Condenado, Paulo Maluf envelheceu anos num intervalo de 71 dias

Em 10 de outubro de 2017, Paulo Maluf esteve na Câmara de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ao olhar para a lente de Wilson Dias, da Agência Brasil, sorriu e levantou o polegar confirmando que tudo estava bem. Nem parecia ter os 86 anos de vida que completara um mês antes.

Em 20 de dezembro de 2017, apenas dois meses e dez dias depois, o deputado federal foi fotografado entre caretas, apoiado por uma bengala e sustentando-se com as forças de dois auxiliares. Entregava-se à polícia para cumprir pena em regime fechado. Parecia próximo de completar um século de vida.

É curioso como Maluf envelheceu em apenas 71 dias.

É curioso como Paulo Maluf envelheceu pouco antes de ser preso

Em 10 de outubro de 2017, Paulo Maluf esteve na Câmara de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ao olhar para a lente de Wilson Dias, da Agência Brasil, sorriu e levantou o polegar confirmando que tudo estava bem. Nem parecia ter os 86 anos de vida que completara um mês antes.

Em 20 de dezembro de 2017, apenas dois meses e dez dias depois, o deputado federal foi fotografado entre caretas, apoiado por uma bengala e sustentando-se com as forças de dois auxiliares. Entregava-se à polícia para cumprir pena em regime fechado. Parecia próximo de completar um século de vida.

Na página oficial do parlamentar, não havia um único clique recente que lembre ao longe a imagem compartilhada pelo jornalista Fausto Macedo mais acima.

É curioso como Maluf envelheceu anos em apenas poucos dias.

Paulo Maluf é condenado à prisão pelo STF por lavagem de dinheiro, mas cabe recurso

O deputado Paulo Salim Maluf (PP/SP) foi condenado pela 1ª Turma do STF, por maioria. A condenação, que ocorreu por maioria de votos em processo que trata de lavagem de dinheiro na obra da Av. Água Espraiada (atualmente Av. Roberto Marinho), estabeleceu 8 anos de prisão e perda do mandato.

Mas cabem embargos.

Há controvérsia sobre a hipótese de efetiva prisão, considerando a idade do deputado.

Cabe agora

Paulo Maluf, outrora “padrinho” dos taxistas, votou a favor do Uber

Paulo Salim Maluf (PP/SP) sempre foi considerado uma espécie de “padrinho” dos taxistas, e as explicações são variadas. Uns dizem que foi pela melhora na segurança pública, outros por ajuda tributária, mas fato que, ao menos em São Paulo, “táxi” e “maluf” são quase palavras siamesas.

Ou eram.

Na votação na Câmara sobre o Uber, o PT apresentou emenda prejudicando a empresa. Na prática, portanto, em favor dos taxitas. E Maluf votou contra essa emenda.

Novos tempos…

Delator diz que o PT comprou Maluf forçando o 2º turno com Serra e Marta

O caso teria ocorrido nas eleições de 2004 para a prefeitura de São Paulo. Segundo Pedro Corrêa, ex-deputado federal pelo PP, em delação premiada para a operação Lava Jato, o PT bancou em R$ 26 milhões a candidatura de Paulo Maluf, forçando, assim, um segundo turno entre Marta Suplicy (então candidata petista) e José Serra, que sairia vencedor pelo PSDB.

Deste montante, R$ 6 milhões foram para o próprio PP, e outros R$ 20 milhões pararam no bolso de Maluf, tudo no caixa dois.

De fato, pelo resultado do primeiro turno, caso fossem somados os votos de Serra e Maluf, a disputa seria concluída sem necessidade de segundo turno. E a votação final do tucano equivale a 97,3% dessa soma, fortalecendo a tese de que, para evitar a reeleição da petista, o eleitorado se dividiu na primeira etapa da disputa.

Em 2016, Marta deve voltar a disputar a prefeitura de São Paulo, dessa vez pelo PMDB.

Não, Paulo Maluf NÃO saiu da lista da Interpol

Muitos veículos divulgaram ontem que Paulo Maluf havia saído da lista da Interpol. Ele próprio chegou a dar entrevistas, falando de perspectiva de viagens etc. Mas a notícia, felizmente, não era verdadeira.

Segundo a Procuradoria de New York, ele continua listado. Apenas suas fotos – e as de seu filho – foram retiradas do site. Melhor ter cuidado nas viagens, portanto.

Ontem, por ocasião dessa notícia (agora comprovadamente equivocada), chegou-se a falar numa fase “gloriosa” de Maluf. Isso porque ele não apareceu como envolvido em nenhum dos escândalos recentes e os valores denunciados atualmente fazem parecer quase coisas pequenas as denúncias contra o ex-prefeito de São Paulo.

Dilma estaria “comprando” deputados do partido do Maluf – e quem diz isso é o próprio

Sim, a coisa chegou a esse ponto. O governo de Dilma Rousseff não apenas tem o PP de Paulo Maluf como aliado de primeira hora, com direito a oferecer boa parte do governo à legenda. A julgar pelo que afirma o histórico líder pepista, o buraco é bem mais embaixo.

Em suma: Maluf diz que o governo estaria “comprando” deputados de seu partido. Suas palavras:

O governo está se metendo num processo de compra e venda que é detestável (…) Querem construir maioria no Legislativo dividindo o Executivo. Não é assim (…) Eu não queria fazer uma injustiça com a presidente, que é uma senhora correta e tem uma vida limpa. Mas agora a minha tendência está mudando

Dilma e PT tomando lição de moral do Maluf. Tempos interessantes.

Dilma e seus 4 cavaleiros anti-impeachment

O pessoal contrário ao impeachment de Dilma Rousseff, especialmente nas redes sociais, gosta de citar artistas descolados, figuras carimbadas da militância, colunistas supostamente engajados e que tais. Não raro, usam isso para dizer que não estariam numa causa do mesmo lado de Fulano ou Beltrano.

Ok, ok.

Pois então precisam deixar claro que estão lado-a-lado com essas quatro figuras de nossa gloriosa democracia nacional. Fernando Collor, Renan Calheiros, Paulo Maluf e Edison Lobão.

Collor, todos sabemos, sofreu impeachment em 1992, com a curiosidade histórica de que Lula e o PT estavam entre os mais entusiasmados com isso – hoje, também todos sabemos, são aliados. Ele chegou ao ponto de sair do PTB.

Renan é figura carimbada do poder. Foi assessor do então candidato Collor, ministro de FHC e aliado de primeira e última horas do PT. Hoje, é a principal peça para (tentar) evitar o impeachment. O problema é que o PMDB do Senado já parece conformado à ideia de que a presidente cairá.

Maluf, por sua vez, figura na Comissão Especial do Impeachment em defesa de Dilma. E Lobão, também senador pelo PMDB, faz parte do grupo maranhense pró-Dilma, muito embora José Sarney já tenha também dado sinais de que não ponha muita fé na continuidade deste governo.

São esses, portanto, os quatro principais cavaleiros de Dilma contra seu impeachment.

Mostre isso àquele amigo também anti-impeachment que diz não aderir a um movimento que tenha do mesmo lado esta ou aquela pessoa.

Petista: o malufista da Nova Era

Paulo Maluf sempre foi uma grande potência eleitoral em São Paulo – quase o foi no Brasil, mas o resto do pais conseguiu escapar dessa. Enfim, muitos paulistas e paulistanos já votaram em massa no “Dr. Paulo”, tendo o político atingido seu ápice (e, pelo ápice, dá para calcular a dimensão da carreira) ao eleger o sucessor Celso Pitta na prefeitura da Capital.

Daí em diante, foi ladeira abaixo. Primeiro, pela total e completa rejeição ao novo prefeito. Depois, pelas denúncias que foram aparecendo mais e mais, com direito a provas e até mesmo uma breve temporada no xadrez. Ainda assim, havia e há alguns malufistas, que usavam e usam argumentos como “ah, mas ele fez muita coisa boa” ou “e os outros são melhores?”, entre outras grandes pérolas da maluca retórica do “passa pano” em político desse tipo.

Como todos podem ter notado, a história se repete.

Os petistas, hoje, não diferem em nada dos malufistas, especialmente em meados da década de 2000, quando surgiram as primeiras provas e, claro, ele passou uns tempos vendo o sol nascer de maneira quadrilátera. A pergunta que se fazia era COMO DIABOS ainda tinha gente defendendo o cara. E é a mesma pergunta que se faz agora, mas sobre petistas.

Eles próprios, em tempos idos, também faziam tal questionamento sobre Maluf. Hoje, são amigos. E os defensores, tanto de um quanto do outro, são gêmeos na ideologia e na ética.

ps – o texto teve como base este ótimo post do Penso Estranho.

Paulo Maluf não vem gostando de ser comparado a Eduardo Cunha

A imprensa continua sedenta por qualquer manchete que enfraqueça o atual inimigo número 1 do PT, mas essa aqui saiu por demais deliciosa para não se repercutir. Conta o Globo que Paulo Maluf rejeita comparações entre ele e Eduardo Cunha. Perguntado se o presidente da Câmara apenas segue à risca os passos do, nas palavras do finado Mario Covas, “filhote de ditadura”. Respondeu…

Leia também | Por prazo a que adia o impeachment de Dilma, senadores do PMDB fizeram aliada chorar

Você viu algum documento meu? Cartão de crédito? Viu cheque? Algum extrato? Como está seguindo à risca?” Resta saber se Maluf queria dizer que andou na linha e nada há contra ele. Ou se escondeu tudo de uma forma tão bem feita que jamais conseguiram encontrar nada.