Maluf tem candidatura impugnada

Da Veja:

dilmamalufO Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo impugnou a candidatura de Paulo Maluf (PP), enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Maluf foi condenado em segunda instância, em novembro do ano passado, por improbidade administrativa, no caso do superfaturamento na construção da Avenida Jornalista Roberto Marinho e do Túnel Ayrton Senna quando era prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1997. Nessa condenação, o Tribunal de Justiça também determinou que ele tivesse os direitos políticos suspensos por cinco anos, por isso a impugnação agora.

Dilma e Skaf vão aparecer juntos em santinho de campanha

Da Folha de S.Paulo:

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Paulo Maluf (PP-SP) vai unir as imagens de Dilma Rousseff (PT) e Paulo Skaf (PMDB) nos santinhos de sua campanha à reeleição para a Câmara. Skaf, que está em segundo lugar na corrida pelo governo de São Paulo, tenta ao máximo não aparecer ao lado da presidente, e já até levou uma “chamada” de Michel Temer por causa disso.

Aliado do PT, Maluf teve ajuda do ministro José Eduardo Cardozo para retirar seu nome da lista da Interpol

Matéria da Folha de S.Paulo:

Paulo Maluf é sabatinado

Em entrevista ao UOL, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) falou sobre a ajuda que teve do Ministério da Justiça no processo que está relacionado na Justiça norte-americana, mais precisamente na Interpol. O deputado está citado num caso de possível evasão de divisas, e é tratado como foragido pela Justiça dos EUA. Desde 2009, Maluf aparece no site da Interpol como “procurado”. A ajuda que ele pediu ao Ministério da Justiça, há dois anos, coincide com a adesão de Maluf e seu partido à campanha de Fernando Haddad.

Padilha e Maluf: aliança “do tamanho do Corcovado e do Pão de Açúcar”

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Segue trecho de reportagem da Folha:

Descontraído, Padilha sela aliança ‘maior que o Corcovado’ com Maluf – O ex-ministro da Saúde da presidente Dilma Rousseff e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, selou na manhã desta sexta-feira (30) a aliança com o PP de Paulo Maluf, garantindo assim um minuto a mais no horário eleitoral gratuito. O evento foi realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, zona oeste da cidade.” (grifos nossos)

Seguindo os passos de Haddad, o não por acaso pior prefeito de São Paulo dos últimos duzentos anos, Padilha também fechou aliança oficial com o deputado (e procurado pela Interpol) Paulo Maluf. Como de praxe, teve a foto animada dos respeitáveis senhores.

O doleiro Yousseff não esteve no evento, pois está preso. Também não há notícias, ao menos até agora, de André Vargas ter participado dessa comemoração.

 

 

Maluf anuncia apoio à candidatura de Padilha em SP

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Matéria do portal G1:

O deputado federal Paulo Maluf e o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, participaram de ato na Assembleia Legislativa na manhã desta sexta-feira (30) em que selaram o apoio do PP de Maluf à candidatura do petista ao governo de São Paulo. O PP é considerado um aliado estratégico para aumentar o tempo a que o pré-candidato terá direito de propaganda eleitoral na televisão.

Padilha destacou que conheceu Maluf de perto quando estava à frente do Ministério de Relações Institucionais na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e elogiou o deputado federal pela fidelidade aos projetos do governo. Ele afirmou que a aliança em São Paulo integra o projeto nacional do PT.

O ex-presidente Lula, que participou de encontrou em que Maluf oficializou o apoio à candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012, desta vez não esteve presente para oficializar o apoio do PP a Padilha.

Seu nome, no entanto, foi lembrado por Maluf, que chamou o ex-presidente de “grande estadista”. Maluf cutucou ainda o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que será adversário de Padilha na disputa pelo governo de São Paulo. O deputado federal e presidente nacional do PP falou sobre a crise hídrica vivida pelo estado e ainda dos problemas da segurança pública.

Cúpula
Participaram do encontro o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o presidente estadual da sigla, Emídio de Souza. “Aqueles que até a madrugada disputaram o apoio do PP serão os primeiros a questionar a aliança”, disse Emídio. “Se já estava convencido de que o Padilha representa o novo, agora estou mais convencido. A candidatura ganha robustez, energia, que não é pouca coisa”, afirmou o presidente estadual da sigla.

Falcão afirmou que o ex-presidente Lula teve encontro na quinta-feira (29) com lideranças do PP. O partido vai apoiar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

Segundo cálculos de Maluf, com o PP em sua base de aliados, a presidente Dilma terá 14 minutos de propaganda eleitoral na televisão.

(grifos nossos)

Comentário

Durante a semana, Maluf pediu “proteção” do governo Dilma contra a Justiça americana. Agora que garantiu o apoio de seu partido às candidaturas do PT (com direito a elogio pessoal do candidato Padilha), seu desejo pode ser atendido.

Padilha <3 Maluf: pré-candidato visita obra do aliado e até telefona elogiando. Sério.

SAO PAULO X ATLETICO MINIEIRO

Segue trecho de reportagem da Folha:

Padilha visita obra de Maluf e telefona para fazer elogios ao deputado – “Alô, doutor Paulo? Aqui é o Padilha. Sabe onde eu estou?” – Eram quase 13h30 desta quinta-feira (24) quando o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, tirou o celular do bolso e telefonou para o deputado federal Paulo Maluf (SP), presidente estadual do PP paulista, informa Marina Dias. Padilha informou ao deputado que estava a bordo de um barco na eclusa de Barra Bonita, que opera na Hidrovia Tietê-Paraná, e foi construída sob o comando do deputado em 1973, quando era secretário de Transportes do Estado. “Perguntei por aqui quem tinha feito a obra da eclusa e todo mundo acertou de cara. E está tudo ótimo, viu? Estou muito animado”, disse o petista ao telefone. A corte foi feita a Maluf em momento estratégico. O PT começa a fechar o apoio dos partidos que irão compor a chapa de Padilha na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.” (grifos nossos)

“Doutor Paulo”, é mole? Que vergonha, Padilha!

Retrospectiva 2013: o mês de janeiro apresentou Haddad a São Paulo

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Poucos discordam que 2013 foi o ano politicamente mais conturbado para o país desde 1992 com o impeachment de Collor. Como brasileiro aparenta ter memória curta, o Implicante inicia hoje uma série retrospectiva que diariamente resumirá cada um dos complicados 12 meses que se findaram neste 31 de dezembro. Começando, naturalmente, por janeiro.

O primeiro personagem político a chamar atenção foi o calouro em cargos executivos, o ex-ministro Fernando Haddad. Sem a presença de Lula (que fugia da imprensa), logo de cara reconheceu não possuir recursos para cumprir as promessas de campanha. O primeiro protesto já veio no quarto dia, quando líderes de movimentos de moradia popular cercaram a prefeitura. Movimentos estes que, na primeira oportunidade, invadiram área cedida ao instituto Lula. Kassab, eterno inimigo da militância do PT, teve um de seus subprefeitos nomeado diretor na gestão Haddad. Quem também se deu bem foi Maluf ao garantir 7 de 8 diretores da COHAB. Quitados os favores de campanha, Haddad partiu para críticas ao governo do estado, mesmo com aliados seus apoiando a internação compulsória.

A Petrobras obteve ainda mais destaque. Ainda na primeira semana, confirmou-se que a estatal foi a empresa brasileira que mais perdeu valor no ano anterior. Um dos motivos teriam sido os mais de 130 BILHÕES de reais em dívidas acumulados nos quatro anos anteriores. Com isso, perdeu o posto de maior empresa da América Latina para uma petrolífera colombiana. Em meio a atrasos de pagamentos que prejudicaram fornecedores levando-os à falência, fechou o primeiro mês do ano anunciando um aumento de 6,6% para a gasolina e 5,4% para o diesel.

A maquiagem de dados, uma prática que se tornou hábito corriqueiro da parte do PT em 2013, começou com tudo já em janeiro. Uma manobra fiscal adotada pelo governo para fechar as contas do ano passado fez o Tesouro Nacional ter um prejuízo de mais de R$ 4 bilhões. Promessas de campanha foram alteradas do site da presidência. Uma organização internacional previu aumento de desemprego no país, indo de encontro a números facilmente contestáveis do IBGE. E o presidente do partido concluiu que imprensa livre podia levar ao nazismo.

Dilma, vendida ao povo brasileiro como uma ótima gerente, deu mostras do mau uso do dinheiro público. Perdeu investimentos para Rússia, Turquia, México e Tailândia; aplicou apenas 7% do fundo anti-drogas e apenas 23% da verba para a segurança pública. Todavia, gastou 6,6 milhões de reais em uma pesquisa de opinião. O que não se podia era reclamar de incoerência, uma vez que o governo de seu fiador teve mais de 40 milhões de reais usados em “gastos secretos”.

Amanhã serão relembrados os acontecimentos do mês de fevereiro.

Jersey devolve 1,45 milhão de libras de Maluf à prefeitura de São Paulo

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Reportagem do Estadão:

SÃO PAULO – A Corte da Ilha de Jersey repassou 1,45 milhão de libras (cerca de R$ 4,5 milhões) de empresas offshores ligadas à família do deputado Paulo Maluf (PP-SP) para os cofres do município de São Paulo. A liberação ocorreu nesta sexta feira, 24, para uma conta dos advogados da Prefeitura, em Londres. Na próxima terça feira – segunda é feriado na capital inglesa – os advogados vão providenciar a transferência do valor diretamente para o Tesouro paulistano.

A quantia faz parte do montante global de US$ 28,3 milhões – cifra atualizada com juros e correções, além de multas – que a Corte de Jersey mandou as empresas Kildare e Durant, controladas pelos Maluf, devolverem até junho aos cofres públicos municipais. O dinheiro das offshores está bloqueado em uma instituição financeira e será todo transferido para São Paulo.

Maluf foi condenado em Jersey por “fraude em ampla escala” – segundo o Ministério Público paulista, quando exercia o cargo de prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996, Maluf desviou dinheiro de grandes obras viárias, como a Avenida Águas Espraiadas.

A Justiça de Jersey concluiu que Maluf sabia que o dinheiro depositado nas contas de fundos em nome das empresas era de origem fraudulenta e que ele e seu filho Flávio enriqueceram ilicitamente. Para a Justiça de Jersey, Maluf foi “o fraudador e também o arquiteto e principal beneficiário das estruturas que receberam e mantiveram os fundos”.

Maluf sempre afirmou que nunca possuiu ativos no exterior. Ele nega ter desviado recursos públicos de obras em sua gestão.

(grifos nossos)

Maluf terá de devolver R$ 58 milhões à Prefeitura de São Paulo

Matéria do portal G1:

A Justiça de Jersey, paraíso fiscal europeu, determinou nesta quinta-feira (17)  que empresas  que a Prefeitura de São Paulo diz pertencerem ao ex-prefeito Paulo Maluf  devolvam aos cofres do município US$ 28,3 milhões (quase R$ 58 milhões).

Em novembro, a Justiça de Jersey determinou a devolução de dinheiro desviado de obras públicas em São Paulo durante a gestão Maluf, mas faltava calcular os juros do processo. Segundo os advogados que a Prefeitura de São Paulo contratou em Londres, o titular da conta, Flávio Maluf, é quem terá que devolver o dinheiro. A Prefeitura de São Paulo diz  que as empresas pertencem ao ex-prefeito, e a Justiça diz que o dinheiro foi movimentado pela família Maluf.

(…)

A Secretaria de Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo informou que  foi notificada na quinta-feira sobre a decisão da Corte de Jersey.  “O processo está em fase final e de arbitragem de custos advocatícios, que por parte da Prefeitura de São Paulo podem chegar a R$ 15 milhões dispendidos desde o início da referida disputa judicial”, afirma a nota.

Em novembro, Maluf negou envolvimento no desvio de recursos e afirmou que não é réu na decisão. “Primeiro, eu não sou réu. Segundo, eu não tenho conta. Isso é um engano jornalístico. Vocês estão cometendo uma barriga”, afirmou. A assessoria do deputado informou ainda, em nota, que a ação não tem embasamento legal ()

“A decisão é extremamente importante no combate à corrupção internacional”, afirmou nesta sexta-feira (18) o promotor de Justiça Sílvio Antônio Marques, da Promotoria do Patrimônio Público e Social da capital. ‘É um valor substancial. Não existe nenhuma decisão mandando devolver tanto dinheiro assim a um órgão público”, complementou.

Segundo o MP, Jersey ainda vai determinar o valor que as empresas terão de devolver em  custas processuais e honorários advocatícios. Esse valor está estimado em cerca de US$ 4,5 milhões.

A decisão judicial de novembro diz que os recursos foram transferidos para uma conta em nome de duas empresas, a Durant International Corporation e a Kildare Finance Limited.

Ainda cabe recurso contra a sentença, mas como a ilha está sob jurisdição britânica, a apelação terá que ser feita na Câmara dos Lordes, em Londres. Segundo Marques, será difícil a defesa conseguir reverter a decisão.

O  procurador-chefe da Procuradoria Geral de São Paulo, Celso Augusto Coccaro Filho, disse em novembro que o ex-prefeito teria de devolver aos cofres municipais cerca de US$ 22,5 milhões, que seria o equivalente ao montante desviado acrescido de juros compostos. A família de Maluf ainda terá que arcar com as custas do processo, que é de cerca de R$ 5 milhões.

“Esse valor de US$ 10,5 milhões é o valor da época. Nós bloqueamos US$ 22 milhões fazendo a aplicação de juros simples. Como o juiz de Jersey entendeu que houve fraude, aplica-se juros compostos. E, segundo a Corte de Jersey, o valor pode chegar a US$ 32 milhões. O mínimo de US$ 22 milhões já estava bloqueado e está garantido”, disse na ocasião.

Coccaro Filho disse que os juros são uma compensação. “Os juros são, no entender da Justiça, uma maneira de compensar quem sofreu a fraude. Eles são aplicados em um caráter de reparar a perda”, afirma o procurador.

Segundo a sentença, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) participou de uma fraude na remessa de dinheiro público para contas no estrangeiro em 1998. “(…) o conhecimento de Paulo Maluf e Flávio Maluf (filho do ex-prefeito) de que esses pagamentos eram o produto de uma fraude sobre os autores (Prefeitura de São Paulo) é atribuído a cada um dos réus e tais pagamentos foram, por isso, recebidos por Durant e Kildare com o conhecimento das fontes”, afirma a decisão.

“Tanto para a procuradoria como para o direito, [ela] é um marco na história da luta contra a corrupção no âmbito internacional. Esse caso é estudado no exterior, porque essa é uma das principais medidas para o controle de remessas indevidas”, diz o procurador.

“Os juros são, no entender da Justiça, uma maneira de compensar quem sofreu a fraude. Eles são aplicados em um caráter de reparar a perda de danos”, afirma o procurador.

Sentença
De acordo com a sentença, a Justiça de Jersey afirma que Maluf participou da fraude contra a Prefeitura na construção da Avenida Jornalista Roberto Marinho, então conhecida como Águas Espraiadas.

A condenação se deu em ação civil proposta pela Municipalidade de São Paulo na Ilha de Jersey, em 2009, com apoio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital. A parceria foi estabelecida entre a Procuradoria Geral do Município de São Paulo e o Ministério Público em razão do interesse comum na repatriação do dinheiro.

Após a saída de Maluf da prefeitura, o dinheiro desviado foi enviado, entre janeiro e fevereiro de 1998, para contas da família nos Estados Unidos, segundo rastreamento realizado pela Justiça.

A Justiça afirma ainda que Flávio Maluf, que é filho do então prefeito, sabia da natureza fraudulenta dos recursos e realizou movimentações. A sentença diz que ele, sob orientação ou com consentimento do pai, fez 15 depósitos, provavelmente através de um ou mais doleiros, em uma conta sua nos Estados Unidos da qual o deputado também seria beneficiado.

De lá, o dinheiro foi levado para contas de duas empresas no paraíso fiscal.

Etapas da ação em Jersey
O governo municipal afirma que houve desvios relacionados à construção da Avenida Jornalista Roberto Marinho. A obra foi realização da gestão Maluf (1993 a 1996). A construtora responsável teria promovido um superfaturamento da obra e repassado o dinheiro a Paulo Maluf.

A Prefeitura e o Ministério Público adicionaram ao processo diversos documentos como extratos bancários e cópias de cheques tentando mostrar o caminho do dinheiro, passando primeiro por Nova York e indo parar em Jersey.

De acordo com a Prefeitura, a ação teve três etapas. A primeira foi a quebra do sigilo, que serviu para localizar parte das provas. A segunda foi o congelamento do dinheiro que, segundo ele, teve a origem brasileira comprovada. Agora, a Prefeitura obteve decisão que determina a devolução da verba.

Um documento foi decisivo para a decisão da Justiça de Jersey: um relatório da construtora Mendes Júnior mostrando que 20% de todos os pagamentos que a Prefeitura de São Paulo fazia eram transferidos para uma conta em Nova York. Mais tarde, descobriu-se que esta conta pertencia a laranjas, amigos de Paulo e Flávio Maluf. A partir dessa conta, o dinheiro era transferido para Londres, Jersey e Suíça. Um documento assinado por Paulo Maluf transfere esta conta para o filho Flávio.

(…)

(grifos nossos)

Comentário

Depois de aprender o “eu não sabia” de Lula, Maluf agora também poderá se apropriar do “nunca antes neste país” de seu amigo e aliado.