a surgir como anti-Lula dentro do próprio PT. Ao que parece, considerando a dura e ácida resposta, isso já está acontecendo.

Por duas razões, candidatura de Joaquim Barbosa em 2018 é a pior notícia possível para Lula

Ele ainda não confirma, e talvez de fato não saia candidato à Presidência da República em 2018, mas é fato que a candidatura de Joaquim Barbosa, já está lançada, ainda que por apoiadores e simpatizantes. Mesmo em pesquisas ele aparece há anos.

Os novos movimentos, como a reunião com artistas e políticos do Rede, podem significar um problema bem sério para Lula e para o PT. E por dois motivos.

Narrativa

Praticamente TODO o enredo comunicativo do petismo será baseado na “perseguição” da Lava Jato, citando também o “golpe” do Impeachment, entre tantas outras coisas já presentes no folclore narrativo. A presença de Joaquim Barbosa na campanha, contudo, estragará a brincadeira.

Isso porque será praticamente impossível pintar Sergio Moro como perseguidor, considerando a candidatura de quem condenou petistas no Mensalão. Especialmente considerando que toda a força política de Barbosa venha justamente dessa condenação.

Espaço Político

Para piorar as coisas, é importante lembrar que o ex-ministro do STF é de esquerda. Daria para arriscar que suas posições estariam mais à esquerda da prática petista no poder (no discurso, haveria empate, digamos). Desse modo, parcela da militância esquerdista não-alinhada ao petismo poderia se aglutinar em torno de Joaquim Barbosa – e a presença de políticos do Rede na reunião com artistas não é mero acaso.

Não há vácuo na política e a decadência do PT certamente dará vez a novas forças no esquerdismo – e esta nova presença reforça as teses de que o partido de Marina Silva seria, afinal, o pós-PT (futuramente, trataremos disso de maneira mais específica). Um movimento forte de esquerda em torno desta nova candidatura acabaria enfraquecendo ainda mais o PT tanto na perda de apoiadores “civis” como também eventuais legendas que poderiam se reunir em torno do nome de Lula.

Completando, tal nome seria uma tentativa de “resgate ético” pelo esquerdismo, que ao longo dos anos não apenas abandonou, mas foi escorraçado desse campo. E adivinha qual candidato seria mais atingido pela retomada dessa pauta? Pois é…

Portanto

É provável que a militância passe a pegar pesado com Joaquim Barbosa, a exemplo do que já foi feito na época do Mensalão. Mas também é preciso considerar a eficácia quase nula desse tipo de coisa, valendo mais como catarse de clube fechado do que campanha com algum poder de convencimento popular – ao contrário, gerará mais repúdio a quem pratica. Mas pressões internas são um tanto mais eficientes, e é bem provável que virão.

Se nada der certo e a candidatura for confirmada, cenário ainda remoto atualmente, a aposta é óbvia: Barbosa passará a integrar a “narrativa oficial da perseguição”. Será a única saída, ou tentativa de saída, diante da catástrofe que sua candidatura provocará na estratégia de hoje.

Na véspera da sentença de Sergio Moro, PT já teria discurso pronto, caso Lula seja condenado

Um dos casos em que Lula é réu (no total são cinco) está próximo de ser julgado pela primeira instância. Sim, é da Lava Jato e, por óbvio, também Sergio Moro. Trata-se do triplex do Guarujá.

Segundo informa o Expresso, da Época, o discurso já estaria pronto (e não é muito diferente do que já vem sendo feito): petistas alegarão que se trata de perseguição política.

Foi o que restou.

O grande problema para essa narrativa é que esbarra em alguns fatos notórios, como as denúncias e processos contra vários outros políticos, tais como Eduardo Cunha, Sergio Cabral, Aécio Neves e mesmo Michel Temer.

Uma “perseguição ao PT e a Lula” não faria sentido diante de tantos outros também enroscados.

Réu em 5 processos, Lula diz que Procuradores da Lava Jato devem ser exonerados por “mentir”

Em entrevista à Rádio Tupi AM do Rio de Janeiro, Lula disse o seguinte (já voltamos):

A primeira frase é correta. De fato, um indivíduo só pode ser preso na hipótese de ter cometido um crime e, mais do que isso, caso não haja flagrante nem pedido de preventiva/temporária, isso só ocorre após o julgamento de segunda instância confirmando eventual sentença condenatória. E, quando isso acontece, não há muito como culpar os acusadores e/ou dizer que estejam mentindo.

Eis o básico.

Para além disso, é natural que o petista, sendo parte do processo, estabeleça uma relação de adversidade com quem de fato esteja “do outro lado” numa ação judicial. Ele se defende e, como estratégia de comunicação, “ataca quem acusa”. É totalmente do jogo, embora os argumentos não sejam aquela maravilha.

Esse discurso funciona? Saberemos em 2018, caso ele consiga reunir os requisitos necessários para registrar candidatura.

No mais, é curioso que tenha falado em “exoneração”, palavra até difícil para parte do povo. Afinal, a demissão (sobretudo assinalada “a bem do serviço público”) tem caráter punitivo e a exoneração é mero ato administrativo corriqueiro.. Mas isso é detalhe que escapa na hora. No mais, aguardemos.

Mesmo com parecer contrário da PGR, Fachin retira de Sergio Moro três processos contra Lula

O Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, retirou de Sergio Moro, que julga o caso na primeira instância, três processos envolvendo o ex-presidente Lula. A Procuradoria-Geral da República, nos três casos, foi contra a mudança.

Um caso, envolvendo Angola e Odebrecht, o ministro acatou argumento da defesa e transferiu o processo para o Distrito Federal. E também foi remetido ao DF um outro caso, envolvendo Lula e Dilma na construção das usinas de Jirau e Santo Antonio. O terceiro foi encaminhado a São Paulo, e trata de suposta mesada da Odebrecht a “Frei Chico”, irmão de Lula.

Polêmica à vista, portanto.

Lava Jato: Gilberto Carvalho diz a Sergio Moro que Lula “nunca quis ficar rico”

A vida tem disso. Nem sempre acontece aquilo que desejamos e há momentos de revés. Outros, claro, de sorte. Parece ter sido o caso de Lula, ao menos segundo as palavras de seu fiel escudeiro, Gilberto Carvalho.

Em depoimento a Sérgio Moro, na Lava Jato, ele disse o seguinte:

“O presidente Lula tem muitos defeitos, como qualquer ser humano. Agora, tem uma coisa. Ele nunca quis ficar rico. Ele nunca pensou em usar a função dele como presidente para auferir recursos próprios, isso eu posso ter certeza, posso afirmar porque eu acompanhei no dia a dia naqueles oito anos que eu estive ali”

Em primeiro lugar, é preciso colocar as premissas maiores em perspectiva: NÃO É DEFEITO querer ficar rico. Ponto. O segundo aspecto é que hoje Lula é um homem rico; independentemente do juízo de valor sobre como isso aconteceu. Mas, sim, de acordo com os critérios objetivos estabelecidos justamente durante as gestões petistas, ele é considerado pessoa da classe alta (rica).

Agora, se NUNCA quis algo assim, e mesmo assim tudo aconteceu… ok, é a versão apresentada pelo aliado. Que seja ouvida, mas também pode ser questionada em alguns aspectos.

Eleições 2018: em Goiás, Jair Bolsonaro já aparece tecnicamente empatado em 1º com Lula

Segundo informa o portal Poder360, o Instituto Paraná realizou pesquisa de intenção de votos entre eleitores de Goiás, ouvindo 1.505 pessoas de 60 municípios, durante os dias 7 a 11/06, com margem de erro de 2,5 pontos para mais ou para menos.

A seguir, os dois cenários:

Como se vê, Lula e Bolsonaro empatam na margem de erro, entre os eleitores de Goiás.

Os dados da pesquisa, na íntegra, podem ser consultados aqui.