Hacker tentou extorquir Marcela Temer na véspera da votação do impeachment de Dilma Rousseff

Dilma Rousseff, Michel Temer e Marcela Temer

Aos poucos fica mais clara a tentativa de extorsão sofrida por Marcela Temer. O hacker invadiu-lhe o celular quando Dilma Rousseff ainda enfrentava o impeachment. E aproveitou a véspera da primeira votação, aquela comandada por Eduardo Cunha, para atacar a atual primeira-dama.

Os detalhes estão em matéria da Veja que, no momento da redação deste texto, não mais se encontra no ar, sendo acessível apenas via cache. Por ordem da Justiça? Fato é que o texto de fato detalha o conteúdo das informações roubadas pelo hacker, algo que é proibido pela lei Carolina Dieckmann.

Ao final, contudo, é destacada uma informação alheia a todo o crime. E que mostra bem o caráter do criminoso por trás das informações exploradas pela imprensa:

“Esse fantasma poderá assombrar a família Temer mais uma vez. O hacker vai progredir para o semiaberto no mês que vem e já pediu a um dos seus advogados que agende visitas a programas populares de TV, pois seu sonho é ganhar fama e muito dinheiro.”

É por demais absurdo que o jornalismo queira atacar o atual presidente valendo-se de informações roubadas por este criminoso.

Imprensa reclama de censura, mas arquivos hackeados tinham 15 fotos íntimas de Marcela Temer

01.01.2011 - Marcela Temer, esposa do Vice-Presidente Michel Temer, em sua posse. Brasília, 1º de janeiro de 2011. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

É preciso ficar bem claro para a opinião pública: a imprensa vem chamando de censura uma decisão da Justiça que evitou divulgar informações que foram obtidas por intermédio de uma extorsão sofrida por Marcela Temer. No passado, invasão semelhante daria em nada, ou quase nada. Hoje, há a lei Carolina Dieckmann para proteger as vítimas, caso da primeira dama.

O Gizmodo, contudo, tentou entender como a esposa do presidente foi enganada. E se debruçou sobre o material já sem sigilo do processo, algo que não infringe a lei. Findou descobrindo que, na véspera da extorsão, o hacker aplicou um golpe no irmão de Marcela. Fazendo-se passar pela primeira-dama, conseguiu que Karlo Augusto Araújo transferisse R$ 15 mil para uma conta bancária – inicialmente tentou tomar um “empréstimo” de R$ 150 mil.

Sim, no material divulgado pela perícia, não há apenas questões financeiras, mas 15 “fotografias pessoais e íntimas” que vinham sendo usadas para constranger a vítima. Mas notem que até mesmo a Justiça teve o cuidado de não detalhá-las no processo – para “preservar a intimidade e privacidade da vítima”.

A imprensa poderia mostrar decência semelhante evitando constranger Marcela para atingir Michel Temer. Afinal, motivo para atacar o atual governo não falta.

Não foi censura: se a lei protege Carolina Dieckmann, protege também Marcela Temer

A invasão de privacidade já abarcava os dados digitais, mas só houve legislação específica no Brasil depois do caso de Carolina Dieckmann, de modo que tal lei passou a ganhar o nome da atriz. Trata-se de algo simples, basilar, óbvio. Um direito que deve ser garantido em toda e qualquer sociedade.

Sim, mesmo quando se trata da Primeira Dama. Pois uma coisa é o interesse nacional, eventual caso grave envolvendo assunto público; e outra, bem diferente, é a privacidade e a intimidade de Marcela Temer.

Vários veículos, hoje, estão alegando “censura” decorrente de processo judicial e, nos termos da ordem judicial, não poderiam divulgar dados privados e íntimos da mulher do Presidente da República.

Relembrando: um criminoso invadiu seus dispositivos de acesso à internet e começou a fazer extorsão, sob a ameaça de divulgar dados privados e íntimos. Ele foi encontrado, preso e o crime foi confirmado. Convenhamos, portanto, que não é mesmo defensável a divulgação justamente desses dadsos.

Por fim, e também tecnicamente, claro que não se trata de censura. O processo judicial é a maneira legítima e legitimada pelo Estado Democrático de Direito, por intermédio do Poder Judiciário, que atende ao que a lei determina e emite sua ordem dentro do devido processo.

Censura é o controle pelo poder executivo, sem devido processo. Não foi o que houve.

Se a lei protege Carolina Dieckmann (e deve proteger), ela também protege Marcela Temer (e também deve proteger). Bem como, por óbvio, também protege e deve proteger a todos nós. Melhor assim.

A mesma esquerda que reclamou do “bela, recatada e do lar” celebra a Globeleza com roupa

01.01.2011 - Marcela Temer, esposa do Vice-Presidente Michel Temer, em sua posse. Brasília, 1º de janeiro de 2011. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O Implicante não se cansa de apontar a incoerência da esquerda, que trata qualquer tipo de lógica como algo descartável aos debates. Não tem muito tempo, esquerdistas de todos os tipos revoltaram-se com a descrição feita pela revista Veja sobre a atual primeira dama. E, com muito sarcasmo, transformaram o “bela, recatada e do lar” num meme irônico contra padrões de comportamento mais conservadores.

Agora, esta mesma esquerda celebra o fato de, pela primeira vez, a Globeleza surgir vestida na campanha carnavalesca da Globo, que nitidamente tenta se alinhar ao mesmo apelo feminista que atacou a Alezzia Móveis em Aço Inox, empresa criticada por usar uma modelo em pose sensual nas peças publicitárias. Pela pauta política, a mulher não pode ser explorada como um objeto, mesmo que o corpo e as regras sejam delas, e ela seja uma pessoa adulta com interesse no emprego.

É um movimento estranho. A humanidade demorou séculos para conquistar a liberdade de escolha às mulheres. E, agora, justo a militância que diz representá-las quer cobrir tudo com um pedaço de pano.

Quanto aos ataques a Marcela Temer, fica cada vez mais claro que atendiam a uma agenda partidária.

É tão falso o apoio do PT às mulheres que querem atacar Marcela Temer só para constrangê-la

Dilma Rousseff, Michel Temer e Marcela Temer

Antes de Michel Temer assumir a Presidência da República, Marcela Temer foi reportada na Veja como “bela, recata e do lar“. A esquerda se revoltou e não admitiu que aquilo fosse papel de mulher. Passado o impeachment, a primeira-dama tornou-se embaixadora do Criança Feliz, um programa social voltado à primeira infância. E a esquerda? Claro, reclamou de novo.

O PT quer criar qualquer tipo de constrangimento ao governo Temer. Para isso, não há limites. Ontem, obstruiu a votação que liberava crédito extra para a educação. Agora, parte da sigla cogita processar a primeira-dama mesmo sabendo que nada há de errado na posição assumida por ela.

Por que fazer, então? Porque gerará um constrangimento, mídia negativa, e claro, todos o desgaste do enfrentamento de um processo na Suprema Corte. E isso vindo do partido que se vende como detentor do monopólio da causa feminina.

O PT merece tudo o que vem sofrendo.

A imprensa esquerdista não se cansa de passar vergonha e agora ataca Marcela Temer

01.01.2011 - Marcela Temer, esposa do Vice-Presidente Michel Temer, em sua posse. Brasília, 1º de janeiro de 2011. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O governo Temer tenta resgatar da Presidência da República um hábito abandonado com o fim do mandato de FHC: o da primeira-dama que tem uma participação política na gestão do marido. Não foi invenção do PSDB (Rosane Collor chegou a chamar ainda mais atenção do que Ruth Cardoso), nem do Brasil (basta observar a importância de Michelle Obama para o governo americano), nem da atualidade (Jacqueline Kennedy já encantava o mundo na década de 1960). Assim como não é um fenômeno de via única: retribuindo o gesto de Hillary, Bill Clinton não se cansa de aparecer na campanha da ex-primeira-dama norte-americana.

Ontem, Marcela Temer discursou  no lançamento do Criança Feliz, programa social voltado às crianças ainda na primeira infância, do qual participará como voluntária. E encantou não só pela beleza, conhecida das redes sociais desde a primeira posse de Dilma Rousseff, mas também pela voz de locutora e simpatia incomum.

Hoje, a Folha de S.Paulo publicou uma análise de gosto bem duvidoso, na qual tenta vender a ideia que só deixou mais explícita nas redes sociais: “Exploração da imagem de Marcela Temer pelo governo veio para ficar“. Mas, no correr dos parágrafos, a coisa piora. Chegando a tachar de machismo a participação de Marcela na ação do governo:

Para quem tem calafrios com o primeiro-damismo –acha antiquado e até machista–, um recado: a exploração da imagem da primeira-dama veio para ficar. (…) Quem é contra a função de primeira-dama, sobretudo quando é atrelada a campanhas sociais menos estruturais, como a do agasalho, por exemplo, diz que o posto reforça o estereótipo da mulher que cuida de casa, dos filhos e da família.

Ok. Digamos que de fato participar de de campanhas sociais reforça o estereótipo da mulher que cuida de casa, dos filhos e da família. E qual seria o exemplo que não reforça o estereótipo? O de Marisa Letícia, que optou por cuidar de casa, dos filhos e da família. Faz algum sentido? Nenhum.

“Na história, Marcela Temer parece ficar entre Dona Ruth e Dona Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, que optou por não se envolver com ações assistenciais.

As urnas provaram que a esquerda está perdida. O jornalismo que continuar entregue à esquerda continuará igualmente perdido. E falando nada com nada.

Suplente do senador Lindberg Farias (PT/RJ) ofende esposa de Temer no Twitter

Emir Sader não é um petista meramente simpatizante, mas sim SUPLENTE DE SENADOR (e já foi cotado até mesmo para o Ministério da Cultura). Sim, ele pode assumir uma cadeira no Senado Federal pelo Rio de Janeiro, caso Lindberg Farias (PT/RJ) se afaste. E ele é um dos”intelectuais” que assinaram o manifesto anti-impeachment, entre outras figuras carimbadas e sempre presentes nesse tipo de documento.

Segundo revela o jornal O Globo, o petista usou sua conta no Twitter (por ocasião do vazamento da carta de Michel Temer) para soltar o seguinte ataque à esposa de Michel Temer: “com essa carência toda, então a Marcela (esposa de Temer) não está dando conta do recado”?

Mas não espere da militância de sempre qualquer ato de repúdio ou exigência para que retire sua assinatura da lista de “intelectuais” apoiadores de Dilma e contrários ao impeachment. Aliás, é curioso o comportamento desses petistas internéticos quanto a Emir Sader: fazem de conta que ele é um mero simpatizante equivocado do partido, quando na verdade é SUPLENTE DE SENADOR – e também sempre figurando nos abaixo-assinados que os mesmos petistas descolados adoram propagar.

Emir-Sader---Marcela-Temer

Imaginem se, em vez de um suplente de senador do PT, ele fosse humorista de TV crítico ao governo! A turma engajada não perdoaria: faria passeata, exigiria a retirada do programa, sairia às ruas com tochas e assim por diante.